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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Mais uma estrela...


"Resolvi escrever isso após ter recebido um "telefonema exclusivo" que me dava a infeliz notícia do desfecho do caso do rapaz (Lindemberg Alves) que mantinha a sua ex-namorada como refém. Na hora não tinha nada mais importante para fazer (assim como quem me deu a notícia por telefone).
A realidade é constantemente superada, pelos anseios do imoral e do mau costume. A vida própria se abriga em sua caverna, obsoleta e desprezível... Está lá, com a própria natureza humana.
Lustrar a miséria alheia, é mais conveniente na atualidade. A própria realidade não basta, nem as estrelas do céu! Ligamos a televisão em busca de novas tragédias... Criamos novas estrelas... Neste mundo de fantasias, de crianças grandes. E não queremos seres humanos... queremos bem menos! Porque o suficiente é muito, o muito é pouco e o pouco não queremos... É pouco ter a desgraça alheia... Queremos sê-la! Ver o brilho que fora borrado pela ditadura da hipocrisia; Se comover com o furo de reportagem; Olvidar aqueles incontáveis inaudíveis.
A própria realidade não basta, nem as estrelas do céu! Ligamos a televisão em busca de novas tragédias... Queremos criar novas estrelas... Neste mundo de fantasias, de crianças grandes. Da desgraça, juntos vemos as nossas vidas emergirem. Comendo pipoca, sádicos! Assim como fazemos cara feia ao contemplar varejeiras emergindo das nossas próprias fezes. No desespero, a esperança de ver algo novo, ver mais cor. Som e movimento também! Criamos estrelas moribundas, assim nos sentimos menos mortos......Pareja, Flora, Richtofen, Capitão Nascimento, Nardoni, Hannibal Lecter, você, Lindemberg, eu......realidade que vira fantasia que vira realidade... A própria realidade não basta, nem as estrelas do céu!
Ligamos a televisão em busca de novas tragédias... Criamos novas estrelas... Neste mundo de fantasias, de crianças grandes. Juntos apontamos as estrelas. Comendo pipoca, sádicos! Livres de culpa, com pinta de juízes, damos o nosso veredicto! A estrela, artificial, já moribunda, enfim sucumbe......e cai! Como uma varejeira, que criamos e a atingimos com inseticida. Nossas vidas então regressam às suas cavernas, "mais mortas"! A própria realidade não basta, nem as estrelas do céu!
Ligamos a televisão em busca de novas tragédias... Criamos novas estrelas... Neste mundo de fantasias, de crianças grandes."

Um comentário:

Anônimo disse...

Olá!!
Muito bom o texto...
Copiei para o meu blog tá??
Bjs
Samantha