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quarta-feira, 6 de junho de 2007

Violência urbana

Como temos visto na imprensa em geral, está havendo um crescente aumento de atos violentos perpetrados principalmente nas áreas urbanas. Noticiam os jornais, quase diariamente, assaltos, roubos, seqüestros, homicídios e estelionatos praticados em nossas cidades. Muitos deles contra homens de negócios e turistas estrangeiros. Por que este aumento da violência? Quais as suas principais conseqüências? É o que tentaremos discorrer.
A explosão demográfica ocorrida nas últimas décadas e a falta de política administrativo-social adequada e concreta geraram grandes conglomerados nas periferias das cidades brasileiras, com a formação de verdadeiros bolsões de pobreza, onde pessoas das mais variadas regiões e costumes se misturam. Esta situação gera uma tensão permanente nos habitantes, que vivem a incerteza de conseguir trabalho e mesmo de sobreviver. Isto, aliado à deficiência de estrutura básica urbana pela falta de habitação, saneamento, educação etc, é fator que caracteriza uma violência contra a cidadania, a chamada violência estrutural, atingindo principalmente grupos específicos, como as crianças abandonadas. Além deste tipo de violência, há ainda a chamada violência específica, que aparece com os homicídios, roubos e seqüestros principalmente, o que é mais visível e por isso chama mais atenção. Porém, a violência estrutural, geradora inclusive da grande maioria dos casos de violência específica, acaba não sendo efetivamente detectada, mas, por ser permanente, cada vez mais aumenta suas conseqüências. Por isso que nos países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, onde há muita pobreza, é que ocorrem os maiores índices de violência.
Aliás, em vista principalmente da crescente violência urbana, nosso País foi classificado na 88ª. Posição no Índice Global de Paz (GPI), em um ranking de 121 países, no recente relatório da consultora inglesa Economic Intelligence Unit, o que demonstra que estamos perdendo credibilidade como organização social, com reflexos econômicos incalculáveis, pois nosso alto grau de violência desestimula a vinda tanto de capital estrangeiro quanto de pessoas para tratar de negócios.
Assim, enquanto não tomarmos consciência ampla e profunda deste problema, não estudarmos estratégias para sairmos desta situação, e não nos estruturarmos melhor socialmente, seremos considerados um País perigoso de se viver e visitar, com o que perdemos todos. Pensem nisso. (Antonio Silveira Ribeiro dos Santos)

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