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sábado, 30 de junho de 2007

Diferença


Millôr Fernandes lançou um desafio através de uma pergunta:
Qual a diferença entre Político e Ladrão ?

Um leitor respondeu todo orgulhoso:
"Caro Millôr após longa pesquisa cheguei a esta conclusão: a diferença entre o ladrão e o político é que, um eu escolho, outro me escolhe. Estou certo?" (Fábio Viltrakis, Santos-SP)

Eis a réplica do Millôr:
"Poxa, Viltrakis, você é um gênio... conseguiu achar uma diferença entre
ladrão e político! Parabéns."

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Letrados do Brasil!!!


No momento em que todos estão tentando passar o Brasil a limpo e levar a educação e a cultura a um patamar mais elevado, eis que nossa ministra do Turismo se exprime ao povo brasileiro com frase tão vulgar “relaxa e goza”. É lamentável que uma senhora inteligente e conceituada se manifeste publicamente desta maneira.
Outro fato hilário foi o nosso presidente em um pronunciamento junto ao Cristo Redentor, que o Brasil inteiro conhece e admira.
O povo brasileiro é inteligente e não é por causa do povo que o Brasil vai para a “cucuia”, termo usado pelo presidente. O que é cucuia? Procurei no dicionário e não achei.
Um presidente, ao se dirigir ao povo brasileiro deve utilizar nosso vocabulário, que é bonito e rico e que vale a pena usar. Será que, com tantos “cargos” no Planalto, não existe nenhum assessor para orientar no sentido de se evitar estes deslizes do presidente?
As crianças, jovens e adultos agradecem.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Mais uma na "casa do vale tudo".....

Dois pesos, duas medidas. Os aliados do presidente do Senado, Renan Calheiros, tentam alimentar o escândalo envolvendo outro senador, o ex-governador Joaquim Roriz, flagrado em conversas combinando a partilha de dinheiro com um suspeito de fraude de R$ 50 milhões no Banco de Brasília. Com isso, Renan espera que o seu escândalo caia no esquecimento. Segundo a Folha, a orientação da cúpula do PMDB era para que ninguém saísse em defesa de Roriz antes que ele apresentasse uma justificativa convincente. A primeira versão de Roriz (de que havia tomado dinheiro emprestado com o empresário Nenê Constantino (dono da Gol transportes aéreos) para comprar uma novilha) definitivamente não se esquadra nesse caso. Em artigo na Folha , Janio de Freitas, vai direto ao ponto no caso Roriz: “O que causa curiosidade em mais esse caso na lista de Roriz é o que levou Nenê Constantino, que tem sido admirado e louvado por sua obra empresarial, a envolver-se em um episódio desses”.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

domingo, 24 de junho de 2007

A caminho do brejo...


A pretexto de equipar a nova Secretaria de Planejamento de Longo Prazo (ex-Sealopra), cujo ministro-chefe, Roberto Mangabeira Unger, tomou posse dia 19/06/2007 sem se retratar por ter escrito em 2005 que o governo Lula era o mais corrupto da história brasileira -, o presidente criou no mesmo dia, por medida provisória, mais 626 cargos de confiança no Executivo, as chamadas funções DAS (Direção e Assessoramento Superior). O inquilino de turno do Planalto as preenche com quem quiser: faz parte do loteamento da máquina pública. Dos cargos dessa mais recente fornada, 83 irão para a 37ª. Repartição ministerial que acaba de ser instituída no Brasil, líder mundial na modalidade. Com isso, sobe para 22.189, na administração federal, o número de cargos cuja ocupação não se dá por concurso. Na véspera, por outra medida provisória, Lula havia aumentado de 30% a 139,7% os salários dos servidores DAS – quando a inflação está abaixo dos 4%.
No discurso de posse, Unger reverenciou a “magnanimidade” do presidente. Lula, o Magnânimo é como poderia tê-lo chamado, no dia do aumento, o tesoureiro do PT, Paulo Ferreira. Se não o fez, por respeito à compostura é que não foi. Pois o sucessor do inesquecível Delúbio Soares só faltou soltar rojões na Praça dos Três Poderes para festejar a generosa canetada presidencial. Explica-se. O partido tem espetada uma dívida de R$ 45 milhões. Se tiverem a carteirinha da estrela, os comissionados, como se denominam os funcionários contratados a bel-prazer do governante, devem pingar de 2% a 14% dos vencimentos mensais na conta da agremiação, cuja receita no período é de apenas R$ 2 milhões. Ocorre que a inadimplência entre esses companheiros de confiança campeia – decerto por insuficiência de meios. É o que explica em parte os R$ 30 milhões que deixaram de entrar nos cofres da sigla desde o advento da era Lula.
Agora, ao custo adicional de R$ 27 milhões para o erário, até dezembro, os comissionados com os quais o PT aparelhou o Executivo não têm mais desculpas para descumprir o dever estatutário do dízimo. O que levou o tesoureiro Ferreira a dizer, candidamente, que, embora seja cedo para quantificar quanto dinheiro novo abastecerá o partido, “na atual situação qualquer recurso ajuda a melhorar a nossa saúde financeira”. Daí a evidente conclusão de que, por plausíveis que possam ter sido os motivos que levaram Lula a onerar a folha federal em mais R$ 475 milhões no próximo ano, a sua decisão está irremediavelmente contaminada pela existência do duto que conduz, rumo à desnutrida conta corrente petista, uma parcela dos vencimentos da companheirada. O tempo dirá se o mesmo se aplica ao aumento da funções DAS, mas, a julgar pelo retrospecto, não serão poucos os seus filiados ao PT entre os seus futuros titulares.
De todo modo, a administração lulista é um comboio de empregos sem concurso, moeda de troca por excelência nos arranjos do governo com a sua enxundiosa coalizão, cuja fidelidade nunca será demais regar magnanimamente. Para se ter idéia, em 2002, último ano da gestão FHC, os cargos de confiança eram 18.374 (número, de resto, expandido pelas funções temporárias criadas para azeitar o processo de transição de governo). Agora, com os citados 22.189, o inchaço equivale a 21% - e o presidente Lula tem ainda bons três anos e meio de Planalto pela frente. Vinte e dois mil servidores de confiança, dos quais 5 mil filiados ao PT, ao que se estima, é muito mais do que consideram necessário, ou mesmo politicamente desejável, países cujo PIB (Produto Interno Bruto) atual nem em sonho o Brasil ostentará até onde a vista alcança e cujo patamar de lisura administrativa os brasileiros só podem considerar utópico.
Além disso, parecem ter caído em exercício findo as promessas iniciais de Lula de reduzir gastos com a folha do Executivo em geral. À época, as despesas com esse setor do funcionalismo representavam R$ 58,9 bilhões. Este ano, serão R$ 93,1 bilhões, ou aproximadamente 58% a mais. É bem verdade que um dos projetos de lei complementar do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) pretende limitar os aumentos da folha da União. Para o economista Raul Vellosso, Lula deveria suspender quaisquer reajustes salariais até a aprovação da proposta. Mas não é esse o jeito petista de governar. (Fonte: O Estado de S. Paulo)

sábado, 23 de junho de 2007

Distribuição de riqueza


O presidente Lula poderia prestar uma grande ajuda ao povo brasileiro, demonstrando como ao longo de pouco mais de quatro anos ter conseguido quase triplicar o seu patrimônio, enquanto a maioria do povo ter tido que desfazer de muitos bens e baixar seu padrão de vida, para poder sobreviver.
Com suas "dicas" os brasileiros poderiam aplicar seus parcos recursos onde o presidente Lula aplicou os dele (que dobraram em curtíssimo tempo) e, com esse lucro, comprar bois para poder vendê-los onde e para quem o senador Calheiros vendeu os dele.
Nós brasileiros também somos filhos de Deus...

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Dignidade nacional




A Nação está calada e passiva diante dos escândalos políticos que violentam nossas Almas!
Está na hora de nós marcharmos CONTRA a CORRUPÇÃO e a IMPUNIDADE de nossos políticos que têm envergonhado todos os brasileiros.
Está na hora de clamarmos por JUSTIÇA e PUNIÇÃO para a ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA que se apossou do ESTADO.
BASTA!
Exigimos RESPEITO.
Exigimos que a CONSTITUIÇÃO seja cumprida.
Exigimos que seja restabelecido o ESTADO DE DIREITO em nosso País!
É preciso que cada um de nós, BRASILEIROS, façamos ecoar nossa voz!
Vamos enviar e-mails para todos os políticos e órgãos em Brasília, escrever para colunas de jornais e COBRAR atitude honesta dos políticos brasileiros.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

O que fazer?


quarta-feira, 20 de junho de 2007

Lula

Esta matéria foi publicada no jornal o Estado de São Paulo em 14/09/2006, assinada por Gilberto de Mello Kujawski e retrata fielmente o sr. Lula.
Lula, ao contrário do que quer parecer, é um político de feitio francamente conservador, que reproduz os piores vícios dos velhos políticos brasileiros, a saber: patrimonialismo, clientelismo, centralização, populismo, autoritarismo.
Patrimonialismo - Ao lotear o governo pelo PT, Lula traiu seu patrimonialismo, procedendo, ele e o PT, como donos absolutos dos cargos de confiança, proprietários legítimos do governo transformado em 'cosa nostra'.
Clientelismo - compra disfarçada de votos em troca de favores, como o Bolsa-Família, seu carro-chefe eleitoral.
Centralização - O presidente é o governo e não abre. Tudo passa por suas mãos. Muita suspeita, portanto, sua alegada inocência nos casos de corrupção. Nada se faz no governo sem sua ciência, sem seu aval, sem sua cumplicidade.
Populismo - Ele convive mal com as instituições democráticas, o Congresso, o Judiciário, a imprensa. Quer governar acima das instituições, como o 'pai dos pobres', em ligação direta com o 'povo'.
Autoritarismo - Como todo populista, como todo coronel, sua auto-suficiência se traduz no mais decidido autoritarismo nas relações com os ministros, os partidos, os deputados e os subordinados. Ao ser tão conservador - no mau sentido - e querendo posar de progressista, Lula revela-se uma fraude política, utilizando a mentira como sua arma principal. Dessa mentira faz parte seu tão falado 'carisma', inventado para impressionar os trouxas.
Lula rebaixou os índices de crescimento do País a níveis haitianos, como se sabe. Melhorou o emprego? Balela. Quando Alckmin declarou, faz pouco, que Lula é um exterminador de empregos, muita gente falou em gafe. No dia seguinte veio o indicador do IBGE: o desemprego no País é o maior em 15 meses. Só o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, não sabia.
Lula herdou a política econômica do governo anterior, mas se mostrou um mau herdeiro. O bom herdeiro amplia e aperfeiçoa a herança. Lula contentou-se em repetir e conservar a política econômica estabilizadora do seu antecessor, boa para seu tempo, sem acrescentar nada de novo. O que teria de fazer seria aproveitar a estabilidade para incentivar o crescimento. Em vez disso, marcou passo até agora, enquanto outros países emergentes já revolucionaram a escala do desenvolvimento. Nem mesmo foi respeitada a autonomia das agências reguladoras, uma das maiores conquistas do governo Fernando Henrique Cardoso.
O governo Lula elevou a carga tributária a cerca de 37,37% do PIB, um recorde histórico, travando brutalmente o desenvolvimento econômico. Ao contrário do que proclamam alguns, a educação vai mal. O número de alunos não cresce nas universidades. O ensino básico continua uma calamidade. O presidente Lula, com seu autoritarismo, espírito centralizador e excesso de medidas provisórias, contribuiu para desmoralizar e desprestigiar o Congresso, e o Congresso desmoralizado se tornou presa fácil da corrupção. A corrupção vem do Planalto, como assinalou Alckmin: 'Mensalão é a submissão de um Poder a outro. É fácil bater em deputado, e tem de bater. Mas o deputado é só correia de transmissão. Todo o dinheiro sai do Executivo e sempre tem corruptor do lado de fora' (Estado, 25/8/06). A política externa do atual governo, com seu terceiro-mundismo e sua obsessão antiamericana, é a política de Brancaleone, aquele comandante do exército de esfarrapados. Ridícula e improdutiva, capitaneada por duas figurinhas difíceis, Samuel Pinheiro Guimarães, o Talleyrand provinciano, e Marco Aurélio Garcia, o Maquiavel encabulado. Lula adora andar em más companhias, um demagogo perigosamente antidemocrata e megalomaníaco, Hugo Chávez, e aquele ditador decadente, Fidel Castro. Lula não tem perfil de estadista. O verdadeiro estadista dá sua marca criando o fato novo, aquele que divide a política em antes e depois dele - o Plano de Metas de JK, a recuperação da Guanabara por Carlos Lacerda, o Plano Real de FHC. Luiz Inácio não conta com nada parecido em seu currículo, após mais de quatro anos de governo. A onda de corrupção que assola e devora o País em todos os níveis pode ser ou não da responsabilidade de Lula. Seja como for, seu nome ficará historicamente vinculado à mais gigantesca seqüência de escândalos que abalaram a política brasileira nos últimos anos.
Lula pode ser absolvido nas urnas, mas não será absolvido pela História.

terça-feira, 19 de junho de 2007

A farsa para absolver Renan

Para entender como são mínimas as chances de punição ao presidente do Senado, Renan Calheiros, basta ler a pesquisa feita pelo jornal O Globo de 18/06/2007: em 39 anos o Supremo Tribunal Federal abriu 137 processos criminais contra deputados, senadores, ministros de Estado e presidente da República. Ninguém foi punido. Renan será julgado hoje pelo Conselho de Ética, mas como definiu Ricardo Noblat em seu blog, será apenas uma encenação. A seção Painel do jornal a Folha de São Paulo (18/06/2007) traz frase do senador Renato Casagrande, um dos que não aderiu publicamente à operação salvamento: “Queremos ajudar o Renan, mas para isso ele tem de estar em condições de ser ajudado”, diz. Se essa é a disposição de quem tem dúvidas sobre a culpa de Renan, imagine o resto...
Quando se imaginava que a imagem dos políticos não podia piorar, aparece meia dúzia de senadores para cavar ainda mais o poço da desmoralização. Ávidos em inocentar o presidente do Senado, Renan Calheiros, alguns participantes do Conselho de Ética ultrapassaram ontem (18/06/2007) a linha do ridículo. “Nós, homens, desde Adão e Eva estamos sujeitos à sedução das mulheres”, afirmou o senador Gilvam Borges, ao tentar jogar os problemas de Renan sobre a mãe de sua filha, Mônica Veloso. Diante da resistência da oposição em arquivar o processo sem uma perícia nos documentos da milionária venda de gado de Renan, a sessão foi adiada para hoje (19/06/2007), informam O Globo e O Estado. No mesmo jornal, a colunista Miriam Leitão desabafa: “tenho medo que o Brasil tenha passado do ponto de transformar escândalos em algo depurador”. O bem-informado blogueiro Fernando Rodrigues escreve que Renan “começará a receber emissários sugerindo a ele que renuncie ou se licencie da presidência do Senado”.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Maniqueísmo (Rubens Shirassu Júnior)


Os dois caminhos oferecidos ao Homem, que se equilibra há milênios, são uma figura de retórica convenientemente vaga. Temos vagas visões como o inferno da escatologia cristã: tem-se o temor, mas não se tem os detalhes. Passa-se a eternidade numa grelha ou há períodos de folga?

São sempre os mesmos diabinhos a nos espetar ou há um rodízio?

Só sabemos que não queremos chegar lá para descobrir.

A ciência, pelo menos até Einstein, nunca pretendeu desafiar a metafísica dominante, mesmo quando desmentia seus dogmas. Em seu tratado revolucionário sobre o Universo heliocêntrico, Copérnico destruiu mil anos de ensinamento da Igreja. Mesmo assim, continuamos a ver nossas novelas e a pagar nossos carnês, e concluímos que o inferno é mais uma ficção repreensiva do que um fato. O caos completo ou o apocalipse nunca chegará ou, pelo menos, nunca será completo. Porque, quando pensamos no inferno imaginamos as imagens monstruosas e surrealistas e, por isso, tememos o que desconhecemos, pelo conceito imposto de fatalidade.

Melhor pensar que o juízo final será, brasileiramente, adiado para sempre – ou nunca passará da retórica à realidade. O diabo é que tem gente que leva a metáfora a sério e parece estar sempre aproveitando do desespero nacional, para saber até onde é possível ir aos limites da manipulação e do amedrontamento. E, é claro que os que desafiam as normas maniqueístas não sofrerão os efeitos de seu fundamentalismo: no caso de a gente cair no abismo de fogo, não espere ver outros caindo junto.

Estamos fritos?

Se não é verdade é um bom achado, além de negócio rentável, livre também de estelionato porque você não assina nenhum documento , como comprovante, parafraseando Galileu. Uma coisa torna essa política unânime, desde a idade média: na língua dos números (ou do dinheiro) não existe retórica, nem jargão e nem duplo sentido – existe, sim, a língua dos artifícios, como o bem colocado termo “a salvação eterna”. Você pode contestar os argumentos, ser convincente com mais números, mas não tente questionar sobre a verdade, o seu caráter e suas motivações.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Boi Renan....

O trabalho jornalístico da Globo, ontem (14/07/2007) no Jornal Nacional mostrou claramente que a justificativa do presidente do Senado, Renan Calheiros, para o dinheiro obtido para pagar a pensão à sua filha é uma verdadeira montagem para tentar descaracterizar a “ajuda” financeira de empreiteira. Os repórteres checaram a origem dos 70 recibos que comprovariam transações de venda do gado das fazendas do senador no interior de Alagoas. A maioria é uma “senhora” fraude. Até o gerente das fazendas, Everaldo de Lima Silva, diz que o número de animais é menor que o citado nos documentos de Renan.Os valores das transações só seriam verdadeiros se os bois de Alagoas fossem os mais caros do Brasil. Por muito menos, em 2001 os senadores Antonio Carlos Magalhães e José Roberto Arruda renunciaram.
Apesar de tudo isto, hoje (15/07/2007), o Conselho de Ética (?????) do senado vota o pedido de arquivamento do processo contra Renan.Mas não é somente isto não. Para mostrar que o “ilícito” é protegido, o governo Lula conseguiu enterrar a CPI destinada a investigar corrupção e fraudes em licitações para obras públicas executadas pela Construtora Gautama. Mas a Polícia Federal ainda não desistiu. Ela encaminha hoje (15/06/2007) ao procurador-geral da República relatório no qual aponta indícios de que os deputados federais Paulo Magalhães (DEM-BA) e Maurício Quintella (PR-AL) receberam dinheiro da construtora Gautama.
(Fontes: Jornal Nacional - Blog Noblat - O Estado de São Paulo - Folha de São Paulo)

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Não se espante... é no Brasil mesmo!


STF protege autoridades...
O plenário do Supremo Tribunal Federal concluiu ontem (13/06/2007) que a lei criada para punir corrupção no serviço público não pode ser aplicada contra autoridades, como presidentes da República, ministros de Estado, governadores e prefeitos. A decisão joga para o arquivo cerca de 10 mil ações movidas pelo Ministério Público em todo o País. Mas, essa decisão pode ser revertida (será?). O julgamento começou há quase cinco anos e quatro dos ministros votantes já deixaram o tribunal. Em caso semelhante, os novos ministros do STF já condenaram o deputado federal e ex-prefeito Paulo Maluf (PP)

....e as autoridades se protegem entre si

De forma sumária, o relator Epitácio Cafeteira pediu o arquivamento do processo no Conselho de Ética contra o presidente do Senado, Renan Calheiros por "absoluta ausência de provas ou indícios" de quebra de decoro parlamentar. Sua investigação durou dois dias. Ele não ouviu nenhuma testemunha. Assim, quem não é inocente? (Fontes: O Globo e o Estado de São Paulo)

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Motivo de piada


terça-feira, 12 de junho de 2007

O que você acha?

Há algo de muito errado acontecendo em Brasília... quanto mais se puxa mais se acha...
É assustador perceber que temos vivido numa república de escuridão e desconfiança...
O que falta acontecer?

O congresso cair ?

O presidente ser deposto?

Uma guerra civil?
Dizem que não estamos vivendo uma crise institucional, então o que é?

domingo, 10 de junho de 2007

Guilhotina neles (Eunice Tomé)


A França já nos deu muitos exemplos no passado. Na política, a Revolução Francesa foi um marco no mundo ocidental e os ideais traçados de liberdade, igualdade e fraternidade passaram a ser universais. Pena que muitos países ficaram na vontade de cumprir suas práticas de ética, de justiça, de honestidade. Até a própria França, pós-revolução, teve lá suas dificuldades.
Isso foi no passado. Agora, em pleno Século XXI, depois de sofrer com as manifestações recentes dos menos favorecidos e imigrantes desempregados, elege um novo presidente Nicolas Sarkosy, da linha de centro, conservador. Não importa. As primeiras medidas, após a posse, agradam: enxugar a máquina administrativa, começando pelos ministérios. Seu gabinete passa de 30 cadeiras para 15 ministérios plenos.
A partir dessas primeiras medidas, para observadores como nós e nascidos no Brasil, difícil é ficar sem estabelecer comparações. Nosso governo só tem ampliado sua equipe, cada vez mais política e incompetente, para não dizer corrupta e, recentemente, mais um dos seus elos foi incluído como membro dos navalhas.
Hoje são 37 ministérios, considerando as duas novas secretarias com status de primeiro escalão, de Portos e de Ações de Longo Prazo. Há que se destacar que cada um desses gabinetes agrega uma infinidade de setores que muitas vezes se atropelam e nada decidem. Os cofres públicos são esvaziados com tantos salários e mordomias. As verbas para os setores prioritários são escassas, sendo que o da educação, que se entende ser a base de tudo, chega a quinto lugar em recursos, ficando com R$27 bilhões. Novamente vem o exemplo da França, que tem essa área dividida em dois ministérios – Educação e Educação Superior e Pesquisa, demonstrando uma prioridade e atenção especial com a formação das gerações.
Cada país conta com seus problemas e as mesmas decisões e acertos nem sempre se mostram adequados, mas, no caso da educação, está mais do que provado que será a saída a médio e longo prazos para eliminar grande parte dos problemas sociais. O Brasil não quer ouvir essa verdade e continua batendo cabeça e errando em seus princípios.
Coincidentemente, a Pinacoteca de São Paulo está com uma exposição de peças de arte e mobiliários que pertenceram ao Palácio de Versailles e foram usados pelos últimos reis absolutistas, os “Luizes”, antes de suas quedas pela Revolução Francesa. O filme Maria Antonieta mostrou recentemente esse luxo e os descaminhos dos poderosos que se fecham nos castelos, enquanto o povo morre de fome. A guilhotina foi o castigo. Seria bom que cabeças também rolassem no Brasil, servindo de exemplo contra a impunidade. Centenas, talvez alguns milhares de bandidos de colarinho branco estão a merecer. O povo iria aplaudir de pé.

sábado, 9 de junho de 2007

Zuleidos e Valérios


É atribuída a Tim Maia a frase de que só no Brasil “prostituta se apaixona, cafetão sente ciúme, traficante cheira e pobre é de direita”.
Não sei se é verdade, mas não vem ao caso. O que sei é que se Tim Maia estivesse vivo ele aumentaria sua frase com novos exemplos. Descobrimos muito recentemente que cá na terrinha juiz vende liminar, policial protege bandido e empreiteiro corrupto se diz adepto do zen-budismo. Gretchen, a rainha do bumbum, está num partido que um dia congregou comunistas de estirpe. Bruna Surfistinha, garota de programa... deixa pra lá, os exemplos são muitos e apenas nos mostram, como diria Caetano, que alguma coisa está fora de ordem.
Os mais afoitos dirão que vivemos uma débâcle moral. Outros talvez culpem os novos tempos, antevendo sinais de que o apocalipse se aproxima. Não sei, apenas me assusto quando passo por bancas de jornais e vejo a enorme quantidade de revistas que vendem fofocas de um tipo de gente que, por convenção, chamamos agora de “celebridades”... Substituímos antigas referências por gente como Alemão do BBB, e movemos nossas preocupações cotidianas para saber quem será o novo affair de Grazzi ou a nova partner do Gianechini...
São tempos vazios. Consumimos informações que não sobrevivem a uma noite, e que não acrescentam absolutamente nada a nossas vidas, a não ser o prazer vicário de gozar com a fama alheia. Se prestarmos atenção, nos tornamos potencialmente corruptos. Só não o somos na prática por falta de oportunidade, por não ter a chance de privar os mesmos espaços e gabinetes de Zuleidos e Valérios. Como brincava o Barão de Itararé, “negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados”. É isso: falta o convite, a sedução...
Estamos no Fio da Navalha, para usar um termo em voga no momento. Temos Proálcool, mas movido a trabalho escravo. Temos democracia, e um dos Congressos mais corruptos da história. Temos a modernidade da internet, e uma juventude desinformada e desinteressada.
Está na hora de descer do muro. De um lado, a vida com seus percalços. Do outro, a fama fácil e a riqueza provida por Zuleidos e Valérios. (Alexandre Pelegi)

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Sem comentários...


quinta-feira, 7 de junho de 2007

Apenas mais um (Carlos Monforte)


O PT e seus aliados vivem se metendo em confusão. Desde o episódio do mensalão, os petistas não pararam de encontrar uma forma de sair no noticiário da pior maneira possível, prejudicando o governo de seu líder maior. Mensalão, sanguessuga, o caso do dossiê contra tucanos, o caso da quebra de sigilo, furacão e agora xeque-mate são nomes de operações da Polícia ou eventos políticos que trouxeram à tona a falta de cuidado dos políticos do PT e a maneira pouco delicada como pretendiam (ou pretendem) se manter no poder. Pior: de ganhar dinheiro, usando o poder.
O perigo maior está na relação dos desastrados companheiros com Lula. Parece que cada vez mais o círculo se fecha. Não houve episódio aloprado, nos últimos anos, do qual não participasse um amigo próximo, um parente, um velho aliado do presidente. São tantos os casos, são tantos os nomes, que é fácil se perder no emaranhado de ocorrências, de fatos. Já se perderam por aí os nomes de Silvinho Pereira, Delúbio Soares, Marcos Valério, Freud Godoy, que vieram do nada para as primeiras páginas dos jornais, trazidos por denúncias e ações nebulosas.
Uma outra atração que vai caminhando por aí é Zuleido Veras, que poucos brasileiros conheciam. Só mesmo aqueles jornalistas atentos, os lobistas de plantão e aqueles que participam do esquema de propinas e corrupção. Zuleido é amigo dos amigos de Lula, como Renn Calheiros, presidente do Senado, que foi pego no pulo de uma transgressão pessoal e surgiu como personagem solitário de outro escândalo: o de supostamente ter sido ajudado por uma empreiteira para resolver problemas íntimos.
Surge agora aos ouvidos da Nação o nome de Genival Inácio da Silva, “um dos irmãos mais queridos” do presidente Lula, como sendo um agente de tráfico de influência. Não é novo esse papel de Vavá. Ele já tinha seu escritório de “intermediação de negócios” fazia tempo. Tanto que foi acusado de facilitar encontros com ministros e presidentes de estatais. Agora, seu nome aparece como um dos interlocutores do principal acusado da Operação Xeque-Mate. Ele e Dario Morelli Filho, outro petista e compadre de Lula.
Lula se saiu bem, nesse primeiro instante do caso. Disse não acreditar que o irmão teria culpa, mas elogiou a Polícia Federal – uma atitude honesta e “republicana”, como gosta de salientar o ministro da Justiça. Mas é preciso saber no que vai dar o caso. Até que ponto Vavá tem ligação com o chefe de quadrilha Nilton César Servo e qual seu envolvimento com o problema.
O que isso tem a ver com a reforma política que mais uma vez bate às portas do Congresso? É que em todos os casos, em todos os escândalos, existe sempre a participação de um ou mais deputados ou senadores. Uma reforma poderia facilitar teoricamente o filtro para que pessoas mais idôneas pudessem participar do sistema. Mas ela é cada vez mais difícil, embora todos afirmem que é necessária. É difícil, porém, fazer com que os políticos cortem da própria carne.
Aliás, a reforma é apenas parte do que se deve fazer para mudar a mentalidade dos políticos e dirigentes brasileiros. Na verdade, a mentalidade do próprio brasileiro, que adora se locupletar e até acha normal que as coisas estejam do jeito que estão. Estamos como que meio anestesiados pelos escândalos, que são tantos e vêm em enxurrada. Vai demorar 100 anos para que nos tornemos sérios.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Violência urbana

Como temos visto na imprensa em geral, está havendo um crescente aumento de atos violentos perpetrados principalmente nas áreas urbanas. Noticiam os jornais, quase diariamente, assaltos, roubos, seqüestros, homicídios e estelionatos praticados em nossas cidades. Muitos deles contra homens de negócios e turistas estrangeiros. Por que este aumento da violência? Quais as suas principais conseqüências? É o que tentaremos discorrer.
A explosão demográfica ocorrida nas últimas décadas e a falta de política administrativo-social adequada e concreta geraram grandes conglomerados nas periferias das cidades brasileiras, com a formação de verdadeiros bolsões de pobreza, onde pessoas das mais variadas regiões e costumes se misturam. Esta situação gera uma tensão permanente nos habitantes, que vivem a incerteza de conseguir trabalho e mesmo de sobreviver. Isto, aliado à deficiência de estrutura básica urbana pela falta de habitação, saneamento, educação etc, é fator que caracteriza uma violência contra a cidadania, a chamada violência estrutural, atingindo principalmente grupos específicos, como as crianças abandonadas. Além deste tipo de violência, há ainda a chamada violência específica, que aparece com os homicídios, roubos e seqüestros principalmente, o que é mais visível e por isso chama mais atenção. Porém, a violência estrutural, geradora inclusive da grande maioria dos casos de violência específica, acaba não sendo efetivamente detectada, mas, por ser permanente, cada vez mais aumenta suas conseqüências. Por isso que nos países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, onde há muita pobreza, é que ocorrem os maiores índices de violência.
Aliás, em vista principalmente da crescente violência urbana, nosso País foi classificado na 88ª. Posição no Índice Global de Paz (GPI), em um ranking de 121 países, no recente relatório da consultora inglesa Economic Intelligence Unit, o que demonstra que estamos perdendo credibilidade como organização social, com reflexos econômicos incalculáveis, pois nosso alto grau de violência desestimula a vinda tanto de capital estrangeiro quanto de pessoas para tratar de negócios.
Assim, enquanto não tomarmos consciência ampla e profunda deste problema, não estudarmos estratégias para sairmos desta situação, e não nos estruturarmos melhor socialmente, seremos considerados um País perigoso de se viver e visitar, com o que perdemos todos. Pensem nisso. (Antonio Silveira Ribeiro dos Santos)

terça-feira, 5 de junho de 2007

Zeca-feira


Não sou moralista, mas tudo tem um limite. Na propaganda de TV, antes das 22 horas, a quarta-feira é zeca-feira.
Acho que estão extrapolando: o filho de um amigo, que tem 10 anos, já fala em sair para a zeca-feira tomar cerveja, por que lá tudo é alegria.
Isto é muito triste e não estamos abrindo os olhos; logo teremos a “segunda trambique e corrupção-feira”; a “terça-marijuana e a exploração-feira; a “quinta-maquininha bingo-feira”; a “sexta assalto e seqüestro-feira”; o “sábado faça o que quiser e que se danem os outros; e, no domingo, vamos vagabundear porque ninguém é de ferro. Pobre Brasil, onde as coisas erradas e prejudiciais têm tanto incentivo e dão tanto ibope.
Isso é inversão de valores. Vamos acordar. Espero que ainda tenhamos tempo para mudar esta realidade.
O Brasil precisa do dia da ética, dia da moral, dia do trabalho honesto, dia da igualdade, dia do respeito, dia da paz espiritual, valores tão esquecidos ultimamente.
Depois não adianta chorar, por que já estamos chorando. (Paulo Fernando de Mello Chavez)

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Navalhadas


Será que a Gautama, do sr. Zuleido, que não é empreiteira das mais renomadas, no universo das megaempreiteiras que atuam em nosso País, está só só, é a única a operar esquemas de burla à Lei de licitações, de obtenção de vantagens por baixo do pano através de fraudes, propinas, favores, presentes,mordomias, cortesias etc.? Será que mais nenhuma contribui para alimentar esse formidável mundo paralelo dos caixas 2, que movimenta fortunas clandestinamente, e já descoberto, fuçado e confessado por políticos e admitido tranqüilamente, sem ficar nem ao menos rosado, pelo próprio presidente, sem nunca ser de fato devassada e liquidada?
A polícia federal tem feito um bom trabalho, sem dúvida, mas será que a espetaculosidade adotada em várias ocasiões – servindo sob medida para que o governo central alardeie que está combatendo a corrupção -, não lembra um pouco o mordomo do inspetor Clouseau, aquele chinês que vivia atacando o patrão, de surpresa, em sua própria casa, tudo previamente admitido e combinado para mantê-lo sempre atento, pronto para escapar dos ataques de inimigos verdadeiros? (Rubens Forte)

sábado, 2 de junho de 2007

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Mais uma do "babaca"

O Senado do Brasil virou a Geni. Agora é a vez do presidente venezuelano, Hugo Chávez, que ontem (31/05/2007) acusou os senadores brasileiros de agirem a mando do Congresso dos EUA. "O Congresso do Brasil é dominado pelos movimentos e partidos da direita, que estão tentando que a Venezuela não entre no Mercosul. É mais fácil que o império português se reinstale no Brasil do que o governo da Venezuela volte atrás”, discursou Chávez na TV. A notícia saiu na Agência Bolivariana de Notícias, ganhou as páginas do New York Times e, no Brasil, só teve destaque na Folha de São Paulo. No mesmo jornal, o ex-presidente José Sarney (cordeirinho de Lula) afirma que a integração sul-americana só pode acontecer entre países democráticos.