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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Sem a CPMF, como vamos ficar?

Após o “sepultamento” da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (C.P.M.F.) no Senado Federal, o governo acena realizar “pequenos” acertos (aumentos) tributários no Imposto sobre Operações Financeiras (I.O.F.), nos tributos sobre as importações e exportações, no Imposto sobre Produtos Industrializados (I.P.I.), na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (C.S.L.L.), entre outros que não dependem da autorização do Congresso Nacional. O “poder central” em Brasília, através do Ministério da Fazenda, apenas prevê reduzir a meta de superávit fixada em 3,8 % do Produto Interno Bruto (P.I.B.) ao ano. Entretanto, o repasse de dinheiro aos Estados e Municípios que certamente irá diminuir, não pode sofrer tantas reduções, e é por isso que a elevação das cargas de outros tributos tem que sofrer o aumento.
Desta maneira, o governo mostra claramente que não pretende cortar seus gastos mas, mantê-los e até aumentá-los.
Neste cenário, as empresas, com certeza, irão repassar ao preço de seus produtos e serviços estes “pequenos” acertos, ou seja, aumento repentino dos preços. Todo o planejamento estratégico das empresas, para o próximo ano, tem que ser revisto porque as metas traçadas serão mais difíceis de serem alcançadas.
2008 chegando, vida nova e preços novos, ou melhor, maiores porque neles estarão embutidos impostos mais pesados. Aquele produto que você “namora” há tempos e que, ainda, não poderá adquirir agora em 2007, provavelmente, ele vai estar mais caro no ano novo. Não existe mágica no mercado de compra e venda. O governo realiza suas mudanças para “equilibrar” o erário público, mas alguém (nós, brasileiros trabalhadores) tem que pagar a conta. E mais uma vez, o governo virá com o seu já “velho” chavão de que é preciso diminuir a “pobreza” no País e assim, continua-se a especialidade do governo: “tampar o sol com a peneira”.
É fato que o fim da CPMF representa uma vitória, entretanto, vamos lamentar porque vem seguida de uma derrota com o repasse para as alíquotas de outros impostos. Porque é dessa maneira que o Brasil continua dando passos que incentivam a informalidade em nossa economia, o “jeitinho brasileiro”. Acaba de sair uma “contribuição provisória” e para ocupar o seu lugar entram aumentos dos antigos tributos e contribuições. E vamos andando assim, em círculos, tentando chegar a lugar nenhum, pois nossos representantes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, infelizmente, continuarão a ter seus “interesses” atendidos (negociados) e mantendo os olhos fechados e dizendo “amém” ao Palácio do Planalto.
Resultado: nada de mudança. Vamos pagar de qualquer jeito.

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