Domingo, 5 de Julho de 2009

Não-violência

Não-violência (Ahimsa) significa não causar mal a pessoa alguma, o que não quer dizer simplesmente abster-se de causar danos aos outros com os membros do corpo ou com armas. A não-violência também precisa ser praticada com a pureza da mente, da língua e do corpo. Não deveria haver sentimentos ruins, pois isso também é uma forma de violência. Causar dano corporal ao outro é violência, mas falar de forma áspera também é violência. Sua fala deveria ser doce, agradável e benéfica. Todas suas ações deveriam ser úteis aos outros. (Sathya Sai Baba)

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Indulgência


“A luz da alegria deve ser o facho continuamente aceso na atmosfera das nossas experiências.
Circunstâncias diversas e principalmente as de indisciplina podem alterar o clima de paz, em redor de nós, e dentre elas se destaca a palavra impensada como forja de incompreensão, a instalar entrechoques.
Daí o nosso dever básico de vigiar a nós mesmos na conversação, ampliando os recursos de entendimento nos ouvidos alheios.
Sejamos indulgentes.
Se erramos, roguemos perdão.
Se outros erraram, perdoemos.
O mal que desejamos para alguém, hoje, suscitará o mal para nós, amanhã.
A mágoa não tem razão justa e o perdão anula os problemas, diminuindo complicações e perdas de tempo.
É assim que a espontaneidade no bem estabelece a caridade real.
Quem não reconhece as próprias imperfeições demonstra incoerência. Quem perdoa desconhece o remorso.
Ódio é fogo invisível na consciência.
O erro, nosso, requer a bondade alheia; erro de outrem, reclama a clemência nossa.
A Humanidade dispensa quem a censure, mas necessita de quem a estime.
E ante o erro, debalde se multiplicam justificações e razões. Antes de tudo, é preciso refazer, porque o retorno à tarefa é a consequência inevitável de toda fuga ao dever.
Quanto mais conhecemos a nós mesmos, mais amplo em nós o imperativo de perdoar.
Aprendamos com o Evangelho, a fonte inexaurível da Verdade.
Você, amostra da Grande Prole de Deus, carece do amparo de todos e todos solicitam-lhe o amparo.
Saiba, pois, refletir o mundo em torno, recordando que se o espelho, inerte e frio, retrata os aspectos dignos e indignos à sua volta, o pintor, consciente, buscando criar atividade superior, somente exterioriza na pureza da tela os ângulos nobres e construtivos da vida.”

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Farra no Senado Federal do Brasil


O Senado Federal que tinha de dar exemplos, cada vez mais nos decepcionam, através da produção de atos secretos, os nossos “valorosos” senadores nomeiam parentes e afins, que recebem vultuosos salários, mais gratificações, horas extras, etc.. Além de ser ilegal, alguns deles nem comparecem ao senado, para pelo menos fingir que está fazendo algo ao País para receber vultuosas quantias.
Enquanto a maioria da população, mal ganha para as suas necessidades primárias, nosso dinheiro é jogado no ralo.
Nenhum presidente do Senado até a presente data ficou interessado em procurar os culpados desta situação chegar aonde chegou, porque será?
Infelizmente, poucos se salvam desta comitiva festiva com o dinheiro público, e ainda se percebe a má vontade de se apurar os fatos, afinal quem deveria servir de exemplo se considera acima do bem e do mal, e quanto a punição aos culpados, nós já sabemos o resultado, certo?... E a farra continua...
Até que enfim… Parece que uma parte da podridão vai começar a ser passada a limpo neste País!




Os advogados gaúchos Irani Mariani e Marco Pollo Giordani ajuizaram, na Justiça Federal, uma ação que pretende discutir as horas extras pagas e não trabalhadas, no Senado, e outras irregularidades que estão sendo cometidas naquela Casa.
A ação tramita na 5a. Vara da Justiça Federal de Porto Alegre e tem como réus a União, os senadores Garibaldi Alves e Efraim Morais e “todos os 3.883 funcionários do Senado Federal, cuja nominata, para serem citados, posteriormente, deverá ser fornecida pelo atual presidente do Senado Federal, senador José Sarney“.
O ponto nuclear da ação é que durante o recesso de janeiro deste ano, em que nenhum senador esteve em Brasília, 3,8 mil servidores do Senado, sem exceção, receberam, juntos, R$ 6,2 milhões em horas extras não trabalhadas – segundo a petição inicial.
Os senadores Garibaldi e Efraim são, respectivamente, o ex-presidente e o ex-secretário da Mesa do Senado. Foram eles que autorizaram o pagamento das horas extras por serviços não prestados.
A ação popular também busca “a revisão mensal do valor que cada senador está custando:
R$ 16.500,00 (13º, 14º e 15º salários);
mais R$ 15.000,00 (verba de gabinete isenta de impostos);
mais R$ 3.800,00 de auxílio moradia;
mais R$ 8.500,00 de cotas para materiais gráficos;
mais R$ 500,00 para telefonia fixa residencial, mais onze assessores parlamentares (ASPONES) com salários a partir de R$ 6.800,00;
mais 25 litros/DIA de combustível, com carro e motorista;
mais cota de cinco a sete passagens aéreas, ida e volta, para visitar a ‘base eleitoral’;
mais restituição integral de despesas médicas para si e todos os seus dependentes, sem limite de valor;
mais cota de R$ 25.000,00 ao ano para tratamentos odontológicos e psicológicos”. (tratamento psicológico é o fim...!!!!)
Esse conjunto de gastos está – segundo os advogados Mariani e Giordani – “impondo ao erário uma despesa anual em todo o Senado, de:
- R$ 406.400.000,00; ou
- R$ 5.017.280,00 para cada senador.
Tais abusos acarretam uma despesa paga pelo suado dinheiro do contribuinte em média de:
- R$ 418.000,00 por mês, como custo de cada senador da República”.
Mariani disse ao ‘Espaço Vital‘ (site gaúcho) que, “como a ação popular também tem motivação pedagógica, estamos trabalhando na divulgação do inteiro teor da petição inicial, para que a população saiba que existem meios legais para se combater a corrupção”. Cópia da peça está sendo disponibilizada por este site. A causa será conduzida pela juíza Vânia Hack de Almeida. (Proc. nº 2009.71.00.009197-9)
AÇÃO POPULAR Nº 2009.71.00.009197-9 (RS)
Data de autuação: 31/03/2009
Juiz: Vania Hack de Almeida
Órgão Julgador: JUÍZO FED. DA 05A VF DE PORTO ALEGRE
Órgão Atual: 05a VF DE PORTO ALEGRE
Localizador: GAB03B
Situação: MOVIMENTO-AGUARDA DESPACHO
Valor da causa: R$6.200.000,00
Assuntos:
1. Adicional de horas extras
2. Horas Extras
AUTOR: IRANI MARIANI
Advogado: IRANI MARIANI
AUTOR: MARCO POLLO GIORDANI
Advogado: IRANI MARIANI
RÉUS: 1 – UNIÃO – ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO
2 – GARIBALDI ALVES FILHO
3 – EFRAIM DE ARAUJO MORAIS
4 – FUNCIONÁRIOS DO SENADO FEDERAL

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Você ainda acredita em democracia?



“Como em qualquer outro país democrata, no Brasil o torturado povo, além do “excelente” carnaval e futebol, tem seus direitos e deveres. Pensemos assim, será que a democracia existe, ou é apenas uma brincadeira de mau gosto ???
Desde 1984 não existe ditadura militar no Brasil. O Governo passou a ser democrático, ou seja, o povo escolhe os seus governantes através de voto livre e secreto. Mas existe um tema que há tempos sempre aparece em discussão: democracia. Muitos questionam o que ela realmente é e se isso é de fato praticado no País.
De uns meses pra cá, tem se falado muito em um possível terceiro mandato do presidente Lula à frente da República. O próprio já começou a fazer campanha para sua candidata, a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. O presidente procura não falar muito sobre a possibilidade do terceiro mandato porque sabe que, se colocar Dilma na presidência, de certa forma vai continuar governando, mas também sabe que, se aprovado o terceiro mandato, suas chances de ser reeleito são muito grandes.
O fato é que se aprovada essa proposta, logo proporão o quarto, o quinto, o sexto e por aí vai, um continuísmo sem fim. Talvez fosse mais viável o aumento do tempo do mandato de quatro para cinco anos, como é feito nos Estados Unidos. Senão poderemos ter em Lula a mesma imagem que Cuba teve de Fidel Castro ou a que a Venezuela tem de Hugo Chávez. E o Brasil continuar sem saber se pratica a tão falada democracia.” (baseado em opinião de Leonardo Eleutério dos Santos)

Sábado, 27 de Junho de 2009

Sarney em seu momento crítico



Não há dúvida de que as novas revelações sobre escândalos no Senado, ainda que alguns deles precedendo a sua atual gestão no comando da Casa, tornam muito delicada – para não dizer insustentável – a posição do senador José Sarney. Além de vários familiares seus terem sido contemplados com empregos na instituição, o que se diz do veterano político é que, ao longo de todos esses anos, ele foi cúmplice, conivente ou, na melhor das hipóteses, omisso em relação às trapaças que lá se faziam, e cujas faturas sempre coube ao erário público pagar. Os últimos episódios divulgados se referem, por exemplo, aos atos secretos, através dos quais se faziam nomeações de funcionários e se autorizava pagamentos extras e liberação de verbas, e a uma conta bancária clandestina paralela, mantida pelo Senado, à margem das auditorias regulares dos órgãos da União. Tudo isto acontecia, e o presidente do Senado, que era o próprio Sarney, não sabia de nada. Indagado sobre tal ignorância, saiu-se com uma resposta insólita: a de que foi eleito para presidir politicamente a instituição, não para limpar a sua lixeira. Quer dizer: ocorram as sujeiras que ocorrerem, não pertencem à sua alçada. Uma declaração no mínimo espantosa, que não honra seu autor.
O problema é que as acusações se avolumam e há evidências bastante consistentes de que altos funcionários do Senado, do seu setor administrativo, praticavam ilícitos, e hoje são acobertados por senadores. As investigações até agora foram de fachada, e continuarão sendo, se promovidas por elementos do mesmo grupo suspeito. Ou seja, não há isenção, e os inquéritos, apesar de todos os indícios de fraudes e outros atos escusos, parecem fadados a dar em nada. Não é isto que o País exige. O que se defende é uma apuração séria, sem alardes desnecessários, que vá a fundo nos subterrâneos do Senado, para identificar os abusos, os desvios, as burlas e, em especial, quem os cometeu, e também quem vem apadrinhando esses delinqüentes. Uma investigação para tirar tudo a limpo e, por conseguinte, a salvo de ingerências políticas, de que origem forem. O Ministério Público Federal e a Polícia Federal estão aí para isso mesmo e, se chamados a fazê-lo, que ninguém veja nisso uma violência contra um outro poder.
O senador José Sarney deveria se afastar da Presidência do Senado, enquanto as denúncias que envolvem a Casa são averiguadas. Sua presença à frente do Legislativo tem sido causa de constrangimento geral, e não serve ao objetivo de se esclarecer os incontáveis pontos obscuros existentes. Por outro lado, ele erra ao culpar a mídia por toda essa situação, que o deixa tão mal, e acha que a razão é o apoio que dá ao presidente Lula. Pura teoria conspiratória, sem nenhuma base real. Se alguém tem culpa, como a experiência ensina, é quem se comportou de forma torta, jamais a simples testemunha do fato.
(Fonte: A Tribuna de Santos – 27/06/2009)

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

A prisão


Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Sábias palavras...

“Não se poderia deixar no esquecimento as maravilhosas mensagens de Jesus. Ficariam perdidas no tempo? Foi então que os apóstolos, seguidores do Mestre, acharam de extrema importância, fazerem as anotações necessárias para que de todos elas fossem conhecidas.
-Como agir?
- Falava-se entre eles.
Como sabemos, a maior parte que seguia Jesus, eram pessoas simples e muitas não sabiam escrever. Foi então que Mateus dignou-se a iniciar as anotações preciosas que deveriam iluminar a humanidade, depois acompanhado por outros apóstolos.
Os cristãos daquela época seguiam passo a passo o que Jesus ensinava: Amar o próximo, não adulterar, não desejar as coisas alheias e principalmente, perdoar os nossos inimigos.
Mas os cristãos de hoje, levam este conhecimento não com profundidade. O amor ao próximo é vago, o perdão das ofensas muito difícil a ser assimilado.
O que nos falta, irmãos, para que possamos agir de acordo com os primeiros cristãos que morriam por amor à Jesus?
O que precisamos realmente, é a leitura incessante do evangelho do Cristo, mas de suma importância, vigiarmos nossos atos em todos os momentos de nossa vida.
Lembrem-se, o mais importante nessa nossa caminhada é a nossa reforma íntima, para que um dia, possamos trilhar as estradas iluminadas que nos levam à Jesus. Paz e Amor.”