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sexta-feira, 25 de maio de 2007

Impedir o pior

Puro assombro. Esta a reação diante da invasão da Usina Hidrelétrica de Tucuruí por manifestantes ligados ao movimento dos atingidos pela barragem e integrantes da Via Campesina. É mesmo de causar espanto a facilidade com que os invasores ocuparam as instalações, que, pela importância do sistema, deveriam merecer a mais completa segurança. No entanto, o local foi tomado de assalto por um grupo de baderneiros e irresponsáveis, que não se privaram de apertar botões a esmo, como se participassem de alguma espécie de jogo. Uma brincadeira que poderia ter custado muito caro ao País, que correu o risco de ser privado da energia lá gerada.
Não é de hoje que facções de esquerda, como o MST, planejam e executam suas ações praticamente sem nenhum empecilho. Agem com liberdade, causando embaraço ao Governo que, todavia, pouco faz para reprimi-las. É claro que, numa democracia, todos têm direito de expor suas causas e de defendê-las. Mas isto de forma ordeira e pacífica, sempre observando a legislação, e não como insurgentes a desafiar a ordem estabelecida.
E se hoje esses grupos tomam Tucuruí, assim como já invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o que mais podem fazer? Cabe ao Governo, respeitando o direito de todos, impedir que ações ainda mais dramáticas venham a ocorrer. (Fonte: Jornal A Tribuna de Santos - 25/05/07)

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Essa é boa!!!

Nos EUA fabricaram uma máquina que apanha ladrões, testaram em New York, em 5 minutos apanhou 1500 ladrões; levaram pra China, em 3 minutos apanhou 3500; na África do Sul em 2 minutos apanhou 6000 ladrões...
Trouxeram para Brasília, em 1 minuto, ROUBARAM a MÁQUINA !!!

terça-feira, 22 de maio de 2007

Reelegeu, agora agüenta...

Os brasileiros terão de trabalhar até sábado, dia 26/05/2007, somente para o pagamento de tributos neste ano aos governos federal, estaduais e municipais. Desde 1º de janeiro, em média serão 146 dias de trabalho -um dia a mais do que o tempo gasto em 2006, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário.

sábado, 19 de maio de 2007

A crítica pela crítica

Certa vez li uma frase que me chamou a atenção: “Se souber fazer melhor – faça! Assinado: Aquele que fez quando não havia ninguém para fazer”. Essas palavras me levaram a refletir profundamente. É impressionante o elevado número de pessoas sempre prontas a criticar, em comparação com uma ínfima parcela disposta a realizar e servir.
O que mais machuca, entretanto, é a forma como as pessoas que nada fazem criticam as que deixam sua própria vida de lado para fazer algo destinado ao bem comum. Isso é muito feio! A crítica pela crítica é a arma usada por quem só quer destruir o que vem sendo construído. Você consegue fazer melhor do que o outro? Ótimo; significa que nasceu com talentos exclusivos e potencialmente produtivos. Então, faça! E pare de ficar criticando o trabalho que julga ter sido mal feito. Falar é coisa que qualquer criança com pouco mais de um ano consegue.
Fazer é algo bem diferente, e está atrelado ao nosso desejo de sair da inércia à qual estamos acostumados. Atirar pedras em vidraças é fácil. Difícil é arregaçar as mangas e dispor de tempo próprio para dedicar-se aos demais.
Fico aborrecida quando noto pessoas egocêntricas, e normalmente folgadas, tomarem conta dos resultados de projetos alheios. Estão sempre dispostas a criticar, principalmente quando algo dá errado. Malham o “Judas” que teve a iniciativa de tentar, quando todo mundo se acovardou e preferiu ficar assistindo de camarote o circo pegar fogo. Isso é detestável e ao mesmo tempo tão comum, não é mesmo? Precisamos acabar com essa atitude mesquinha. Se você não concorda com algo, faça alguma coisa diferente.
Ou vai ficar apenas apontando o dedo e rosnando para quem teve a iniciativa de fazer? Esse tipo de crítica não serve. Quando alguém me diz que algo não está bom, eu logo pergunto: O que você sugere? Se a pessoa não tem resposta, sequer deveria ter falado alguma coisa, pois não se destrói algo para dar “nada” em troca.
Temos em nosso meio diversas pessoas que se consideram entendidas e muito capazes. Já imaginou como o mundo seria melhor se todas elas resolvessem colocar seus talentos a serviço da coletividade? Seria uma verdadeira benção! Mas, por que será que não fazem isso? Por que será que ao invés de usarem suas habilidades para ajudar os demais, preferem soterrá-los com centenas de críticas maldosas?
Como será que o mundo ficaria se todos os que são severamente criticados simplesmente deixassem de realizar o trabalho que executam pelo fato dele não estar sendo de agrado de meia dúzia de entendidos confortavelmente instalados em suas poltronas? Penso que seria o caos. Portanto, tenho algumas palavras para aqueles que têm sido criticados em suas tentativas de melhorar seu ambiente doméstico, seu trabalho, sua cidade, seu país, ou até o mundo. Nem Jesus, agradou a todos! (Maria Regina Canhos Vicentin)

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Reflexos da queda da moeda americana

... Quem ganha
A queda da moeda norte-americana favorece diversos setores da economia brasileira. No turismo, por exemplo, o consumidor tem maior poder de compras no exterior, o que incentiva as viagens internacionais. De acordo com o Banco Central, os gastos dos turistas no exterior somaram US$ 5,8 bilhões no ano passado, ante US$ 4,7 bilhões em 2005. O valor do ano passado foi o maior desde 1998, quando o dólar valia cerca de R$ 1,00. A valorização do real também torna os produtos importados mais baratos, uma boa oportunidade para adquirir produtos provenientes principalmente da China.

... Quem perde
Já as exportações são as mais afetadas negativamente pela queda na cotação do dólar. Os produtos brasileiros ficam mais caros nos mercados internacionais, o que tira a competitividade da indústria brasileira, prejudicando os embarques. O setor agrícola também perde muito com o real valorizado, por ter boa parte de suas vendas atrelada à moeda norte-americana. O câmbio afeta diretamente a rentabilidade dos produtores e tem sido acusado de ser, nos últimos anos, um forte agravante da crise enfrentada pelo setor. Já o dólar mais barato reduz os gastos de insumos como com fertilizantes.
Conclusão: Uns ganharão muito, outros ficarão no prejuízo. O prejuízo com certeza acabará sendo pago por uma grande parte da população.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

domingo, 13 de maio de 2007

Que diabo de fé é a nossa? (Frei Betto)

Em tempos de visita papal, convém fugir um pouco do shownalismo (como é chamado o jornalismo que faz da notícia espetáculo) e falar do essencial: a fé. Às vezes me pergunto se a humanidade tem mesmo avançado. Nos tempos primevos, ensina Fustel de Coulanges, cada família cultuava seus deuses domésticos. Ninguém invejava o deus do vizinho, nem tinha a pretensão de impor a ele o deus de suas crenças. A menos que a filha fosse se unir em casamento ao filho do vizinho. Nesse caso, ela se via obrigada a renegar seus deuses familiares e aderir de corpo e alma aos deuses cultuados – o qual exercia também a função de sacerdote.

Como disse seu Apolônio, meu mecânico, com quem converso essas coisas enquanto o vejo limpar o carburador, “o povo antigo não tinha fé, tinha fezes”. Minha avó era mais contundente ao ver minha preguiça de levantar cedo no domingo para ir à missa: “Que diabo de fé é sua?”

A coisa começou a complicar quando o politeísmo se viu ameaçado pela contra-reforma monoteísta ocorrida no Egito a partir de 1.400 anos antes da era cristã, graças ao faraó Akhenaton e ao rebelde hebreu Moisés. A antiga e tradicional democracia divina, com cada deus satisfeito com a sua respectiva cota de poder, acabou desbancada pelo monopólio da fé. Nasceu, então, uma divisão que jamais a humanidade conhecera antes: de um lado, os fiéis; de outro, os idólatras – que, segundo os primeiros, acreditavam em falsos deuses.

A humanidade ainda não tinha conhecido o fenômeno do ateísmo. Essa foi a primeira reação fundamentalista registrada pela história: o deus de uma nação, além de ser o principal, é promovido também a ser o único. Portanto, a crença em um decreta a descrença e o descrédito de todos os demais deuses. Só a única e verdadeira fé permite o acesso ao único e verdadeiro Deus.

Daí nasceu a distinção entre o verdadeiro e o falso. E, em nome do verdadeiro, a religião passou a recorrer à violência, que parece uma antinomia. Mas quem pensa nisso quando se encontra imbuído de que deve impor aos demais a verdade, ainda que a ferro e fogo? Sobretudo quando se está convencido de que autoridade e verdade é mais do que uma rima. (De fato, é uma tragédia.) A modernidade veio salvar a religião de sua presunção de ser a única depositária da verdade. Hoje, cremos muito mais na verdade científica, empírica e matematicamente comprovada, que nas verdades religiosas. Quem duvida da existência de um trio de quarks na intimidade do átomo, embora não haja telescópio que nos permita vê-lo? No entanto, nossos aparelhos eletrônicos funcionam. Para muitos, funcionam miraculosamente, como o fax, o tempo real da @ e o celular. Mas quem tem absoluta certeza de que há vida depois da morte? Ninguém. No máximo, temos fé. Ora, direis espantado, estaria este heterodoxo frade da Teologia da Libertação reivindicando a volta do politeísmo?

Nada disso. Desejo apenas a tolerância, como a praticada por Jesus, que jamais criticou a fé da mulher fenícia ou a do centurião, nem impôs como condição a suas curas a prévia adesão à sua crença. A mim, o que espanta é constatar a nova modalidade de Politeísmo: lá em cima, num céu abstrato, o deus no qual cremos; aqui embaixo, os deuses aos quais de fato prestamos devoção: o dinheiro, o poder, o consumismo, que nos consome e consuma. E essa crença rigorosa de que fora do capitalismo não há salvação, embora dois terços da humanidade não tenham acesso aos bens que ele oferece. O cerne da questão é bem mais embaixo: cremos em Deus e nos bens finitos que nos etiquetam socialmente, mas não no próximo. Religião, sim; amor, não, exceto o que aumenta a nossa cota de satisfação e prazer. Toda a nossa lógica sistêmica cultua o mercado, a propriedade privada, o dinheiro aplicado, o crescimento do PIB, o aumento das exportações, o rigor fiscal, sem a menor preocupação para com os sem-terra, sem-teto, sem-escola, sem-saúde e sem-identidade. Em nome de Deus, passamos indiferentes por aqueles que têm fome, têm sede e são imagens vivas de Cristo, conforme o evangelho de Mateus (25, 31-44). Ora, quem dispõe de tempo para prestar atenção naquele que se encontra dependurado numa cruz, atrapalhando o nosso programa de domingo? Alguma ele andou aprontando...