
A partir dos resultados da fase final dos pré-julgamentos da quadrilha do mensalão, onde o Supremo Tribunal Federal, de pois de cinco dias e 35 horas de apresentação das denúncias, colocou os 40 acusados na condição de réus, podemos respirar, pelo menos por enquanto.
Que sensação de vitória, ao ver claramente a (des) classificação desses cidadãos, pelos vários crimes que cometeram contra o erário público. Como eu, hoje, os brasileiros tiveram momentos de felicidade e uma vaga esperança de que temos jeito.
O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, e os ministros Marco Aurélio de Melo, César Peluso e Joaquim Barbosa (relator) fizeram com que acreditássemos um pouco na possibilidade da mudança que esse País tanto precisa.
Políticos, banqueiros, empresários, publicitários receberam as denominações que mereciam: membros de quadrilha, diga-se de passagem, todos vinculados ao poder central e ao presidente da República. Ao finalizar a sessão, onde ninguém ficou de fora para se submeter a julgamentos posteriores, veio a palavra do ministro do STF, Marco Aurélio: “Estamos excomungando a impunidade”.
Dita como um ato de retórica ou de efeito, a verdade é que essa palavra impunidade é a questão que mais vem sendo discutida no País, como causa de toda e qualquer corrupção.
A continuidade agora passa para um guerra entre o Ministério Público e os advogados, que irão a debate no tribunal. Acusações e defesas demandarão um novo percurso e horas de trabalho, mas a expectativa do povo brasileiro é que se confirmem as sentenças, porque tudo está mais do que provado.
Sonhamos com a possibilidade de vermos todos os criminosos na cadeia e com perda dos bens conseguidos ilicitamente. Embora sempre reine triunfalmente a condição de mais uma enrolação, enganação e saídas pela tangente de réus poderosos e de bolsos cheios, que tudo compram, esperamos que seja um debate histórico e que nos surpreenda. É chegada a hora de romper esse ciclo. (Fonte: Eunice Tomé – jornal a Tribuna de Santos – 06/09/2007)
Que sensação de vitória, ao ver claramente a (des) classificação desses cidadãos, pelos vários crimes que cometeram contra o erário público. Como eu, hoje, os brasileiros tiveram momentos de felicidade e uma vaga esperança de que temos jeito.
O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, e os ministros Marco Aurélio de Melo, César Peluso e Joaquim Barbosa (relator) fizeram com que acreditássemos um pouco na possibilidade da mudança que esse País tanto precisa.
Políticos, banqueiros, empresários, publicitários receberam as denominações que mereciam: membros de quadrilha, diga-se de passagem, todos vinculados ao poder central e ao presidente da República. Ao finalizar a sessão, onde ninguém ficou de fora para se submeter a julgamentos posteriores, veio a palavra do ministro do STF, Marco Aurélio: “Estamos excomungando a impunidade”.
Dita como um ato de retórica ou de efeito, a verdade é que essa palavra impunidade é a questão que mais vem sendo discutida no País, como causa de toda e qualquer corrupção.
A continuidade agora passa para um guerra entre o Ministério Público e os advogados, que irão a debate no tribunal. Acusações e defesas demandarão um novo percurso e horas de trabalho, mas a expectativa do povo brasileiro é que se confirmem as sentenças, porque tudo está mais do que provado.
Sonhamos com a possibilidade de vermos todos os criminosos na cadeia e com perda dos bens conseguidos ilicitamente. Embora sempre reine triunfalmente a condição de mais uma enrolação, enganação e saídas pela tangente de réus poderosos e de bolsos cheios, que tudo compram, esperamos que seja um debate histórico e que nos surpreenda. É chegada a hora de romper esse ciclo. (Fonte: Eunice Tomé – jornal a Tribuna de Santos – 06/09/2007)
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