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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Produzir para os críticos


“Se você evitar agir porque teme ser criticado, trocou a sua criatividade pela aprovação do mundo. Esse jamais será um bom negócio. Talvez você consiga manipular outras pessoas para que elas o aprovem, mas com isso acabará aprendendo a se odiar. Você veio à Terra para expressar seus talentos singulares; ocultá-los porque tem medo de que as outras pessoas talvez não gostem equivale a negar o propósito pelo qual você está aqui. Não deixe que as opiniões dirijam a sua vida. Elas mudam com a volubilidade do vento. Faça com que seu destino tenha alicerces no desejo de seu coração, e seus atos darão frutos capazes de alimentar as próximas gerações.
A grande ironia de correr riscos é que a coisa que você temia perder é geralmente aquela que você acaba ganhando. Não deixe de manifestar sua criatividade por pensar que as pessoas o criticarão. Se seus talentos forem realmente valiosos, você não vai afugentar as pessoas, mas, em última análise, ajudá-las. Certamente algumas pessoas vão rir, criticá-lo ou desafiá-lo, mas esse é um sinal de que você realmente está chegando a algum lugar. O problema só é sério quando todo mundo concorda com você. Thomas Merton, grande místico cristão, escreveu:
Se o escritor é tão cauteloso que nunca escreve nada que possa ser criticado, ele jamais escreverá algo que possa ser lido. Se você quer ajudar as outras pessoas, tem de se decidir a escrever coisas que alguns condenarão.
Você não pode se aferrar ao status quo e, ao mesmo tempo, querer fazer do mundo – especialmente o seu – um lugar melhor. A dor do mundo é filha do medo. Bilhões de pessoas ao longo de toda a história tentaram engarrafar o rio da vida e mantê-lo estocado no porão. Mas quando a água não pode se movimentar, ela fica estagnada e apodrece. A água é um símbolo do espírito, e nós, como seres espirituais, temos de fluir com o rio de nossa vida, que deságua enfim no grande rio que é a vida de Deus. Para sermos plenamente vivos, devemos fluir totalmente.”

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