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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Sobre o Culto Religioso


Ir a um culto religioso. Esta é uma atitude comum para muitas pessoas. Significa ir a um Templo e participar de uma programação. Num sentido mais amplo, participar de um culto significa cantar, orar, ouvir uma mensagem bíblica, contribuir e manter comunhão com os irmãos. No entanto, às vezes, precisamos parar e pensar no significado mais profundo de um culto religioso. Será que qualquer programação de uma igreja pode ser chamada de culto religioso? Existe algum parâmetro bíblico para que determinada reunião possa ser considerada como um verdadeiro culto religioso?
A tarefa primordial de uma igreja e de um ministério cristão é a pregação da Palavra de Deus. Esta é a razão pela qual uma pregação bíblica jamais poderá ser substituída por qualquer outro elemento. Que prejuízo espiritual tem uma pessoa que vai para um culto religioso e não recebe orientação através da Palavra de Deus! Algumas destas reuniões mais parecem encontros de auto ajuda ou reuniões de negócios do que um verdadeiro culto religioso. Somente uma verdadeira pregação bíblica pode causar um impacto positivo e um efeito duradouro na vida de quem participa de um culto religioso.
Cada culto religioso tem seus diferenciais, respeito e acredito que deva ser assim, pois tudo que é igual trilha o caminho do perigo, inibe a liberdade de pensamento, de adorar a Deus de acordo com o que você é.
Quero me ater ao tema sobre ir e não ir a um templo religioso.
A maioria dos “dirigentes” de uma igreja associa o nosso relacionamento com Deus com presença em um templo e é difícil fazer entendê-los que podemos estar bem com Deus em qualquer lugar.
Assim como eu, acredito que muitas outras pessoas não comparecem/participam mais nos templos em razão da forma pela qual são conduzidas as coisas – fica difícil à qualquer pessoa de bom senso fingir estar participando de tudo o que está sendo ministrado ali.
É fácil observar as reações das pessoas, a nossa reação, que o “momento de louvor” é tudo, menos um momento de louvor a Deus. Se você olha para o lado, você vê pessoas olhando para o relógio, olhando para o teto, olhando a bunda de uma irmã, coçando a cabeça com impaciência, e outras “viajando não se sabe para onde”. Percebe-se em algumas pessoas a tentativa de lutar para tentar acreditar naquilo que elas estão ouvindo, elas literalmente fazem força – cerram os olhos – tentando deixar de lado as preocupações, o ceticismo que elas têm ou a verdade de que tudo o que elas estão ouvindo não é verdadeiro. Infelizmente, ou o culto religioso para muitas pessoas é uma alienação ou é um aglomerado de dúvidas. Acredito que adorar a Deus é como sentar e conversar com um amigo.
Isso para não falar da falta de criatividade e, porque não, da falta da Palavra de Deus (Bíblia) dos sermões atuais, que enfocam apenas o que Deus pode fazer pela pessoa, não o que Ele é.
As pregações também são um não atrativo nos cultos. Com raríssimas exceções (e quão boas são estas exceções!), as pregações são baseadas no antropocentrismo (O antropocentrismo (do grego άνθρωπος, anthropos, "humano"; e κέντρον, kentron, "centro"), é uma concepção que considera que a humanidade deve permanecer no centro do entendimento dos humanos, isto é, tudo no universo deve ser avaliado de acordo com a sua relação com o homem.), irreais, sem criatividade e, não raro, falam sobre o Diabo, Inferno, etc. Eu nunca vi ter tanta obsessão com o Diabo igual os Evangélicos. Palavras como “trevas”, “inferno”, “satanás”, “diabo” e “potestades” são ditas com uma frequência muito maior do que a frequência de suas aparições na Bíblia. Os evangélicos têm uma fobia por perseguição. Acham que o mundo inteiro os persegue, como se todo mundo vivesse em função deles.
Sobre o Inferno, eu realmente não entendo como um povo que diz acreditar em um Deus de amor consegue ter tanta obsessão por um lugar como este. Prega-se sobre o Inferno para amedrontar as pessoas, e convertê-las pelo medo, como se Deus quisesse que as pessoas o seguissem pelo medo. Em alguns momentos eu acho que os evangélicos sentem prazer em saber que existe um lugar como o Inferno onde os ímpios e pecadores (como se os cristãos não pecassem) vão queimar e sofrer por toda eternidade. Um exemplo clássico (pouco conhecido no Brasil, aliás) é o do pastor americano Fred Phelps. O site da sua igreja trás menções como “Deus odeia bichas e quem as ajuda”, “Obama é o antiCristo”, “Obrigado a Deus pela AIDS”. Em escala muito menor (mas ainda assim existente), os evangélicos continuam com suas menções ao Inferno, como se tais menções fossem necessárias e frutíferas à prática do culto religioso.
Não existe uma forma como o culto deve acontecer. Jesus Cristo nunca exigiu que o adorássemos em um Templo como os judeus faziam. Ele exigiu, sim, que amássemos a Deus e ao nosso próximo, mas é necessário frequentar um templo para isto? Aliás, enquanto estamos dentro de um templo, existem pessoas nas ruas precisando de ajuda e amor. Enquanto estamos nos templos negligenciamos a ordem de amor ao próximo. Os templos brasileiros arrecadam aproximadamente 12 bilhões de reais por mês no Brasil e se 10% disto for investido em benefício para a sociedade, é muito. Prefere-se investir em mais templos, mais pastores recebendo salários, mais programas de TV, mais “Cruzadas Proféticas”, mais coisas fúteis.
O problema em questão, não é que a “maneira” do culto não me agrada. O problema é exatamente existir o culto, a reunião, o ajuntamento. Os evangélicos falam que os templos são apenas quatro paredes e que estar lá não é garantia de salvação, porém, se alguém deixa de ir nas “quatro paredes” os irmãos começam a orar para Deus trazer este alguém de volta. E fazem isto não por saudade, mas por acreditar que este alguém vai para o Inferno se morrer hoje e um a menos no faturamento financeiro.
Não existe uma “maneira” de cultuar a Deus. Eu faço isto em minha casa, sozinho, enquanto estou no ônibus, enquanto leio, enquanto estudo, enquanto escrevo. Eu levo totalmente ao pé da letra o versículo que diz que “quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore ao seu Pai, que está em secreto” (Mateus 6:6).
O próprio respirar é um ato de adoração a Deus, é gratidão pelo presente que nos foi dado. Existem pessoas que acham necessário se reunir para adorar a Deus. Tudo bem, que Deus as abençoe. Mas por que isto deve ser uma regra?
Mesmo refletindo sobre esta questão, não tenho ainda uma resposta definida. Talvez Deus deseje de fato que nós O adoremos em grupo, em conjunto, mas, se assim for, uma família que faz o culto em casa não estaria adorando a Deus também e não seria assim dispensável a ida a um templo?
Talvez um templo seja algo necessário, mas ele é ao mesmo tempo um local, muitas vezes, desagradável (a mim pelo menos). O templo já foi um lugar bom para se ir, um lugar de aprendizado, um lugar de comunhão, um lugar de unidade, mas isto foi em outras épocas distantes, não é mais. O templo seria um lugar muito mais agradável se os presentes não se considerassem super santos com direito de julgar os demais; o templo seria um lugar muito mais agradável se ele dissesse NÃO! ao mercado religioso idiota, que copia as coisas que não prestam do mundo (as piores possíveis, como podemos observar); o templo seria um lugar muito mais agradável se as pregações fossem mais bíblicas, mais simples, sem pseudo intelectualismo (já ouvi em uma pregação o pregador falar que um determinado cantor popular era crente e que renegou a Deus e foi cantar para o mundo e devido a este comportamento morreu e nós fiéis não analisamos se o que ele falou é verdade.), sem lobby, sem dogmatismo.
E aqui convém mencionar um trecho de uma carta de C. S. Lewis ao seu amigo Malcolm:
E eles não vão à igreja para serem entretidos. Vão para consumir o culto, ou, se preferir, para encená-lo. Todo culto é uma estrutura de atos e palavras por meio dos quais recebemos um sacramento, ou nos arrependemos, ou suplicamos, ou adoramos. Permite-nos fazer tais coisas melhor – isto é, tudo “funciona” melhor – quando em razão de uma familiaridade antiga, não precisamos mais pensar. Quem presta atenção e conta os passos ainda não dança, apenas aprende a dançar. Sapato bom é aquele que passa despercebido do pé. A leitura torna-se prazerosa quando você não pensa mais nos seus olhos, na luz, na letra impressa, na grafia das palavras. O culto perfeito na igreja seria aquele que transcorresse quase de forma imperceptível para nós, porque nossa atenção estaria voltada para Deus.
“A Teologia Evangélica atual possui 10 quilômetros de extensão, mas 1 centímetro de profundidade. Se fosse mais profunda, se tivesse raízes bem fundamentadas, certamente não cairia aos primeiros ventos de doutrina.”
Quanto a mim, sigo da maneira que estou indo, buscando (sem sucesso) pontos de convergência entre a igreja atual e meus anseios espirituais. Espero que a igreja volte às suas raízes protestantes.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Que mundo cão estamos vivendo


O estupro de crianças em todo o País e também no mundo teve um grande aumento nestes últimos tempos, sendo que estes problemas ocorrem inclusive dentro da própria casa, com a própria família ou talvez onde a deixamos. Cada vez mais crianças estão sofrendo abuso sexual pelo próprio pai e outros familiares, além disso, são chantageadas para não dizerem nada do ocorrido a outras pessoas. O que fazer para combater esta violência? É algo muito importante e que exige uma solução o mais breve possível, pois quantas outras crianças irão sofrer o estupro para que alguém tome uma atitude para combater este tipo de violência? Muitas providências devem ser tomadas imediatamente como leis mais severas por parte do governo, campanhas na mídia em geral e organizações especializadas para combater este tipo de crime. Outra providência principal que pode combater esta violência em casa é que os próprios familiares ao notarem diferença no comportamento da criança, deve-se conversar com a mesma. Mas não adianta tentar obter informações em apenas alguns minutos, pois a criança não dirá nada, pois geralmente quem abusa sexualmente dela, chantageia dizendo que irá matar alguém próximo se dizer algo a alguém. Desta forma, é preciso que a família dê maior atenção, e passe segurança à criança, para que assim ela sinta-se segura para dizer o que realmente está acontecendo.
Isso é verdadeiramente um assunto muito delicado para ser tratado, sendo que está em jogo a vida social e psíquica da criança, além do risco de morte, no qual é praticado por alguém próximo que geralmente não possui vínculos familiares.
O texto abaixo está baseado em reportagem de Amanda Barbieri do Jornal A Tribuna de 24/01/2010.
“Um bebê de 8 meses foi vítima de estupro, provavelmente causado por manuseamento digital, em Santos no litoral do Estado de São Paulo.Os pais da criança afirmam que o abuso ocorreu na creche pública onde a menina ficava, em Santos, mas o crime ainda está sendo investigado.
Segundo a mãe da criança, uma babá de 40 anos, o bebê frequentava a creche desde o último dia 11/01/2010. Porém, no dia 13/01/2010, ela notou mudanças no comportamento da filha. “Perguntei para as tias da creche se ela estava comendo e disseram que não. Percebi que ela estava molinha, diferente”.
O mesmo comportamento repetiu-se nos dois próximos dias. “Ficou sem comer, não brincava. Notamos que ela estava com alguns arranhões pelo corpo”.
No dia 15/01/2010 à noite, a mãe decidiu examinar a menina, quando se surpreendeu ao observar uma vermelhidão na região genital. Na hora do banho vi que estava cortado.
Os pais, levaram a menina no Pronto Socorro Central que os encaminhou para o Instituto Médico Legal ( IML) para exame de corpo de delito.
A criança passou por exames, cujo resultado preliminar apresentava “positivo para estupro, provavelmente manuseamento digital”, com o carimbo e assinatura do médico legista.
O pai da menina acredita que os abusos ocorreram na creche. “Em casa só ficamos eu e a mãe”. Revoltada a mãe pede justiça. “Façam comigo, mas não com minha filha. QUEM FEZ ISSO É UM MONSTRO!!!”
Este caso que está sendo investigado correrá em segredo de Justiça, por tratar-se de um menor de idade e foi registrado no 7º. Distrito Policial de Santos/SP, conforme boletim de ocorrência número 370, sob a natureza de estupro de vulnerável.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Símbolo de escândalos


O Brasil não pode continuar a ser símbolo de escândalos e, dentre outros casos ocorridos, principalmente no Congresso e Senado, o mais recente é o do Propinoduto, do governador do Distrito Federal. O Brasil não pode continuar com o podre sistema político atual, onde alguns dos maus políticos eleitos em pleitos passados, mesmo após terem sido denunciados e sofrerem processos, continuam a cometer delitos desviando recursos públicos, buscando o enriquecimento fácil, o que nos causa um misto de indignação e revolta.
Que diferença existe entre os partidos e programas? Absolutamente nenhuma. É o mesmo governo do passado até o atual, “atirando” a esmo, afundado em crises que não tem fim, a mesma demagogia, de obras cosméticas e propaganda enganosa, e todos os outros tantos que compõem a mesma ópera bufa de um farsante jogo de cartas marcadas. Quem manda são os organismos internacionais e interesses pessoais.
Sarney, Collor, Itamar, Cardoso, Luis Inácio. Entra ano, sai ano, eleição após eleição, mudam os políticos, mas o que muda para o povo?
Eis algumas promessas: Prometeram saúde. E o preço absurdo dos remédios, a falta de medicamentos nos postos de saúde, o péssimo atendimento nos hospitais públicos chegando ao absurdo de pessoas morrerem sem atendimento? Prometeram educação. E a falta de vagas nas escolas públicas, o salário miserável dos professores? Prometeram aumento nos salários. E o drama dos aposentados? Basta lembrar: o que comprávamos com nosso salário há 10 anos comparando com o que conseguimos comprar hoje é quase nada! Prometeram empregos. Mas nada disso se comprova na realidade do cotidiano. O que observamos é um Estado brasileiro apodrecendo, as classes que o sustentam, a grande burguesia e o latifúndio afundados em uma profunda crise e, para tentar dar sobrevida a este sistema, submetem o povo à mais dura exploração. A crise que acompanhamos pelos noticiários, somente nestes dois últimos anos, a descarada corrupção e roubo do dinheiro público, sanguessugas, “cofres cuecas” recheados de dólares é somente a ponta de um iceberg. Todas as nossas riquezas naturais e o fruto do nosso trabalho vão uma parte para os cofres destes parasitas e uma parte gigantesca para os cofres dos capitalistas, principalmente, os banqueiros.
Agora, em 2010, ano de eleições gerais, os políticos denunciados, com processos judiciais e sabidamente corruptos, ao invés de estarem presos e terem seus bens confiscados, se apresentarão nas telas de TV, na mídia em geral e, novamente, como se nada tenha acontecido, pedirão o voto da população pois acreditam na pouca memória e indiferença, infelizmente, da maioria dos eleitores.
A vida do povo só vai mudar é com nossa própria luta. Na eleição é a hora exata para dar uma “banana” para a corja de políticos indecorosos, denunciar e mudar radicalmente todo esse sistema corrupto em que vivemos. Eleição é hora exata de manifestarmos a nossa revolta contra toda essa situação, repudiar os políticos que estão no jogo de cartas marcadas e onde o povo é obrigado a escolher qual desses políticos desonestos vão continuar a enganar e a “assaltar com caneta” no parlamento e no governo.
O voto é para mudar isto. Precisamos de uma democracia de verdade. Precisamos repudiar as eleições com políticos podres, rotineiros, coniventes e corruptos. Precisamos, urgentemente, de uma verdadeira transformação, rumo a uma sociedade sem exploradores e explorados. Este é o único caminho para tirar o povo da miséria e o país da ruína. Isso, para o bem de nossa Nação.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Você já viu o filme????

Excelente análise... do filme “Filho do Brasil”.
Leia com atenção! Esse filmeco é o estopim para uma convulsão social de proporções que ainda não podemos prever. É o endosso para toda e qualquer atitude tipo “MST”.
Além de bem escrito, uma brilhante exposição de um quadro real. Não há o que contestar. Agora é esperar para ver o que vai acontecer. Parece que a indignação começa a formar raízes no meio artístico cultural.

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Chega-nos ao conhecimento mais uma demonstração de desequilíbrio psíquico do pífio representante da nação brasileira. A partir de sua ascensão, foram-se perdendo valores que cultivávamos como habituais normas de conduta.
Essas mudanças são consequências das alterações semânticas, aceitas pelos órgãos jornalísticos, hoje, também, pouco afeitos à limpidez das ideias. Tais alterações são produtos dos erros de raciocínio e da falta de intimidade vocabular, que a incontinência verbal do senhor feudal, pela repetição, torna-as vernaculares. Tudo isso, aliado à esperteza de um espírito pusilânime, tem o poder de corromper os alicerces de todos os poderes da República.
Se a mentira passa à verdade; se o corrupto contumaz deve ser respeitado por não ser um homem comum; se uma organização terrorista, que inferniza os trabalhadores rurais, torna-se uma instituição lutadora em defesa dos direitos dos sem-terra, é transformar os antônimos negativos em palavras representativas de uma nova ética em curso.
Para que se consuma o novo dicionário da sordidez política brasileira, necessário se torna conhecer, a fundo, em todas as dimensões, o seu autor, personagem central de sua própria propaganda político-eleitoreira. O autoendeusamento torna-o réu confesso do desequilíbrio de que acima nos referimos.
Considerar-se a si próprio Filho do Brasil, é exigir a legítima paternidade, a um país que já sofreu todos os vexames do filho que não passa de um bastardo. Como se não bastasse as ofensas de sua diplomacia, ofende-se mais ainda a nação, anunciando a sordidez de cobrar do país a herança
que acredita ter direito e pretende obtê-la, através da delegação de poderes de seus iguais, nas urnas em 2010. É mais uma indenização cobrada ao país, considerado culpado pelo filho ilegítimo, pela tendência inata de sua família, de não ter vocação para o trabalho. O filme que ilustra a vida do responsável pela obra de estropiamento da língua, [WINDOWS-1252?]“coincidentemente” será levado à exibição em primeiro de janeiro de 2010.
Regredimos ao populismo desenfreado do brizolismo e percebemos, claramente, a existência de dois Brasis: o que trabalha e estuda para o desenvolvimento nacional e o que vive de estelionato político, sorvendo os impostos pagos pelo primeiro dos Brasis. Em toda imoralidade, encontra-se a logomarca da Globo, que não pode perder dividendos, mesmo que seja patrocinando um retorno aos filmes da velha fase macunaímica da miséria colorida. Não há outro digno representante deste (para mim) repugnante personagem da baixa estima brasileira, criação de Mário de Andrade, que o etílico Lula. Alguém da escória da personagem do filme em questão deve ter sido o idealizador do título e da narrativa. O embriagado de álcool e de poder tomou posse do Brasil e está alijando, aos poucos, a parte consciente da sociedade, mas ainda sonolenta, para os esconsos vãos que se tornarão guetos dentro em pouco, se não tomarmos uma veemente atitude. Já imagino este filmeco sendo veiculado no agreste, nos sertões, arrebanhando os ingênuos e estimulando-os ao analfabetismo, à bebida e à rebelião. A pressão para um conflito entre brasileiros está se fazendo prenunciar no horizonte. Esta indecência de filme, se consentirmos, se não reagirmos, se não clamarmos contra a mídia que lhe dará vida, poderá servir de estopim para tomadas de posição sérias que não vão deixar de fora a guarda particular do ébrio presidente: o MST.
Como dizem os traficantes do Rio, "está tudo dominado". Eles sabem o que dizem, infelizmente. Tudo está dominado, porque está corrompido pelo dinheiro fácil em troca da traição e da sabotagem. Apenas por patriotismo, sem levarmos nenhuma vantagem, porque pertencemos a outro grupamento ético, que não leu o glossário lulista, sabotemos o filmeco do palhaço de Garanhuns, desde já, para que, no ato da divulgação, caia no ridículo o Filho bastardo do Brasil, que bem poderia ser o Filho de outra coisa que já sabemos o que é. Embora não pareça, o caldeirão da divisão de classes já começou a esquentar. Como não tem a coragem de seu comparsa Chávez e é um poltrão como o Zelaya, usa desses artifícios ultrapassados, mas que caem como uma luva sobre a multidão de ignorantes do interior do país.

(*Aileda de Mattos Oliveira - Prof.ª Dr.ª de Língua Portuguesa - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)*)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Preconceito


“Labirinto que faz as pessoas perderem-se de vista no meio dele, tudo que se faz para justificar que não se tem preconceito, é preconceito. Se pensar-se em preconceito racial, nota-se que: A própria lei já é preconceituosa. As diferenças de cores é que conseguem dar um colorido especial quando pintamos um quadro. Então a sociedade é barroca? Ou a sociedade dissolve as cores que não lhe convém. Existem preconceitos contra tudo e contra todos os caracteres físicos ou psicológicos.
O preconceito contra idade. Ao conhecer-se alguém, a primeira pergunta é a idade. O preconceito contra a velhice, contra a pobreza, os homossexuais que são enxovalhados pelo preconceito.
Usa-se o termo opção sexual. Sabe-se, que não se trata disso, e que muitos homossexuais, se pudessem, optariam por serem héteros, porque o fardo que a sociedade lhe impõe é cruel. Enfim o preconceito das diferenças afasta as pessoas umas das outras. Porém, esquece-se que no quadro que compõe a Natureza, a beleza se faz presente nas diferenças e não nas igualdades. Flores, plantas, animais de espécies diferentes dão um colorido especial à vida da espécie humana. E, se dentre todas essas espécies, é a única capaz de raciocinar, há que se fazer valer por isso.”

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Lula, o Filho do Brasil


“O filme Lula, o Filho do Brasil faz parte de um projeto de bajulação e de endeusamento do atual presidente da República, o que, às vésperas das eleições de 2010, pode ser uma eficiente propaganda política.
"Lula, o Filho do Brasil, a cinebiografia que estreará nos cinemas agora em Janeiro/2010, é o primeiro filme de ficção sobre a vida do presidente. A LC Barreto, responsável pelo projeto, enviará 500 cópias ao circuito comercial – o maior lançamento da história do cinema brasileiro. As centrais sindicais, como a CUT e a Força Sindical, planejam projetar a fita para espectadores das áreas mais pobres do país. Os trabalhadores sindicalizados poderão comprar ingressos subsidiados a 5 reais. As estimativas mais conservadoras indicam que, somente nas salas comerciais, 5 milhões de pessoas assistirão ao longa. É pouco diante do que se seguirá. O DVD do filme será lançado no dia 1º de maio/2010, feriado do trabalhador. Em seguida, a Rede Globo levará a fita ao ar, editada como uma minissérie. Ao final, se essa ambiciosa estratégia de distribuição funcionar, Luiz Inácio, o homem que fez história, dará um salto rumo a Luiz Inácio, o mito. Esse mito paira acima do bem e do mal, mas estará dizendo o que é certo e o que é errado na campanha eleitoral de 2010. Por fazer parte de um projeto de beatificação do personagem com vista a servir de propaganda eleitoral disfarçada de entretenimento na próxima campanha, Lula, o Filho do Brasil parece coisa de marqueteiro." (revista VEJA)
Verdades e mentiras do filme
Para fazer o filme, o diretor Fábio Barreto baseou-se nas histórias contidas em uma biografia do presidente Lula, escrita pela jornalista Denise Paraná. Claro que, no filme, o diretor, omitiu episódios da vida de Lula que pudesse apresentá-lo como um fraco, na verdade, como um ser humano comum, e pintou com tintas fortes os momentos em que Lula pode ser apresentado como herói, um ser perfeito. Veja alguns fatos citados pela revista VEJA, em sua última edição.
No filme - O pai de Lula lhe dá um tapa e,depois,avança para cima de Dona Lindu, mãe de Lula, mas é contido pelo filho, que esbraveja heroicamente com o pai: "Homem não bate em mulher". O pai, envergonhado, abaixa as mãos.
O fato - Na verdade, Lula, quando era criança, presenciou um acesso de fúria de seu Aristides, seu pai, que bateu em Dona Lindu, sua mãe, com uma mangueira. Lula também quase apanhou do pai, mas Dona Lindu impediu a agressão. Portanto, foi Dona Lindu que salvou o filho da surra, e não o inverso, como está no filme.
No filme - Impressionada com o notável desempenho de Lula na escola, sua professora, Dona Terezinha, visita Dona Lindu e se oferece para adotar o menino "de papel passado". Diz a professora: "A senhora não quer que ele seja alguém?". Dona Lindu responde, com aquela altivez que só se vê em filme e novela: "Ele já é alguém. Ele é Luiz Inácio". Que lindo! Tremenda mentira.
O fato - Quando Lula ainda morava em Santos e cursava a 2.ª série primária, sua mãe, Dona Lindu, como todo brasileiro típico, que não sossega o facho em lugar nenhum, quis mudar-se para São Paulo. Dona Terezinha, a professora de Lula, apenas insinuou que adotaria o menino para que ele pudesse continuar os estudos em Santos. Dona Lindu não topou.
No filme - Ao ver um linchamento de um diretor da fábrica, Lula diz ao irmão sindicalista: "Ele também é um trabalhador".
O fato - Durante uma greve, um diretor da fábrica atirou em um operário. Os grevistas, revoltados, o jogaram da janela e o espancaram com selvageria. Lula, que viu a cena, apenas comentou: "Eu achava que o pessoal estava fazendo justiça".
No filme - Lula, ao tomar conhecimento da existência de corrupção no Sindicato dos Metalúrgicos, fica indignado e cobra, veementemente, o afastamento do presidente da entidade.
O fato - Não há nenhuma referência disso na biografia de Lula. A cena provavelmente foi inventada por Fábio Barreto para valorizar o protagonista.
Quem pagou pelo filme?
Vamos, agora, ao lado prático da coisa. Quem pagou por tudo isso? Segundo a revista VEJA, o filme foi patrocinado e apoiado por um grupo de empresas, a maioria delas com negócios com o governo, que doou 10,8 milhões de reais. Veja a relação abaixo.
AmBev – Em 2005, o BNDES destinou 319 milhões de reais para a empresa de bebidas.
Camargo Corrêa – A construtora participa das obras do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, tendo recebido, em 2008, 102,7 milhões de reais.
CPFL Energia – O controle da distribuidora de energia está dividido entre a Camargo Corrêa, o BNDES e fundos de pensão de estatais.
EBX – Os empréstimos feitos pelo BNDES às empresas de Eike Batista ultrapassam 3 bilhões de reais só neste ano.
GDF Suez – A empresa faz parte do consórcio responsável pelas obras da hidrelétrica de Jirau e recebeu do BNDES empréstimo de 7,2 bilhões de reais.
Grendene – O BNDES aprovou, em 2008, financiamento de 314 milhões de reais para a aquisição total do controle acionário da Calçados Azaléia pela Vulcabrás dos mesmos controladores da Grendene.
Hyundai – Em 2007, o governo federal deu uma mãozinha para a implantação da fábrica da montadora em Goiás.
Neoenergia – O Banco do Brasil e a Previ (fundo de pensão dos funcionários do BB) detêm, juntos, 61% da companhia. Em 2008, o BNDES aprovou crédito superior a 600 milhões de reais para a construção de usinas pelo grupo.
OAS – Foi uma das financiadoras da campanha de reeleição de Lula. Participa das obras do PAC, tendo recebido, em 2007, 107 milhões de reais.
Odebrecht – Venceu em 2007, em parceria com a estatal Furnas, a licitação para a construção da usina de Santo Antônio, no Rio Madeira. O valor do investimento foi definido em 9,5 bilhões de reais, com 75% do total financiado pelo BNDES.
Oi – O BNDES aprovou, financiamento de 4,4 bilhões de reais, o maior valor já concedido para uma empresa de telecomunicações. Desde a aquisição da Brasil Telecom (BrT), bancos públicos já aprovaram empréstimos de mais de 11 bilhões de reais ao grupo Oi. O BNDES e a Previ têm participação no bloco de controle da companhia de telefonia.
Volkswagen – Tem contrato com o governo para o programa Caminho da Escola para a renovação da frota de ônibus escolares. Em agosto, entregou o primeiro lote de 1 100 veículos, pelo qual recebeu 223 milhões de reais.
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Agora em janeiro/2010, o filme deve estar em cartaz nos cinemas. Se você for o feliz beneficiado do BOLSA CINEMA, que o governo de Lula pretende implantar no ano que vem, poderá ver essa "superprodução" por um preço bem pequeno ou até de graça. Você poderá, também, aguardar o DVD, que deverá ser lançado em Mai/2010. Mas não espere cópia pirata. Acho que ninguém vai ter coragem de piratear essa droga.
Eu, de minha parte, não vou ver esse filme. Vou esperar a cinebiografia da Dilma, que deverá ser muito mais emocionante. Por exemplo, como será que vão reconstituir no cinema a cena do roubo do cofre de Ademar de Barros? Vamos aguardar.”

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Senado Federal, um balanço de 2009


Ao fazer um balanço de 2009, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse que o ano terminava de forma brilhante para a Casa. E explicou sua análise: “Começamos um ano muito tumultuado. Acredito que nós conseguimos, dessas discussões que tivemos, até tirar proveito, porque todo mundo se conscientizou da necessidade de decisão enérgica em todos os casos aqui existentes.”
Dizer que, para o Senado e os senadores, o ano de 2009 terminou de forma brilhante, é o mesmo que considerar que nós cidadãos brasileiros não temos inteligência e dignidade; é querer dizer um dito popular no nordeste que expressa muito bem o estado mental do brasileiro: “Burro que sempre usou cangalha não se acostuma com a sela”.
Será que o Sr. Sarney não tem um pouco de vergonha necessária para reconhecer e aceitar a realidade em que vive o Senado? Jamais antes neste País o Senado vivenciou tanta vergonha e humilhação. Um dia, alguns de seus dignos membros, espera-se pelo menos, vão impor a realização de uma necessária limpeza, com toda sujeira sendo eliminada. Isso é o que se espera. Uma resolução de Ano-novo, nesse sentido, é bem melhor do que, descaradamente, achar que o ano que se findou, depois de tudo o que aconteceu e veio à superfície para nosso conhecimento, tenha sido brilhante.
Então, fica óbvio, como disse um próprio senador, Heráclito Fortes (DEM-PI), diante do montante pago em horas extras aos funcionários do Senado em 2008: “é uma bagunça. O pessoal passa o dia fora, chega com o cabelo molhado no fim do dia e fica dando volta no Senado até 20h30 para marcar hora extra”, que a “bagunça” impera na Casa.
Resumindo: se não há controle algum quanto a despesas de funcionários é mesmo lícito supor que as irregularidades na administração do Senado sejam bem maiores do que se pensa. Mas, conforme Sarney, tudo está bem. O ano de 2009 terminou de forma brilhante e os casos existentes foram alvo de decisões enérgicas. Mas, todos sabemos, nada se resolve apenas com oratória. Há mesmo uma distância enorme entre os discursos e a realidade dos fatos. E, lamentavelmente, não se deve esperar providências saneadoras de qualquer espécie. Pois não há dúvida de que a classe política brasileira já percebeu que grande parte dos eleitores age como desmemoriada. Por mais que se divulguem os escândalos, o manto do esquecimento parece turvar a mente das pessoas. Trata-se, sem dúvida, de um problema crônico, que depende da conscientização geral para ser solucionado. Infelizmente, até agora, não há motivo para que o pessimismo dê lugar ao otimismo.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Aposta ousada, na compra dos aviões

Apesar de o assunto não chamar muito a atenção popular, ele é de alta importância, seja em razão do volume dos recursos envolvidos, seja por suas implicações políticas, até mesmo no que respeita ao relacionamento do presidente da República com as Forças Armadas. Trata-se da compra de aviões de combate para a Força Aérea Brasileira (FAB), uma questão que se arrasta desde o Governo anterior, e que o presidente Lula, ao que tudo indica, parece disposto a resolver agora. Na escolha é que está o problema. Enquanto os técnicos da Aeronáutica recomendam a aquisição do caça Saab Gripen, fabricado pela Suécia, o chefe do Governo mostra-se inclinado pela Dassault Rafale, produzido pela França, o qual, aliás, segundo a análise dos especialistas da FAB, é o menos vantajoso da lista de três candidatos, perdendo também para o Boeing F/A-18/F dos Estados Unidos.
A preferência da Força Aérea, que afinal vai usar os aprelhos, o preço bem menor e a substancial transferência de tecnologia, do fabricante sueco para o Brasil, não estão sendo argumentos fortes o suficiente para convencer o presidente Lula a optar por ele. Ao contrário, pende para o Rafale, não obstante ser mais caro, além de visto com restrições pelos oficiais da FAB, inclusive no aspecto do acesso aos sistemas estratégicos e diferenciais do avião, e a explicação está no fato de que Lula quer ter no presidente francês Nicolas Sarkozy um aliado de peso em suas incursões pela cena internacional, e cujo objetivo é colocar o Brasil não somente como um dos líderes dos emergentes, como torná-lo um participante ativo das grandes decisões globais. A elevação do nosso País ao posto de membro-titular do Conselho de Segurança da ONU entraria igualmente no pacote, como uma das reivindicações brasileiras, sem falar no aumento do intercâmbio comercial com a União Européia.Para conseguir tudo isso, vamos ficar com os aviões franceses. Se as retribuições realmente virão, bem, é uma outra história.
Resta saber se este é, efetivamente, o negócio que interessa ao Brasil. Do ponto de vista político pode ser. Embora não haja nenhuma garantia concreta, tudo se dá – ao menos no tocante aos temas principais – na base de promessas e de expectativas. Pelo lado financeiro, o Brasil vai ter prejuízo, pois cada Rafale francês custa US$ 140 milhões, contra US$ 70 milhões do avião sueco, e sua manutenção é a mais custosa. Como está prevista a compra de 36 unidades, é só fazer a conta para calcular o total a mais. E quanto ao interesse militar, quem entende é contra a solução defendida pelo Planalto. Em síntese, assim estão as coisas. O presidente Lula, claramente, está fazendo uma aposta ousada. Se ganhar, todos os méritos serão seus. Se perder, não ficará com uma boa imagem junto aos militares, e a FAB não terá os equipamentos adequados para cumprir suas missões.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Filhos do Brasil


“A novela dos brasileiros no Suriname continua. Aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) já trouxeram para o Brasil dezenas de compatriotas nossos, principalmente aqueles – muitos dos quais feridos – que foram duramente espancados por grupos da população nativa na cidade de Albina, na noite de Natal. A maioria dos brasileiros, entretanto, não quer saber de voltar. Acham que, com o tempo, a situação tende a se normalizar, e eles poderão novamente trabalhar – ao menos até o próximo conflito, não se sabe quando.
São, predominantemente, garimpeiros, espalhados por várias localidades do Suriname, ricas em ouro, mais um bom número de prostitutas e de vendedores ambulantes, os mesmos “mascates” tão comuns no interior do Brasil de outras épocas. Essa gente toda prefere os riscos de viver no estrangeiro porque, por aqui, não encontra oportunidades de trabalho, e mais ainda em suas regiões de origem, no extremo norte do nosso País. Cruzar a fronteira rumo às selvas e à violência do Suriname é, para eles, a única alternativa de sobrevivência.
O Governo precisa examinar esse assunto, e ver o que é possível ser feito para criar empregos naqueles grotões remotos, tão subdesenvolvidos e carentes de tudo. O povo de lá necessita – e merece – esse incentivo. Afinal, tanto quanto o patrício de origem humilde que o destino elevou aos píncaros do poder nacional, eles também são filhos do Brasil.”