quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Que austeridade é esta?
Como fica a política de austeridade que a situação atual, no Brasil, demanda? Esse pessoal já ganha muito e não tem dado o devido retorno à sociedade.
O cenário atual é o de um país que não tem Forças Armadas que honrem a sua tradição; Justiça que não é zelosa e imparcial; Congresso que não representa o povo e não tem um Executivo comprometido com os destinos do país. Governo que pratica somente o ditado: “Se a farinha é pouca, o meu pirão primeiro”. Essa é a lógica dos poderes desta república falida.
Para esses que estão no poder ou para os países comunistas não falta dinheiro. Já para o miserável aposentado da iniciativa privada (recebe um aumento de 6,23%) e trabalhador na ativa (salário mínimo, um aumento de 8,84%), a explicação é outra. Não há dinheiro suficiente para lhe fazer justiça. Esse governo destrói/destruiu a economia do país, e com isso sinaliza um ano difícil, mas não para si e sim para o povo. Para os do STF (Supremo Tribunal Federal) e PGR (Procuradoria Geral da República) um aumento de 14,6%. E, em consequência, virá o efeito cascata. Promotores, procuradores, senadores, deputados federais, estaduais, prefeitos e vereadores, todos serão reajustados e beneficiados neste "Brasil, Pátria Educadora". A diferença entre os que estão no poder e a maioria do povo é abismal.
Dizem os defensores do poder que o juiz brasileiro é produtivo e foi cuidadosamente selecionado. O que se produz realmente nos tribunais brasileiros é muito pouco, quase tudo na base do recorta e cola, sem falar no trabalho que é prestado clandestinamente por assessores e servidores desviados de suas funções. O conhecimento real do juiz, no sentido de bem resolver a lide, também é outro ponto fraco.
O juiz brasileiro não conhece seu povo, não se preocupa com as consequências da decisão, não se importa com a necessidade de fazer cumprir a lei. Questionados, processam os críticos, e sempre ganham com base no corporativismo. A soma entre esse aumento que agora foi dado aos magistrados mais o roubo puro e simples ao Erário representado pelo famigerado "auxílio-moradia" seria suficiente para aumentar o número de julgadores em ao menos 15%. Isso daria mais agilidade aos processos, mais tempo para se refletir sobre as decisões, inclusive liberando para suas funções originais servidores judiciais que são postos a decidir no lugar do juiz, ao passo que propiciaria inserção no mercado de trabalho. Mas, seguindo-se a cartilha de dominação do autointitulado "Partido dos Trabalhadores", que está destruindo essa Nação, optou-se por encher ainda mais a burca de quem está literalmente nadando no dinheiro, considerando a realidade econômico do País em prol de um projeto que busca decisões parciais.
Vivemos em uma sociedade onde não se almeja criar, aprimorar. Ninguém quer ser um Bill Gates, um Steve Jobs ou criar um Google da vida. Criar, empreender, para que, não é mesmo? Se o governo irá tungar o máximo que puder dos empreendedores para poder bancar o bonzinho com alguns eleitos. Várias empresas estão deixando o Brasil. Outras nem pensam em vir para cá. Afinal, não gostamos de riscos. Os outros que o façam para nós pagarmos as contas.
Em um país carente de tudo, o grande sonho é ser funcionário público de alto escalão. Uma nação eternamente "em desenvolvimento", com cidades sem água por falta de planejamento e outras onde o sistema de esgotamento sanitário nunca chegou. Fadado a ser sempre um país periférico e produtor de commodities. E sentindo orgulho deste atraso. O resto é "recalque" e "inveja", como adoram escrever alguns. Ok. Quem planta vento colhe tempestades. Isto ainda serve para qualquer pessoa ou país. Não mudou e nem mudará. Vamos ver o que nos reserva no futuro próximo.
O que eu mais tenho medo nessa escalada alucinada do autointitulado "Partido dos Trabalhadores" por dominar a tudo e a todos é como eles vão arrumar o dinheiro para bancar o descalabro que domina a ação do grupo. Desde que Lula se convenceu há 15 anos que deveria chegar ao poder de qualquer forma, fazendo o que fosse necessário independentemente de qualquer regra moral ou ética, a estratégia tem sido inundar de dinheiro a vida de pessoas fracassadas profissionalmente. Quanto maior a colaboração do sujeito com o projeto de dominação da "cumpanheirada", mais dinheiro ele tem no bolso, independentemente de sua capacidade de produzir algo de útil à Nação de acordo com as regras de comportamento universalmente aceitas.
Nós nunca tivemos tantos inúteis e desclassificados de todas as espécies com tanto dinheiro no bolso, bancados pelo Estado ou através de outros meios ligados ao PT (vide os esquemas na Petrobrás e em outros locais que ainda não sabemos...). Essa opção refletiu no que se paga aos servidores públicos, e a despesa governamental nessa área passou a ser a maior despesa governamental, um dos maiores orçamentos do mundo em que pese o fato de que o serviço público no Brasil é deploravelmente ruim em todas as esferas. Assim, sabendo que o dinheiro vicia mais do que qualquer entorpecente químico, o PT só tem como prosseguir distribuindo mais e mais dinheiro aos agentes do Estado. Eles querem mais, sempre mais, sem limite ou sem teto. Assim, em época na qual direitos sociais consagrados estão sendo ceifados para bancar o descalabro que domina a Administração Pública Federal, o direito de propriedade corre sério risco no País pois se a torneira estancar, os petistas caem no dia seguinte.
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