
“Um deputado federal, líder de seu partido, opina pela cultura da maconha; um juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) opina pela invasão das propriedades à procura de armas; um professor da Universidade de São Paulo (USP) diz que tem que desarmar o povo na marra; um ministro de defesa proíbe militares de comemorar uma data cívica; um governador permite a entrada, no País, de droga fatal. Obras encomendadas desmoronam com quatro meses de construídas, no Maranhão e em Minas Gerais. Um porto recém-inaugurado desaba no Amazonas; um grupo de corruptos, após cinco anos, está prestes a ficar livre sem nunca ter sido preso; um terrorista é galgado à assessor de ministro e outro a ministro do governo; um fabricante de papel moeda fica podre de rico e, pelo mau cheiro, desperta a polícia. Um senador tomou o gravador de um repórter e apagou seu disco de memória, e vai à tribuna dizer que é vítima de bullying (termo inglês que significa o assédio e a violência de pessoa mais forte sobre uma mais fraca), somente porque foi perguntado pela aposentadoria de R$ 24.000,00 que o senador tem como ex-governador do Paraná. Estranho País o nosso; o povo, desligado, aplaude e pede bis.”
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