
Relógio de repetição, aquele cujo maquinismo é próprio para repetir as horas. (Também se diz, por ironia, das pessoas que se limitam a repetir o que dizem os outros.)
Vocês já repararam como há pessoas cujos comentários de hoje estão sempre baseados no noticiário da TV de ontem e cujas opiniões nunca são pessoais e sempre consequência das afirmativas alheias, geralmente um entrevistador ou qualquer figura midiática que se aproveita da popularidade para confundir os telespectadores e ouvintes? O que mais se vê por aí. Louras famosas passando-se por mestras de auto-ajuda ou apresentadores que surgem como arautos da verdade e do bem, numa mediocridade de assustar.
E que faz muito mal porque manipula os que se recusam a pensar por si ou que são fracos o suficiente para receber a influência desses aproveitadores, muitos chamados de “carismáticos” (fico trêmulo ao ouvir a palavra, tão mal empregada) ou “iluminados”. Em política, então, é o que mais acontece.
É lamentável porque torna tantos e tantos títeres sociais ou figuras sem identidade, conduzidas pelos marqueteiros de plantão. Só conseguimos nos encontrar com a nossa identificação quando sabemos organizar nossas ideias, de forma a confrontá-las com as propostas externas, ao invés de abafá-las pela velada imposição dos outros.
Essa é a saudável adequação ou a necessária adaptação, e não quando deixamos as influências formarem um falso pensamento em nós, um bloco de princípios e conceitos que não são nossos. É o que forma a capacidade de análise, síntese e dedução. De depurar as informações, o que realmente acrescenta, ilustra.
E com isso reforçar o querer, uma das maiores forças do ser humano. O biólogo inglês Ian Willmut (O homem que espantou o mundo em 1996 com o nascimento do primeiro mamífero clonado (a ovelha Dolly) a partir de uma célula adulta), em seu livro A segunda criação proclama o reforço do querer por si e não pela pressão externa. Ele mostra que as células sempre querem e nada é melhor para o organismo do que a determinação.
Mas, para se organizar essa benção que são as nossas ideias, é preciso um treinamento da capacidade de escolher, atentos ao que sentimos antes, durante e depois de cada escolha, afiando o ouvido para escutar a voz do coração.
Enquanto só repetimos ou aceitamos influências, nos tornamos mesmo relógios de repetição. E os outros fazem de nós o que quiserem. Triste, não?
(baseado em crônica de Luiz Gonzaga Alca de Sant’Anna)
Vocês já repararam como há pessoas cujos comentários de hoje estão sempre baseados no noticiário da TV de ontem e cujas opiniões nunca são pessoais e sempre consequência das afirmativas alheias, geralmente um entrevistador ou qualquer figura midiática que se aproveita da popularidade para confundir os telespectadores e ouvintes? O que mais se vê por aí. Louras famosas passando-se por mestras de auto-ajuda ou apresentadores que surgem como arautos da verdade e do bem, numa mediocridade de assustar.
E que faz muito mal porque manipula os que se recusam a pensar por si ou que são fracos o suficiente para receber a influência desses aproveitadores, muitos chamados de “carismáticos” (fico trêmulo ao ouvir a palavra, tão mal empregada) ou “iluminados”. Em política, então, é o que mais acontece.
É lamentável porque torna tantos e tantos títeres sociais ou figuras sem identidade, conduzidas pelos marqueteiros de plantão. Só conseguimos nos encontrar com a nossa identificação quando sabemos organizar nossas ideias, de forma a confrontá-las com as propostas externas, ao invés de abafá-las pela velada imposição dos outros.
Essa é a saudável adequação ou a necessária adaptação, e não quando deixamos as influências formarem um falso pensamento em nós, um bloco de princípios e conceitos que não são nossos. É o que forma a capacidade de análise, síntese e dedução. De depurar as informações, o que realmente acrescenta, ilustra.
E com isso reforçar o querer, uma das maiores forças do ser humano. O biólogo inglês Ian Willmut (O homem que espantou o mundo em 1996 com o nascimento do primeiro mamífero clonado (a ovelha Dolly) a partir de uma célula adulta), em seu livro A segunda criação proclama o reforço do querer por si e não pela pressão externa. Ele mostra que as células sempre querem e nada é melhor para o organismo do que a determinação.
Mas, para se organizar essa benção que são as nossas ideias, é preciso um treinamento da capacidade de escolher, atentos ao que sentimos antes, durante e depois de cada escolha, afiando o ouvido para escutar a voz do coração.
Enquanto só repetimos ou aceitamos influências, nos tornamos mesmo relógios de repetição. E os outros fazem de nós o que quiserem. Triste, não?
(baseado em crônica de Luiz Gonzaga Alca de Sant’Anna)
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