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domingo, 27 de setembro de 2009

Batalha espiritual


“Existem pessoas que vêem satanás como que um segundo Deus. Tais pessoas aceitam em suas mentes a idéia de que a vida é um grande conflito entre forças opostas.
Uma boa parte de igrejas “evangélicas” adotam como estratégia um movimento, denominado de “batalha espiritual” e tem contribuído efetivamente com a propagação de um conceito que concede a Deus e ao diabo; poderes idênticos. Para estes, a vida é uma grande trincheira, onde o diabo e Deus defrontam-se de igual para igual pelas almas da humanidade.
Em tempos não muito distantes desta nossa vida atual, o maniqueísmo ensinava que o universo era dividido em duas forças antagônicas e irredutíveis: Deus ou o bem absoluto, o diabo ou o mal absoluto. Infelizmente por considerar o bem e mal, como forças idênticas em peso e poder, os pregadores desta doutrina rejeitavam/rejeitam a soberania de Deus sobre um inimigo de nossas almas.
Não é necessário ser um profundo estudioso dos textos bíblicos mas, nas Escrituras Sagradas, em texto algum podemos ler que existe um mundo dualista onde bem e mal protagonizam batalhas espetaculares cujo final é imprevisível. Antes pelo contrário, ainda que os textos bíblicos nos mostrem as ações ardilosas de um inimigo, as quais não devem ser desprezadas, eles jamais tratam do diabo como alguém que tem poder para se opor à vontade soberana de Deus.
De uma leitura bíblica, podemos observar que um Movimento de “batalha espiritual” nos moldes acima, compromete as doutrinas cristãs ortodoxas. Doutrinas como a soberania de Deus, a suficiência da obra da cruz para a salvação do ser humano, são comprometidas.
Hoje, podemos constatar na mídia (rádio e Tv) que os “pastores” ao invés de ensinarem ao seu povo sobre a soberania de Deus, o valor da intercessão, o poder do evangelho, estão ensinando o poder que o diabo tem e estratégias para combatê-lo.
O resultado disso, é que encontramos pessoas, cada vez mais, com medo do sobrenatural, outras considerando-se o ápice da espiritualidade, os detentores da revelação e, exacerbadamente, legalistas. O argumento comum para se explicar a ênfase que dão ao diabo é que o primeiro princípio de guerra, é se conhecer muito bem o inimigo. Concordo, em partes. A qualquer guerra, este princípio é fundamental; entretanto, a “batalha espiritual” que travamos já foi ganha na cruz do calvário. É claro que não devemos ignorar os ardis do inimigo, mas devemos nos aplicar a conhecer a Deus, e não ao diabo, pois, quanto mais conhecemos Àquele que servimos, percebemos que o diabo não passa de criatura, diante do Criador.
O povo de Deus tem perecido, não por falta de conhecimento de quem é o inimigo, mas por falta de conhecimento de quem é o Criador. Por isso, como nunca, precisamos de uma volta às doutrinas básicas da fé cristã e; para isso, precisamos orar para que Deus levante verdadeiros mestres que tenham compromisso com a verdade das Escrituras e não com o resultado das igrejas cheias para proporcionar ganhos financeiros.”

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