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terça-feira, 23 de outubro de 2007

Floresta no asfalto


Você já viu uma árvore de mogno, uma sucupira, cedro, imbuia, pau-marfim ou caviúna?
Para a maioria das pessoas que mora nos grandes centros urbanos, o contato com essas e outras espécies da nossa flora só ocorre de forma indireta, ou seja, por meio de bens de consumo como móveis, armários, portas, janelas, pisos ou batentes.
E mesmo assim, você só saberá o nome da madeira que está comprando por meio do vendedor. Dificilmente esse conhecimento incluirá informações como a região de origem dessa árvore e a situação que ela se encontra na natureza.
Por isso, quando os meios de comunicação noticiam, como na semana passada, que o ritmo de desmatamento na Floresta Amazônica voltou a crescer em 2007 (cresceu 107% em comparação de 2006), poucos irão se sensibilizar. A floresta está distante, longe de nossos olhos, como se não fizesse parte de nossas vidas.
Em parte, isso resulta do desconhecimento que temos hoje sobre o patrimônio natural que nos cerca. Ninguém pode valorizar aquilo que não conhece. E quando não se dá valor, descarta-se como lixo.
Basta percorrer com olhos atentos as ruas da Cidade para se perceber a grande quantidade de restos de madeiras jogadas a céu aberto. Poucos poderiam imaginar que em meio a essas pilhas de aparente detrito, escondem-se raros fragmentos de nossas florestas, algumas das quais em franco processo de desaparecimento, outras já extintas. Em seus 5 milhões de km2, a Amazônia reúne cerca de 5 mil espécies de árvores, cuja exploração predatória, a falta de fiscalização e o desconhecimento da população (leia-se consumidores) resultam na destruição de 20 mil km2 a cada ano.
(Fonte: jornal A Tribuna de Santos - 22/10/07)

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