
Ao ler a notícia de que um comitê de seleção, supostamente qualificado, indicou para representar o Brasil para uma vaga ao Oscar de melhor filme estrangeiro, a película Lula – o Filho do Brasil , fiquei indignado. Como pode um filme, puramente propaganda política e maquiado com fatos irreais, que foi rejeitado pelo público em geral, ser indicado para a festa maior do cinema mundial?
Melhor do que este indicado poderiam ser os filmes: Quatro Vezes Favela, Bróder ou É Proibido Fumar.
Até no cinema existe “maracutaia”, manobra eleitoreira, desonestidade?
Este filme indicado, desde a sua produção, foi marcado pela tragédia do acidente que deixou seu diretor, Fábio Barreto, em coma e com sequelas irreversíveis. Agora, para fechar com chave de ouro, vai virar um vexame internacional. Será um choque quando no exterior nos compararem à Itália fascista de Mussolini, famosa por fazer filmes de propaganda do presidente, ou até pior, colocar o Brasil no mesmo nível da máquina de divulgação mundial de Hitler. Talvez assim alguns mais perspicazes percebam o que o povo não consegue: que há realmente algo de podre neste reino do Brasil.
É por fatos desta natureza que A política brasileira tem uma péssima imagem e, em especial, os políticos. Isso, infelizmente, não é um fato isolado ou casual. Grande parte dos brasileiros manifestam esta imagem, outra parte não se manifesta por falta de coragem.
Os brasileiros estão errados ao considerar os políticos a pior das categorias existentes? Não se trata aqui de negar seus problemas e falhas, ou esquecer os escândalos e denúncias que se multiplicam, atingindo parlamentares, ministros, governantes. Tudo isso é fato real, e merece protestos e críticas, além de uma boa dose de indignação, saudável e necessária.
Talvez as pessoas não percebam que não são apenas os políticos que merecem ser xingados em praça pública. O fato é que seus defeitos são notados mais facilmente, uma vez que a política acontece de maneira pública, o que não acontece com outras profissões e agora o cinema mostra suas garras. Isso, no entanto, não desculpa ou exime os políticos das suas responsabilidades. Por estarem numa função pública, elas são ainda maiores. Não há dúvidas, portanto, que são necessárias mudanças substanciais no Brasil.
O problema é que a maneira de mudar esse quadro não é pela negação da atividade política, vista por muitos como intrinsecamente nociva e perniciosa, reduto exclusivo de bandidos e velhacos. Ao contrário, é preciso valorizá-la e promovê-la. E como fazer isso? Ora, o momento é muito propício: haverá eleições no próximo domingo (03/10/2010) e teremos a oportunidade de eleger representantes e governantes comprometidos com uma nova forma de fazer e praticar a política e, não com cantores e palhaços porque a instituição Câmara e Senado não é nem palco de artista ou picadeiro de circo.
Não adianta xingar os políticos. Melhor é agir. Não perca a chance.
Melhor do que este indicado poderiam ser os filmes: Quatro Vezes Favela, Bróder ou É Proibido Fumar.
Até no cinema existe “maracutaia”, manobra eleitoreira, desonestidade?
Este filme indicado, desde a sua produção, foi marcado pela tragédia do acidente que deixou seu diretor, Fábio Barreto, em coma e com sequelas irreversíveis. Agora, para fechar com chave de ouro, vai virar um vexame internacional. Será um choque quando no exterior nos compararem à Itália fascista de Mussolini, famosa por fazer filmes de propaganda do presidente, ou até pior, colocar o Brasil no mesmo nível da máquina de divulgação mundial de Hitler. Talvez assim alguns mais perspicazes percebam o que o povo não consegue: que há realmente algo de podre neste reino do Brasil.
É por fatos desta natureza que A política brasileira tem uma péssima imagem e, em especial, os políticos. Isso, infelizmente, não é um fato isolado ou casual. Grande parte dos brasileiros manifestam esta imagem, outra parte não se manifesta por falta de coragem.
Os brasileiros estão errados ao considerar os políticos a pior das categorias existentes? Não se trata aqui de negar seus problemas e falhas, ou esquecer os escândalos e denúncias que se multiplicam, atingindo parlamentares, ministros, governantes. Tudo isso é fato real, e merece protestos e críticas, além de uma boa dose de indignação, saudável e necessária.
Talvez as pessoas não percebam que não são apenas os políticos que merecem ser xingados em praça pública. O fato é que seus defeitos são notados mais facilmente, uma vez que a política acontece de maneira pública, o que não acontece com outras profissões e agora o cinema mostra suas garras. Isso, no entanto, não desculpa ou exime os políticos das suas responsabilidades. Por estarem numa função pública, elas são ainda maiores. Não há dúvidas, portanto, que são necessárias mudanças substanciais no Brasil.
O problema é que a maneira de mudar esse quadro não é pela negação da atividade política, vista por muitos como intrinsecamente nociva e perniciosa, reduto exclusivo de bandidos e velhacos. Ao contrário, é preciso valorizá-la e promovê-la. E como fazer isso? Ora, o momento é muito propício: haverá eleições no próximo domingo (03/10/2010) e teremos a oportunidade de eleger representantes e governantes comprometidos com uma nova forma de fazer e praticar a política e, não com cantores e palhaços porque a instituição Câmara e Senado não é nem palco de artista ou picadeiro de circo.
Não adianta xingar os políticos. Melhor é agir. Não perca a chance.
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