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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

"O Estado é eu“

É impressionante a desenvoltura do Presidente Lula (campeão mundial no campo da ética – hoje, ninguém mais do que eu, e depois de mim ninguém) em todos os seus pronunciamentos à Nação.
Quando ele fala é difícil saber de qual país está se referindo.
Desde que o Deputado “bomba” resolveu espalhar pólvora e acender vários pavios, temos tido ciência através de todos os noticiários, de comprovadas canalhices nos “corredores do poder” na “ilha da fantasia”.
Quando se ouve o Presidente, parece que já assistimos ao mesmo filme tempos passados e quando percebemos que ele se refere mesmo à situação de nosso Brasil, falta apenas pedir que nós brasileiros usemos verde-amarelo, todos os dias, numa demonstração de apoio e solidariedade aos atos de roubalheira que estão acontecendo no seu governo.
É de ficar perplexo diante do cinismo, do Governo, do PT, dos partidos em geral, ao afirmar que todas as acusações são infundadas, e que no final a “verdade” prevalecerá.
O que podemos perceber é que a cada dia surgem mais evidências, embora para mim desnecessárias, porque uma historia bem contada (mesmo que por outro deputado de má reputação) já dispensa provas.
Vamos esperar que dos pronunciamentos à Nação, pelo menos resista a disposição do Presidente em mandar prender todos os corruptos (principalmente os grandes), aliviando um pouco o conteúdo arrogante, ao se auto-proclamar acima de todas as suspeitas, quando sabemos que os suspeitos, na verdade, habitavam e habitam as salas ao lado de seu local de trabalho.
Se de fato ele de nada sabia ou sabe (situação difícil de explicar num experiente político), devia ser menos arrogante e reconhecer, no mínimo, a sua omissão com as diversas ocorrências de corrupção.
Nesse tempo de tantas más notícias e de tanta lama correndo e melando as portas de nossas instituições, de sabermos o que se faz com o “dinheirão” da C.P.M.F. (para a saúde, nada, mas para outros fins...??? ) pelo menos os piadistas têm motivos para contar a história de uma forma menos dura do que ela tem sido.
A piada do momento, trata do absolutismo dizendo que tudo começou com Luiz XIV ao afirmar: “O Estado sou eu”. Cresceu com as palavras de Luiz XV : “Depois de mim, o dilúvio”.
E solidifica-se agora com o nosso Luis LI, que a bordo de seu super-avião, viaja para inúteis missões, enquanto o país é saqueado, declara: “O Estado é eu. Depois de eu, o Delúbio”. (Baseado em texto de Marco Antonio Mota Gomes)

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