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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Bomba relógio

Enquanto estamos perto do desastre, a que está no cargo de Presidente, vai em festa de aniversário de partido que desgraçou o País. Partido este que se preocupa mais com sua permanência no poder do que em salvar o Brasil. O desempenho da indústria, em todo o ano de 2014, recuou 3,2% e isto irá derrubar ainda mais o PIB do quarto trimestre do ano passado, ainda a ser divulgado em 27/03/2015. Nem com a necessária saída deste governo que aí está, a situação melhora, porque o estrago feito pela política econômica e industrial do governo anterior foi lamentável. Não adiantou nada, a tal desoneração tributária que, só em 2014, levou mais de R$ 100 bilhões do Tesouro. A conta para nós pagarmos é muito alta. A nossa situação fiscal é muito ruim. Em vez de superávit primário (sobra de arrecadação) prometido até novembro, em 2014 estes que estão no governo acabaram por abrir um rombo nas contas públicas de R$ 32,5 bilhões ou de 0,6% do PIB. Incluídos os juros de R$ 311 bilhões, o déficit nominal do setor público alcançou 6,7% do PIB, um dos maiores do mundo. A inflação dispara para além do teto da meta, acima dos 6,5%. As projeções do mercado (Pesquisa Focus) apontam para 7,0% ao fim deste ano. O rombo das contas externas (déficit em Conta Corrente) ultrapassou os US$ 90 bilhões em 2014. Por enquanto, não há sinal de melhoras, embora novas projeções indiquem déficit mais baixo, de US$ 78 bilhões. Agora, ao final de janeiro/2015, a balança comercial, por exemplo, já mostrou um saldo negativo de US$ 3,17 bilhões e acusa crescente deterioração das relações de troca, na medida em que a baixa dos preços das matérias-primas indica menor faturamento com exportações em relação aos pagamentos por importações. O governo do PT e, não do Brasil, não percebe que a atividade econômica está fortemente ameaçada pelo risco de dois apagões simultâneos, o de água tratada nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo; e o da energia elétrica. Tudo isto, mostra claramente para nós e não para os que estão no poder, os estragos provocados pela estiagem, mas também anos seguidos de falta de PLANEJAMENTO e DESLEIXO nas decisões e na execução de tudo. A corrupção e a incompetência administrativa dilapidaram a Petrobras. Ninguém é capaz de apontar a extensão dos estragos sobre o patrimônio e sobre a capacidade operacional da empresa. Embora sejam agora inevitáveis mudanças importantes no marco regulatório do pré-sal e nas regras de favorecimento das empresas nacionais, porque a Petrobras não está dando conta do que tem de fazer, o governo não tem ideia do que propor. Na área política, a presidente também parece bem perdida. Com a notória exceção da área econômica, nomeou um ministério medíocre. Acaba de amargar estrondosa derrota na Câmara, quando da eleição do seu presidente. E espera inerte pela devastação em sua base de apoio, a ser produzida por novas revelações da Operação Lava Jato. Da reforma política, na qual a presidente vem insistindo, falta saber qual é o projeto e como pretende viabilizá-lo. Um velho ditado diz: “Nada é tão ruim que não possa piorar”. Especialmente se continuar este governo incompetente de um partido que mantem em curso sua estratégia de apoderamento da máquina pública. Que Deus nos ajude a sair desta enrascada e das contas a pagar que ainda estão por aparecerem.

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