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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Todo ser humano merece respeito


“Independentemente de crença, de raça, de sexo, de posição social, de condição econômico-financeira, de cultura, e até mesmo de idade, em verdade, todo ser humano merece respeito.
Lamentavelmente, nem sempre tem sido assim, uma vez que continuam a prevalecer em nosso meio, em nosso planeta Terra, o orgulho e o egoísmo, sem dúvida alguma as duas maiores chagas da Humanidade.
Recorrendo ao dia-a-dia, desde logo veremos como ainda é forte a presença do egoísmo e, por conseguinte, da falta de respeito ao semelhante.
Com efeito, para exemplificar, quando furamos a fila, seja do que for, estamos partindo do pressuposto de que o nosso tempo é mais importante do que o dos outros, que chegaram antes, e sobretudo estamos agindo em completo desrespeito às mais comezinhas regras de convivência em coletividade, ainda que não escritas.
De igual modo, se vamos a um teatro assistir a uma palestra e, além do lugar que ocupamos, colocamos qualquer objeto no assento ao lado com o intuito de guardá-lo para um amigo que está atrasado, evidentemente estaremos nos comportando com reprochável egoísmo, em detrimento de outras pessoas, que já chegaram àquele auditório, mas que não podem se utilizar dos assentos porque já estão "ocupados". Egoísmo e falta de respeito.
São milhares os exemplos, que estão ao nosso derredor, de egoísmo e de orgulho, assim como de sua filha predileta, a vaidade.
E é facílimo concluir que todos querem ser respeitados, tanto assim que o brocardo popular diz que "respeito é bom e eu gosto". Todos gostam.
Se assim é, de todo conveniente que perguntemos: o que será preciso fazer para introduzir o respeito entre nós, de modo generalizado?
Pensamos ser indispensável que cada um enxergue no próximo um irmão e faça a ele o que gostaria que ele lhe fizesse, respeitando-o sempre, quaisquer que sejam as circunstâncias, os fatos e a situação.
Será excelente se conseguirmos nos colocar com exatidão no lugar do outro, procurando pensar como ele, em melhores condições de entendimento, portanto, particularmente no que tange ao modo como desejaríamos ser tratados.
É claro que esse aprendizado é lento e há de ser alcançado de maneira gradual, com o emprego de nossa vontade férrea de acertar e com os formidáveis recursos da disciplina e da determinação para alcançar esse desiderato.
Mas, que não percamos de vista, não há nenhuma razão para desânimo, uma vez que a própria Natureza não dá saltos, de maneira que tudo se consegue devagar, devagarinho, a pouco e pouco.
É importante, importantíssimo, assim, que cada um faça a sua parte e faça-a bem, com o máximo de esmero, com o que estará prestando notável contributo para a harmonia e para o equilíbrio das relações humanas!
E o respeito começa em nós, em nossa intimidade, sendo necessário respeitar-se para respeitar a outrem, razão pela qual uma das bandeiras que devemos empunhar é a reforma íntima, para melhor, buscando-se transformar quanto possível o ser humano velho que insiste em prevalecer em nossas atitudes e decisões.
O respeito há de ser geral, respeito à própria vida e à sua preservação, respeito à Natureza, respeito aos animais, aos vegetais e aos minerais, mas, sobretudo, respeito ao ser humano, essa complexa criatura de Deus, que um dia atingirá a perfeição relativa e a felicidade suprema, destino final de todos nós.
Todos aspiramos ser respeitados. Respeito é bom, é ótimo, e dele todos nós gostamos. Está em nossas mãos obtê-lo. Em nosso próprio benefício, assumamos um auto-compromisso: a partir de agora, deste exato instante, procuraremos agir com respeito, com profundo respeito, com respeito sempre!”

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Simpatia Com o Diabo

Prazer em conhecê-lo. Eu sou lúcifer.
Por gentileza, permita-me apresentar.
Sou um homem rico e de bom.
Estou por aí já faz alguns anos.
Roubei as almas e a fé de muitos homens.
Estava lá quando Jesus Cristo teve seu momento de indecisão e dor.
Certifiquei-me de que Pilatos lavasse suas mãos e selasse seu destino.
Estava por perto em São Petersburgo quando vi que estava na hora de uma mudança.
Matei o Czar e seus ministros.
Anastácia gritou em vão.
Pilotei um tanque, usei a patente de general quando as blitzkrieg urgiam e os corpos fediam.
Assisti com orgulho enquanto seus reis e rainhas lutaram por dez décadas pelos deuses que eles criaram.
Gritei bem alto: "Quem matou os Kennedys?", quando afinal de contas foi apenas você e eu. Deixei armadilhas para trovadores que morreram antes de chegarem a Bombaim.
Prazer em conhecê-lo.
Espero que adivinhem o meu nome.
Mas o que está te confundindo? Esta é a natureza do meu jogo.
Assim como todo policial é um criminoso e todos os pecadores santos, e as cabeças são caudas, basta me chamar de Lúcifer, pois estou precisando de algumas restrições.
Então, se me encontrar, seja cortês, seja simpático e tenha bom gosto.
Use de toda etiqueta que conhece, ou então tomarei sua alma.


Observação do blog: Esse texto, é a tradução da música Sympathy for the Devil (Simpatia Com o Diabo), trilha sonora das demoníacas novelas Celebridades e Vamp, da rede Globo. A inserção deste texto visa mostrar que o mundo espiritual é mais real do que podemos imaginar, e quão destruidor é o poder maligno das novelas.

"Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar" (I Pedro 5. 8)

domingo, 27 de setembro de 2009

Batalha espiritual


“Existem pessoas que vêem satanás como que um segundo Deus. Tais pessoas aceitam em suas mentes a idéia de que a vida é um grande conflito entre forças opostas.
Uma boa parte de igrejas “evangélicas” adotam como estratégia um movimento, denominado de “batalha espiritual” e tem contribuído efetivamente com a propagação de um conceito que concede a Deus e ao diabo; poderes idênticos. Para estes, a vida é uma grande trincheira, onde o diabo e Deus defrontam-se de igual para igual pelas almas da humanidade.
Em tempos não muito distantes desta nossa vida atual, o maniqueísmo ensinava que o universo era dividido em duas forças antagônicas e irredutíveis: Deus ou o bem absoluto, o diabo ou o mal absoluto. Infelizmente por considerar o bem e mal, como forças idênticas em peso e poder, os pregadores desta doutrina rejeitavam/rejeitam a soberania de Deus sobre um inimigo de nossas almas.
Não é necessário ser um profundo estudioso dos textos bíblicos mas, nas Escrituras Sagradas, em texto algum podemos ler que existe um mundo dualista onde bem e mal protagonizam batalhas espetaculares cujo final é imprevisível. Antes pelo contrário, ainda que os textos bíblicos nos mostrem as ações ardilosas de um inimigo, as quais não devem ser desprezadas, eles jamais tratam do diabo como alguém que tem poder para se opor à vontade soberana de Deus.
De uma leitura bíblica, podemos observar que um Movimento de “batalha espiritual” nos moldes acima, compromete as doutrinas cristãs ortodoxas. Doutrinas como a soberania de Deus, a suficiência da obra da cruz para a salvação do ser humano, são comprometidas.
Hoje, podemos constatar na mídia (rádio e Tv) que os “pastores” ao invés de ensinarem ao seu povo sobre a soberania de Deus, o valor da intercessão, o poder do evangelho, estão ensinando o poder que o diabo tem e estratégias para combatê-lo.
O resultado disso, é que encontramos pessoas, cada vez mais, com medo do sobrenatural, outras considerando-se o ápice da espiritualidade, os detentores da revelação e, exacerbadamente, legalistas. O argumento comum para se explicar a ênfase que dão ao diabo é que o primeiro princípio de guerra, é se conhecer muito bem o inimigo. Concordo, em partes. A qualquer guerra, este princípio é fundamental; entretanto, a “batalha espiritual” que travamos já foi ganha na cruz do calvário. É claro que não devemos ignorar os ardis do inimigo, mas devemos nos aplicar a conhecer a Deus, e não ao diabo, pois, quanto mais conhecemos Àquele que servimos, percebemos que o diabo não passa de criatura, diante do Criador.
O povo de Deus tem perecido, não por falta de conhecimento de quem é o inimigo, mas por falta de conhecimento de quem é o Criador. Por isso, como nunca, precisamos de uma volta às doutrinas básicas da fé cristã e; para isso, precisamos orar para que Deus levante verdadeiros mestres que tenham compromisso com a verdade das Escrituras e não com o resultado das igrejas cheias para proporcionar ganhos financeiros.”

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Bisbilhotar a vida dos outros (Atama Moriya)

Por que os seres humanos adoram bisbilhotar a vida dos outros e sempre que possível analisar os defeitos dos outros e julgar também? Por que este interesse exagerado sobre a vida alheia?

Encontrar defeitos no ser humano, quem quer que seja, é muito fácil. Não existe ninguém na face do planeta Terra, encarnado ou desencarnado que não tenha defeitos para serem apontados. Ah, sim, todo mundo adora ficar apontando com o dedo os defeitos dos outros, aliás, o ser humano de hoje especializou-se nisto, afinal é o quase somente isto que encontramos na mídia.
Se Mozart estivesse vivo seria alvo de milhares de críticas, principalmente pela vida um tanto bastante diferente que levava, Salieri seria manchete como plagiador, e não foi. Wagner, um despeitado, Lizt um louco de músicas fúnebres, e assim por diante.
Por que o ser humano se interessa tanto pela vida alheia e não dá a mínima atenção para si mesmo e seus próprios defeitos? Age sempre como se fosse o mais nobre dos humanos, julga os outros impiedosamente, faz incríveis manchetes na mídia sobre a vida pessoal das outras pessoas, perseguem pessoas com os “paparazzis” e desejam mesmo desvendar os aspectos mais íntimos e pessoais dos outros. Que importância teria informações pessoais de outras pessoas para si mesmo? Nenhuma, a bem da verdade. Absolutamente nenhuma, tenham a certeza.
Já nos ensinavam os grandes seres que passaram por aqui: “conheça a ti mesmo, e conhecerás a Deus” e outros tantos que complementaram: “conheça a ti mesmo primeiro e não os outros”.
E mais, Jesus Cristo ensinava: “não julgueis para não serdes julgado” e muito sabiamente diga-se, isto porque, pela lei do universo, lei do equilíbrio e da harmonia plena, da mesma forma que julgardes alguém, também será julgado com o mesmo ardor e ímpeto de que fez uso.
O ser humano é um criança sob o ponto de vista de evolução do psico-mental conforme ensina a teosofia, todavia, já é passada a hora de amadurecer um pouco mais, de usar a mente racional e controlar seus ímpetos infantis.
A mídia é composta de seres humanos, e igualmente à busca também de apenas sucesso e dá uma ênfase toda especial sobre aspectos pessoais dos outros, e isto é que dá o ibope que pretendem. Entretanto, se não forem os primeiros a evoluírem um pouco fugindo desta passionalidade infantil, dependemos que cada vez mais os outros seres humanos possam compreender e mudar suas atitudes pessoais.
Eu já ouvi falar que pessoas que trabalham na mídia afirmam taxativamente que programas são de baixo padrão porque o povo é “burro” e para ter ibope tem que produzir coisas ruins mesmo. Ninguém é burro, porém, talvez tenham razão quanto ao tipo de programação, afinal a gente vê que a TV Cultura que é boa dá traços no ibope.
Porém, penso que cresce a cada dia o número de pessoas não alienadas; pelo menos é o que percebo numa visão macro, mas são poucas ainda.
Percebe-se que esta cultura de massa, não é influenciada somente pelo grau de cultura e conhecimento do povo, posto que falar da vida alheia dá audiência em qualquer país, seja rico ou pobre, então, esta alienação cultural considero que está intimamente ligada ao grau de consciência do ser humano atual como resultado dos valores éticos e morais da civilização terrestre como um todo, como resultado de uma globalização que também exporta contra-culturas.
Há um eterno jogo de equilíbrio entre espiritualidade e seus valores e a materialidade e suas recompensas, e da soma destes fatores, sempre desequilibradamente, obtemos a cultura básica de cada civilização. Para evoluir precisamos mesmo dos desequilíbrios, das contestações, das dúvidas, da descrença com a crença, dos mistérios, dos equívocos, dos erros, dos falsos conceitos, os quais vão sempre impulsionando o homem em seus questionamentos de vida, e a cada tentativa de encontrar respostas melhores ele acaba enunciando novos conceitos que vão servir até alguém encontrar outros melhores que os anteriores.
Estamos em final de um ciclo de baixa na humanidade, onde todos os valores humanos estão sendo questionados, as culturas estão sendo questionadas, as religiões estão sendo questionadas, o ateísmo está em cheque, os políticos estão sendo cobrados, os valores e os seus juízos estão mudando a cada segundo e tudo indica que o ser humano, que sempre evolui lentamente irá mudar também, afinal é um mutante humano que quando questionado, jogado contra a parede, evolui, pela dor ou pelo amor.
As civilizações que hoje dominam culturalmente outras civilizações serão as primeiras a sofreram uma grande mudança porquanto, até por razões matemáticas tendem a desaparecer como conjunto de valores culturais, valores estes que serão substituídos por outros forçosamente até também pelo desaparecimento paulatino e decisivo dos pais culturais diante de uma taxa de natalidade inferior a 2. Matematicamente a mudança não tarda a ocorrer em mais três a cinco gerações futuras.
Assim também está ocorrendo no Brasil, onde devido às grandes imigrações de outros povos estamos mudando os nossos valores culturais, e para melhor, principalmente a partir do século passado. Claro está que recebemos atualmente grandes influências externas de outras culturas que predominam no mundo, mas também seremos capazes de criar uma outra ainda miscigenada de todas, e com melhores valores éticos e morais também. E a taxa de natalidade aqui é ainda superior a 2. Pior não é possível, porque o homem sempre caminha para frente, embora que muitas vezes ao longo de sua história seja de maneira tímida e quase imperceptível num espaço de tempo curto de uma geração apenas e mesmo que muitas vezes tenhamos a impressão que estamos andando para trás.
Há várias razões pelas quais o ser humano interessa-se por demasia pela vida dos outros, e principalmente na busca de defeitos para que possam julgá-los, mas no fundo, todas as razões têm uma causa original e está no princípio do egoísmo, que faz parte da própria criação da personalidade, e por sermos muito jovens, ainda não aprendemos como lidar de maneira positiva com este princípio existencial. Certamente isto é muito difícil de compreender, embora entendível, mas vamos prosseguindo neste tema no futuro, assim como já me referi diversas vezes em outros textos sobre o egoísmo que faz parte da criação divina e com o propósito de nos mantermos sempre em evolução.
Sem o ego não podemos existir, e aprender a lidar com ele vivendo dentro de nós mesmos, conosco mesmo, como parte de nós integrante e inseparável faz a diferença; toda a diferença daqueles que estão no caminho para o crescimento de sua consciência com outros que continuam dormitando alegremente vivendo os dramas e felicidades dos outros, esquecendo-se que a prioridade deveria ser somente a sua própria vida, viver profundamente a sua própria experiência e aprender com elas como conhecer a si próprio e não os outros.
E, em tempo, tantos as virtudes e os defeitos quando conseguimos enxergar nos outros acontecem porque estas mesmas virtudes e defeitos existem dentro de nós, e portanto, cuide primeiro de si mesmo, se achar que deve fazê-lo a seu próprio bem.
Excetuando-se os grandes seres humanos da hierarquia divina, todos os demais não estão aqui para consertar ou mudar os outros, mas consertar a si mesmo. Permita que os outros se consertem a si mesmos e transformem-se sozinhos através de suas experiências de vida.
Permita que os outros tenham os seus próprios pensamentos e conclusões. Permita que os outros tenham as suas próprias crenças, verdades pessoais e atitudes e torne-se assim senhor do seu próprio destino e não dos outros.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Confiou demais?


“Talvez nos decepcionemos tanto porque depositamos em algo ou alguém uma confiança excessiva, esquecendo as limitações próprias a tudo o que é humano.
Com muita frequência ouvimos e lemos sobre um sentimento que parece se instalar e alastrar em muitos níveis de nossa existência: o sentimento de desconfiança, em geral acompanhado pelo sentimento de desolação e desesperança. Os acontecimentos na política nacional, os fenômenos da natureza, como os furacões e enchentes, o tsunami na Ásia, entre outros episódios de menor repercussão pública, têm sido apontados como razão desse sentimento de desconfiança e desesperança. Algumas personalidades afirmam que estes fatos reforçam o sentimento de desolação e “desmapeamento” que caracteriza o ser humano contemporâneo. Não existem mais grandes certezas, nem utopias...
É muito complicado viver sem poder confiar. É muito bom poder confiar em alguém. Isso nos dá contenção, nos permite relaxar e usar nossa criatividade para sonhar e planejar. Para viver, necessariamente, precisamos ter uma confiança em algo ou alguém, senão nos desesperamos.
Porém, por isso mesmo, muitas vezes sofremos muito. Pessoas ou instituições sobre as quais depositamos nossa confiança podem nos decepcionar. Isso também é inevitável. Geralmente esquecemos disso, ou não queremos sabê-lo. Penso que talvez nos decepcionemos tanto porque confiamos demais. Depositamos em algo ou alguém uma confiança excessiva, esquecendo as limitações que são próprias a tudo o que é humano. E isso é uma projeção, uma fantasia que ninguém pode, nem precisa, sustentar.
Podemos ver com frequência que quando algo errado acontece e nos decepcionamos, nos sentimos vítimas: as coisas não dão certo porque o outro falhou! E disso o ser humano gosta: queixar-se do outro, como o grande responsável pelas suas próprias limitações e faltas. Isso é uma atitude infantilizada. Nos eximimos de nossa própria responsabilidade. Gostaríamos que outros fossem para nós como os pais são para uma criança. (In)felizmente crescemos e a vida nos mostra que nossos pais também são apenas um homem e uma mulher. Que saudade dos tempos em que alguém prometia nos proteger... A vontade de acreditar nisso ainda é muito grande na maioria das pessoas.
Dietrich Bonhoeffer, o teólogo da resistência morto pelo sistema nazista, afirmou certa vez: “Temos que viver como se Deus estivesse morto”. Com isso queria dizer: não adianta apenas se lamentar e esperar que outro faça o que achamos que deve ser feito. Muitos cristãos esperam que Deus faça aquilo que cabe a nós fazer. Confiar em Deus ou em outra pessoa nunca deve nos dispensar de nossa própria responsabilidade para com aquilo que nós mesmos podemos e devemos fazer.”

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Aceite as contrariedades


"Vamos admitir, logo de saída: detestamos as contrariedades; se pudermos, evitamos à todo custo situações que nos contrariem. Segundo o minidicionário Ruth Rocha, contrariedade significa contra tempo, desgosto. Diante desses significados fica fácil entender porque, naturalmente, fugimos à condição de contrariados (ainda segundo o dicionário, descontentes, aborrecidos, zangados). É natural imaginarmos que as pessoas prefiram não receber oposição aos seus pensamentos ou vontades e desejos. Mas, infelizmente, ou felizmente, não é assim que o mundo funciona. Somos contrariados em nossos pensamentos, desejos e atitudes, a todo instante. Em casa, nos relacionamentos e, principalmente, no trabalho. Neste último, não nos faltam pessoas capazes de se levantarem contra nossas idéias e projetos. Pior ainda quando essas têm poder de barrá-los. A primeira idéia é: “Ah, se pudesse simplesmente eliminar essa pessoa!”; ou “Por que precisa existir esse tipo de gente?” Respondo-lhe: pela mesma razão que não existiriam jogadores excepcionais se não existissem defensores nos times contrários, se não existissem bloqueios, redes, ou seja, se não existissem barreiras. Você sairia de casa, ou ligaria sua TV para assistir a um jogo com somente um time, sem adversário? Quanto mais difícil é a oposição, mais valorizado se torna o vencedor.
Voltando para as contrariedades na sua vida, você só tem 3 saídas:
1) Evitar as contrariedades, não se posicionando com autenticidade, deixando de emitir sua própria opinião, concordando com tudo e todos. Não tenha dúvida que essa é uma das formas mais rápidas de se transformar em “ninguém”.
2) Diante das contrariedades surgidas em decorrência de suas posições ou pensamentos, recuar de seu ponto, admitir que o mundo está contra você, e que o certo seria mudar de casa, de namorada ou cônjuge e, principalmente, mudar de emprego, afinal “ninguém nessa empresa pensa como eu?” Essa é a típica situação em que auto-afirmamos que sabemos de tudo, somos donos da verdade, e o problema é que “as pessoas não me entendem!” É óbvio que existem casos em que realmente seus superiores estão equivocados, ou ultrapassados em suas visões. Mesmo assim, você deve optar pela posição explicada a seguir.
3) Simplesmente admita, mentalmente, que posições contrárias às suas são absolutamente necessárias ao seu crescimento pessoal, seja na família, socialmente ou profissionalmente. Ao invés de se fechar na sua posição, entre num processo dialético, de análise sincera e responsável dos “porquês” que levam a outra parte a pensar diferente. Tente pensar sob o ponto de vista de quem está se opondo a você. Pergunte, questione, pondere, sempre com todo o respeito.
Das duas uma: depois do diálogo, ou você reafirma sua certeza com relação à sua posição, ou você conclui que existiam outros aspectos que você não estava enxergando e que são vitais para melhor construir e definir o que você estava defendendo.
Lembre-se: aceitar as contrariedades como algo que faz parte do jogo da vida, é um dos primeiros passos em direção a se tornar uma pessoa melhor.



P.S.: Não fique constrangido em me contrariar, não concordando com o que foi escrito. Mas, com respeito, emita sua opinião. É perfeitamente admissível que eu esteja errado. Entendeu?
"