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domingo, 8 de fevereiro de 2015

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Um bom presente para a classe que endeusa este partido ridículo e seus dois representantes, o ”Falta Um Dedo Garganta” e a “Guerreira de Mentiras”.
A população de menor renda e a que cai/caiu na conversa destes “aproveitadores”, interessados apenas no poder, vai sentir fortemente no bolso a conta do tarifaço anunciado pelo “desgoverno” para colocar nos trilhos a economia que ele mesmo arruinou por incompetência e corrupção. Estes “criminosos”, vamos assim classificá-los, aproveitando-se da inocência dos brasileiros mais pobres, fizeram com que experimentassem um aumento de bem-estar proporcionado pela abundância de crédito, “ganho” real do salário mínimo e preços contidos de energia, transporte público e combustível, para se manter no poder nestes últimos anos.
Esta camada mais pobre, então, iludidas com a sobra de mais dinheiro para gastar depois de pagar todas as despesas obrigatórias com alimentação, habitação, saúde e transporte, a chamada renda disponível, acreditou em toda a conversa mentirosa dos que aí estão no poder, que o Brasil estava acima de qualquer crise. Mas, como diz o ditado popular: “mentira tem pernas curtas”. Mas, já desde 2014 (para ser bonzinho, não vamos nem falar dos anteriores) e neste ano, a situação mudou, podendo ser, ainda, nos anos futuro, um pouco pior.
Devido, principalmente, do aumento da energia, do transporte público e também dos combustíveis, a renda disponível das famílias com ganho mensal de até R$ 31,52 mil vai cair 1,2% e isto será a maior retração desde o ano de 2003. Para as famílias com renda menor, de até R$ 7,88 mil mensais, a queda será maior, de 2,4%, (analisando-se dados de algumas consultorias). Além de ter peso importante, outro fator que estes aumentos contribuem para um cenário pior é que esses serviços, ao contrário de alimentos e outros itens do orçamento básico, são insubstituíveis. Devido a este fato, nós, consumidores ficamos refém da alta de preços.
O peso dos gastos com serviços no nosso orçamento, independentemente da classe social, já era significativo antes do recente tarifaço. Segundo uma pesquisa de uma consultoria chamada Kantar Worldpanel, realizada em 4,2 mil domicílios mostrou que, entre 2009 e 2013, as despesas com serviços públicos (energia, água, gás encanado e de botijão, telefone fixo e taxas) cresceram 23%. Esta mesma pesquisa, revelou também, que os gastos com serviços públicos comprometeram 6% da renda do brasileiro, só perdendo para os gastos com alimentação, habitação, transporte e vestuário. Enfim, este “desgoverno” conseguiu, com a mentira que aqui era o País das Maravilhas, que crise mundial era “marolinha”, deixar-nos a sentir na prática esse aperto no orçamento.
Uma grande parcela da sociedade brasileira, terá a partir de agora, deixar de utilizar forno de micro-ondas, lavadora de roupa automática, aparelho de som, aspirador de pó, chuveiro e ferro de passar mais modernos, porque, caso não faça isto, a sua renda mensal não conseguirá honrar seus compromissos. Enfim, aquela sensação de bem-estar da classe C vai diminuir drasticamente pois terá de reacomodar as despesas e mudar o uso dos bens duráveis a que teve acesso (tecnicamente falando, um retrocesso) e rezar para que o terrível desemprego não apareça. Outra coisa, caso não seja político, esqueça ganho real de renda neste ano (apenas...), ou seja, seus rendimentos não vão superar a alta da inflação, projetada pelos “gênios” em 7% depois do tarifaço...
Sem querer ser pessimista, a coisa vai ficar pior, porque novas forças estão prontas para puxar ainda mais a inflação. Se for confirmado o racionamento de energia elétrica e de água tratada, além das pressões de procura, a inflação enfrentará também o choque de oferta: de queda da produção e do investimento.
O desgoverno ainda nem tem resposta para isso e a presidente que está no cargo não está entendendo o que está acontecendo.

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