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sábado, 18 de abril de 2009

Novos tempos... velhos problemas


“Não assusta a mais ninguém dessa geração robotizada pelo modismo, o fato de tomar anti-depressivo. E com espanto os vemos aceitar essa condição com a maior naturalidade. Bem, e quanto ao resultado disso? Cérebros amortecidos, sensações camufladas. Mentes criadas para pensar, agora condicionadas a medicamentos controlados.
Algumas pessoas assustadas com o fato, procuram “ajuda espiritual” em templos de Umbanda depois de longa ladainha pelos consultórios médicos. Ali, mesmo “desconfiadas”, ousam solicitar um “trabalho”, pois, com certeza, são vítimas de “coisa feita.” Impossibilitadas de discernirem sobre as questões íntimas, facilita-lhes terceirizar o problema, culpando qualquer um com quem teve alguma contenda ao longo da vida.
Sorte daqueles que encontram no local médiuns sérios, estudiosos e assim podem receber orientação segura. O maior problema reside nas armadilhas em que podem cair devido à fragilidade emocional que se encontram. Na tentativa de achar um milagre, seguem o endereço dos folhetins de esquina que oferecem a bom preço o “trabalho resolve-tudo” de supostos médiuns videntes que se denominam “Mãe disso ou Pai daquilo” (usando o sagrado nome dos Orixás). Lá deixam seu salário do mês – pois o único objetivo desses milagreiros é ganhar dinheiro – e retornam com a decepção, além da companhia nada agradável de algumas energias pesadas. Mas a parte triste disso tudo é que a partir de então, além da doença, a descrença; passam a discriminar a Umbanda e a mediunidade.
Os religiosos em geral, no seu comodismo, se fixaram em suas “bíblias” esquecendo-se de que a evolução se dá no dia a dia e, em pleno século XXI, ainda insistem em pregar sobre milagres. E assim, a verdade sobre o espírito, sobre reencarnação e mesmo sobre a vida, que é algo sabido, mas omitido por eles, fica escondido embaixo do tapete para perpetuar a mentira. Deixando de ensinar o certo, permitem que suas ovelhas caiam nas armadilhas da ignorância.
Não quero aqui eleger a corrente da Umbanda ou Kardecismo como a “milagreira” das horas de apuro, mas como alentadora e esclarecedora sobre os valores tão esquecidos pela humanidade e os médiuns estudem e se atualizem, verificando que a necessidade dos filhos de fé vai além do fenômeno da incorporação ou da receita de certas oferendas, mas principalmente, da orientação segura e fraterna.
No nosso tempo atual é necessário que exista um amadurecimento em todos nós no sentido de que não podemos mais, como fizeram/fazem muitas religiões, nos ater somente naquilo que nossos ancestrais nos passaram. Não que isso não mereça importância, mas precisamos e devemos difundir/esclarecer sobre as doenças da alma e, sobre a necessidade de reforma íntima. Educar os vivos para que não sofram os mortos.
Como ensina uma sábia preta-velha: “A maior caridade que podemos fazer por aqui é ensinar as pessoas a viverem bem, a serem felizes.” Desmistificando assim a falsa idéia de que estamos todos aqui para “pagar carma”, mas antes para, para aprendermos as lições ignoradas no pretérito.
A maioria dessas pessoas que no presente se vê enrodilhada em profunda depressão, são vítimas não de feitiçaria ou magia negra, mas de sua própria falta de aceitação da realidade. São vítimas da rigidez a que se apegaram, cegando completamente para as coisas transcendentais ao corpo físico. Ignoram ou não querem admitir que é o espírito eterno quem comanda a matéria perecível e não o contrário. Passam uma vida toda só pensando em obter bens para satisfazer o ego e assim, inevitavelmente por força da Lei maior, um dia se vêem obsoletas e sós. Vazias de valores e de sentimentos, se encolhem então em seus casulos fugindo da vida.
Tudo isso é acentuado pelo momento planetário onde se dá uma transformação de valores, cumprindo-se a Lei de evolução dos espíritos. Ressonâncias adormecidas no inconsciente de traumas e vivências pretéritas são agora acordadas por força desse magnetismo telúrico negativo que se acentua dia a dia. Castigo? Não, apenas necessidade evolutiva. No amanhã teremos uma casa mais limpa para morar e necessariamente precisamos estar vestidos com roupas adequadas. Então, a dor vem nos acordar a tempo para aquilo que o amor ainda conseguiu.”

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