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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Mensalão


Milhões de reais do erário público já foram gastos e ainda estão gastando com o mensalão (ou melhor, o Pastelão), sem contabilizarmos o montante desviado ilegalmente por terceiros interessados em obras e contratos governamentais com o aval de políticos, apadrinhados em cargos de confiança e funcionários corruptos na máquina estatal.


É para ficar indignado quando se tem ciência do voto do revisor da ação penal 470 (em 2006, o então procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, denuncia 40 pessoas ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. A denúncia é a peça que o Ministério Público utiliza para que o Judiciário inicie o processo penal.) sobre as acusações a que responde o mensaleiro João Paulo Cunha (ainda tem a “cara de pau” de ser candidato a prefeito na cidade de Osasco/SP). Um discurso vergonhosamente direcionado em defesa de um bandido. Verdadeiro desrespeito à cidadania e que causa nojo e náuseas a qualquer cidadão de bem.

O ministro Ricardo Lewandowski declarou à imprensa que não está nada preocupado com a repercussão de seu voto inocentando totalmente o deputado do partidão João Paulo Cunha, porque um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) não pode ser pautado pela opinião pública. Mas pelo visto pode ser pautado pela opinião e/ou pela imperiosa vontade de Lula e José Dirceu, que não admitem outro resultado que não seja a inocência dos réus mensaleiros filiados ao PT. Os outros podem até se “lascar”, contanto que se realize a profecia de Lula que jurou “provar” que o mensalão nunca existiu. Pelo andar da carruagem neste STF, apenas quem não for político é que irá dançar.

Duas frases, são pertinentes neste momento, para que os senhores ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), leiam para meditarem:
a primeira é de Eugen Berthold Friedrich Brecht (dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX – 1898/1956): “Quem não conhece a verdade não passa de um tolo; mas quem a conhece e a chama de mentira é um criminoso”.
A segunda é de Paolo Mantegazza (neurologista, fisiologista e antropólogo italiano, notável por ter isolado a cocaína da coca, que utilizou em experimentos, investigando seus efeitos anestésicos em humanos. Também é conhecido como escritor de ficção, 1831/1910): “A honra nunca se ofende impunemente – nunca existe pela metade: se inteira, é forte; ferida, está morta”.

Lamentável a postura do ministro Lewandowski: não estar preocupado com a repercussão de seu voto é demonstração cabal de seu desinteresse pelo País no qual ocupa cargo de grande importância. Deveria, então, apresentar sua exoneração desse posto e sair pela porta dos fundos.

Esperamos que após o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) possamos ver quem é ou quais são os bandidos encastelados nos Poderes da República e não a famosa "pizza" dos escândalos palacianos.

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