domingo, 29 de novembro de 2009
Dar a palavra
Foi-se o tempo em que bastava dar a palavra para se firmar um contrato e estabelecer obrigações. As pessoas tinham, então, dizia-se, caráter. Atualmente, aceita-se que somos o país da impunidade, no qual abundam os corruptos e os “picaretas”. Quando as pessoas deixam de ser corretas, deteriora-se a relação entre elas, a vida vira anarquia e todos procuram apenas, egoisticamente, levar vantagem em tudo. A Bíblia garante que a pessoa honesta é abençoada por Deus. A falsa é abominada.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Árvores: um inimigo

Qualquer pessoa que tenha a preocupação com o meio ambiente pode muito bem saber, analisando uma cidade, que ela tem um incômodo inimigo: árvores. Prédios, casas sobrepostas ou comércios surgem onde existia residências com quintais e as vítimas são as árvores. Praças são “urbanizadas”, vagas de estacionamento para veículos são criadas, ruas são abertas, e as vítimas são as árvores. Planta-se espécies inadequadas, do lado errado da rua, sem qualquer planejamento, poda-se sem técnica e sem cuidado, pede-se remoções de árvores, impede-se que novas sejam plantadas, afoga-se as que restam com cimento e as vítimas, novamente, são as árvores. Pior: depreda-se, fere-se, mata-se.
Árvores, parece, são contra o progresso, contra a fiação, contra as calçadas e os carros, contra a própria vida urbana.
E não é só nas cidades. Nós temos, no Brasil, a Amazônia a maior floresta do mundo (ainda) e na Mata Atlântica uma das florestas mais biodiversas do planeta, sendo que a Amazônia é tão atacada e devastada que chegamos a festejar o mês em que a agressão e o devastamento é menor e da Mata Atlântica só restam ilhas em áreas de serra.
Parecemos ser inimigos de nós próprios, pois o absurdo desmatamento das áreas de mananciais diminui a água potável, essencial às nossas vidas, a extinção das matas ciliares (toda a vegetação que fica na beira dos rios) assoreia rios (ficam rasos, causando a morte dos peixes) e córregos, desalojando e matando com as enchentes.
Também com a desarborização das cidades mostramo-nos inimigos de nós mesmos. Cercados de cimento e asfalto, vestindo tudo de cinza e preto, diminuímos a permeabilidade do solo e sobrecarregamos os sistemas de drenagem, aumentamos drasticamente a temperatura dos ambientes, das cidades, do planeta. Inviabilizamos passarinhos, desnaturamos a vida, desvirtuamos ainda mais a política, já que os representantes que elegemos nada fazem e não possuem visão de futuro.
Quantos projetos de planejamento técnico para a arborização urbana já foram apresentados para que tenhamos uma cidade mais fresca e mais bonita? Esse é um problema que, decisivamente, deveríamos lutar para ter. Mas só quando tomarmos uma decisão pela vida.
O verde viabiliza, ameniza, pacifica a vida. Tratar com carinho, plantar árvores, planejar casas, ruas e cidades para gerarmos mais lugares de plantio é acarinhar a nós mesmos. Tire o cimento do seu quintal, abra novamente sua calçada, sua área comum, sua vida para o verde. Peça a seu vizinho, ao seu parente, ao seu patrão e à Prefeitura que plantem.
Contra a falta de alegria, árvores.
Contra a falta de água, árvores.
Contra a falta de ar, árvores.
Contra a falta de árvores, consciência e cidadania.
Desmatar é matar um país chamado árvore, e o Brasil está em extinção. Aos cidadãos, funcionários, políticos, administradores e planejadores urbanos, uma certeza: árvore é a planta de uma cidade de beleza, paz e harmonia. (baseado em “Um país chamado Árvore”, texto de Maurício de Araújo Zomignani)
Árvores, parece, são contra o progresso, contra a fiação, contra as calçadas e os carros, contra a própria vida urbana.
E não é só nas cidades. Nós temos, no Brasil, a Amazônia a maior floresta do mundo (ainda) e na Mata Atlântica uma das florestas mais biodiversas do planeta, sendo que a Amazônia é tão atacada e devastada que chegamos a festejar o mês em que a agressão e o devastamento é menor e da Mata Atlântica só restam ilhas em áreas de serra.
Parecemos ser inimigos de nós próprios, pois o absurdo desmatamento das áreas de mananciais diminui a água potável, essencial às nossas vidas, a extinção das matas ciliares (toda a vegetação que fica na beira dos rios) assoreia rios (ficam rasos, causando a morte dos peixes) e córregos, desalojando e matando com as enchentes.
Também com a desarborização das cidades mostramo-nos inimigos de nós mesmos. Cercados de cimento e asfalto, vestindo tudo de cinza e preto, diminuímos a permeabilidade do solo e sobrecarregamos os sistemas de drenagem, aumentamos drasticamente a temperatura dos ambientes, das cidades, do planeta. Inviabilizamos passarinhos, desnaturamos a vida, desvirtuamos ainda mais a política, já que os representantes que elegemos nada fazem e não possuem visão de futuro.
Quantos projetos de planejamento técnico para a arborização urbana já foram apresentados para que tenhamos uma cidade mais fresca e mais bonita? Esse é um problema que, decisivamente, deveríamos lutar para ter. Mas só quando tomarmos uma decisão pela vida.
O verde viabiliza, ameniza, pacifica a vida. Tratar com carinho, plantar árvores, planejar casas, ruas e cidades para gerarmos mais lugares de plantio é acarinhar a nós mesmos. Tire o cimento do seu quintal, abra novamente sua calçada, sua área comum, sua vida para o verde. Peça a seu vizinho, ao seu parente, ao seu patrão e à Prefeitura que plantem.
Contra a falta de alegria, árvores.
Contra a falta de água, árvores.
Contra a falta de ar, árvores.
Contra a falta de árvores, consciência e cidadania.
Desmatar é matar um país chamado árvore, e o Brasil está em extinção. Aos cidadãos, funcionários, políticos, administradores e planejadores urbanos, uma certeza: árvore é a planta de uma cidade de beleza, paz e harmonia. (baseado em “Um país chamado Árvore”, texto de Maurício de Araújo Zomignani)
domingo, 22 de novembro de 2009
Prática escravista

“A verdadeira prática escravista acabou no mundo?
Não. A pior prática de escravismo sempre existiu, ela apenas cria outras formas de manifestação ao longo do tempo em toda a história da civilização. Hoje ela assume a forma de escravidão de domínio mental, mais do que ocorreu em toda a história passada, onde já era presente, entretanto, os meios de comunicação eram bem escassos, ao contrário de um mundo moderno recheado de mídias de comunicação como rádio, televisão, jornais, revistas e internet.
O ser humano nunca foi racista. Explico, não se gosta ou se deixa de gostar de alguém por causa da cor da pele, mas por aportes culturais de natureza mental que identificam o que ele enseja ser feio e o que ele deseja ser belo.
O melhor exemplo que podemos citar é a fábula do patinho feio. Por que foi discriminado? Simplesmente porque foi considerado feio, e depois foi aceito por quê? Porque se tornou o mais belo. É simples, mas difícil de ser aceito em razão dos aportes culturais enraizados nas sociedades.
Também não podia ser diferente, com tanta propaganda, com tanta mídia martelando diariamente, torna-se difícil ao indivíduo o reconhecimento de seus próprios sectarismos pessoais.
Nunca houve um numero tão grande de escravos mentais como nos tempos atuais. Praticamente toda a população é escrava e pratica o escravismo com outros seres humanos.
A principal motivação continua sendo econômica, mas esconde outras raízes mais profundas que simplesmente não podem ser resolvidas de imediato, num desenvolvimento que ainda consumirá várias gerações.
Mas a escravidão econômica a estes níveis é intolerável posto que acentua cada vez mais o domínio de uns sobre os outros numa crescente involutiva que somente terá fim em acontecimentos caóticos, como os que estamos observando atualmente.
Para melhorar, na maioria das vezes na história, tudo tem de piorar ao máximo, sim, é verdade, mas é necessário que pelo menos uma parcela considerável da população esteja atenta e consciente do que está acontecendo e fora do domínio escravocrata econômico que resulta em culturas irreais, embora que estas se revistam de trajes bem racionais e reais.
Se estes modelos sócio-culturais-econômicos fossem realmente bons não estaríamos nestes vários becos no caminhar das sociedades.
Intoleramos demais nas culturas ocidentais principalmente, e esta forma de discriminação é pessoal, do tipo, o mais pobre que eu pode ser o meu escravo, por isso deve ser tratado como meu sub-serviente ou um sub-ser humano, em retribuição ao que ele sofre no dia-a-dia com relação aos que estão acima na pirâmide da riqueza social.
O que se discrimina sempre é o mais feio, que é sempre o mais pobre e miserável nas diferentes conceituações de cada sociedade e não exatamente a pessoa de cor de pele diferente como o Obama e a Globeleza.
Essa coisa de salário mínimo no Brasil é outro parâmetro de exploração, porque se deve haver um salário mínimo, tão mínimo, é porque consideramos que existem seres mínimos também. Triste fim de Policarmo Quaresma.
Bem disse o Mestre: “Toda árvore que meu Pai não plantou, será arrancada pela raiz.”
Não viva este dia como o da abolição da escravatura, mas como o dia de sua libertação mental. Tente ao menos ser um escravo consciente de que é um escravo, este é o começo da verdadeira libertação dos aportes mentais.” (Baseado em texto de Atama Moriya)
Não. A pior prática de escravismo sempre existiu, ela apenas cria outras formas de manifestação ao longo do tempo em toda a história da civilização. Hoje ela assume a forma de escravidão de domínio mental, mais do que ocorreu em toda a história passada, onde já era presente, entretanto, os meios de comunicação eram bem escassos, ao contrário de um mundo moderno recheado de mídias de comunicação como rádio, televisão, jornais, revistas e internet.
O ser humano nunca foi racista. Explico, não se gosta ou se deixa de gostar de alguém por causa da cor da pele, mas por aportes culturais de natureza mental que identificam o que ele enseja ser feio e o que ele deseja ser belo.
O melhor exemplo que podemos citar é a fábula do patinho feio. Por que foi discriminado? Simplesmente porque foi considerado feio, e depois foi aceito por quê? Porque se tornou o mais belo. É simples, mas difícil de ser aceito em razão dos aportes culturais enraizados nas sociedades.
Também não podia ser diferente, com tanta propaganda, com tanta mídia martelando diariamente, torna-se difícil ao indivíduo o reconhecimento de seus próprios sectarismos pessoais.
Nunca houve um numero tão grande de escravos mentais como nos tempos atuais. Praticamente toda a população é escrava e pratica o escravismo com outros seres humanos.
A principal motivação continua sendo econômica, mas esconde outras raízes mais profundas que simplesmente não podem ser resolvidas de imediato, num desenvolvimento que ainda consumirá várias gerações.
Mas a escravidão econômica a estes níveis é intolerável posto que acentua cada vez mais o domínio de uns sobre os outros numa crescente involutiva que somente terá fim em acontecimentos caóticos, como os que estamos observando atualmente.
Para melhorar, na maioria das vezes na história, tudo tem de piorar ao máximo, sim, é verdade, mas é necessário que pelo menos uma parcela considerável da população esteja atenta e consciente do que está acontecendo e fora do domínio escravocrata econômico que resulta em culturas irreais, embora que estas se revistam de trajes bem racionais e reais.
Se estes modelos sócio-culturais-econômicos fossem realmente bons não estaríamos nestes vários becos no caminhar das sociedades.
Intoleramos demais nas culturas ocidentais principalmente, e esta forma de discriminação é pessoal, do tipo, o mais pobre que eu pode ser o meu escravo, por isso deve ser tratado como meu sub-serviente ou um sub-ser humano, em retribuição ao que ele sofre no dia-a-dia com relação aos que estão acima na pirâmide da riqueza social.
O que se discrimina sempre é o mais feio, que é sempre o mais pobre e miserável nas diferentes conceituações de cada sociedade e não exatamente a pessoa de cor de pele diferente como o Obama e a Globeleza.
Essa coisa de salário mínimo no Brasil é outro parâmetro de exploração, porque se deve haver um salário mínimo, tão mínimo, é porque consideramos que existem seres mínimos também. Triste fim de Policarmo Quaresma.
Bem disse o Mestre: “Toda árvore que meu Pai não plantou, será arrancada pela raiz.”
Não viva este dia como o da abolição da escravatura, mas como o dia de sua libertação mental. Tente ao menos ser um escravo consciente de que é um escravo, este é o começo da verdadeira libertação dos aportes mentais.” (Baseado em texto de Atama Moriya)
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
O Homem Simbiótico (Atama Moriya)

O atual modelo social-econômico e filosófico de vida encontra-se em colapso. Mantido este “status quo” talvez não haja humanidade alguma dentro de poucas décadas, porque os poucos que restarem não saberão nem mesmo construir um computador.
Esta não é uma visão, nem mesmo é apocalíptica, embora “coincida” em muitas coisas, mas são conclusões baseadas em modelos que cientistas elaboraram e estão alertando para os limites de sobrevivência humana, apenas que entramos numa roda tão grande de vida que não conseguimos mais parar ou interromper a escalada, sem que para isto, consigamos nos unir e criar toda uma nova estrutura econômica no mundo inteiro e de uma só vez. Isto, eu concordo, é impossível, neste momento.
Creio mesmo que diante os dados colhidos ao longo de um século nos permitem avaliar e projetar que o atual modelo social e econômico que estrutura a nossa Civilização Humana chegou ao fim, ou está próximo dele.
Não pretendo aqui criar um tratado, pois as questões são por demais longas e detalhadas, entretanto, aos poucos vamos elaborando alguns textos que o leitor poderá trabalhar em outras pesquisas e juntar aos poucos os pontos, como por exemplo, “Os Desafios desta Humanidade” (http://atamamoriya.wordpress.com/tag/desafios-da-humanidade/ ).
Ao final cada um deve tirar suas próprias conclusões, se é que é possível dizer que há um final e que há conclusões a serem extraídas.
Somos hoje 6,5 bilhões de habitantes no Planeta, e matematicamente estamos consumindo todos os recursos naturais do Planeta. No processo de industrialização quanto mais produzimos e criamos bens que melhoram o bem-estar social dentro dos padrões de populações mais ricas de países desenvolvidos, maior será o consumo que cresce exponencialmente de matérias primas e outros insumos como energia.
Pelos cálculos atuais, em poucas décadas teremos praticamente esgotado vários minérios, como alumínio, zinco, cobre, teremos pouco carvão, pouco minério de ferro, sem contar que restará menos da metade das atuais reservas de petróleo.
Estamos reduzindo dramaticamente todas as florestas para ocupá-las com plantio de alimentos, cujas necessidades crescem de forma geométrica.
Estamos poluindo o ar queimando petróleo, carvão e outros combustíveis de forma louca e irresponsável e isto já está trazendo reflexos violentos causados pelo aquecimento global, cujas consequências todos continuam a minimizar ou os atuais dirigentes e formadores de opinião realmente acreditam que diminuir rapidamente alguns bilhões da população mundial de maneira brusca será benéfica. Não sei, não dá para saber o que pensam de verdade.
As fontes de água doce estão sendo todas contaminadas, o mar está sendo poluído de maneira brutal, os peixes do mar estão tendo suas populações reduzidas a 20% do que havia no inicio do século passado. Mais algumas poucas décadas muitas espécies terão desaparecido quase por completo e teremos destruído todo o equilíbrio do eco-sistema marítimo.
Com todo o desequilíbrio que estamos provocando na natureza, com secas, chuvas, furacões, poluições em rios e mar, poluições atmosféricas, e toda a sorte de desgraças que se seguirão, outras gravíssimas acontecem em função desta quebra de vida planetária, que são doenças que podem surgir a qualquer momento, algumas já conhecidas e outras totalmente novas.
Qualquer um destes fatores por si só são absolutamente graves a ponto de representarem mesmo uma ameaça à sobrevivência do ser humano, e até mesmo a continuidade da civilização.
Quando observo tudo que acontece a nossa volta, fico imaginando ou ao menos tentando imaginar um outro sistema de vida, uma nova estrutura econômico-social, uma nova cultura ao homem, uma nova filosofia de vida, um novo modo de vida que priorizasse não a riqueza como objetivo principal, mas o bem-estar e o equilíbrio de tudo na natureza e com todos nesta humanidade, mas realmente não consigo ver como isto seria possível neste atual momento.
Seria necessário imaginar a existência de quase 100% de homens de boa-vontade para que pudéssemos implantar e criar novos rumos civilizatórios, todavia, não é esta a principal virtude humana e que domina a si mesmo.
Esta não é uma visão, nem mesmo é apocalíptica, embora “coincida” em muitas coisas, mas são conclusões baseadas em modelos que cientistas elaboraram e estão alertando para os limites de sobrevivência humana, apenas que entramos numa roda tão grande de vida que não conseguimos mais parar ou interromper a escalada, sem que para isto, consigamos nos unir e criar toda uma nova estrutura econômica no mundo inteiro e de uma só vez. Isto, eu concordo, é impossível, neste momento.
Creio mesmo que diante os dados colhidos ao longo de um século nos permitem avaliar e projetar que o atual modelo social e econômico que estrutura a nossa Civilização Humana chegou ao fim, ou está próximo dele.
Não pretendo aqui criar um tratado, pois as questões são por demais longas e detalhadas, entretanto, aos poucos vamos elaborando alguns textos que o leitor poderá trabalhar em outras pesquisas e juntar aos poucos os pontos, como por exemplo, “Os Desafios desta Humanidade” (http://atamamoriya.wordpress.com/tag/desafios-da-humanidade/ ).
Ao final cada um deve tirar suas próprias conclusões, se é que é possível dizer que há um final e que há conclusões a serem extraídas.
Somos hoje 6,5 bilhões de habitantes no Planeta, e matematicamente estamos consumindo todos os recursos naturais do Planeta. No processo de industrialização quanto mais produzimos e criamos bens que melhoram o bem-estar social dentro dos padrões de populações mais ricas de países desenvolvidos, maior será o consumo que cresce exponencialmente de matérias primas e outros insumos como energia.
Pelos cálculos atuais, em poucas décadas teremos praticamente esgotado vários minérios, como alumínio, zinco, cobre, teremos pouco carvão, pouco minério de ferro, sem contar que restará menos da metade das atuais reservas de petróleo.
Estamos reduzindo dramaticamente todas as florestas para ocupá-las com plantio de alimentos, cujas necessidades crescem de forma geométrica.
Estamos poluindo o ar queimando petróleo, carvão e outros combustíveis de forma louca e irresponsável e isto já está trazendo reflexos violentos causados pelo aquecimento global, cujas consequências todos continuam a minimizar ou os atuais dirigentes e formadores de opinião realmente acreditam que diminuir rapidamente alguns bilhões da população mundial de maneira brusca será benéfica. Não sei, não dá para saber o que pensam de verdade.
As fontes de água doce estão sendo todas contaminadas, o mar está sendo poluído de maneira brutal, os peixes do mar estão tendo suas populações reduzidas a 20% do que havia no inicio do século passado. Mais algumas poucas décadas muitas espécies terão desaparecido quase por completo e teremos destruído todo o equilíbrio do eco-sistema marítimo.
Com todo o desequilíbrio que estamos provocando na natureza, com secas, chuvas, furacões, poluições em rios e mar, poluições atmosféricas, e toda a sorte de desgraças que se seguirão, outras gravíssimas acontecem em função desta quebra de vida planetária, que são doenças que podem surgir a qualquer momento, algumas já conhecidas e outras totalmente novas.
Qualquer um destes fatores por si só são absolutamente graves a ponto de representarem mesmo uma ameaça à sobrevivência do ser humano, e até mesmo a continuidade da civilização.
Quando observo tudo que acontece a nossa volta, fico imaginando ou ao menos tentando imaginar um outro sistema de vida, uma nova estrutura econômico-social, uma nova cultura ao homem, uma nova filosofia de vida, um novo modo de vida que priorizasse não a riqueza como objetivo principal, mas o bem-estar e o equilíbrio de tudo na natureza e com todos nesta humanidade, mas realmente não consigo ver como isto seria possível neste atual momento.
Seria necessário imaginar a existência de quase 100% de homens de boa-vontade para que pudéssemos implantar e criar novos rumos civilizatórios, todavia, não é esta a principal virtude humana e que domina a si mesmo.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Cuidado com o Fermento!

"Vede e acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus" (Mateus 16:6). Quando Jesus ofereceu estas palavras de advertência aos Seus apóstolos, ele se apoiou em milhares de anos de significado simbólico da palavra "fermento". Quando entendemos o uso deste termo na Bíblia, podemos ver algumas aplicações da sua advertência, que é importante para nossos esforços ao servir a Deus.
O fermento também representava a influência corruptora da imoralidade. Paulo se referiu ao problema da imoralidade sexual entre os cristãos de corinto em termos duros e perguntou: "Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?" (1 Coríntios 5:6). Deixada sem correção, a ação do fermento da imoralidade pode se espalhar e corromper a congregação inteira.
Exatamente como os filhos de Deus no Velho Testamento tinham que oferecer sacrifícios ázimos (isto é, sem fermento) e puros, hoje Deus espera que nossos sacrifícios espirituais sejam livres de impurezas. Para ajudar-nos a apreciar este fato, Deus nos deu o exemplo do sacrifício perfeito e sem pecado oferecido por seu Filho. Os cristãos de hoje celebram a Ceia do Senhor com pão asmo, porque este foi o que Jesus usou na comunhão-modelo com seus apóstolos. Quando consideramos o simbolismo do fermento, fica aparente que nenhum outro tipo de pão pode ser satisfatório. Cristo foi nosso sacrifício ázimo, sem pecado (1 Coríntios 5:7-8). Temos que imitá-lo e também sermos verdadeiramente sem fermento (1 Coríntios 5:7).
Nossa sociedade é, infelizmente, cheia do fermento de imoralidade. A desonestidade, a cobiça e a sensualidade têm corrompido as vidas de inúmeras pessoas e ameaçam cada um de nós, todos os dias. Os jornais estão cheios de relatos da corrupção no Governo. As revistas e os filmes tiram lucro da exploração sexual. Os ensinamentos de Jesus nos chama para sermos luzes e para mudar este mundo escuro e corrompido (Mateus 5:14-16).
Porém, muitos que afirmam estarem seguindo Jesus ignoram esta determinação. Enquanto proclamam estão se atualizando com um mundo em mudança, algumas igrejas vão aprovando certas práticas claramente condenáveis, como o adultério (Lucas 16:18) e o comportamento homossexual. Onde Jesus exigia santidade, estas igrejas modernas a substituem por uma atitude tolerante que aceita, o câncer mortal do descaminho moral e encoraja a morte espiritual eterna. O fermento está agindo, corrompendo os justos.
A Importância de Ser Doutrinariamente sem Fermento O evangelho que Jesus revelou (através do trabalho do Espírito Santo), para guiar seus seguidores, era puro. Agora, depois de dois mil anos, ainda podemos apreciar a pureza e a simplicidade da doutrina que ele revelou no Novo Testamento. Mas muitas pessoas não se contentam em aderir a esta verdade pura e não fermentada. Séculos depois do trabalho de Jesus na terra, os homens começaram a misturar o evangelho com outros elementos, criando uma ímpia mistura de doutrinas corruptas. A palavra "sincretismo" descreve esta tentativa de misturar ideias que são contraditórias.
O desenvolvimento do catolicismo na Ásia e na Europa ilustra esta tendência perigosa. Quando o catolicismo se tornou a religião oficial do Império Romano ficou mais fácil incorporar as falsas religiões à "nova" fé do que converter verdadeiramente os adoradores de ídolos. Uma ilustração clara deste fermento doutrinário ocorreu no ano 432. Em um concílio, em Éfeso, representantes de várias igrejas determinaram declarar que Maria era a Mãe de Deus. Nessa cidade, conhecida por sua adoração de uma divindade feminina, Maria foi "elevada" por um concílio humano a ser conhecida como a Mãe de Deus. Em vez de enfrentar diretamente o pecado de adorar Diana (como Paulo havia feito quatro séculos antes, veja Atos 19:26-29), este concílio adotou a adoração a Diana na prática da igreja, disfarçada de veneração a Maria. Com o passar do tempo, esta exaltação a Maria levou ao desenvolvimento de um completo sistema de crenças sobre a mãe de Jesus, sem qualquer fundamento bíblico. O fermento da falsa doutrina estava se espalhando.
O ambiente religioso do Brasil ilustra esta mesma tendência. A crença religiosa de muitos brasileiros é uma mistura de catolicismo, superstições tribais de índios nativos e ideias religiosas trazidas da África. Muitos dos "santos" honrados hoje nada mais são do que falsos deuses, aos quais foram dados nomes católicos e incorporados em um sistema confuso onde a distinção entre verdade e erro está apagada.
Nas décadas passadas, mais fermento foi espalhado por várias igrejas protestantes. Uma nação mundialmente conhecida pelo seu espiritismo tem muitas pessoas que acreditam em experiências subjetivas e rejeitam a ideia de que Deus revelou um padrão absoluto de verdade. O amplo crescimento do pentecostalismo é desenvolvido, parcialmente, sobre esta confusão. Supostos milagres ("trabalhos!") feitos pelos maus espíritos são substituídos pelos milagres que se dizem operados pelos pregadores. Satanás aparentemente cede seu lugar ao Espírito Santo, mas o que acontece mesmo é a expansão das doutrinas contraditórias. No Novo Testamento, o Espírito Santo deu poder a homens santos para realizarem maravilhosos milagres e confirmar a verdade do evangelho falado. Hoje em dia, dúzias de igrejas que ensinam doutrinas conflitantes dizem estar manifestando os sinais do céu! Paulo disse que devemos rejeitar tais novas e contraditórias mensagens e contentar-nos com as mensagens já reveladas 2000 anos atrás! Ele advertiu os Gálatas: "Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema" (Gálatas 1:9). É uma triste ironia que o Espírito da Verdade (João 14:17) tenha sido transformado no autor da confusão e da incerteza. O fermento do falso ensinamento continua se espalhando.
O entendimento desta tendência humana para corromper o que é bom e justo, nos auxiliará a encontrar nosso caminho na travessia da confusão dos erros humanos, e chegar à verdade revelada por Deus. Em cada encruzilhada temos que insistir na resposta à pergunta que Jesus fez aos chefes religiosos espalhadores do fermento, no seu tempo: ". . . do céu ou dos homens?" (veja Mateus 21:25). Com este teste, poderemos seguir a inspirada determinação de Paulo: ". . . julgai todas as cousas, retende o que é bom; abstende-vos de toda a forma de mal" (1 Tessalonicenses 5:21-22). O fermento humano tem que ser rejeitado, quando nós seguimos "o caminho, a verdade e a vida" (João 14:6). (Baseado em texto de Dennis Allan)
O fermento também representava a influência corruptora da imoralidade. Paulo se referiu ao problema da imoralidade sexual entre os cristãos de corinto em termos duros e perguntou: "Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?" (1 Coríntios 5:6). Deixada sem correção, a ação do fermento da imoralidade pode se espalhar e corromper a congregação inteira.
Exatamente como os filhos de Deus no Velho Testamento tinham que oferecer sacrifícios ázimos (isto é, sem fermento) e puros, hoje Deus espera que nossos sacrifícios espirituais sejam livres de impurezas. Para ajudar-nos a apreciar este fato, Deus nos deu o exemplo do sacrifício perfeito e sem pecado oferecido por seu Filho. Os cristãos de hoje celebram a Ceia do Senhor com pão asmo, porque este foi o que Jesus usou na comunhão-modelo com seus apóstolos. Quando consideramos o simbolismo do fermento, fica aparente que nenhum outro tipo de pão pode ser satisfatório. Cristo foi nosso sacrifício ázimo, sem pecado (1 Coríntios 5:7-8). Temos que imitá-lo e também sermos verdadeiramente sem fermento (1 Coríntios 5:7).
Nossa sociedade é, infelizmente, cheia do fermento de imoralidade. A desonestidade, a cobiça e a sensualidade têm corrompido as vidas de inúmeras pessoas e ameaçam cada um de nós, todos os dias. Os jornais estão cheios de relatos da corrupção no Governo. As revistas e os filmes tiram lucro da exploração sexual. Os ensinamentos de Jesus nos chama para sermos luzes e para mudar este mundo escuro e corrompido (Mateus 5:14-16).
Porém, muitos que afirmam estarem seguindo Jesus ignoram esta determinação. Enquanto proclamam estão se atualizando com um mundo em mudança, algumas igrejas vão aprovando certas práticas claramente condenáveis, como o adultério (Lucas 16:18) e o comportamento homossexual. Onde Jesus exigia santidade, estas igrejas modernas a substituem por uma atitude tolerante que aceita, o câncer mortal do descaminho moral e encoraja a morte espiritual eterna. O fermento está agindo, corrompendo os justos.
A Importância de Ser Doutrinariamente sem Fermento O evangelho que Jesus revelou (através do trabalho do Espírito Santo), para guiar seus seguidores, era puro. Agora, depois de dois mil anos, ainda podemos apreciar a pureza e a simplicidade da doutrina que ele revelou no Novo Testamento. Mas muitas pessoas não se contentam em aderir a esta verdade pura e não fermentada. Séculos depois do trabalho de Jesus na terra, os homens começaram a misturar o evangelho com outros elementos, criando uma ímpia mistura de doutrinas corruptas. A palavra "sincretismo" descreve esta tentativa de misturar ideias que são contraditórias.
O desenvolvimento do catolicismo na Ásia e na Europa ilustra esta tendência perigosa. Quando o catolicismo se tornou a religião oficial do Império Romano ficou mais fácil incorporar as falsas religiões à "nova" fé do que converter verdadeiramente os adoradores de ídolos. Uma ilustração clara deste fermento doutrinário ocorreu no ano 432. Em um concílio, em Éfeso, representantes de várias igrejas determinaram declarar que Maria era a Mãe de Deus. Nessa cidade, conhecida por sua adoração de uma divindade feminina, Maria foi "elevada" por um concílio humano a ser conhecida como a Mãe de Deus. Em vez de enfrentar diretamente o pecado de adorar Diana (como Paulo havia feito quatro séculos antes, veja Atos 19:26-29), este concílio adotou a adoração a Diana na prática da igreja, disfarçada de veneração a Maria. Com o passar do tempo, esta exaltação a Maria levou ao desenvolvimento de um completo sistema de crenças sobre a mãe de Jesus, sem qualquer fundamento bíblico. O fermento da falsa doutrina estava se espalhando.
O ambiente religioso do Brasil ilustra esta mesma tendência. A crença religiosa de muitos brasileiros é uma mistura de catolicismo, superstições tribais de índios nativos e ideias religiosas trazidas da África. Muitos dos "santos" honrados hoje nada mais são do que falsos deuses, aos quais foram dados nomes católicos e incorporados em um sistema confuso onde a distinção entre verdade e erro está apagada.
Nas décadas passadas, mais fermento foi espalhado por várias igrejas protestantes. Uma nação mundialmente conhecida pelo seu espiritismo tem muitas pessoas que acreditam em experiências subjetivas e rejeitam a ideia de que Deus revelou um padrão absoluto de verdade. O amplo crescimento do pentecostalismo é desenvolvido, parcialmente, sobre esta confusão. Supostos milagres ("trabalhos!") feitos pelos maus espíritos são substituídos pelos milagres que se dizem operados pelos pregadores. Satanás aparentemente cede seu lugar ao Espírito Santo, mas o que acontece mesmo é a expansão das doutrinas contraditórias. No Novo Testamento, o Espírito Santo deu poder a homens santos para realizarem maravilhosos milagres e confirmar a verdade do evangelho falado. Hoje em dia, dúzias de igrejas que ensinam doutrinas conflitantes dizem estar manifestando os sinais do céu! Paulo disse que devemos rejeitar tais novas e contraditórias mensagens e contentar-nos com as mensagens já reveladas 2000 anos atrás! Ele advertiu os Gálatas: "Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema" (Gálatas 1:9). É uma triste ironia que o Espírito da Verdade (João 14:17) tenha sido transformado no autor da confusão e da incerteza. O fermento do falso ensinamento continua se espalhando.
O entendimento desta tendência humana para corromper o que é bom e justo, nos auxiliará a encontrar nosso caminho na travessia da confusão dos erros humanos, e chegar à verdade revelada por Deus. Em cada encruzilhada temos que insistir na resposta à pergunta que Jesus fez aos chefes religiosos espalhadores do fermento, no seu tempo: ". . . do céu ou dos homens?" (veja Mateus 21:25). Com este teste, poderemos seguir a inspirada determinação de Paulo: ". . . julgai todas as cousas, retende o que é bom; abstende-vos de toda a forma de mal" (1 Tessalonicenses 5:21-22). O fermento humano tem que ser rejeitado, quando nós seguimos "o caminho, a verdade e a vida" (João 14:6). (Baseado em texto de Dennis Allan)
sábado, 14 de novembro de 2009
Acorda Povo Brasileiro!!!
"O Senado, está uma bagunça e parece, organizada! Sarney, no alto de uma moral de quem foi Presidente do País, se sente inatingível, e o Senado, como um todo, parece que isso diz em coro. Os poucos, que falam contra, falam entre dentes, pois parece que pensar em atacar o "Coronel"Sarney, é algo que atacaria a instituição da República, ou algo parecido!
O Senado, da forma que corre a viola, ou tira Sarney, ou nada muda, nas arapucas de plantão, e todos nós sabemos que lá tem…e tem muito. O povo paga a conta, mas quem administra não está com a confiança deste mesmo povo.
Muda ano, e sai ano, e as coisas não mudam, neste País….
Estamos vivendo momentos difíceis, atrás de momentos difíceis, e nada muda.
Um contingente de “afortunados” mama nas tetas do governo, suga o dinheiro público, e parece que está tudo as mil maravilhas, desde que sobre grana para o Presidente voar pelo mundo, no Aero Lula e ver o País do alto!
Enquanto a nuvem de maus tratos ao poder paira, o Senado da República, ninguém percebe a máquina do PT fazendo gatos e lagartos com a política de certos municípios importantes, transformando prefeituras em reais cabides de empregos a petistas desempregados.
Estamos num País capitalista, onde o “Zé Povinho” passa fome…
Estamos no “país bolsa família”, que foi criado para tapar a fome com peneira e comprar favores para ganhar votos…
Estamos no “reino das águas escuras”, pois os das Águas Claras, era o de Lobato!
Cansado está o povo, que paga a conta, mas não vê o resultado!
Cansados estamos, de um Senado em inércia…Parado, a espera de um empurrão!!!
Cansado está o povo, dos 300 (atualmente, mais do que dobrou) picaretas de Brasília!!!! Cansado está o povo…. Cansado está o povo….
Um povo, que nem sequer lhe resta uma Une, para que vá à rua defendê-lo!
Cansado está o País, governado por um “presidente” que pensa mais nele mesmo, do que na população!
Cansado estamos de escutar nosso “Poder Maior”, falar que nada sabe, nada viu, e o País está em paz!!
O País, não está em paz! A nação, está sofrendo a olhos vistos, uma política feita nas coxas, sem critérios, sem horizontes dignos, e caminhando, a passos largos, para uma “ditadura partidária”, bem mais grave do que a ditadura conhecida até então! E o que faz a oposição?
Discute “sexo de anjos”, e não vê o nascer desta ditadura, feita de baixo, feita na calada dos municípios, montando a base de um estopim, que deve estourar em breve!
Se o povo brasileiro está adormecido, mais adormecida está a classe política que não enxerga que este governo, está se preparando para ser mais do que um simples partido, em breve! Olho vivo, senhores políticos e não políticos... A coisa é maior do que nós conseguimos enxergar!!!!"
O Senado, da forma que corre a viola, ou tira Sarney, ou nada muda, nas arapucas de plantão, e todos nós sabemos que lá tem…e tem muito. O povo paga a conta, mas quem administra não está com a confiança deste mesmo povo.
Muda ano, e sai ano, e as coisas não mudam, neste País….
Estamos vivendo momentos difíceis, atrás de momentos difíceis, e nada muda.
Um contingente de “afortunados” mama nas tetas do governo, suga o dinheiro público, e parece que está tudo as mil maravilhas, desde que sobre grana para o Presidente voar pelo mundo, no Aero Lula e ver o País do alto!
Enquanto a nuvem de maus tratos ao poder paira, o Senado da República, ninguém percebe a máquina do PT fazendo gatos e lagartos com a política de certos municípios importantes, transformando prefeituras em reais cabides de empregos a petistas desempregados.
Estamos num País capitalista, onde o “Zé Povinho” passa fome…
Estamos no “país bolsa família”, que foi criado para tapar a fome com peneira e comprar favores para ganhar votos…
Estamos no “reino das águas escuras”, pois os das Águas Claras, era o de Lobato!
Cansado está o povo, que paga a conta, mas não vê o resultado!
Cansados estamos, de um Senado em inércia…Parado, a espera de um empurrão!!!
Cansado está o povo, dos 300 (atualmente, mais do que dobrou) picaretas de Brasília!!!! Cansado está o povo…. Cansado está o povo….
Um povo, que nem sequer lhe resta uma Une, para que vá à rua defendê-lo!
Cansado está o País, governado por um “presidente” que pensa mais nele mesmo, do que na população!
Cansado estamos de escutar nosso “Poder Maior”, falar que nada sabe, nada viu, e o País está em paz!!
O País, não está em paz! A nação, está sofrendo a olhos vistos, uma política feita nas coxas, sem critérios, sem horizontes dignos, e caminhando, a passos largos, para uma “ditadura partidária”, bem mais grave do que a ditadura conhecida até então! E o que faz a oposição?
Discute “sexo de anjos”, e não vê o nascer desta ditadura, feita de baixo, feita na calada dos municípios, montando a base de um estopim, que deve estourar em breve!
Se o povo brasileiro está adormecido, mais adormecida está a classe política que não enxerga que este governo, está se preparando para ser mais do que um simples partido, em breve! Olho vivo, senhores políticos e não políticos... A coisa é maior do que nós conseguimos enxergar!!!!"
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
De onde nascem nossos políticos

Uma pesquisa do Ibope, divulgada tempos atrás ( a pesquisa foi feita em janeiro/2006 e foram entrevistadas 2001 pessoas em todo o país), mostra que o eleitor brasileiro é tolerante com a corrupção. Os dados mostram que nada menos do que 69% dos eleitores admitem cometer pelo menos um tipo de ato ilícito entre 13 ilegalidades do cotidiano listadas pelo pesquisador. Pior, se tivessem oportunidade, 75% dos eleitores dizem que cometeriam ao menos um ato de corrupção entre 13 apresentados pelo instituto aos entrevistados.
Já 40% dos eleitores brasileiros disseram que, se fossem eleitos, escolheriam familiares ou pessoas conhecidas para cargos de confiança, 18% mudariam de partido em troca de dinheiro ou cargos, 18% contratariam sem licitação empresas de parentes para prestar serviços públicos e 31% aproveitariam viagens oficiais para lazer próprio ou de familiares.
Em situações do dia-a-dia, 14% dos eleitores admitem subornar alguém para se livrar de uma multa, 7% sonega impostos, e nada menos do que 55% compram cópias piratas ou falsificadas de produtos.
Conclusão: Eleitor brasileiro tolera corrupção
Já 40% dos eleitores brasileiros disseram que, se fossem eleitos, escolheriam familiares ou pessoas conhecidas para cargos de confiança, 18% mudariam de partido em troca de dinheiro ou cargos, 18% contratariam sem licitação empresas de parentes para prestar serviços públicos e 31% aproveitariam viagens oficiais para lazer próprio ou de familiares.
Em situações do dia-a-dia, 14% dos eleitores admitem subornar alguém para se livrar de uma multa, 7% sonega impostos, e nada menos do que 55% compram cópias piratas ou falsificadas de produtos.
Conclusão: Eleitor brasileiro tolera corrupção
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Serviço de urgência

Uma das tentações humanas diante de Deus é o de querê-lo a serviço de nossas urgências que não passam, às vezes, de pequenas esquisitices. Quando não atendidas, ficamos, além de frustrados, arrogamos o direito de vituperá-lo. Nada mais impróprio e impertinente! Como se Deus fosse um criado sempre a postos para atender nossas precisões! Diante de Deus, somos pobres mendigos e não senhores, adoradores de sua santidade e não mandatários de suas graças. A Ele devemos louvar e não dar ordens.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
"LULA NÃO TEM PUDOR"
Esse SENADOR Jarbas Vasconcelos (PMDB/PE) está de PARABÉNS! Eis o Discurso no Senado Federal, em 06/07/2009.
“A crise do Senado é gravíssima, seu desfecho é imprevisível, tudo pode acontecer.” Essas palavras iniciais, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, não são minhas, fazem parte da nova cantilena adotada pelo Presidente Lula para, mais uma vez, distorcer a verdade em benefício próprio. Com esse discurso assustador, S. Exª procurou intimidar os Senadores do PT, que cometeram o sacrilégio de insurgirem-se contra o roteiro que havia estabelecido para o período eleitoral que se avizinha.
Como que ungido por uma força sobrenatural, o Presidente Lula planejou em detalhes todos os eventos políticos para os próximos meses, para que, ao final, eleja como sucessora na Presidência a sua candidata, a Ministra Dilma, de preferência de forma consagradora, não para ela, mas para si próprio.
Entre esses eventos que fazem parte do futuro idealizado por Lula, Sr. Presidente, consta em destaque o apoio do PMDB. Interessa a S. Exª o tempo de televisão, a grande estrutura partidária e o apoio congressual em um futuro governo. E me refiro a isso tudo em sentido amplo. Não importa ao Presidente respeito às leis ou à Constituição, muito menos consideração a quaisquer princípios éticos ou morais. Nosso Presidente não tem pudor algum; tudo fará para permanecer no poder, inclusive comprometer seus correligionários e destruir o que ainda resta de dignidade no Congresso Nacional, especialmente no Senado Federal. Não tem compromisso com nada e com ninguém, a não ser consigo mesmo. Deslumbrado pelo poder e pelos índices de aprovação de seu governo, considera-se acima das instituições. Partindo dessa análise megalomaníaca, na última semana, [Lula] decidiu resolver a crise que se abate sobre esta Casa. Uma ingerência sem limites, vista anteriormente apenas durante a ditadura militar. Interveio para impor a permanência do Presidente Sarney. Constrangendo e ameaçando seus próprios partidários, decidiu que, contra todos os fatos, irá impor sua vontade imperial, sustentando um Presidente do Senado que não tem apoio interno para permanecer no cargo, um presidente que se transformou em uma rara unanimidade negativa frente à opinião pública. Ainda assim, como intuiu que o afastamento pode frustrar seu projeto, vai impor ao Senado e ao Brasil a permanência de Sarney.
Lula tem razão quando diz que a crise do Senado é gravíssima, mas distorce a realidade ao afirmar que o desfecho é imprevisível. A solução natural para que iniciemos uma completa reforma desta Casa é o afastamento do Presidente Sarney.
O momento posterior a esse fato é inteiramente previsível. O Vice-Presidente do Senado, Senador Marconi Perillo, irá convocar nova eleição. O PMDB irá indicar, entre os membros da sua bancada, aquele que melhor represente a continuidade do projeto de poder do Presidente da República e da parcela do PMDB que dá sustentação ao governo no Senado da República. E esse candidato será eleito – ou alguém duvida da capacidade de convencimento do onipresente Senador Renan Calheiros. Eis aí o desfecho para esta crise. Tudo ocorrerá na mais tranquila ordem e dentro de toda previsibilidade.
A imprevisibilidade aludida pelo Presidente Lula não diz respeito ao Senado da República mas sim ao seu projeto pessoal de continuidade. Sua Excelência teme perder o domínio sobre a Bancada do PMDB no Senado – ameaça que, de forma sutil, foi levada por seus interlocutores.
Este é o quadro: um Presidente da República que pensa única e exclusivamente em si mesmo e que subjugou, de maneira vexatória, seus companheiros; os Senadores do PT, que, majoritariamente, decidiram pelo afastamento do Presidente Sarney e tiveram de voltar atrás, e, finalmente, o PMDB – ou aquilo em que se transformou o partido de Ulisses Guimarães – mais preocupado em manter privilégios do que enfrentar os reais problemas de nosso país. Hoje, o Senado, instituição centenária, é submetido aos ditames desses grupos.
O que podemos fazer, Sr. Presidente Mão Santa?
1) Chamar à razão o Presidente Sarney – que, de maneira recorrente, valoriza sua biografia, sua condição de estadista – e fazê-lo ver que está destruindo a si mesmo e a esta Casa;
2) Persuadir os Senadores do PT – ou pelo menos os que ainda guardam alguma identidade com os princípios éticos que defendiam num passado recente – a reafirmar a decisão da bancada pelo afastamento do Presidente da Casa;
3) Quanto à bancada do PMDB, não tenho ilusões; não há apelo que suplante os interesses individuais dos nossos Senadores, e V. Exª sabe disso.
Tenho horror a exercer o papel de paradigma da moralidade; não me agrada quando tentam impingir a mim essa função. Não sou diferente de ninguém e tenho como princípio não julgar quem quer que seja. Mas, a atual crise impõe uma tomada de posição, e a minha é estar ao lado daqueles que defendem o afastamento imediato do Presidente desta Casa, para que possamos voltar a desempenhar o papel institucional para o qual fomos eleitos.
Não vai aqui, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, qualquer questão pessoal em relação ao Presidente Sarney. Ressalto esse ponto, pois a cultura que se criou nesta Casa a partir do episódio que envolveu o Senador Renan Calheiros é de que críticas de cunho político são invariavelmente transferidas para o campo pessoal.
Qualquer reforma administrativa no Senado só poderá ser realizada se tiver o mínimo de apoio da opinião pública e essa condição só será atingida a partir do afastamento do Presidente Sarney. S. Exª infelizmente personifica, para boa parte da mídia e da opinião pública, todas as distorções que ocorreram nos últimos 15 anos.
O Senado vai mudar, vai mudar porque essa mudança é uma exigência da sociedade, vai mudar porque esse é o desejo da maioria dos Senadores, vai mudar pelas mãos de inúmeros servidores desta Casa que querem vê-la valorizada e respeitada. Infelizmente, essa mudança, que ocorreria cedo ou tarde, de maneira natural, será concretizada agora, em meio a uma crise. Mas ela é inexorável, pois é a sociedade que está mudando.
O Presidente Lula está na contramão da sociedade. Seus altos índices de aprovação devem-se aos inegáveis avanços sociais e econômicos que o Brasil alcançou nos últimos 15 anos a partir do Plano Real, quando vencemos, definitiva e competentemente, a inflação. O Presidente confunde seu governo com sua pessoa. O Presidente, presunçoso, acha que sua popularidade lhe dá o direito de julgar condutas. Absolveu os mensaleiros e os companheiros criminosos que forjaram dossiês eleitorais. Entende que todos aqueles que contribuem para o seu objetivo de poder estão acima da lei.
A sociedade a tudo isso assiste, inconformada em ver valores tão caros a ela, como a ética e honestidade, serem repetidamente desconsiderados por seu Presidente. Lula precisa saber que para tudo há um limite. Os segmentos sociais mais independentes já começam a discernir o que é bravata e o que é dissimulação.
É hora de refluir, de rever condutas. Não é mais possível aceitarmos esse patrimonialismo antiquado, esse fisiologismo que, de tão incentivado, convive amistosamente com a corrupção. Precisamos dar um basta a isso tudo, a começar pela cobrança de uma nova postura do Presidente da República, o verdadeiro responsável pelo lamentável nível da atual composição do Congresso Nacional.
Ao enquadrar a Bancada do PT no Senado e interferir de maneira despudorada em outro Poder da República, o Presidente Lula encerra de vez o sonho daqueles que o elegeram acreditando em um País mais justo.”
“A crise do Senado é gravíssima, seu desfecho é imprevisível, tudo pode acontecer.” Essas palavras iniciais, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, não são minhas, fazem parte da nova cantilena adotada pelo Presidente Lula para, mais uma vez, distorcer a verdade em benefício próprio. Com esse discurso assustador, S. Exª procurou intimidar os Senadores do PT, que cometeram o sacrilégio de insurgirem-se contra o roteiro que havia estabelecido para o período eleitoral que se avizinha.Como que ungido por uma força sobrenatural, o Presidente Lula planejou em detalhes todos os eventos políticos para os próximos meses, para que, ao final, eleja como sucessora na Presidência a sua candidata, a Ministra Dilma, de preferência de forma consagradora, não para ela, mas para si próprio.
Entre esses eventos que fazem parte do futuro idealizado por Lula, Sr. Presidente, consta em destaque o apoio do PMDB. Interessa a S. Exª o tempo de televisão, a grande estrutura partidária e o apoio congressual em um futuro governo. E me refiro a isso tudo em sentido amplo. Não importa ao Presidente respeito às leis ou à Constituição, muito menos consideração a quaisquer princípios éticos ou morais. Nosso Presidente não tem pudor algum; tudo fará para permanecer no poder, inclusive comprometer seus correligionários e destruir o que ainda resta de dignidade no Congresso Nacional, especialmente no Senado Federal. Não tem compromisso com nada e com ninguém, a não ser consigo mesmo. Deslumbrado pelo poder e pelos índices de aprovação de seu governo, considera-se acima das instituições. Partindo dessa análise megalomaníaca, na última semana, [Lula] decidiu resolver a crise que se abate sobre esta Casa. Uma ingerência sem limites, vista anteriormente apenas durante a ditadura militar. Interveio para impor a permanência do Presidente Sarney. Constrangendo e ameaçando seus próprios partidários, decidiu que, contra todos os fatos, irá impor sua vontade imperial, sustentando um Presidente do Senado que não tem apoio interno para permanecer no cargo, um presidente que se transformou em uma rara unanimidade negativa frente à opinião pública. Ainda assim, como intuiu que o afastamento pode frustrar seu projeto, vai impor ao Senado e ao Brasil a permanência de Sarney.
Lula tem razão quando diz que a crise do Senado é gravíssima, mas distorce a realidade ao afirmar que o desfecho é imprevisível. A solução natural para que iniciemos uma completa reforma desta Casa é o afastamento do Presidente Sarney.
O momento posterior a esse fato é inteiramente previsível. O Vice-Presidente do Senado, Senador Marconi Perillo, irá convocar nova eleição. O PMDB irá indicar, entre os membros da sua bancada, aquele que melhor represente a continuidade do projeto de poder do Presidente da República e da parcela do PMDB que dá sustentação ao governo no Senado da República. E esse candidato será eleito – ou alguém duvida da capacidade de convencimento do onipresente Senador Renan Calheiros. Eis aí o desfecho para esta crise. Tudo ocorrerá na mais tranquila ordem e dentro de toda previsibilidade.
A imprevisibilidade aludida pelo Presidente Lula não diz respeito ao Senado da República mas sim ao seu projeto pessoal de continuidade. Sua Excelência teme perder o domínio sobre a Bancada do PMDB no Senado – ameaça que, de forma sutil, foi levada por seus interlocutores.
Este é o quadro: um Presidente da República que pensa única e exclusivamente em si mesmo e que subjugou, de maneira vexatória, seus companheiros; os Senadores do PT, que, majoritariamente, decidiram pelo afastamento do Presidente Sarney e tiveram de voltar atrás, e, finalmente, o PMDB – ou aquilo em que se transformou o partido de Ulisses Guimarães – mais preocupado em manter privilégios do que enfrentar os reais problemas de nosso país. Hoje, o Senado, instituição centenária, é submetido aos ditames desses grupos.
O que podemos fazer, Sr. Presidente Mão Santa?
1) Chamar à razão o Presidente Sarney – que, de maneira recorrente, valoriza sua biografia, sua condição de estadista – e fazê-lo ver que está destruindo a si mesmo e a esta Casa;
2) Persuadir os Senadores do PT – ou pelo menos os que ainda guardam alguma identidade com os princípios éticos que defendiam num passado recente – a reafirmar a decisão da bancada pelo afastamento do Presidente da Casa;
3) Quanto à bancada do PMDB, não tenho ilusões; não há apelo que suplante os interesses individuais dos nossos Senadores, e V. Exª sabe disso.
Tenho horror a exercer o papel de paradigma da moralidade; não me agrada quando tentam impingir a mim essa função. Não sou diferente de ninguém e tenho como princípio não julgar quem quer que seja. Mas, a atual crise impõe uma tomada de posição, e a minha é estar ao lado daqueles que defendem o afastamento imediato do Presidente desta Casa, para que possamos voltar a desempenhar o papel institucional para o qual fomos eleitos.
Não vai aqui, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, qualquer questão pessoal em relação ao Presidente Sarney. Ressalto esse ponto, pois a cultura que se criou nesta Casa a partir do episódio que envolveu o Senador Renan Calheiros é de que críticas de cunho político são invariavelmente transferidas para o campo pessoal.
Qualquer reforma administrativa no Senado só poderá ser realizada se tiver o mínimo de apoio da opinião pública e essa condição só será atingida a partir do afastamento do Presidente Sarney. S. Exª infelizmente personifica, para boa parte da mídia e da opinião pública, todas as distorções que ocorreram nos últimos 15 anos.
O Senado vai mudar, vai mudar porque essa mudança é uma exigência da sociedade, vai mudar porque esse é o desejo da maioria dos Senadores, vai mudar pelas mãos de inúmeros servidores desta Casa que querem vê-la valorizada e respeitada. Infelizmente, essa mudança, que ocorreria cedo ou tarde, de maneira natural, será concretizada agora, em meio a uma crise. Mas ela é inexorável, pois é a sociedade que está mudando.
O Presidente Lula está na contramão da sociedade. Seus altos índices de aprovação devem-se aos inegáveis avanços sociais e econômicos que o Brasil alcançou nos últimos 15 anos a partir do Plano Real, quando vencemos, definitiva e competentemente, a inflação. O Presidente confunde seu governo com sua pessoa. O Presidente, presunçoso, acha que sua popularidade lhe dá o direito de julgar condutas. Absolveu os mensaleiros e os companheiros criminosos que forjaram dossiês eleitorais. Entende que todos aqueles que contribuem para o seu objetivo de poder estão acima da lei.
A sociedade a tudo isso assiste, inconformada em ver valores tão caros a ela, como a ética e honestidade, serem repetidamente desconsiderados por seu Presidente. Lula precisa saber que para tudo há um limite. Os segmentos sociais mais independentes já começam a discernir o que é bravata e o que é dissimulação.
É hora de refluir, de rever condutas. Não é mais possível aceitarmos esse patrimonialismo antiquado, esse fisiologismo que, de tão incentivado, convive amistosamente com a corrupção. Precisamos dar um basta a isso tudo, a começar pela cobrança de uma nova postura do Presidente da República, o verdadeiro responsável pelo lamentável nível da atual composição do Congresso Nacional.
Ao enquadrar a Bancada do PT no Senado e interferir de maneira despudorada em outro Poder da República, o Presidente Lula encerra de vez o sonho daqueles que o elegeram acreditando em um País mais justo.”
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
O Circo e o Congresso
Não pensem que este artigo foi escrito agora em 2009. É simplesmente impressionante o quão atual é este artigo escrito pelo Millôr e publicado há mais de duas décadas (1985) sobre o Congresso Nacional, comparando-o com o circo e seus profissionais (palhaço, mágico, domador..). Já ouvi dizer que a moda é cíclica, mas a partir de agora, também sei que a corrupção é circular e viciosa!
domingo, 1 de novembro de 2009
Diálogo e Entendimento

Ainda com pouca idade, aprendemos a usar esta palavra e, daí para a frente, ela nos acompanha pelo resto da vida. Na escola fundamental, dizemos que nossos professores (com raras exceções) não permitem um diálogo e, em casa, da mesma forma, nossos pais (também com raras exceções) não sabem estabelecer um diálogo conosco para entender melhor nossos terríveis problemas.
Adolescentes, enfrentamos nossas agudas crises amorosas reclamando que aquela garota linda e maravilhosa não quer nenhum diálogo com a gente. Agora, aquela outra feiosinha de óculos é vidrada num papo altamente intelectual. Depois, quando casamos, muitas vezes a coisa não dá certo e lá vem a mesma explicação: com a Jandira nunca houve diálogo! Se geramos filhos, um novo ciclo se inicia. E lá vem a falta de diálogo outra vez! Mas, afinal, o que precisamos para viabilizar um diálogo?
Se partirmos da premissa de que dialogar significa manter entendimento, estabelecer comunicação com vista à solução de problemas comuns entre pessoas (Aurélio), fica claro que, ao falarmos de diálogo, sempre estaremos falando de estabelecer um vínculo interpessoal.
Entretanto, um vínculo interpessoal só nasce e se consolida quando baseado em atitudes de respeito mútuo de compreensão do direito que cada indivíduo tem de pensar e sentir diferentemente dos demais.
Quando nos esquecemos disso nos tornamos incapazes de estabelecer qualquer diálogo. Dialogar pressupõe possibilidades de dissenso e de consenso. A falta de consenso não precisa significar ruptura de relações ou afastamento das pessoas. Temos a necessidade natural da comunicação, queremos que as outras pessoas se comuniquem conosco mas temos sérias dificuldades em manejar nossas relações interpessoais. Geralmente achamos que estamos fazendo o melhor nessa área o que nos leva a um desequilíbrio entre a nossa necessidade de comunicação e os meios que utilizamos para isso.
Nelson Pilosof, filósofo, jornalista e pensador uruguaio escreveu que diferenças ideológicas, num contexto de falta de diálogo, conduzem quase sempre ao confronto porque as idéias passam a funcionar como abismos que distanciam e não como pontes que aproximam. Desta forma, o que era colega ou parceiro pode passar a ser adversário ou mesmo inimigo.
Qual é o objetivo por trás de uma campanha ideológica? Que as demais pessoas adotem a ideologia em campanha. Mas isso jamais será conseguido pela imposição pois esta não é capaz de convencer, de gerar adesão. Pelo contrário, a imposição gera a resistência, como mostra a nossa própria história. Normalmente, o que gera a adesão de pessoas a partidos ou grupos políticos ou mesmo a simples idéias, condutas ou comportamentos é a persuasão e é este o caminho usado em quase todas as campanhas políticas ou ideológicas e nas ações visando mudar atitudes ou comportamentos. Adesão poucas vezes significa entendimento genuíno e franco. Pode significar desistência, entrega, capitulação, sujeição, rendição. Nem sempre adesão quer dizer convencimento.
O entendimento genuíno e franco por qualquer pessoa ou qualquer comunidade se alicerça tão somente na convivência aberta, onde não há predomínio desta ou daquela concepção mas um equilíbrio racional entre uma pluralidade de concepções, de perspectivas, de pontos de vista. O entendimento só acontece quando as pessoas têm a oportunidade de se comunicar abertamente, sem qualquer policiamento, sem censuras, quando todos ouvem e todos podem falar, mesmo que não tenham muito a dizer. (Arnaldo Pereira Ribeiro)
Adolescentes, enfrentamos nossas agudas crises amorosas reclamando que aquela garota linda e maravilhosa não quer nenhum diálogo com a gente. Agora, aquela outra feiosinha de óculos é vidrada num papo altamente intelectual. Depois, quando casamos, muitas vezes a coisa não dá certo e lá vem a mesma explicação: com a Jandira nunca houve diálogo! Se geramos filhos, um novo ciclo se inicia. E lá vem a falta de diálogo outra vez! Mas, afinal, o que precisamos para viabilizar um diálogo?
Se partirmos da premissa de que dialogar significa manter entendimento, estabelecer comunicação com vista à solução de problemas comuns entre pessoas (Aurélio), fica claro que, ao falarmos de diálogo, sempre estaremos falando de estabelecer um vínculo interpessoal.
Entretanto, um vínculo interpessoal só nasce e se consolida quando baseado em atitudes de respeito mútuo de compreensão do direito que cada indivíduo tem de pensar e sentir diferentemente dos demais.
Quando nos esquecemos disso nos tornamos incapazes de estabelecer qualquer diálogo. Dialogar pressupõe possibilidades de dissenso e de consenso. A falta de consenso não precisa significar ruptura de relações ou afastamento das pessoas. Temos a necessidade natural da comunicação, queremos que as outras pessoas se comuniquem conosco mas temos sérias dificuldades em manejar nossas relações interpessoais. Geralmente achamos que estamos fazendo o melhor nessa área o que nos leva a um desequilíbrio entre a nossa necessidade de comunicação e os meios que utilizamos para isso.
Nelson Pilosof, filósofo, jornalista e pensador uruguaio escreveu que diferenças ideológicas, num contexto de falta de diálogo, conduzem quase sempre ao confronto porque as idéias passam a funcionar como abismos que distanciam e não como pontes que aproximam. Desta forma, o que era colega ou parceiro pode passar a ser adversário ou mesmo inimigo.
Qual é o objetivo por trás de uma campanha ideológica? Que as demais pessoas adotem a ideologia em campanha. Mas isso jamais será conseguido pela imposição pois esta não é capaz de convencer, de gerar adesão. Pelo contrário, a imposição gera a resistência, como mostra a nossa própria história. Normalmente, o que gera a adesão de pessoas a partidos ou grupos políticos ou mesmo a simples idéias, condutas ou comportamentos é a persuasão e é este o caminho usado em quase todas as campanhas políticas ou ideológicas e nas ações visando mudar atitudes ou comportamentos. Adesão poucas vezes significa entendimento genuíno e franco. Pode significar desistência, entrega, capitulação, sujeição, rendição. Nem sempre adesão quer dizer convencimento.
O entendimento genuíno e franco por qualquer pessoa ou qualquer comunidade se alicerça tão somente na convivência aberta, onde não há predomínio desta ou daquela concepção mas um equilíbrio racional entre uma pluralidade de concepções, de perspectivas, de pontos de vista. O entendimento só acontece quando as pessoas têm a oportunidade de se comunicar abertamente, sem qualquer policiamento, sem censuras, quando todos ouvem e todos podem falar, mesmo que não tenham muito a dizer. (Arnaldo Pereira Ribeiro)
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