"Gandhi, quando leu pela primeira vez o Sermão da Montanha, pensou que o Cristianismo, a mensagem de Jesus, poderia ser a solução do problema das castas na Índia. Decidiu fazer-se cristão e dirigiu-se a uma Igreja para lá começar a receber catequese e chegar a participar dos sacramentos. Naquela época. Gandhi vivia na África do Sul. Pararam-no na porta Igreja e lhe disseram que era melhor procurar uma Igreja para negros. Nunca mais voltou."
Fé fundamentalista, sem testemunho, da boca para fora, não serve para absolutamente nada.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Os Dois Lados do Dinheiro

Dinheiro tem dois lados.
Ambas, a moeda e a nota, possuem dois lados - a moeda, cara e coroa, e a nota, frente e verso.
Também, espiritualmente, dinheiro tem dois lados - o lado ruim e o lado bom. O primeiro adverte: "Cuidado"! e o outro diz: "ótimo"!
O discípulo de Cristo deve reconhecer o perigo de riquezas e deve usar seu dinheiro para a glória de Deus.
1 TIMÓTEO 6.6-10
SE O DINHEIRO POSSUI VOCÊ, CUIDADO!
A advertência é contra o materialismo e a favor da espiritualidade. A palavra piedade - que quer dizer santidade, dever religioso, reverência e devoção a Deus - descreve o que tem verdadeiro valor na vida. O discípulo só precisa das necessidades físicas, sem luxo, porque já tem tudo: todas as riquezas pessoais e espirituais em Jesus! Dinheiro não compra as coisas importantes; elas são presentes de Deus. O discípulo precisa apenas do necessário para servir a Deus e não precisa cuidar da sua própria segurança financeira porque Deus faz isto. O contentamento com aquilo que possui, sem cobiça e avareza, é lucro puro. Não um lucro financeiro, como o dos charlatões, porém lucro emocional e moral, de consciência tranqüila, que vale mais do que as riquezas. (Você pode encontrar mais comentários sobre contentamento em Hebreus 13.5-6 e Filipenses 4.11-13.)
Os perigos são os males inevitáveis dos que querem ficar ricos, dos obcecados pelo amor do dinheiro. O aviso é a certeza de ciladas e ruína. Por quê? Porque riquezas sem Deus trazem apenas decepção e desilusão - o rico tem tudo e não possui nada de valor e se pergunta: só isto? Dinheiro promete tudo e não satisfaz; não cumpre suas expectativas.
Um exemplo bíblico é Demas, que abandonou o apóstolo Paulo, “tendo amado o presente século” (2 Timóteo 4.10). Querendo mais, acabou tendo nada. O jovem rico é outro exemplo; não segue Jesus por ser “dono de muitas propriedades” (Marcos 10.22). Portanto, o Mestre alerta na parábola do semeador: “os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições, concorrendo, sufocam a palavra, ficando ela infrutífera.” (Marcos 4.19).
1 TIMÓTEO 6.17-19
SE VOCÊ POSSUI O DINHEIRO, ÓTIMO!
O lado bom do dinheiro é a possibilidade de usá-lo na causa de Cristo. O segredo é administrá-lo bem - para o Reino e não só para si mesmo ou para seu próprio orgulho. A boa administração deposita os tesouros no céu por meio da bondade e generosidade. O mau administrador pensa exclusivamente em si, como o rico insensato em Lucas 12; na hora da sua morte, Deus pergunta: “Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?”. A conclusão de Jesus esclarece: “Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus” (v. 20-21).
Jesus explica tudo em Mateus 6.19-21 “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.”
O bom uso do dinheiro prova que a confiança se deposita em Deus e não em dinheiro instável. Dinheiro não garante a esperança futura; Deus garante.
A aplicação de dinheiro no trabalho da igreja é o melhor investimento. O alvo não é ficar rico mas ser rico em boas obras. A riqueza espiritual ordena o bom uso da riqueza material. Quando o servo dá para Deus, ficando contente com o que tem, Deus dará a seu filho mais e mais para usar para sua glória: “Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra,” (2 Coríntios 9.8).
PARA PONDERAR
Os dois lados do dinheiro: ruim e bom; e os dois comentários possíveis: cuidado e ótimo!
Dinheiro é como tudo na vida - é bom se utilizado como Deus quer.
Sobre seu dinheiro e sua vida, diga a Deus: “faça-se a tua vontade”.
(Extraído do livro, "Deus e O Dinheiro" de Bryan J. Bost)
Ambas, a moeda e a nota, possuem dois lados - a moeda, cara e coroa, e a nota, frente e verso.
Também, espiritualmente, dinheiro tem dois lados - o lado ruim e o lado bom. O primeiro adverte: "Cuidado"! e o outro diz: "ótimo"!
O discípulo de Cristo deve reconhecer o perigo de riquezas e deve usar seu dinheiro para a glória de Deus.
1 TIMÓTEO 6.6-10
SE O DINHEIRO POSSUI VOCÊ, CUIDADO!
A advertência é contra o materialismo e a favor da espiritualidade. A palavra piedade - que quer dizer santidade, dever religioso, reverência e devoção a Deus - descreve o que tem verdadeiro valor na vida. O discípulo só precisa das necessidades físicas, sem luxo, porque já tem tudo: todas as riquezas pessoais e espirituais em Jesus! Dinheiro não compra as coisas importantes; elas são presentes de Deus. O discípulo precisa apenas do necessário para servir a Deus e não precisa cuidar da sua própria segurança financeira porque Deus faz isto. O contentamento com aquilo que possui, sem cobiça e avareza, é lucro puro. Não um lucro financeiro, como o dos charlatões, porém lucro emocional e moral, de consciência tranqüila, que vale mais do que as riquezas. (Você pode encontrar mais comentários sobre contentamento em Hebreus 13.5-6 e Filipenses 4.11-13.)
Os perigos são os males inevitáveis dos que querem ficar ricos, dos obcecados pelo amor do dinheiro. O aviso é a certeza de ciladas e ruína. Por quê? Porque riquezas sem Deus trazem apenas decepção e desilusão - o rico tem tudo e não possui nada de valor e se pergunta: só isto? Dinheiro promete tudo e não satisfaz; não cumpre suas expectativas.
Um exemplo bíblico é Demas, que abandonou o apóstolo Paulo, “tendo amado o presente século” (2 Timóteo 4.10). Querendo mais, acabou tendo nada. O jovem rico é outro exemplo; não segue Jesus por ser “dono de muitas propriedades” (Marcos 10.22). Portanto, o Mestre alerta na parábola do semeador: “os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições, concorrendo, sufocam a palavra, ficando ela infrutífera.” (Marcos 4.19).
1 TIMÓTEO 6.17-19
SE VOCÊ POSSUI O DINHEIRO, ÓTIMO!
O lado bom do dinheiro é a possibilidade de usá-lo na causa de Cristo. O segredo é administrá-lo bem - para o Reino e não só para si mesmo ou para seu próprio orgulho. A boa administração deposita os tesouros no céu por meio da bondade e generosidade. O mau administrador pensa exclusivamente em si, como o rico insensato em Lucas 12; na hora da sua morte, Deus pergunta: “Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?”. A conclusão de Jesus esclarece: “Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus” (v. 20-21).
Jesus explica tudo em Mateus 6.19-21 “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.”
O bom uso do dinheiro prova que a confiança se deposita em Deus e não em dinheiro instável. Dinheiro não garante a esperança futura; Deus garante.
A aplicação de dinheiro no trabalho da igreja é o melhor investimento. O alvo não é ficar rico mas ser rico em boas obras. A riqueza espiritual ordena o bom uso da riqueza material. Quando o servo dá para Deus, ficando contente com o que tem, Deus dará a seu filho mais e mais para usar para sua glória: “Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra,” (2 Coríntios 9.8).
PARA PONDERAR
Os dois lados do dinheiro: ruim e bom; e os dois comentários possíveis: cuidado e ótimo!
Dinheiro é como tudo na vida - é bom se utilizado como Deus quer.
Sobre seu dinheiro e sua vida, diga a Deus: “faça-se a tua vontade”.
(Extraído do livro, "Deus e O Dinheiro" de Bryan J. Bost)
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Discórdia e inimizade (Roberto Corrêa)
Quantas situações de necessidades mútuas não são possíveis de serem solucionadas porque a desavença ou o desentendimento de determinados membros da família não permitem a aproximação ! Vejo ao meu redor parentes e amigos que se desentenderam e, "com perdão de fachada", guardam mágoa recíproca, impedindo ou dificultando - por causa dessa divergência - , a amizade dos filhos que nada têm a ver com o ocorrido. Quantas oportunidades de comunicação, troca e recebimento de favores são desperdiçadas, quanto aperfeiçoamento e manifestações de amor são bloqueados! E o surpreendente é que todos se dizem cristãos, amam as práticas religiosas! E, com um caradurismo de estarrecer, não sabem porque as coisas, muitas vezes, não vão bem !
O que particularizei acima, pode ser generalizado, estendendo-se às cidades, estados e nações. Na sociedade há um desentendimento grupal muito sério e quistos ou panelas são formadas fazendo com que as divergências se tornem grandes e insuperáveis. Felizmente, parece que está havendo um entendimento democrático ou seja, todos estão respeitando mais cada um ou, em outras palavras, está sendo compreendida a necessidade da convivência e aceitação mútua de opiniões diversificadas. Mas, as profundas divergências parece não se extinguirem nunca, haja vista a permanente luta de protestantes e católicos (Irlanda do Norte), palestinos e israelenses (Oriente Médio), etc.
Conclusão: não podemos ter ilusões e achar que este ano e os seguintes vão melhorar significativamente. É muita utopia, face à realidade posta à nossa frente. O que podemos tentar fazer, humildemente, é procurar extirpar, no meio em que vivemos, ao menos, toda essa mazela de desunião e de discórdia. Sabemos, de antemão, que a oração é absolutamente indispensável, pois só graças especialíssimas serão capazes de demover os espíritos empedernidos na soberba, fonte de todos estes males. Na convivência social, outrossim, precisamos ser refratários às provocações, reais ou disfarçadas, dos "mui amigos" , pois infelizmente o cultivo das virtudes cristãs não se encontra com abundância.. E, em últimas considerações, salientamos que só a ausência de Deus pode explicar porque se torna insolúvel essa problemática toda de desuniões, conflitos, desavenças, ódios e inimizades.”
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
E a Paixão? (Tatiana Sessa)
Não há diferença entre um sábio e um tolo quando estão apaixonados. (George Bernard Shaw)É sobre a paixão que vou lhes falar. O dicionário Houaiss a define como: 1. martírio; 2. emoção muito intensa; 3. amor ardente.
Atualmente existe um acúmulo de experiências e estudos científicos para explicar este sentimento. O tempo estimado para durar a paixão é ainda polêmico. Alguns teóricos afirmam que duram meses e outros afirmam que se estende por anos. No entanto, pesquisas mostram que o primeiro passo para uma paixão se dá através da aproximação, quando há a liberação de feromônio, substância segregada por animais que serve como atrativo sexual. Além disso, cientistas alegam que a paixão nos aproxima de outros animais, pois há um componente instintual e ela dura o suficiente para que o casal possa copular e reproduzir.
A paixão tem começo, meio e fim. Por que? Porque quando nos encontramos apaixonados os batimentos cardíacos aceleram, suamos, suspiramos sem querer e ficamos num estado de intensa ansiedade, que se prolongando se torna até prejudicial para o corpo humano. Dizem, inclusive, que quando estamos apaixonados, estamos mais suscetíveis a cometer loucuras. Ou seja, a emoção se torna mais presente que a razão.
Culturalmente estamos vivendo um tempo diferente na nossa história, pois, cada vez mais, notamos relações descartáveis (o "ficar") e o não enfrentamento das situações de conflito de um casal. Veja bem, conflito é diferente de confronto, pois através de uma oposição de idéias um casal pode ter um saldo positivo que é o amadurecimento.
É preocupante quando uma pessoa começa a viver de paixão e não encara o estágio do amor, onde o casal enfrenta as dificuldades do cotidiano, se conhece, negocia idéias e compartilha momentos de serenidade. Precisamos viver os dois momentos! Conhecer o outro de verdade, pois no período da paixão encontramos a perfeição, uma completude que existe apenas nesta ocasião...
Também não devemos ter medo de encarar uma paixão. Como citou Cyril Connolly: "Quem domina suas paixões é escravo da razão.". Não queremos ser escravos da razão. Portanto, temos que visar um equilíbrio. Também devemos nos apaixonar pelo nosso trabalho e pela vida! Sempre!
Atualmente existe um acúmulo de experiências e estudos científicos para explicar este sentimento. O tempo estimado para durar a paixão é ainda polêmico. Alguns teóricos afirmam que duram meses e outros afirmam que se estende por anos. No entanto, pesquisas mostram que o primeiro passo para uma paixão se dá através da aproximação, quando há a liberação de feromônio, substância segregada por animais que serve como atrativo sexual. Além disso, cientistas alegam que a paixão nos aproxima de outros animais, pois há um componente instintual e ela dura o suficiente para que o casal possa copular e reproduzir.
A paixão tem começo, meio e fim. Por que? Porque quando nos encontramos apaixonados os batimentos cardíacos aceleram, suamos, suspiramos sem querer e ficamos num estado de intensa ansiedade, que se prolongando se torna até prejudicial para o corpo humano. Dizem, inclusive, que quando estamos apaixonados, estamos mais suscetíveis a cometer loucuras. Ou seja, a emoção se torna mais presente que a razão.
Culturalmente estamos vivendo um tempo diferente na nossa história, pois, cada vez mais, notamos relações descartáveis (o "ficar") e o não enfrentamento das situações de conflito de um casal. Veja bem, conflito é diferente de confronto, pois através de uma oposição de idéias um casal pode ter um saldo positivo que é o amadurecimento.
É preocupante quando uma pessoa começa a viver de paixão e não encara o estágio do amor, onde o casal enfrenta as dificuldades do cotidiano, se conhece, negocia idéias e compartilha momentos de serenidade. Precisamos viver os dois momentos! Conhecer o outro de verdade, pois no período da paixão encontramos a perfeição, uma completude que existe apenas nesta ocasião...
Também não devemos ter medo de encarar uma paixão. Como citou Cyril Connolly: "Quem domina suas paixões é escravo da razão.". Não queremos ser escravos da razão. Portanto, temos que visar um equilíbrio. Também devemos nos apaixonar pelo nosso trabalho e pela vida! Sempre!
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Macacos com martelos (Paulo Mota)

O rapaz mantém a ex-namorada refém por 100 horas, depois mata-a com um tiro na cabeça; o pai joga a filha de 5 anos pela janela, do sexto andar do prédio; homens entram em uma casa, com a missão de assassinar um desafeto mas, como este consegue fugir, matam sua mulher grávida de 8 meses e a filha, de 4 anos. Tais ocorrências, como tantas outras que pipocam por este País afora, são trágicas, lamentáveis, mas, por mais cruel que seja dizer isso, não surpreendem. Pela simples razão de que apenas refletem um acentuado retrocesso intelectual e espiritual do ser humano, principalmente nas últimas quatro décadas.
Qual a diferença entre um homem das cavernas, armado de tacape, coberto de peles, perambulando por seu habitat, comunicando-se por grunhidos e sinais de fumaça, de um soldado do tráfico de drogas, circulando pela favela, de bermudas, chinelos de dedo e sem camisa, rifle em punho, comunicando-se por gírias e monossílabos, à falta de um vocabulário maior? O que distingue o ritual tribal de mil anos atrás, em uma aldeia da África, em que selvagens desnudos movimentam-se histericamente ao som de tantans, de um baile funk, onde homens e mulheres, igualmente semi-vestidos, alucinam-se ao som de tuntuns expelidos por potentes caixas acústicas? O que difere um grupo de visigodos da Idade Antiga, lançando-se sobre uma aldeia, de espadas e lanças em riste – não importando se serão trucidados pelos defensores, desde que matem o maior número possível de inimigos – dos homens-bomba que se explodem no meio de uma feira livre, com o mesmo objetivo?
O diferencial está apenas na tecnologia empregada, afinal tacapes não são fuzis, tampouco espadas são granadas. Mas a finalidade é a mesma: garantir, pela brutalidade, a sobrevivência, o território e a satisfação de instintos primitivos.
Enumerar as muitas causas de tudo isso seria difícil e enfadonho. Mas a verdade é que o ser humano tem, nas últimas décadas, livrado-se gradativamente de todas as conquistas espirituais que o levaram a afastar-se da barbárie, entre elas a resolução de conflitos por meio de negociações diplomáticas e tribunais; a disciplina dos sons, transformando-os em música; dos sinais, tornando-os letras, palavras e livros. O pior de tudo é que voltamos às cavernas munidos de fuzis AR e mísseis nucleares. Somos macacos em lojas de cristais, mas, agora, de martelos nas mãos.
Qual a diferença entre um homem das cavernas, armado de tacape, coberto de peles, perambulando por seu habitat, comunicando-se por grunhidos e sinais de fumaça, de um soldado do tráfico de drogas, circulando pela favela, de bermudas, chinelos de dedo e sem camisa, rifle em punho, comunicando-se por gírias e monossílabos, à falta de um vocabulário maior? O que distingue o ritual tribal de mil anos atrás, em uma aldeia da África, em que selvagens desnudos movimentam-se histericamente ao som de tantans, de um baile funk, onde homens e mulheres, igualmente semi-vestidos, alucinam-se ao som de tuntuns expelidos por potentes caixas acústicas? O que difere um grupo de visigodos da Idade Antiga, lançando-se sobre uma aldeia, de espadas e lanças em riste – não importando se serão trucidados pelos defensores, desde que matem o maior número possível de inimigos – dos homens-bomba que se explodem no meio de uma feira livre, com o mesmo objetivo?
O diferencial está apenas na tecnologia empregada, afinal tacapes não são fuzis, tampouco espadas são granadas. Mas a finalidade é a mesma: garantir, pela brutalidade, a sobrevivência, o território e a satisfação de instintos primitivos.
Enumerar as muitas causas de tudo isso seria difícil e enfadonho. Mas a verdade é que o ser humano tem, nas últimas décadas, livrado-se gradativamente de todas as conquistas espirituais que o levaram a afastar-se da barbárie, entre elas a resolução de conflitos por meio de negociações diplomáticas e tribunais; a disciplina dos sons, transformando-os em música; dos sinais, tornando-os letras, palavras e livros. O pior de tudo é que voltamos às cavernas munidos de fuzis AR e mísseis nucleares. Somos macacos em lojas de cristais, mas, agora, de martelos nas mãos.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Imediatismo?

“Eis uma contradição que surge exacerbadamente ao se analisar sociedade e indivíduo. Sociedade, dentro dessa visão, não é apenas o país em questão ou qualquer outra regionalização. Qualquer grupamento de mais de uma pessoa já pode ser definido como sociedade. A família é a unidade padrão de sociedade, a célula mínima dos indivíduos ditos normais que convivem supostamente em sociedade. De um lado está o indivíduo com o seu "eu", seus anseios, desejos e etc. Para este, o imediatismo é a solução final, é a maravilha, é algo como um grito de liberdade. Pense bem, se todas as suas vontades fossem cumpridas em questão de segundos. Há grandes chances de você se tornar uma das pessoas mais felizes que já existiu. Não que a família ou o grupo não demandem por atingir seus objetivos rapidamente. A questão é que quando juntamos mais de uma pessoa, as coisas começam a complicar. A objetividade começa a se perder, cada um pensa de um jeito e, invariavelmente, as coisas tendem a se darem a passos de formiga. Isso tudo normalmente é produto da falta de objetividade, esclarecimento e comunhão dos objetivos. Mas, em maior escala, se trata justamente do modo ímpar que cada um tem de enxergar as coisas. É óbvio que para quem está confortável, fazer algo para mudar é um contra-senso. Nunca os privilegiados vão querer algo que mude uma situação atual. Porém, o problema não é quem está bem na parada - esses já desempenham o seu papel natural muito bem: atravancando e manipulando os coitados -, é justamente quem quer mudar algo, atingir um certo objetivo, que cause uma mudança substancial. Assim, diante de uma situação em que há um objetivo, existem os autores do mesmo, quando o objetivo em questão é algo da sociedade. Daí que inventaram a tal democracia. Aquele método supostamente mais usado e eficiente para se atingir os objetivos do grupo. Imaginem: se há divergências incríveis dentro de um grupo familiar onde supostamente há um "norte", tentem prever o grau de diferença existente nos pensamentos dessa desigual brasilidade. É por isso que a democracia é algo extremamente estafante e demorado. Demora muito do planejamento, aprovação até a execução.
Não pensem que sou um tirano ou absolutista que tem pavor da democracia, não é isso. É que realmente, ela causa um desânimo para quem é imediatista. Democracia é algo para as pessoas sonhadoras, aquelas que passam a vida toda vivendo de planos e saboreando o futuro distante. Aqueles que certamente não lamentariam se planejassem a vida toda algo e morressem antes da execução. Acho que exagerei, todos querem ver algo concretizado, mas essa vontade parece ser mínima nos adoradores do amanhã. As pessoas que costumam viver planejando perdem a objetividade, a vontade simples de ver as árvores dando frutos. Para esses que as coisas não precisam ter fim, a democracia deve ser algo apaixonante. Todos os ritos rebuscados e a burocracia interminável que antecede um plano até ele virar projeto. As discussões infinitas que raramente dão em algo. Aqueles discursos onde cada um expõe seu jeito de ver as coisas durante horas a fio, e no final vai todo mundo embora com a sua idéia do mesmo jeito que chegou: intacta e imutável. Democracia é para as pessoas que acham legal enxergar os efeitos da erosão, hahahaha. Imaginem ficar olhando as ondas até elas arrancarem um pedaço de rocha.
Eficaz mesmo é o método burguês. As organizações são, notavelmente, as células sociais que mais conseguem atingir objetivos em menos tempo. Existem zilhares de teorias abobadas, das quais não consigo enxergar nenhuma razão, que explicam a "efetividade" das organizações privadas. Muitas maneiras de enrolar as pessoas para explicar como os belos burgueses conseguem as coisas em colaboração com os membros menores. Tem até um curso superior onde os abobados ficam sendo enrolados e enrolando os outros sobre como as empresas conseguem sucesso. Os administradores são treinados 4 anos para dar continuidade a essa imundície hipócrita. Ora, é tão simples a razão de tudo isso. Fato: as organizações conseguem cumprir metas pois subjugam as pessoas pelo dinheiro, pela fome. As metas são os objetivos do burguês, do dono ou dos acionistas, não existe nada além desses. Sem dinheiro, as pessoas não comem, então elas fazem o que é preciso para tê-lo. Simples e rasteiro. É isso e acabou, não há o que teorizar. As pessoas cumprem objetivos dos outros, ajudam os outros a enriquecerem pois não têm escolha, precisam comer. Precisam ter pão e circo, um joguinho aqui, um fetiche acolá, uma gasolina ali. Nada mais é, o discurso organizacional, do que uma modernização dos métodos tiranos. Mas é muito mais cruel, pois não parte da força bruta, não é palpável. Utiliza-se de uma maquiagem para te dominar pela grana. Eles colocam todo um discurso de que se preocupam com os "colaboradores", fazem pesquisas de opinião, fazem tudo o que podem para tentar dar a aparência de que se importam com você. Só teoria, e teoria fraca. Isso tudo para disfarçar a presença do grande monstro demoníaco e avarento que tudo quer ter. Ter tudo e rápido, reduzindo custos: garantir o lucro. Essa é a lógica que marca o mundo da história contemporânea. E o pior: muitos nem notam.
De fato, seria terrível se todo mundo se desse conta. Pois nesse caso, mais uma vez, a ignorância traz muito mais felicidade. O problema é que todos os setores parecem funcionar desse modo na vida das pessoas. É tudo uma manipulação, é tudo uma mentira para te esconder a verdade, para te dar programação, te dar lógica, para que tu não descubra a realidade e não queira desistir de respirar diante da tua insignificância, pois isso precisa continuar: é preciso manter os privilégios.
Voltando, como o indivíduo quer tudo a seu modo e rapidamente, sendo cada um único, as coisas da esfera pública permanecem num marasmo democrático que parece evoluir mais devagar que a erosão. Isso tudo fora aquelas pragas parasitas que continuam por corromper o bem comum e sugando do Estado falido. Nem toquei ainda dos pútridos ilegais do sistema. Já estou sendo contaminado com a tolerância infinita que padece sobre nosso país quanto aos corruptos. Há um esforço coletivo para dizer exaustivamente que essas pessoas são distantes, poderosas e intocáveis. NÃO, eu digo. Elas estão em toda parte: são teus conhecidos, e se não te cuidas, tu também pode ser um deles. É incrível como usam da justificativa de que "todo mundo é assim", "todos fazem isso", "todos estão fora da lei". Usa-se desse imaginário perverso para legitimar os seus próprios atos de corrupção, mesmo que esses sejam pequenos. Há dimensão para o erro é claro, mas não pode haver para a correção. É preciso que as coisas comecem a mudar das pequenas para as maiores e assim por diante. Como reclamam dos políticos se estão todos corrompidos? Piada mesmo. MUITA gente é assim, estou quase convicto de que a maioria é. Tem algo lá ilegal e corrupto, mas deixa quieto, "todos têm". Essa é mais uma faceta que colabora com a imensa demora da execução das coisas coletivas, além daquele motivo exposto anteriormente, que é determinado pelo largo espectro de diferença de idéias entre as pessoas.
Fora o que queria explanar sobre problema do título, gostaria de deixar uma afirmação, sobre a qual irei discursar em momento oportuno: A família é a precursora de TODA a corrupção.” (Suposto Eu)
Não pensem que sou um tirano ou absolutista que tem pavor da democracia, não é isso. É que realmente, ela causa um desânimo para quem é imediatista. Democracia é algo para as pessoas sonhadoras, aquelas que passam a vida toda vivendo de planos e saboreando o futuro distante. Aqueles que certamente não lamentariam se planejassem a vida toda algo e morressem antes da execução. Acho que exagerei, todos querem ver algo concretizado, mas essa vontade parece ser mínima nos adoradores do amanhã. As pessoas que costumam viver planejando perdem a objetividade, a vontade simples de ver as árvores dando frutos. Para esses que as coisas não precisam ter fim, a democracia deve ser algo apaixonante. Todos os ritos rebuscados e a burocracia interminável que antecede um plano até ele virar projeto. As discussões infinitas que raramente dão em algo. Aqueles discursos onde cada um expõe seu jeito de ver as coisas durante horas a fio, e no final vai todo mundo embora com a sua idéia do mesmo jeito que chegou: intacta e imutável. Democracia é para as pessoas que acham legal enxergar os efeitos da erosão, hahahaha. Imaginem ficar olhando as ondas até elas arrancarem um pedaço de rocha.
Eficaz mesmo é o método burguês. As organizações são, notavelmente, as células sociais que mais conseguem atingir objetivos em menos tempo. Existem zilhares de teorias abobadas, das quais não consigo enxergar nenhuma razão, que explicam a "efetividade" das organizações privadas. Muitas maneiras de enrolar as pessoas para explicar como os belos burgueses conseguem as coisas em colaboração com os membros menores. Tem até um curso superior onde os abobados ficam sendo enrolados e enrolando os outros sobre como as empresas conseguem sucesso. Os administradores são treinados 4 anos para dar continuidade a essa imundície hipócrita. Ora, é tão simples a razão de tudo isso. Fato: as organizações conseguem cumprir metas pois subjugam as pessoas pelo dinheiro, pela fome. As metas são os objetivos do burguês, do dono ou dos acionistas, não existe nada além desses. Sem dinheiro, as pessoas não comem, então elas fazem o que é preciso para tê-lo. Simples e rasteiro. É isso e acabou, não há o que teorizar. As pessoas cumprem objetivos dos outros, ajudam os outros a enriquecerem pois não têm escolha, precisam comer. Precisam ter pão e circo, um joguinho aqui, um fetiche acolá, uma gasolina ali. Nada mais é, o discurso organizacional, do que uma modernização dos métodos tiranos. Mas é muito mais cruel, pois não parte da força bruta, não é palpável. Utiliza-se de uma maquiagem para te dominar pela grana. Eles colocam todo um discurso de que se preocupam com os "colaboradores", fazem pesquisas de opinião, fazem tudo o que podem para tentar dar a aparência de que se importam com você. Só teoria, e teoria fraca. Isso tudo para disfarçar a presença do grande monstro demoníaco e avarento que tudo quer ter. Ter tudo e rápido, reduzindo custos: garantir o lucro. Essa é a lógica que marca o mundo da história contemporânea. E o pior: muitos nem notam.
De fato, seria terrível se todo mundo se desse conta. Pois nesse caso, mais uma vez, a ignorância traz muito mais felicidade. O problema é que todos os setores parecem funcionar desse modo na vida das pessoas. É tudo uma manipulação, é tudo uma mentira para te esconder a verdade, para te dar programação, te dar lógica, para que tu não descubra a realidade e não queira desistir de respirar diante da tua insignificância, pois isso precisa continuar: é preciso manter os privilégios.
Voltando, como o indivíduo quer tudo a seu modo e rapidamente, sendo cada um único, as coisas da esfera pública permanecem num marasmo democrático que parece evoluir mais devagar que a erosão. Isso tudo fora aquelas pragas parasitas que continuam por corromper o bem comum e sugando do Estado falido. Nem toquei ainda dos pútridos ilegais do sistema. Já estou sendo contaminado com a tolerância infinita que padece sobre nosso país quanto aos corruptos. Há um esforço coletivo para dizer exaustivamente que essas pessoas são distantes, poderosas e intocáveis. NÃO, eu digo. Elas estão em toda parte: são teus conhecidos, e se não te cuidas, tu também pode ser um deles. É incrível como usam da justificativa de que "todo mundo é assim", "todos fazem isso", "todos estão fora da lei". Usa-se desse imaginário perverso para legitimar os seus próprios atos de corrupção, mesmo que esses sejam pequenos. Há dimensão para o erro é claro, mas não pode haver para a correção. É preciso que as coisas comecem a mudar das pequenas para as maiores e assim por diante. Como reclamam dos políticos se estão todos corrompidos? Piada mesmo. MUITA gente é assim, estou quase convicto de que a maioria é. Tem algo lá ilegal e corrupto, mas deixa quieto, "todos têm". Essa é mais uma faceta que colabora com a imensa demora da execução das coisas coletivas, além daquele motivo exposto anteriormente, que é determinado pelo largo espectro de diferença de idéias entre as pessoas.
Fora o que queria explanar sobre problema do título, gostaria de deixar uma afirmação, sobre a qual irei discursar em momento oportuno: A família é a precursora de TODA a corrupção.” (Suposto Eu)
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Mais uma estrela...

"Resolvi escrever isso após ter recebido um "telefonema exclusivo" que me dava a infeliz notícia do desfecho do caso do rapaz (Lindemberg Alves) que mantinha a sua ex-namorada como refém. Na hora não tinha nada mais importante para fazer (assim como quem me deu a notícia por telefone).
A realidade é constantemente superada, pelos anseios do imoral e do mau costume. A vida própria se abriga em sua caverna, obsoleta e desprezível... Está lá, com a própria natureza humana.
Lustrar a miséria alheia, é mais conveniente na atualidade. A própria realidade não basta, nem as estrelas do céu! Ligamos a televisão em busca de novas tragédias... Criamos novas estrelas... Neste mundo de fantasias, de crianças grandes. E não queremos seres humanos... queremos bem menos! Porque o suficiente é muito, o muito é pouco e o pouco não queremos... É pouco ter a desgraça alheia... Queremos sê-la! Ver o brilho que fora borrado pela ditadura da hipocrisia; Se comover com o furo de reportagem; Olvidar aqueles incontáveis inaudíveis.
A própria realidade não basta, nem as estrelas do céu! Ligamos a televisão em busca de novas tragédias... Queremos criar novas estrelas... Neste mundo de fantasias, de crianças grandes. Da desgraça, juntos vemos as nossas vidas emergirem. Comendo pipoca, sádicos! Assim como fazemos cara feia ao contemplar varejeiras emergindo das nossas próprias fezes. No desespero, a esperança de ver algo novo, ver mais cor. Som e movimento também! Criamos estrelas moribundas, assim nos sentimos menos mortos......Pareja, Flora, Richtofen, Capitão Nascimento, Nardoni, Hannibal Lecter, você, Lindemberg, eu......realidade que vira fantasia que vira realidade... A própria realidade não basta, nem as estrelas do céu!
Ligamos a televisão em busca de novas tragédias... Criamos novas estrelas... Neste mundo de fantasias, de crianças grandes. Juntos apontamos as estrelas. Comendo pipoca, sádicos! Livres de culpa, com pinta de juízes, damos o nosso veredicto! A estrela, artificial, já moribunda, enfim sucumbe......e cai! Como uma varejeira, que criamos e a atingimos com inseticida. Nossas vidas então regressam às suas cavernas, "mais mortas"! A própria realidade não basta, nem as estrelas do céu!
Ligamos a televisão em busca de novas tragédias... Criamos novas estrelas... Neste mundo de fantasias, de crianças grandes."
sábado, 8 de novembro de 2008
Um sentido para a vida
“Todos nós, eventualmente, procuramos soluções mágicas para administrar situações dentro de nós que temos medo e enfrentar.Para fugir da solidão, da insatisfação íntima e da própria falta de perspectiva na vida, cada um de nós inventa um jeito de anestesiar-se. Uns buscam o barulho ensurdecedor, que lhes permita parar de pensar. Outros amortecem a si mesmos, ingerindo toda sorte de anestésicos - bebidas, drogas, calmantes e mentiras... Por mais que nos enganemos, no entanto, chega uma hora em que é impossível continuarmos. E então, de repente, nos vemos como que encurralados pela vida, sem muletas que nos amparem, sem som alto, mentira ou droga que nos possam iludir.
Graças a um momento assim, muitos conseguem perceber que “tapar o sol com a peneira” não irá jamais preencher o vazio de suas almas.
Iluminado é aquele que compreende, mesmo a custa de sofrimento, que é preciso a vida ter um sentido. E que esse sentido é talvez fazer mais leve o fardo de alguém. Ser motivo da alegria, do contentamento, do alívio da dor de outrem.
Quantos de nós já visitaram um doente no hospital, um pobre velho abandonado num asilo, ou uma das tantas crianças jogadas em orfanatos miseráveis?
Quantos de nós podem se orgulhar de ter feito melhor a vida de seu pai, mãe, irmão, esposa, marido ou de um simples cão?
Nosso grande mal, às vezes, é achar que o mundo gira em torno de nosso umbigo e, que somos os únicos sofredores do universo.
E a verdade é que ninguém consegue encontrar sentido para sua vida enquanto se mantiver restrito a seu pequeno drama pessoal. Enquanto se limitar a testemunhar passivamente o sofrimento alheio, de braços cruzados, sem mexer uma palha.
Faça algo! Você sempre encontrará alguém com a mão estendida pedindo sua ajuda!!! Poderá ser um júbilo para seu espírito saber que você é a pessoa mais feliz do mundo!!!!”
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Explicação sobre a crise financeira americana

(O Henrique Meirelles não explicaria melhor)
Para quem não entendeu ou não sabe bem o que é ou gerou a crise americana, segue breve relato econômico para leigo entender.
É assim:
O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça "na caderneta" aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobre preço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de "emibiêi", decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o pindura dos "pinguços" como garantia.
Uns seis "zécutivos" de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.
Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).
Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os "bêubo" da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia "sifu".
Viu... é muito simples!!!
Para quem não entendeu ou não sabe bem o que é ou gerou a crise americana, segue breve relato econômico para leigo entender.
É assim:
O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça "na caderneta" aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobre preço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de "emibiêi", decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o pindura dos "pinguços" como garantia.
Uns seis "zécutivos" de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.
Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).
Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os "bêubo" da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia "sifu".
Viu... é muito simples!!!
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
As duas vizinhas

Havia duas vizinhas que viviam em pé de guerra. Não podiam se encontrar na rua que era briga na certa.
Depois de um tempo, dona Mercedes descobriu o verdadeiro valor da amizade e resolveu que iria fazer as pazes com dona Matilde. Ao se encontrarem na rua, muito humildemente, disse dona Mercedes:— Minha querida Matilde, já estamos nessa desavença há anos e sem nenhum motivo aparente. Estou propondo para você que façamos as pazes e vivamos como duas boas e velhas amigas.
Dona Matilde, na hora, estranhou a atitude da velha rival e disse que iria pensar no caso. Pelo caminho foi matutando:— Essa dona Mercedes não me engana: está querendo me aprontar alguma coisa e eu não vou deixar barato. Vou mandar-lhe um presente para ver sua reação.
Chegando em casa, preparou uma bela cesta de presentes, cobrindo-a com um lindo papel, mas encheu-a de esterco de vaca. "Eu adoraria ver a cara da dona Mercedes ao receber esse 'maravilhoso' presente. Vamos ver se ela vai gostar dessa". Mandou a empregada levar o presente à casa da rival, com um bilhete: "Aceito sua proposta de paz e, para selarmos nosso compromisso, envio-te esse lindo presente".
Dona Mercedes estranhou o presente, mas não se exaltou. “Que ela está propondo com isso? Não estamos fazendo as pazes? Bem, deixa pra lá.”.
Alguns dias depois, dona Matilde atende a porta e recebe uma linda cesta de presentes coberta com um belo papel.— É a vingança daquela asquerosa da Mercedes. Que será que ela me aprontou!
Qual não foi sua surpresa ao abrir a cesta e ver um lindo arranjo das mais belas flores que podiam existir num jardim, além de um cartão com a seguinte mensagem: "Estas flores são o que te ofereço em prova da minha amizade. Foram cultivadas com o esterco que você me enviou e que proporcionou excelente adubo para meu jardim. AFINAL, CADA UM DÁ O QUE TEM EM ABUNDÂNCIA EM SUA VIDA".
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