“Existe uma quantidade enorme de especialistas comportamentais renomados, respeitados, verdadeiros estudiosos defendendo seus respeitosos pontos de vista quanto a classificação das gerações humanas e seus comportamentos. Podemos observar nestes tipos de análises, mais uma tentativa de colocar grupos de seres humanos, classificados por faixa de ano de nascimento em caixinhas com comportamentos pré-definidos.
Interessante como tentamos explicar os "novos comportamentos" dos jovens que estão chegando ao mercado de trabalho, ou os "novos comportamentos" repreensíveis das crianças e adolescentes nas escolas, desreipeitosos, desordeiros, conversadores, inquietos, muitos, muitos mesmo diagnosticados com hiperatividade. Não sou especializado na área, mas já observei e trabalhei com tantas crianças com este diagnóstico que no fundo o que queriam era sair do lugar comum.
Adultos de 40 e poucos anos, aceitavam esta educação emburrecida de ficar sentado 4 à 6 horas por dia, dependendo da escola, ouvindo um adulto cheio de suas verdades absolutas falando, falando, falando, e depois nos avaliando, avaliando, avaliando. E bem na verdade, pouco importava, o que apreendíamos e praticavámos de fato de tudo que tínhamos ouvido, interessava se na hora da avaliação iríamos dar a resposta certa, e se respondíamos, ótimo, não se falava mais no assunto, e lá vinha, em outro bimestre, ou trimestre, ou ano, mais um tanto de um conteúdo idiota, limitador, conformado a nos ser apresentado e exigido.
Poucos ou quase nenhum educador, desafiando métodos, propondo novos aprendizados, permitindo interação.
Tentamos classificar e rotular, mas não atacamos a base dos problemas nos conflitos de gerações que é olhar para estas crianças e estes jovens e procurar humildemente aprender a lhes oferecer algo que de fato os desafie, os provoque a buscar conhecimento, mas conhecimento que de fato adicione valor aos seus VALORES, mas de fato, por que faríamos isto, formar jovens questionadores, jovens pensadores, jovens provocadores. E como lidar com tudo isto depois? Não! É mais fácil forçar a disciplina do silêncio, do não pergunte, do não questione.
Temos hoje um método de ensino que força o emburrecimento disciplinado de nossas crianças e jovens. De que adianta pesquisar e classificar o novo comportamento das novas gerações, se nada fazemos desde cedo para apoiar estas crianças e estes jovens em melhores formas de aprendizado, onde se construa o respeito pelo respeito que se dá a estas inteligências privilegiadas que já há algum tempo povoa nosso mundinho.
Gostaria de propor esta reflexão, reflexão baseada neste texto.
De que adianta classificar estas gerações? O que faremos com isto? De que forma apoiaremos estas criaturas maravilhosas que estão ai para nos apoiar, nos ensinar e compartilhar conosco deste planeta maravilhoso, que temos por hora o privilégio de habitar! “ (Baseado em texto de Valéria Graziano Gazzara)
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