CONSELHOS DE UM PAI Um jovem recém casado estava sentado num sofá num dia quente e úmido, bebericando chá gelado durante uma visita à casa do seu pai. Enquanto conversavam sobre a vida, o casamento, as responsabilidades, as obrigações e deveres da pessoa adulta, o pai remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo, quando lançou um olhar claro e sóbrio para seu filho, e disse: Nunca se esqueça de seus amigos! - aconselhou Serão mais importantes na medida em que você envelhecer. Independentemente do quanto você ame sua família, os filhos que porventura venham a ter, você sempre precisará de amigos. Lembre-se de, ocasionalmente, ir a lugares com eles; divirta-se na companhia deles; telefone de vez em quando...Que estranho conselho - pensou o jovem. Acabo de ingressar no mundo dos casados. Sou adulto. Com certeza minha esposa e minha família serão tudo o que necessito para dar sentido à minha vida! Contudo, ele seguiu o conselho de seu pai. Manteve contato com seus amigos e sempre procurava fazer novas amizades.À medida em que os anos se passavam, ele foi compreendendo que seu pai sabia do que falava.À medida em que o tempo e a natureza realizavam suas mudanças e mistérios sobre o homem, os amigos sempre foram baluartes em sua vida.Passados mais de 50 anos, eis o que o jovem aprendeu: O Tempo passa. A vida acontece. A distância separa... As crianças crescem. Os empregos vão e vêem. O amor se transforma em afeto. As pessoas não fazem o que deveriam fazer. O coração para sem avisar. Os pais morrem. Os colegas esquecem os favores. As carreiras terminam. Mas os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo nem quantos quilômetros tenham afastado vocês.Um AMIGO nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, abençoando sua vida!Quando iniciamos esta aventura chamada VIDA, não sabemos das incríveis alegrias e tristezas que experimentaremos à frente, nem temos boa noção do quanto precisamos uns dos outros...Mas, ao chegarmos ao fim da vida, já sabemos muito bem o quanto cada um foi importante para nós!
“Um açougueiro estava em sua loja e ficou surpreso quando um cachorro entrou. Ele espantou o cachorro, mas logo o cãozinho voltou. Novamente ele tentou espantá-lo, foi quando viu que o animal trazia um bilhete na boca. Ele pegou o bilhete e leu: - 'Pode me mandar 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor?' Ele olhou e viu que dentro da boca do cachorro havia uma nota de 50 Reais. Então ele pegou o dinheiro, separou as salsichas e a perna de carneiro, colocou numa embalagem plástica, junto com o troco, e pôs na boca do cachorro. O açougueiro ficou impressionado e como já era mesmo hora de fechar o açougue, ele decidiu seguir o animal. O cachorro desceu a rua, quando chegou ao cruzamento deixou a bolsa no chão, pulou e apertou o botão para fechar o sinal. Esperou pacientemente com o saco na boca até que o sinal fechasse e ele pudesse atravessar a rua. O açougueiro e o cão foram caminhando pela rua, até que o cão parou em uma casa e pôs as compras na calçada. Então, voltou um pouco, correu e se atirou contra a porta. Tornou a fazer isso. Ninguém respondeu na casa. Então, o cachorro circundou a casa, pulou um muro baixo, foi até a janela e começou a bater com a cabeça no vidro várias vezes. Depois disso, caminhou de volta para a porta, e foi quando alguém abriu a porta e começou a bater no cachorro. O açougueiro correu até esta pessoa e o impediu, dizendo: -'Por Deus do céu, o que você está fazendo? _ O seu cão é um gênio!' A pessoa respondeu: _ 'Um gênio? _ Esta já é a terceira vez nesta semana, que este estúpido esquece a chave!!!' Moral da História:
Você pode continuar excedendo às expectativas, mas para os olhos de alguns idiotas, você estará sempre abaixo do esperado”
O florista foi ao barbeiro para cortar seu cabelo. Após o corte perguntou ao barbeiro o valor do serviço e o barbeiro respondeu: - Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana. O florista ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um buquê com uma dúzia de rosas na porta e uma nota de agradecimento do florista. Mais tarde no mesmo dia veio um padeiro para cortar o cabelo. Após o corte, ao pagar, o barbeiro disse: - Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana. O padeiro ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um cesto com pães e doces na porta e uma nota de agradecimento do padeiro. Naquele terceiro dia veio um deputado para um corte de cabelo. Novamente, ao pedir para pagar, o barbeiro disse: - Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana. O deputado ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, quando o barbeiro veio abrir sua barbearia, havia uma dúzia de deputados fazendo fila para cortar cabelo. Essa é a diferença entre os cidadãos e os políticos.
"Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão." (Eça de Queiróz)
NA PRÓXIMA ELEIÇÃO TROQUE UM LADRÃO POR UM CIDADÃO. CAMPANHA PRÓ-FAXINA NO PARLAMENTO.
Um tema de grande relevância nacional permanece ausente dos debates da grande mídia e da sociedade brasileira. Trata-se das relações entre as religiões e o estado laico, que tem chamado a atenção dos estudiosos pelo avanço crescente dos interesses e grupos religiosos sobre os poderes legislativos e executivos, configurando demandas religiosas como políticas de Estado. Não bastassem os casos de rivalidade e intolerância religiosa registrados em vários estados, especialmente de grupos evangélicos – mais especificamente neopentecostais – contra praticantes de umbanda e candomblé, conforme registrou a revista Istoé, edição nº 2191, de 4 de novembro; despontam grandes preocupações com a questão do ensino religioso na escola pública. O Acordo Brasil-Vaticano (2010), ao determinar que o ensino religioso deva ser “católico e de outras confissões religiosas”, provocou ação de inconstitucionalidade pela Procuradoria Geral da União. Já o Conselho Nacional de Educação enviou comissão ao Supremo Tribunal Federal (STF) reforçando o pedido de suspensão dos efeitos do acordo sobre o ensino religioso, que deixa de ser não-confessional para se tornar ensino de religião.Outra situação relacionada à questão, mas de profunda gravidade, diz respeito à proposta de Emenda Constitucional (PEC 99, 19/10/2011), do deputado João Campos (PSDB-GO), que: “Acrescenta ao art. 103, da Constituição Federal, o inciso X, que dispõe sobre a capacidade postulatória das associações religiosas para propor ação de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade de leis ou atos normativos, perante a Constituição Federal”. Noutras palavras, um conjunto de entidades representativas da igreja católica e de diversas igrejas evangélicas, citadas na proposta, formaria uma corte eclesiástica acima do Congresso Nacional e do STF, com poderes de referendar ou não as leis do País. A proposta tanto tem de ousada quanto de perigosa. A julgar pelas últimas investidas clericais contra o estado laico, esboça-se não apenas o sepultamento do mesmo, da cidadania e da democracia, como a germinação obscurantista de uma teocracia. (Fonte:O Povo Online/OPOVO/Opinião - Marcos José Diniz Silva, Historiador e professor da Universidade Estadual do Ceará Uece)
Conclusão:Resumindo toda esta "briga", Deus deve estar se remoendo com tanta hipocrisia humana. Uma coisa é certa:a "briga" é, sem dúvidas, por dinheiro. Quanto mais adeptos mais dinheiro para os cofres "religiosos". Cai na real seres humanos......
"É Rafael Alves, um “menino” (como diria José Roberto Burnier, da TV Globo) de 29 aninhos, uma criança mesmo! Ele é um dos líderes da invasão da Reitoria da USP. Foi o cara, aliás, que falou com a reportagem da Globo no dia em que a Polícia Militar restaurou o estado de direito no campus. No ano que vem, segundo o “Estatuto da Juventude” da Terceira Idade, da deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), ele perde o direito de fazer cocô na fralda e já pode ser considerado, ora vejam!, um adulto! Pode ganhar um peniquinho de presente! Muito bem! Essa criança ficou sete anos na USP sem concluir o curso de Letras, morando de graça no Crusp e comendo no bandejão a R$ 1,90. A classe operária não tem essa regalia, como sabem. Ela subsidia a pança dos folgados. A Universidade oferece almoço, janta e café da manhã. Tudo pago pelo contribuinte. Esse infante acabou jubilado. O “menino” fez o quê? Prestou vestibular de novo e voltou ao primeiro ano e agora tenta recuperar o “seu” apartamento. Quem sabe para passar os próximos oito anos na USP, morando e comendo quase de graça. Pois bem. Os links abaixo remetem a páginas do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Segue a lista de inquéritos em que este poeta libertário é réu. O primeiro deles diz respeito à invasão da USP. Há de tudo: dano ao patrimônio, lesão corporal, injúria, até crime contra o meio ambiente. Essa juventude rebelde é fogo! 0023563-10.2011.8.26.0011Auto de Prisão em Flagrante / Dano QualificadoIndiciado: Rafael Ferreira AlvesRecebido em: 09/11/2011 - 1ª Vara Crim.e do Juiz.Viol.Dom. e Fam.Cont.Mulher 0015002-94.2011.8.26.0011Inquérito Policial / Dano QualificadoAutor do Fato: Rafael Ferreira AlvesRecebido em: 11/07/2011 - 1ª Vara Crim.e do Juiz.Viol.Dom. e Fam.Cont.Mulher 0015006-34.2011.8.26.0011Inquérito Policial / InjúriaAutor do Fato: Rafael Ferreira AlvesRecebido em: 11/07/2011 - 1ª Vara Crim.e do Juiz.Viol.Dom. e Fam.Cont.Mulher 0000173-11.2011.8.26.0011Inquérito Policial / Lesão CorporalAutor do Fato: Rafael Ferreira AlvesRecebido em: 06/01/2011 - 1ª Vara Crim.e do Juiz.Viol.Dom. e Fam.Cont.Mulher 0024637-36.2010.8.26.0011Inquérito Policial / Crimes contra o Meio Ambiente e o Patrimônio GenéticoAutor do Fato: Rafael Ferreira AlvesRecebido em: 12/11/2010 - 1ª Vara Crim.e do Juiz.Viol.Dom. e Fam.Cont.Mulher Eu entendo Rafael. Como ele é contra o “estado burguês explorador”, decidiu, então, explorar o estado burguês — sustentado pelos trabalhadores, né?, como diriam os marxistas."
“Temos assistido ultimamente ao descalabro total da chamada classe política do nosso País. Os nossos políticos, são, na sua maioria medíocres, alguns até atingindo o nível de péssimo. Os casos de pura e dura incompetência são tantos e tão diversificados que seria fastidioso enumerá-los, para além de não caberem no espaço físico deste blog. Desde a corrupção generalizada, onde (quase) todos têm as orelhas a arder, passando pelo compadrio e tachismo geral, continuando no beija-mão aos poderosos, terminando na subserviência aos chefes, tudo junto define a pobreza imensa e a falta de escrúpulos que esta gente tem. Na forma como as coisas caminham, dentro de poucos anos, só esta “corja” votará neles próprios, pois a meu ver existe uma quantidade enorme de eleitores que sentem vergonha de tão “ilustres” e desavergonhados personagens “cara de pau” e na sua imensa inteligência os mande para aquele lugar. Penso que o sistema atual, “fabrica” às carradas, (qual fábrica chinesa de camisas) este tipo de mentecaptos, por isso, continuo a pensar que temos condições para mudar, para alterar o sistema, para encontrar alternativas, para, de uma vez por todas, o Povo se levantar em uníssono e dizer BASTA. Para tal é necessário coragem e vontade. Um dia o Povo Brasileiro acordará.”
Analisando informações do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), verificamos que a arrecadação tributária no Brasil, neste ano de 2011, até o final de setembro deverá estar na marca de um trilhão de reais (R$), e com certeza ultrapassará tudo que foi arrecadado no ano de 2010 (R$ 1.290,97 trilhão). A arrecadação tributária a cada ano que se passa, aumenta astronomicamente e seria suficiente para o Estado cumprir o seu papel na sociedade, oferecendo segurança, educação e saúde de primeiro mundo, porém, quando cobrado, no caso do sistema de saúde, alega que não existe verba e que necessário se faz criar uma nova maneira de arrecadar dinheiro da população para cobrir seus gastos. É para ficar indignado em ver que na cúpula diretiva do País não exista administradores competentes e comprometidos com o Brasil. É chocante ouvir a presidente dizer:”Só demagogo diz que resolve saúde sem verba”, assim como o partido a que pertence (PT) alardear a todos os cantos que apoia novo imposto e que a presidente “não se oporia à criação de novo tributo. Nós, como sociedade, temos que reagir a essa progressão arrecadatória deste governo petista, que mente ao dizer que não existe dinheiro para a saúde. Como não existe dinheiro para a saúde se para outros setores, rapidamente, apareceu fonte de recursos no orçamento para: a) 50 bilhões de reais para o trem bala; b) empréstimos subsidiados pelo BNDS para o Bolsa Empresário já atingiram o patamar de R$ 300 bilhões do erário público; c) programa Brasil Maior com isenção de arrecadação que traria aos cofres da nação, R$ 20 bilhões; d) programa Minha Casa, Minha Vida com subsídios de R$ 72 bilhões em 4 anos. As “viúvas” da famigerada CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) esquecem que descontinuado este “assalto” o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) entrou em ação e já passou a casa dos R$ 20 bilhões. Desta maneira, é inconcebível este zum-zum-zum para a criação de um novo imposto. O que precisamos ouvir é como irão trabalhar para diminuir o tamanho da máquina pública, reduzir estruturas do tempo da idade da pedra e moralizar os gastos do erário público.
Escândalos no mundo político e em outros mundos da nossa sociedade brasileira, aliás, não é exclusividade nossa, são divulgados em jornais, rádios, televisão, internet, diariamente. É político se apropriando de verbas públicas que não lhe pertence, utilizando-se de contatos conhecidos através da função pública que exerce para montar uma rede de clientes com informações privilegiadas em detrimento da maioria, enfim e tantas outras irregularidades não punidas e que causam na população honesta uma sensação de que nada acontece com quem detém o poder que lhe foi conferido provisoriamente. Cria-se desta forma uma cadeia progressiva de impunidades e lamentações de quem tem ciência das “maracutaias” tendo como consequências a formação de opinião de que a corrupção, o crime tem de serem tolerados e que se houver uma oportunidade para assumir o lugar dos que assim agem, a continuação dos escândalos será mantida e que compensa ser desonesto no Brasil, ser especialista em “jeitinho”, ser especialista em “malandragem”. O único caminho para modificar esta tendência é a formação das futuras gerações a partir das escolas. As escolas deveriam levar casos de corrupção às salas de aula. Incutir nos alunos a suprema vergonha de fazer uso privado dos bens coletivos. Já que o conceito de honestidade deixou de pautar a moral social, urge cultivar a ética como normatizadora do comportamento. Desenvolver em crianças e jovens a auto-estima de ser honesto e de preservar o patrimônio público.
Temos muitos exemplos mundo afora, de povos(até os que são governados por ditadores)que quando percebem/sentem que seus representantes no poder,estão praticando ou praticaram falcatruas, realizam manifestações de repúdio e pedem sua renúncia. Aqui neste nosso querido Brasil nada acontece com os eleitos pelo voto popular. O caso Roriz é mais uma demonstração de que a impunidade é normal e quem votou em corrupto está mais preocupado é com o desenrolar da novela das 20:00 horas....
Um desafio para a imprensa: se conseguem ter vídeo de corrupção, por que não conseguem a relação dos outros 285 deputados coniventes...?
Uma sociedade só se constrói e dá um salto para relações humanas quando instaura o respeito de uns para com os outros
A cultura moderna, desde os seus albores no século XVI, está assentada sobre uma brutal falta de respeito. Primeiro, para com a natureza, tratada como um torturador trata a sua vítima com o propósito de arrancar-lhe todos os segredos(Bacon). Depois, para com as populações originárias da América Latina. Em sua “Brevíssima Relação da Destruição das Indias”(1562) conta Bartolomé de las Casas, como testemunho ocular, que os espanhóis “em apenas 48 anos ocuparam uma extensão maior que o comprimento e a largura de toda a Europa, e uma parte da Ásia, roubando e usurpando tudo com crueldade, injustiça e tirania, havendo sido mortas e destruídas vinte milhões de almas de um país que tínhamos visto cheio de gente e de gente tão humana”(Décima Réplica). Em seguida, escravizou milhões de africanos trazidos para as Américas e negociados como “peças” no mercado e consumidos como carvão na produção.
Seria longa a ladainha dos desrespeitos de nossa cultura, culminando nos campos de extermínio nazista de milhões de judeus, de ciganos e de outros considerados inferiores.
Sabemos que uma sociedade só se constrói e dá um salto para relações minimamente humanas quando instaura o respeito de uns para com os outros. O respeito, como o mostrou bem Winnicott, nasce no seio da família, especialmente da figura do pai, responsável pela passagem do mundo do eu para o mundo dos outros que emergem como o primeiro limite a ser respeitado. Um dos critérios de uma cultura é o grau de respeito e de autolimitação que seus membros se impõem e observam. Surge, então, a justa medida, sinônimo de justiça. Rompidos os limites, vigora o desrespeito e a imposição sobre os demais. Respeito supõe reconhecer o outro como outro e seu valor intrínseco seja pessoas ou qualquer outro ser.
Dentre as muitas crises atuais, a falta generalizada de respeito é seguramente uma das mais graves. O desrespeito campeia em todas as instâncias da vida individual, familiar, social e internacional. Por esta razão, o pensador búlgaro-francês Tzvetan Todorov em seu recente livro “O medo dos bárbaros”(Vozes 2010) adverte que se não superarmos o medo e o ressentimento e não assumirmos a responsabilidade coletiva e o respeito universal não teremos como proteger nosso frágil planeta e a vida na Terra já ameaçada.
O tema do respeito nos remete a Albert Schweitzer (1875-1965), prêmio Nobel da Paz de 1952. Da Alsácia, era um dos mais eminentes teólogos de seu tempo. Seu livro “A história da pesquisa sobre a vida de Jesus” é um clássico por mostrar que não se pode escrever cientificamente uma biografia de Jesus. Os evangelhos contém história mas não são livros históricos. São teologias que usam fatos históricos e narrativas com o objetivo de mostrar a significação de Jesus para a salvação do mundo. Por isso, sabemos pouco do real Jesus de Nazaré. Schweitzer comprendeu: histórico mesmo é o Sermão da Montanha e importa vivê-lo. Abandonou a cátedra de teologia, deixou de dar concertos de Bach (era um de seus melhores intérpretes) e se inscreveu na faculdade de medicina. Formado, foi a Lambarene no Gabão, na Africa, para fundar um hospital e servir a hansenianos. E ai trabalhou, dentro das maiores limitações, por todo o resto de sua vida.
Confessa explicitamente:”o que precisamos não é enviar para lá missionários que queiram converter os africanos mas pessoas que se disponham a fazer para os pobres o que deve ser feito, caso o Sermão da Montanha e as palavras de Jesus possuam algum sentido. O que importa mesmo é, tornar-se um simples ser humano que, no espírito de Jesus, faz alguma coisa, por pequena que seja”.
No meio de seus afazares de médico, encontrou tempo para escrever. Seu principal livro é:”Respeito diante da vida” que ele colocou como o eixo articulador de toda ética. “O bem”, diz ele, “consiste em respeitar, conservar e elevar a vida até o seu máximo valor; o mal, em desrespeitar, destruir e impedir a vida de se desenvolver”. E conclui:”quando o ser humano aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante; a grande tragédia da vida é o que morre dentro do homem enquanto ele vive”.
Como é urgente ouvir e viver esta mensagem nos dias sombrios que a humanidade está atravessando.
Você já estourou pipoca? Se já o fez, deve ter observado a bela transformação do milho duro em pipoca macia.
Imagine o milho, fechado dentro da panela, sentindo cada vez mais o ambiente ficar quente. Deve pensar que a sua hora chegou: vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechado em si mesmo, ele não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. Não imagina aquilo de que é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece e ele aparece como uma outra coisa, completamente diferente: pipoca branca e macia.
Podemos nos comparar ao milho de pipoca. Somos criaturas duras, quebra-dentes, insensíveis, incompreensíveis. Tantas vezes, com uma visão distorcida da vida, sem valores reais.
Também sofremos transformações quando passamos pelo fogo. É a dor. São situações que nunca imaginamos vivenciar.
Pode ser um fogo de fora: um amor que se vai, um filho que adoece gravemente, o emprego perdido, a morte de um amigo, de um irmão.
Pode ser um fogo de dentro, cuja causa demoramos a descobrir e que nos atormenta um largo tempo: medo, ansiedade, depressão, pânico.
Enquanto estamos sofrendo a ação incômoda do fogo, desejamos ardentemente que ele se apague, a fim de que tenhamos repouso das dores.
Contudo, sem tal sofrimento não acontecerá a grande transformação. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito a vida inteira.
São pessoas de uma indiferença e uma dureza assombrosas. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser está ótimo.
Por outro lado, existem pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Acham que não pode existir nada mais maravilhoso do que o jeito delas serem.
A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. Essas podem ser comparadas ao piruá: aquele milho de pipoca que se recusa a estourar e fica no fundo da panela, depois do alegre estouro da pipoca.
Lamentavelmente, essas criaturas não se permitem transformar na flor branca e macia para dar alegria a alguém. Não desejam se tornar mais maleáveis, doces, amorosas.
Perdem a chance de conquistar amizades que poderiam, logo mais, se solidificar em amores para o futuro risonho.
Ser piruá ou pipoca estourada - eis uma opção. Aqueles que desejam ser feliz e fazer os outros felizes aceitam as lições das dores, tornando-se mais afáveis, gentis no trato, ponderados no falar. Aprendem a usar a empatia, a fim de compreender as dores alheias.
(baseado no texto do livro O amor que acende a lua de Rubem Alves e no livro Vida e Mensagem, ed. Fráter Livros Espírita, cap. 11.)
Há 200 anos Napoleão Bonnaparte fez uma profecia, que está começando a realiza-se atualmente, ao dizer: "Deixem a China dormir porque, quando ela acordar, o mundo vai estremecer".
A China do Futuro - o Futuro é Hoje... A verdade é que agora, tudo o que compramos é Made in China ....... Eis um aviso para o futuro! Mas quem liga para esse aviso? Atualmente ninguém ! Agora é só aproveitar.... E APROVEITAR ...! E depois como será para os nossos filhos ? Que futuro terão ?
JÁ PENSOU COMO FICARÁ A CHINA DO FUTURO?
Por Luciano Pires
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Alguns conhecidos voltaram da China impressionados. Um determinado produto que o Brasil fabrica um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões...
A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reação é impressionante.
Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas... Com preços que são uma fração dos praticados aqui. Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares: Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo, que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares. Quando comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios.... estamos perante uma escravidão amarela e alimentando-a...
Horas extraordinárias? Na China...? Esqueça !!! O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego que trabalha horas extras sabendo que não vão receber nada por isso... Atrás dessa "postura" está a grande armadilha chinesa.
Não se trata de uma estratégia comercial, mas sim de uma estratégia "de poder" para ganhar o mercado ocidental .
Os chineses estão tirando proveito da atitude dos 'marqueteiros' ocidentais, que preferem terceirizar a produção ficando apenas com o que ela "agrega de valor": a marca.
Dificilmente você adquire atualmente nas grandes redes comerciais dos Estados Unidos da América um produto "made in USA". É tudo "made in China", com rótulo estadunidense.
As Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares...
Apenas lhes interessa o lucro imediato e a qualquer preço.
Mesmo ao custo do fechamento das suas fábricas e do brutal desemprego. É o que se pode chamar de "estratégia preçonhenta" (preço com peçonhento).
Enquanto os ocidentais terceirizam as táticas e ganham no curto prazo, a China assimila essas táticas e tecnologia, cria unidades produtivas de alta performance, para dominar no longo prazo.
Enquanto as grandes potências mercadológicas que ficam com as marcas, com os designes.... suas grifes, os chineses estão ficando com a produção, assistindo,estimulando e contribuindo para o desmantelamento dos já poucos parques industriais ocidentais.
Em breve, por exemplo, já não haverá mais fábricas de tênis ou de calçados pelo mundo ocidental. Só haverá na China.
Então, num futuro próximo veremos os produtos chineses aumentando os seus preços, gerando um "choque da manufatura", como aconteceu com o choque petrolífero nos anos setenta. Aí já será tarde demais. Então o mundo perceberá que reerguer as suas fábricas terá um custo proibitivo e irá render-se ao poderio chinês.
Perceberá que alimentou um enorme dragão e acabou refém do mesmo.
Dragão este que aumentará gradativamente seus preços, já que será ele quem ditará as novas leis de mercado, pois quem tem o monopólio da produção, manda.
Sendo ela e apenas ela quem possuirá as fábricas, inventários e empregos é quem vai regular os mercados e não os "preçonhentos".
Iremos, nós e os nossos filhos, netos... assistir a uma inversão das regras do jogo atual que terão nas economias ocidentais o impacto de uma bomba atômica.... chinesa. Nessa altura em que o mundo ocidental acordar será muito tarde.
Nesse dia, os executivos "preçonhentos" olharão tristemente para os esqueletos das suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando boliche no clube da esquina, e chorarão sobre as sucatas dos seus parques fabris desmontados.
E então lembrarão, com muitas saudades, do tempo em que ganharam dinheiro comprando "balatinho dos esclavos" chineses, vendendo caro suas "marcas-grifes" aos seus conterrâneos.
E então, entristecidos, abrirão suas "marmitas" e almoçarão as suas marcas que já deixaram de ser moda e, por isso, deixaram de ser poderosas, pois, foram todas copiadas....
REFLITAM E PENSEM - PRODUTOS DE FABRICAÇÃO NACIONAL, FOMENTANDO O EMPREGO EM SEU PAÍS, PELA SOBREVIVÊNCIA DO SEU AMIGO, DO SEU VIZINHO E ATÉ MESMO DA SUA PRÓPRIA... E DE SEUS DESCENDENTES,PRESSIONANDO O GOVERNO PARA REDUÇÃO DE NOSSOS PREÇOS. ISSO SIM.
“Os políticos brasileiros adoram fazer escola, deixar um legado de sua passagem pelos parlamentos e governos. O auge se dá quando seus nomes se transformam em conceitos para definir uma postura pública, como o getulismo e o malufismo. Não é o caso do vereador paulistano Carlos Apolinário, camaleão na política, vira-casaca de várias legendas. Mas ele será nota de rodapé da história por uma das maiores imbecilidades legislativas: a criação do Dia do Orgulho Heterossexual.
O projeto, aprovado por 31 vereadores-cúmplices, depende da canetada do prefeito Gilberto Kassab. O prefeito, aliás, reforçou a imagem de alguém que governa de costas para a cidade e para os comportamentos sociais que pulsam dentro dela. Para o prefeito, data como essa equivale ao Dia do Médico e ao Dia do Professor e jamais seria um estímulo à homofobia.
O projeto de Apolinário, que estabelece a “comemoração” no terceiro domingo de dezembro, influenciou outro aventureiro com mandato. O vereador Ciro Moura apresentou proposta semelhante em Fortaleza, no Ceará. Deputados federais falaram sobre a importância de um projeto semelhante em âmbito nacional.
O Dia do Orgulho Heterossexual é uma aberração social e cultural. Homofobia é exercício cotidiano, em um país com ranços machistas. Os casos de violência contra gays e contra mulheres se acumulam nas delegacias. A discriminação em inúmeros ambientes sociais é evidente por mais que se arrumem desculpas esfarrapadas para eliminar o outro do convívio.
O Dia do Orgulho Heterossexual não tem razão de existir. Grupos que compõem maioria na sociedade não necessitam de datas comemorativas, que funcionam e se mantém vivas como regime de exceção. O grupo dominante perpetua seu poder no dia-a-dia e uma data de celebração apenas serve para reforçar o preconceito. Por outro lado, expõe a existência do controle e da opressão sobre quem pensa ou age de maneira diferente. Mas não modifica ou ameniza o quadro de violência, seja psicológica ou física. Pelo contrário, pode até estimular comportamentos intolerantes, protegidos por uma impunidade real, antes apenas uma sensação.
A discussão sobre homossexualidade ganhou contornos políticos, o que - de certa forma – gera ressonância positiva. O assunto, antes trancafiado em armários ou sob pacto de silêncio, passa a fazer parte das rodas de conversas e da agenda de muitas instituições. O preconceituoso não pode mais se esquivar do tema. Ou tira a máscara, como fizeram muitos políticos, ou se cala, com a decisão consciente de que um novo cenário se desenha à porta dele.
O problema é que a sexualidade brasileira, transformada em debate público, aparece impregnada de moral religiosa, em larga medida moralismo de segunda mão. O vereador paulistano, inventor do Dia do Orgulho Heterossexual, pertence à bancada da bíblia, grupo apartidário, de várias religiões e amigo do poder, que se alimenta da desinformação de eleitores impregnados por uma fé cega e excludente por natureza.
Esta parcela da classe política, sanguessuga de ideias ultrapassadas, mistura moral religiosa, que distorce inclusive os textos originais bíblicos, com assuntos laicos. Religião e política assumiram o relacionamento afetivo. Na última eleição para presidente, aborto virou prioridade nacional e, em momento algum, foi tratado como pauta de saúde pública. A retórica eleitoral ignorou milhares de mulheres que morrem em clínicas clandestinas.
Projetos como os dos vereadores de São Paulo e Fortaleza atendem a facção mais atrasada de um país que se considera civilizado. Se a lógica de raciocínio persistir, poderemos ter – em breve – vereadores ou deputados propondo o Dia da Consciência Branca e o Dia do Homem. Quem sabe o Dia do Homem Branco? O kit-preconceito ficaria completo. Muita gente adoraria. (Marcus Vinicius Batista)”
Quando a gente acha que nada mais bizarro poderia vir da política, eis que os “distintos” (parabéns para os que elegeram uma coisa desta natureza que ao meu ver são verdadeiras mula-sem-cabeça) nos surpreendem e conseguem se superar.
Veja que isto acontece no estado mais evoluído do País. É para ficar em dúvida entre rir, chorar ou bater a cabeça na parede.
No nosso querido Brasil, todos sabemos, mas continuam sendo eleitas pessoas de extrema mediocridade. No nosso País a política não rima com trabalho em nenhum momento, mas esta proposta aqui é o supra-sumo da falta do que fazer. Numa sociedade como a nossa em que educação, segurança, saúde são prioridades, vem um cidadão “desmiolado”, carregado de preconceitos propor uma verdadeira atrocidade. Será que este “ser” não se preocupa com os preços que aumentam, com o nível de emprego, com a violência, com o trânsito caótico.
Desde quando heterossexual necessita de um dia de orgulho?
Acredito que este “representante do povo” não tem ciência de que o heterossexual é maioria, não é vítima de violência, não sofre discriminação, preconceito, ameaças ou constrangimentos. Não necessita de dia para se afirmar. Em determinados momentos históricos, as mulheres, os negros, minorias raciais e outros sofreram brutalidades, ofensas e hoje têm os seus dias no calendário. Essas datas, sim, têm sentido, pois estimulam a tolerância, a paz e a solidariedade entre as pessoas.
Se os homossexuais reivindicaram (e conseguiram) um dia para o orgulho deles é um problema/solução deles.
O pior de tudo é que este cidadão não está sozinho no pedestal das datas estapafúrdias. Nos anos 90, houve um tal de Alberto “Turco Loco” (veja o nome da “peça”), com uma visão fenomenal, criou medidas de caráter muito útil e inesquecível para os habitantes da cidade e do estado de São Paulo. Ele, num momento de “inspiração” criou o Dia do Rock e o Dia do Surf. Não é uma criação sensacional?
Não vai demorar e teremos datas comemorativas importantes para o nosso bem-estar como: Dia do Mico Leão Dourado do Topete Grande, Dia do Guaxinim Vesgo, Dia da Formiga, etc. etc... Seja sincero!!! Como é que você poderia viver sem comemorar estas datas no seu dia a dia?
As pessoas que desperdiçaram seus votos com esta aberrações só podem estar em estado letárgico. É duro ver, ainda, que estas pessoas ganham polpudos salários e encontram espaço aberto na mídia para propagarem besteiras a esmo.
Preconceitos, como mentiras, é fruto da ignorância e excesso de repetição. Por exemplo, se os pais de uma criança branca se referem em termos pejorativos a negros e indígenas, judeus e homossexuais, quando na fase adulta, dificilmente não deixará de ser uma pessoa preconceituosa.
O preconceito é algo que está enraizado em todas as sociedades, e que se apresenta das formas mais variadas. Cada um de nós está sujeito a manifestar-se de forma preconceituosa devido a formação social que tivemos; mas é dever de cada um e do ensino, procurar entender suas origens e contribuir de forma decisiva para sua diminuição e eliminação. Preconceito é o conceito formado antecipadamente sem o conhecimento dos fatos. O preconceito é uma herança cultural por isso é impossível não ter preconceito algum. O etnocentrismo, é o pensamento que leva as sociedades a acharem que sua cultura é a única válida e por conseguinte desprezar e, de forma mais radical, eliminar outras culturas. Por exemplo, a mídia dos Estados Unidos da América (EUA), após o ataque nas torres gêmeas em Nova York que causou a morte de 3 mil seres humanos, há 10 anos, incutiu no Ocidente o sofisma de que todo muçulmano é um terrorista em potencial. O que induziu o papa Bento XVI a cometer uma gafe, de declarar, quando visitava a Alemanha, que o Islã é originariamente violento e, em sua primeira visita aos EUA, comparecer a uma sinagoga sem o cuidado de repetir o gesto numa mesquita.
Em qualquer aeroporto de países desenvolvidos um passageiro em trajes islâmicos ou cujos traços fisionômicos lembrem um saudita, com certeza será parado e meticulosamente revistado. Ali reside o perigo... alerta o preconceito infundido.
É díficil encontrar uma definição clara para a palavra terrorismo. Sem entrar em uma discussão acadêmica, podemos dizer que o terrorismo é a utilização sistemática da violência imprevisível, contra regimes políticos, povos ou pessoas.
Por suas consequências trágicas e seu grande apelo publicitário, o terrorismo é um dos temas favoritos da mídia.
Vamos deixar bem claro, o terrorismo não foi inventado pelos fundamentalistas islâmicos.
Recentemente tivemos notícias de um atentado contra o gabinete do primeiro-ministro e outro na ilha de Utoeya, na pacata Noruega que, anualmente, concede o Prêmio Nobel da Paz. Tão logo a notícia espalhou-se pelo mundo, a suspeita caiu sobre os islâmicos porque teria sido um revide ao assassinato de Bin Laden e às caricaturas do Profeta Maomé publicadas pela imprensa escandinava. Puro preconceito entranhado na lógica do Ocidente.
Após as investigações, descobriu-se que o autor do deplorável crime foi perpetrado por Anders Behring Breivik, um norueguês de 32 anos, dono de uma fazenda de produtos orgânicos. Esta pessoa é um típico escandinavo com aparência de príncipe. E alma de viking.
É chegada a hora de cobrar uma resposta dos responsáveis da mídia e a educação para: o que vocês estão incutindo na cabeça das pessoas?
Ambições ou valores?
Preconceitos ou princípios?
Egocentrismo ou ética?
Que critérios, regras, medidas podemos utilizar para mensurar e abordar os problemas de agora? Que remédio ou placebo indicamos para a emergência dessa nova configuração cultural? Configuração esta que se reproduz e se desfaz incessantemente (como toda a sociedade) no contexto das disputas e das aspirações divididas por atores sociais esclarecidos, conscientizados, determinados, crentes de seus objetivos.
O que fazer? Combater, sublimar, submeter?
Existem atualmente incontáveis conflitos no mundo. Esses movimentos são, principalmente, de caráter étnico, religiosos e alguns poucos de origem política.
O ser humano é a alma que carrega. Amy Winehouse tinha apenas 27 anos, sucesso mundial como compositora e intérprete, e uma fortuna incalculável. Nada disso a fez uma mulher feliz. O que não encontrou em si ela buscou nas drogas e no álcool. Morreu prematuramente, solitária, em casa.
O que podemos esperar de uma sociedade em que, entre cada 10 filmes produzidos, 8 exaltam a violência. No Brasil, o pai abraça o filho em público e os dois são agredidos como homossexuais; o motorista de um Porsche se choca a 150km por hora com uma jovem advogada que perece no acidente e ele continua solto; o político fica indignado com o bandido que assaltou a filha dele e, no entanto, mete a mão no dinheiro público e ainda estranha ao ser demitido?
Churchill falava: "pode se enganar todo o povo por um certo tempo mas não pelo tempo todo". (baseado em texto de Frei Betto)
“Discernimento é a capacidade que nos permite distinguir o bom do ruim e nos conferir a capacidade de decidir quanta importância deve ser dada a vários aspectos em uma dada situação. Sem discernimento, não será possível prosseguir no caminho certo. Qualquer um dotado de sabedoria e discernimento será honrado e adorado, mesmo que ele ou ela possa não ter riqueza ou posição social elevada. Uma pessoa destituída de sabedoria e de discernimento nunca pode florescer espiritualmente, mesmo sendo um eminente educador, um proeminente cientista ou um multimilionário. Alguém sem sabedoria e discernimento não pode sequer distinguir entre retidão e falta de retidão. Portanto, cada um de vocês deve adquirir sabedoria e discernimento sem repousar sobre os louros da glória do conhecimento teórico. Você deve desenvolver uma visão intuitiva, juntamente com a sabedoria, e usá-la para elevar o país e o mundo em geral.”
Devemos ser incansáveis na luta contra a violência e o preconceito.
A patrulha do amor - Via Época - 21.07.2011 - Por Ruth de Aquino
Era uma festa de interior paulista em São João da Boa Vista. O pai, de 42 anos, abraçou o filho, de 18. Eles se veem uma vez por mês. “A gente fica no maior chamego, é a saudade”, disse o pai. Um grupo de seis homens se aproximou e perguntou se eles eram gays. O pai ainda respondeu que não. Foi desacordado por um soco no queixo. Sua orelha direita foi decepada por um dos agressores. Era um serralheiro de 25 anos que odeia homossexuais.
O serralheiro, preso dias depois, foi solto logo. E provavelmente só se arrepende pelo erro de avaliação: se pai e filho fossem um casal, teriam merecido o castigo. Ele é um entusiasta da tese defendida pelo deputado federal Bolsonaro: pais devem dar palmadas em filhos com “desvios” para “curar a doença” que está destruindo a família brasileira.
Essa legião homofóbica é muito maior do que se pensa em nosso país. Ela começa a sair do armário. Os novos direitos iguais dos gays cumprem uma função importante: mostram quem é quem. Preconceitos ficavam escondidos pela legislação discriminatória. Agora, emergem com fúria viril e religiosa. Agressões como essa e tantas outras terão de ser punidas exemplarmente, até que a sociedade se civilize e se modernize. O racismo é crime? A homofobia também precisa ser crime.
“Estava eu, meu filho, minha namorada e a namorada dele. Elas foram no banheiro. Aí eu peguei e abracei ele”, contou o pai, vendedor autônomo que vive numa chácara em Vargem Grande do Sul, cidade vizinha. O filho mora com a mãe em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. “Passou um grupo, perguntou se nós éramos gays, eu falei ‘lógico que não, ele é meu filho’. Ainda falaram: ‘Agora que liberou, vocês têm que dar beijinho’. Houve um empurra-empurra, eles foram embora, mas voltaram. Não sei se eu tomei um soco, apaguei. Quando levantei, senti. A minha orelha já estava no chão, um pedaço.” Uma mulher pegou o pedaço da orelha e colocou em um copo com gelo. No hospital, os médicos disseram que a orelha foi decepada por algum objeto cortante e muito bem afiado. “Não se pode nem mais abraçar um filho”, disse o autônomo.
Esse episódio dantesco numa festa agropecuária não choca apenas pelo ódio aos gays. Parece cada vez mais difícil ser pai amoroso quando, por todo lado, espreita a malícia alheia. Há dois anos, em setembro de 2009, um turista italiano foi preso por acariciar e beijar com “selinhos” a filha de 8 anos numa piscina pública em Fortaleza. Um casal de Brasília chamou a polícia. Estavam indignados com o “gringo pedófilo”. Ele branco, ela mais escura. A menina era filha do italiano com uma brasileira. A mulher também estava na piscina e protestou quando levaram o marido.
Pode-se entender o engano inicial numa região como o Nordeste, onde a prostituição infantil e o turismo sexual são uma tragédia quase oficial. Mas, mesmo depois de esclarecer que o italiano era pai da menina e estava com a mulher, como explicar sua detenção por dez dias de férias? Foi liberado sem pedido de desculpas. Daqui a pouco, um pai não poderá mais ajeitar o biquinizinho da filha, levar a menina ao banheiro, colocar no colo, abraçar e beijar.
Essa polícia do comportamento afetivo é dura, humilhante e cultural. Persegue sobretudo os homens. Em vários países, beijos entre heterossexuais não põem em dúvida sua masculinidade. São expressões de carinho. No Brasil, é mais complicado. Escrevi uma vez sobre o simbolismo de homens fantasiados de mulher no Carnaval. “O homem se veste de mulher porque quer ser mais afetivo de maneira escancarada, sair beijando todos, de qualquer sexo. Homem afetivo, nos outros dias do ano, é coisa de gay”, diz o psicoterapeuta Sócrates Nolasco. “É um momento do ano em que ele não precisa afirmar sua masculinidade. Mulher pode ser afetiva, carinhosa, extrovertida, e nem por isso será tachada de piranha.”
Deve ser cansativo e frustrante tentar se enquadrar o tempo todo no que a sociedade espera do macho. As novas gerações de homens deveriam fazer uma revolução.
É muito injusto criticar a seleção brasileira face ao resultado final na Copa América somente porque não foram, em quatro oportunidades, concluídos com sucesso (balançar as redes) nenhum pênalti. É preciso analisar a vida que levam os nossos jogadores de futebol, pobres vítimas de torcedores inescrupulosos, que somente pensam em saúde, educação, segurança e qualidade de vida para todos. Esses dedicados atletas que pensam somente na glória da Pátria, apesar de serem os últimos colocados na escala financeira do País, ganham pouco, não tem a disposição nenhuma oportunidade na mídia, não possuem, ao menos, um profissional de nutrição para orientá-los quanto a uma boa alimentação; não tem disponível um local adequado para descansarem ou dormirem; não tem disponível um psicólogo para que cuidem de sua parte emocional. Qualquer problema de saúde, principalmente uma contusão, coitados, irão ter que enfrentar as escabrosas filas do Sistema Único de Saúde (SUS), após, mesmo doentes, terem utilizados os meios de transportes coletivo. Brasileiros, é de dilacerar o coração! Que meio de vida triste! Que injustiça criticar quem, mesmo sem condições de trabalho, defende com suor a Pátria em campos distantes, sendo que o principal culpado de tudo isto foi a grama que alguns acharam-na muito indigesta.
Parece que foi ontem que o mundo foi tomado de assalto por uma doença que se revelava uma ameaça à raça humana. Era um mal atípico, parecia atacar grupos como gays, usuários de drogas, prostitutas e hemofílicos. O último foi considerado vítima da AIDS enquanto os demais foram taxados como sua causa. Peste gay, doença de drogados, todo tipo de agressão represada passou a ser veiculada em todas as mídias, em todas as religiões. Como todo preconceito, acabou se voltando contra seus protagonistas e vimos aumentar o número de casos entre religiosos, casais heterossexuais, idosos, jovens e recrudesce entre gays, num moto contínuo macabro. A epidemia de AIDS tornou-se uma doença com a cara do Brasil: atinge em cheio pessoas sob as mais diversas vulnerabilidades sociais, como pobreza, falta de acesso a informações e ao próprio sistema público de saúde (Estima-se que 630 mil pessoas vivam com o vírus no País). Parece que foi ontem que surgiu o coquetel que alterou completamente os rumos da epidemia, proporcionando às pessoas que vivem com HIV novas expectativas na vida, devolvendo o poder de planejar e realizar sonhos. Sonhos que foram sendo ameaçados pelos efeitos colaterais dos medicamentos, pois parece que foi ontem que eles eram apenas indisposições gastrintestinais. Hoje estudos demonstram que as mortes por AIDS foram reduzidas, mas os efeitos colaterais agora são fatais e vão desde doenças cardiovasculares a cânceres e estão matando mais que a própria doença. A velha história de estar entre o fogo e a frigideira. Não há como negar que o coquetel anti HIV é uma das maiores conquistas da ciência, mas uma vez mais a lentidão com que o governo e o movimento social tratam essa questão, deixa um rastro de mortes invisíveis, que não entram em nenhuma estatística oficial. Parece que foi ontem que pessoas com HIV simulavam suas mortes na Avenida Paulista pois, parafraseando o Betinho da luta contra a fome, quem tem AIDS Tem pressa. Só havia duas alternativas: ou a pessoa se entregava à situação ou ia à luta pelo direito mais elementar, que é o direito à vida. ONGs e redes de direitos foram criadas e se articularam para exigir a atenção e o respeito merecidos. Uma das maiores conquistas foi o acesso aos remédios via SUS (Sistema Único de Saúde) que apesar dos revezes, é o que viabiliza o combate à epidemia no Brasil. Outra alternativa das às pessoas com HIV: sumir no anonimato. Sua vida estava garantida, seu emprego sempre em risco e o que os vizinhos iriam pensar? As instituições começaram a se ressentir da falta de novos ativistas enquanto os antigos passaram a adoecer ou a se corromper pelos vícios da perenidade de suas representações. Parece que foi ontem que a AIDS trazia consigo o sentimento de urgência por parte da ciência, dos governos e da sociedade. Mas nesses trinta anos o HIV nos mostrou qual é sua principal arma: a mutação. A mutação genética que o torna resistente ao coquetel e provoca sérias consequências na assistência e na prevenção. A mutação científica, pois foi erroneamente considerada uma “doença crônica” e a indústria farmacêutica vibrou com as perspectivas de lucro farto. Faz também com que governos negligenciem verbas destinadas ao combate à AIDS, assim como faz com que as pessoas voltem a encarar o preservativo como aquela borracha sem gosto e sem necessidade. Parece que foi ontem, mas hoje ainda temos muitas mortes, sequelas e a terrível sensação de que o vírus sabe mais das fragilidades humanas do que nós sobre as dele. E que, apesar do senso comum de que controlamos a doença, quem continua dando as cartas é ela.
Nos últimos tempos, o que mais se ouve no mundo, em todas as esferas da sociedade, é o fator corrupção. Talvez não exatamente com esse termo, mas na essência do querer tirar vantagem em tudo. A impressão que se tem é que agora vale o jogo “ganha-perde” e, para um ganhar não importa se o outro vai ficar na lona, se as estratégias são obscuras, ilícitas, ilegais ou imorais! Se de um lado boa parte da sociedade está carente de recursos essenciais, de outro correm a revelia casos de fraudes na saúde pública, roubos de merenda escolar, desvio de verba pública, desvio de remédios, licitações nada lícitas e por aí vai. A Pátria é como se fosse nosso pai, nossa mãe e quando a gente não pode confiar nela, fica muito complicado e não dá para ficar calada. Imaginem se nossos políticos, ao invés de tirarem vantagem para eles mesmos, pensassem em vantagem para todos os brasileiros espalhados Brasil a fora. Certamente a coisa seria bem diferente. É difícil assumir, mas a realidade é que estamos classificados como um povo que “sabe tirar vantagem em tudo”. Vivemos em um mundo competitivo, repleto de tensões, no qual tudo muda rapidamente e ninguém sabe o que nos reserva o futuro. A maioria das pessoas considera impossível confiar umas nas outras, no amanhã, no mercado, nos projetos ou no governo. Tudo isso nos faz viver em permanente estado de alerta e adotar atitudes defensivas para não ser prejudicado nem passado para trás. A falta de confiança se estende ao colega de trabalho, governos, instituições, projetos, empresas e mudanças – qualquer coisa que possa representar algum tipo de ameaça à nossa estabilidade ou segurança. Assim, fazemos da desconfiança a muralha que nos separa dos perigos do mundo exterior. Conscientes ou não, criamos uma geração de desconfiados. Levantamentos revelam que, de cada 10 pessoas, apenas 02 afirmam confiar em outras. Somos considerados um povo que não tem confiança! Situação tremendamente triste e preocupante! Mas eu acredito que esse negócio tem jeito. Se eu e você começarmos a mudar a ideia subliminar do “jeitinho”, ela poderá se espalhar e converter esse conceito na mente da sociedade. Mas essa mudança só é passível de acontecer de dentro para fora e, para isso, precisamos trabalhar mentalmente uma nova postura: VANTAGEM SÓ SE FOR PARA TODOS – esse deve ser o nosso lema. Repita essa frase em voz alta, várias vezes por dia, por pelo menos 21 dias, até que ela se torne referência das suas relações. Isso também contamina e é esse tipo de postura que o Brasil precisa. VANTAGEM SÓ SE FOR PARA TODOS! Com CONFIANÇA e a conscientização de que VANTAGEM SÓ SE FOR PARA TODOS desencadeamos uma sucessão de atitudes de inclusão, respeito humano, movimento de primeiro mundo, o jogo do “ganha-ganha” e, assim, podemos gerar um mundo confiante e muito melhor. Você já pensou nisso? Tem alguma sugestão de onde e como podemos tirar vantagem para todos?
Pelo andar da carruagem, 2014 nada... E, infelizmente a mídia divulga que os orçamentos dos referidos estádios já dobraram. No caso do Maracanã subiu para 705 milhões de reais em novembro/2010 e pulou para 1 bilhão de reais em início de fevereiro/2011. Qualquer dúvida entre no Google (nome do estádio + orçamento). O governo federal está prevendo cortes nas verbas destinadas à saúde e à educação, o quanto ainda não foi devidamente definido, no corte de 50 bilhões de reais do orçamento de 2011. Enquanto um palhaço brincava de disputar sede para a copa, tudo ruía e caminhava para o pior. Hoje podemos ver que os problemas que muitos falaram e que surgiriam, se concretizaram. Foi provado que não há maturidade política nesse País e que tudo continua terminando em bagunça, brincadeira, em rir da cara do cidadão que realmente trabalha e paga suas contas com muita luta... Mais uma vez eu falo: quem mandou votar nele??? Continuou com PT??? Está aí o resultado: vergonha total que nos aguarda para o mundial de futebol... Enquanto isso... Vejamos as escolas... Vejamos os hospitais e postos de saúde... Que vergonha!!! Confira !!! Aqui estão algumas imagens do que projetaram para a copa de 2014... Se as imagens não forem passando automaticamente, dê um click nelas e terão a sequência
Obs: O estádio do Morumbi, foi substituído pelo futuro estádio do Corinthians (ainda somente na maquete). O orçamento inicial da obra era de 350 milhões de reais, hoje, é comentado entre 800 milhões e 1 bilhão de reais...
Será que este estádio estará pronto para a copa de futebol em 2014? Tire suas conclusões vendo o estado atual das obras!!!!!!!
A novidade nas academias chiques é um pó misturado na água. A poção mágica é chamada de Jack 3D, em função das substâncias químicas que compõem o produto (Arginina Alfa-cetoglutarato, monohidrato de creatina, Beta Alanina, cafeína, 1,3-Dimethylamylamine, Shizandrol A, Ácido Cítrico, aromatizante natural, Acesulfame-K, Sucralose, Estereato de vegetais, Dioxido de silício, clorofila.). O milagre do momento aumenta a capacidade de treinamento e reduz a fadiga do atleta. O Jack 3D engrossaria as prateleiras dos suplementos se não fossem dois problemas. A substância é proibida no Brasil, por ser considerada doping. E provoca efeitos colaterais como taquicardia e problemas neurológicos. O que leva pessoas normais a buscar compostos ilegais para treinar em academias? Se a medida é injustificável para atletas de ponta, imagine para os frequentadores comuns. Por que arriscar a própria saúde com ações que seriam decorrentes da própria busca por vida saudável? A ditadura da estética se esconde atrás de nomes pomposos, métodos revolucionários e tratamentos divinos. A aparência passou a ser a medida de muitas circunstâncias. Estar no corpo padrão significa a legitimação de um modo de viver, dependente do olhar de outros escravos da forma, indiferentes ao conteúdo. Moldar a casca se transformou em obsessão. O Brasil, hoje, é o segundo país do mundo em número de cirurgias plásticas e de frequentadores de academias e no consumo de remédios para emagrecer. No filme Meia-Noite em Paris, última obra de Woody Allen, há uma cena em que o protagonista, um roteirista vivido por Owen Wilson, evita que a esposa do escritor Scott Fitzgerald cometa suicídio. O roteirista foi transportado no tempo e se encontra na capital francesa, nos anos 20. Depois de agradecer a ele pelo salvamento, a esposa de Fitzgerald ganha um comprimido do roteirista, que diz algo como: - Será sua salvação no futuro! O comprimido era um Valium. A piada de Allen é, obviamente, atual. As relações sociais viraram patologias. Qualquer comportamento fora do padrão é passível de diagnóstico. Claro que a popularização de certos termos pode significar mais informações sobre doenças, mas o que se vê – em muitas situações – a popularização do milagre em forma de remédio. Se o sujeito trabalha demais, está sob estresse. Dá-lhe relaxantes e outras pílulas. Se alguém segue melancólico, deve estar deprimido. Uma cartela de Prozac ou outras tranqueiras coloridas para reanimar o tristonho. Se a criança é bagunceira, provavelmente será hiperativa. A solução: ritalina nela! Estamos doentes de corpo e alma. Como escravos do corpo perfeito, também fracassamos diante da idéia de que a felicidade não acontece o tempo todo. Não compreendemos angústias, ansiedades e derrotas momentâneas, inerentes às relações com outras pessoas. A impaciência e a incapacidade de olhar para si com o devido tempo de reflexão nos fazem parecer com aqueles sujeitos ingênuos que eram enganados por caixeiros viajantes e seus remédios tão exóticos quanto fruto de charlatanismo, no século 19. Tudo para alcançar a falsa normalidade, ditada e aprovada pelo outro, também algemado pela estética feliz a qualquer preço. Cada vez que passo em frente a uma farmácia-shopping, me lembro da história contada por uma psicóloga. Quando encontrar crianças reunidas, espere por moleques e meninas agitados. A criança quietinha, sentada no cantinho, xodó de adultos pelo comportamento exemplar, é provavelmente a deslocada. E não está, necessariamente, doente. As demais crianças? Apenas crianças. (baseado em texto de Marcus Vinicius Batista)
“Em vista, que a mídia divulga diariamente, escândalos e escândalos, dos políticos que se dizem representantes do povo mas que na realidade são representantes de si mesmos, chego a uma conclusão que a maioria do povo brasileiro é apático e omisso. Fala muito em liberdade e direitos, não conhecendo o verdadeiro significado dessas palavras. Somos prisioneiros da nossa própria irresponsabilidade e ignorância. Não reagimos, como deveríamos, aos abusos que são cometidos pelos que possuem temporariamente o poder em nosso País. Como podemos nos considerar um povo livre se não temos saúde, educação, segurança, escolas, hospitais entre outras coisas importantes, que nos libertam, estão totalmente sucateadas. O que se está vendo, a todo instante, nos jornais e TV, são episódios repetidos, cujo roteiro foi feito pelo mesmo autor, a falta de caráter. Somos, com a nossa indiferença, coadjuvantes dessas obras mal escritas. Não ligamos para o que é importante. Nem sabemos da força que temos. Todos reclamam, porém, não tomamos as rédeas. A corrupção e a mentira estão aí (seus atores aparecem em entrevistas e falam de uma maneira que dá a impressão de que os culpados somos nós e não eles), cada vez maiores. Somos governados por pessoas AMORAIS; a nossa Justiça não tem representação. Atentem, já esqueceram o mensalão? Isso é uma vergonha. Temos que demonstrar a nossa indignação e repulsa a tudo que nos tira a liberdade. Infelizmente, não temos lideranças capazes de organizar o povo e exigir a cidadania (Ah... se tivessemos um pouco da iniciativa como os irmãos do Oriente médio). Basta! Liberdade antes que seja tarde.”
A Casa Civil chamava-se Gabinete Civil e seu titular quase não tinha força política. Era uma espécie de conselheiro do presidente para assuntos civis. Passou a ter grande importância quando o general Ernesto Geisel escolheu para o Gabinete o general Golbery do Couto e Silva (de 15 de março de 1974 até 15 de março de 1979) No governo de José Sarney (15.03.1985 a 15.03.1990 ) o Gabinete Civil teve no início uma função mais técnica. Tanto é que Sarney manteve no posto José Hugo Castelo Branco, escolhido por Tancredo Neves. Com Marco Maciel, Ronaldo Costa Couto e Luiz Roberto Ponte, sucessores de Castelo Branco, o Gabinete Civil passou a ter um viés também político. Durante o governo de Fernando Affonso Collor de Mello (1990 a 1992 ) todas as funções técnicas e administrativas foram entregues ao Gabinete Civil, comandado por Marcos Coimbra. Collor só se preocupou em buscar um político para o posto quando seu governo já caminhava para o precipício. Foi quando nomeou Jorge Bornhausen. No governo de Itamar Augusto Cautiero Franco (1992-1994) o ministério passou a se chamar Casa Civil. Itamar pôs no posto o amigo Henrique Hargreaves, que deu ao cargo feição técnica e política: aconselhava Itamar e negociava votações no Congresso. Henrique Hargreaves, foi envolvido em denúncias, fruto de investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso Nacional, entre 1993 e 1994, que apontavam irregularidades na elaboração do Orçamento da União. Imediatamente, Itamar Franco retirou-o da Casa Civil para que se averiguassem as denúncias. Comprovada sua inocência, retornou ao Palácio do Planalto. No governo de Fernando Henrique Cardoso (1995/2002) a Casa Civil manteve um perfil mais técnico do que político. Mas passou a concentrar poder de fato no governo Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011). José Dirceu de Oliveira e Silva, o primeiro ministro da pasta na gestão Lula, recebeu a incumbência de assistir direta e indiretamente o presidente. Dirceu era ainda, na ausência do presidente, o chefe do Conselho de Governo e o secretário executivo do Conselho da República. Essa concentração de poder foi mantida nas gestões de Dilma e de Erenice. Desde janeiro de 2003 até 2011, a Casa Civil transformou-se na “casa do barulho” com recorrentes denúncias de corrupção envolvendo os responsáveis por esta Casa. Parodiando Lula, podemos dizer: "Nunca antes na história desse País houve tantos problemas neste ministério". Sob o comando de José Dirceu (1 de janeiro de 2003 até 21 de junho de 2005), em fevereiro de 2004, Waldomiro Diniz, então subchefe de Assuntos Parlamentares, apareceu em um vídeo pedindo propina para o empresário de jogos Carlinhos Cachoeira, em um caso que envolvia extorsão, corrupção passiva e gestão fraudulenta. Um ano e quatro meses depois do escândalo, foi a vez do maior abalo do governo Lula: a revelação, pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ), do escândalo do mensalão. Jefferson acusou o então titular da Casa Civil, José Dirceu, de comandar “uma sofisticada organização criminosa, especializada em desviar recursos públicos”, segundo o próprio procurador-geral da República, Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, em denúncia acatada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Um esquema que ia muito além da simples compra de votos de parlamentares. Foi aberta uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso para apurar as denúncias. Acabaram caindo a cúpula do PT e os principais líderes dos partidos que apoiavam o governo. Roberto Jefferson, então deputado federal, e José Dirceu foram cassados e mais 40 pessoas denunciadas pelas irregularidades, entre parlamentares, lobistas e empresários. Os escândalos não cessaram com a substituição de José Dirceu. Na gestão de Dilma Vana Rousseff (de 21 de junho de 2005 até 30 de março de 2010 a “mãe do PAC-Programa de Aceleração do Crescimento”, o maior embuste da história recente de nossa República ) a Casa Civil foi acusada de montar um dossiê contra os familiares do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em represália à atuação dos oposicionistas na CPI dos Cartões Corporativos, em 2008. O comando da montagem do dossiê foi atribuído a Erenice Guerra, que substituiria (de 30 de março de 2010 até 16 de setembro de 2010) Dilma Rousseff e se envolveria em mais um escândalo da problemática Casa Civil. Agora em 2011, o responsável pela “Casa”, é um prodígio das finanças, o médico Antonio Palocci Filho, que em pouco mais de quatro anos, simplesmente, multiplicou por 20 ( ou 60?) seu patrimônio pessoal, por meio de “assessoria” a grupos empresariais propiciada por sua notória capacidade de “operar” nas estruturas de poder nos governos Lula e Dilma. Palocci é velho conhecido da sociedade brasileira desde sua passagem, como prefeito, pela prefeitura de Ribeirão Preto (SP). Palocci foi acusado de chefiar um esquema de corrupção da época em que era prefeito. Através da cobrança de "mesadas" de até 50 mil reais mensais de empresas que prestavam serviços à prefeitura, o ex-ministro da fazenda alimentava os cofres do seu partido, o PT, com dinheiro ilícito. Nada, porém, foi provado até este momento. Em 27 de março de 2006, Palocci foi demitido pelo presidente Lula do cargo de ministro da Fazenda. Sua situação ficou insustentável a partir da quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa, testemunha de acusação contra Palocci no caso da casa do lobby, mansão alugada pela chamada "República de Ribeirão Preto" para servir de sede para reuniões de lobistas e encontros com prostitutas, conforme investigações da CPI dos Bingos. O que deixa o brasileiro de boa índole abismado é que os argumentos apresentados na defesa são os mais despudorados já vistos na história política da República, como o de que para esse governo (de maioria petista) não importa a vida pregressa dos nomeados, o que em qualquer administração séria deveria ser o primordial para a escolha. Infelizmente a administração governamental petista tem se notabilizado em trabalhar em silêncio, mesmo causando um enorme barulho no que concerne à frouxidão moral no trato da coisa pública. Diante destes inúmeros escândalos, todos os brasileiros devem conhecer, e entender, duas coisas que podem transformar o cidadão em milionário de uma hora para a outra: “Casa Civil e uma empresa de Consultoria." Veja este exemplo: O Globo - 24/05/2011 PRINCIPAL ASSESSOR DE PALOCCI MANTÉM CONSULTORIA PRIVADA Agência O Globo: Leila Suwwan e Tatiana Farah Assim como o chefe, o braço-direito do ministro Antonio Palocci e hoje assessor especial da Casa Civil, Branislav Kontic, também é dono de uma consultoria de gestão empresarial em São Paulo, a Anagrama. A empresa foi criada em 1997 e continua ativa, segundo registros oficiais. Tem como endereço formal uma pequena sala no Centro de São Paulo e atua nos setores de consultoria em gestão empresarial, entre outros. Brani, como é conhecido, também é sócio minoritário de Luis Favre, ex-marido da senadora Marta Suplicy (PT), em outra empresa, a Epoke Consultoria, que atua no ramo de prestação de serviços de informação. Assim é demais!!!!!!!
10 estratégias de manipulação através da mídia para manter o público alienado, escrito pelo linguista Noam Chomsky . 1 – A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO- O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')". 2 – CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES Este método também é chamado "problema-reação-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos. 3 – A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez. 4 – A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento. 5 – DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê?"Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver "Armas silenciosas para guerras tranqüilas")". 6 – UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos.Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos... 7 – MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')". 8 – ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto... 9 – REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução! 10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.
Caminho para a riqueza: Evolução O ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, multiplicou por 20 seu patrimônio entre 2006 e 2010, quando era deputado federal Julho de 2006 Candidato a deputado federal, declara bens no valor de R$ 375 mil. Neste mesmo mês, funda a Projeto, empresa de consultoria. Outubro de 2006 Palocci é eleito deputado. Dezembro de 2009 A Projeto compra um escritório por R$ 882 mil, para onde se muda. Novembro de 2010 A Empresa adquire um apartamento por R$ 6,6 milhões. Dezembro de 2010 Quatro dias antes de Palocci assumir a Casa Civil, empresa passa a se chamar Projeto Administração de Imóveis, e deixa de ser uma consultoria. Janeiro de 2011 Palocci assume a Casa Civil, com um patrimônio de cerca de R$ 7,5 milhões.
Primeiro foi José Dirceu. Depois Dilma, quando teria pedido à Lina Vieira, para a Receita “maneirar” com o Sarney. Em seguida Erenice Guerra. Agora Palocci. Sempre na Casa Civil? Por que sempre na Casa Civil? Ministro da Casa Civil é o cargo mais importante do Palácio do Planalto depois do presidente. Pelas mãos do ministro passam todas as principais decisões de governo. Ele acompanha o dia-a-dia da administração e articula as relações com o Congresso. Palocci cita em sua defesa pessoas que enriqueceram após sair do governo (o seu caso) e pessoas que já ganhavam bem na iniciativa privada ou eram empresários quando ocuparam pela primeira vez cargos de primeiro escalão na administração pública federal (nada a ver com o seu caso). Maílson e Malan, nenhum dos dois, voltou ao governo depois de ganharem dinheiro dando conselhos a empresários. Pode-se argumentar que não tiveram a oportunidade de voltar porque são opositores do governo do PT. Mas, voluntariamente ou não, jamais voltaram a ocupar um cargo público que os colocasse na berlinda novamente. Armínio Fraga, Henrique Meirelles e Alcides Tápias, eram de empresas e interesses conhecidos. Essa informação torna possível monitorar, mesmo que parcialmente, o comportamento deles nos cargos públicos que ocuparam e ver se há relação com as empresas onde atuaram antes. Arida e Lara Resende. Ambos tiveram carreiras entremeadas entre funções públicas (nos governos Sarney e Fernando Henrique) e no mercado financeiro, como banqueiros/investidores. “Embora sejam fortes os indícios de anormalidades em relação ao acentuado aumento do patrimônio do ministro Antônio Palocci, chefe da Casa Civil do Governo Dilma, nem a Procuradoria Geral da República nem a Comissão de Ética da Presidência, atuando politicamente, veem elementos para investigar o caso. A apuração dos fatos, todavia, se faz necessária, diante do peso da denúncia feita no último final de semana pelo jornal Folha de S. Paulo: em apenas quatro anos, de 2006 a 20010, como deputado federal, viu seus bens se multiplicarem várias vezes, passando de declarados R$ 375 mil para mais de R$ 7 milhões ao assumir o posto atual, em 1º de janeiro deste ano. Seus vencimentos parlamentares, no entanto, limitaram-se a R$ 974 mil, brutos, no total. Diz o ministro que os ganhos vieram de uma firma sua de consultoria. Não se sabe, porém, para quem trabalhou esse empresa, que tipo de serviços efetivamente prestou aos clientes, e quanto faturou. Foi revelado, somente, que foi em nome dessa empresa, da qual ele possui 99,9% do capital, que Palocci adquiriu dois imóveis em áreas nobres de São Paulo: um conjunto de escritórios, por R$ 882 mil, e um apartamento residencial, por R$ 6,6 milhões. Este último, pago em duas parcelas, de R$ 3,6 milhões e R$ 3 milhões. Ou seja: uma transação típica de magnata, categoria à qual o ex-prefeito de Ribeirão Preto não parece pertencer. Surpreendido pela acusação, o Governo fez o de praxe: procurou blindar o titular da Casa Civil. O secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, tido como a segunda voz da presidente Dilma, logo veio a público dizer que Palocci já deu as explicações devidas, e o assunto está encerrado. Sem ter ainda completado seis meses e estando empenhado num duro combate contra a inflação, obviamente que será muito ruim para o Governo ver uma de suas figuras de proa envolvida em escândalo, daí a rapidez da "operação abafa". Tudo agora, portanto, ficaria na dependência do comportamento da oposição, de sua insistência em cobrar esclarecimentos. Quanto a isso, um balde de água fria veio do senador Aécio Neves (PSDB-MG) que pediu "serenidade" diante do episódio. Algo do tipo "vamos devagar". Se ocorrer realmente isto, Palocci poderá se safar, a menos que surjam novas revelações comprometedoras contra ele, o que não é improvável, em face de sua própria declaração, de que ex-ministros (da Fazenda, como foi) são "muito valorizados" no mercado. Por certo, sabe bem do que está falando. De qualquer forma, um flanco vulnerável se abriu na estrutura governista, e é impossível, por ora, prever seus desdobramentos. Mesmo mantido no cargo, Palocci inegavelmente perde força e vê diminuído seu raio de ação e de influência política. Uma situação comemorada nos bastidores por setores do PT que, contrários a ele, buscam ampliar seus espaços no poder.” “(Fonte: www.atribuna.com.br)”
O problema não está na ida para o governo, mas na ida e volta, que realimenta a interação entre os interesses públicos e privados. Mais do que isso não se pode concluir, apenas especular. Tudo depende de haver respostas às questões: 1) Quem foram os clientes atendidos por Palocci em seus serviços de consultoria? 2) Quando cada um desses contratos/serviços começou e acabou? 3) Quanto cada um pagou e por qual tipo de consultoria? 4) Esses ex-clientes ainda têm acesso ao redivivo ministro? 5) Algum dos ex-clientes tentou aproveitar a boa relação com o ministro para fazer lobby no atual governo, seja através dele ou usando seu nome?
Não quero aqui defender o terrorismo mas a notícia da morte de Bin Laden, leva-nos a observar que o Direito Internacional foi ostensivamente violado e a ação dos E.U.A foi um assassinato puro e simples (quase que podemos dizer que os E.U.A legitimaram as ações da Al-Qaeda e o próprio 11 de Setembro!) e a manifestação de regozijo dos americanos defronte a Casa Branca um ato de barbárie porque os criminosos devem ser presos, julgados e condenados. Isto é justiça civilizada. Como humanista e como cristão não posso de maneira alguma aceitar que a morte de uma pessoa possa ser motivo de festejo e alegria. Tenho ouvido muitas opiniões, umas mais racionais, outras claramente mais emotivas sobre uma morte sem corpo. Raramente na história da humanidade o corpo de um inimigo morto foi sepultado sem ser primeiro exposto ante os olhos do povo, para que não restassem dúvidas. Tenho ouvido também que a notícia possa ser falsa e que se trate de um embuste, uma encenação teatral de Barack Obama, pensando nas próximas eleições. O que realmente é merecedor de atenção e muita reflexão a respeito da ação norte-americana é o fato de ter sido realizada uma incursão em um país soberano, ao que se comenta sem conhecimento algum deste, às escondidas, para eliminarem uma pessoa por eles considerada um inimigo. Desta maneira, os E.U.A oficializam que, a partir de agora, qualquer País que considere como inimigo uma pessoa que resida em outro País, possa entrar na “calada da noite” nesse País para eliminar sumariamente o dito “inimigo”, sem sofrer qualquer sanção. Uma pergunta paira no ar: se os E.U.A, através de seus serviços de inteligência, sabiam onde estava Bin Laden por que razão não exigiram ao Paquistão que o entregasse/extraditasse? Por que razão não seguiram as vias diplomáticas habituais com o apoio dos países aliados e amigos, da União Européia (UE) e da Organização das Nações Unidas (ONU)?