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sexta-feira, 11 de abril de 2008

Nada gruda em Lula


A notícia, talvez do ano, é a renúncia de Fidel Castro ao comando de Cuba. Esse episódio marcante, porém, me leva a unir fatos e a chegar à conclusão de que nada entendemos de política. Explico: Fidel ficou quase 50 anos no poder e, em sua carta de despedida, citou o genial brasileiro Oscar Niemeyer, outro comunista histórico, afirmando que ambos, na esquina do século de vida, pensam da mesma forma: é preciso ser conseqüente até o final.
E por que digo nada entendemos de política? Porque, aqui na Terra de Santa Cruz, somos governados por um cidadão que se diz uma “metamorfose ambulante”, como na música de Raul Seixas, e que hoje é a estrela mais brilhante de nossa política, uma paixão nacional, com a aprovação de mais de 66% (???) da população. Isso no sexto ano de mandato, tendo passado por escândalos e desmandos os mais diversos. Pior (ou melhor): Lula foi eleito e reeleito sem manipulação de assembléias dirigidas, pelo voto direto, universal, com direito a primeiro e segundo turnos, campanha na rua e debaixo de muito preconceito. É um fenômeno. Vivemos uma democracia real.
Fidel, sem dúvida, é ídolo em seu país, um mito, como diz o próprio Lula. Mas à custa de muito sufoco da população. É bem verdade que o comandante driblou o destino de seu país: o que seria um grande cassino e uma toca da máfia virou um país de verdade, se impôs. Isso não tira a mancha de país sem liberdade, que não respeita opiniões contrárias, que cala a imprensa e o direito de associação. Mas Fidel sem dúvida deu dignidade a Cuba. E saúde e educação.
Tudo isso, sendo conseqüente, Lula, a metamorfose, tem Fidel como parâmetro. Foi a Cuba duas vezes, depois de eleito, e também cultua o mito. Mas, como boa metamorfose, usa métodos heterodoxos de governar, muito diferente de quando fazia política sindical, ou oposição aos governos – dos militares a Fernando Henrique. Ele mesmo diz que ser oposição é uma “desgraceira”, porque é obrigado a bater no Governo, por bem ou por mal. Tem sempre de procurar um motivo para crítica.
Tem sentido na pele as bravatas que perpetuou. Mas nada gruda em Lula. Como se todos os males do País fossem culpa de quem não governa, apenas critica. Ele nada tem a ver com o desmatamento da Amazônia, com o caos aéreo (que persiste), com a péssima conduta de assessores mais fiéis), com a falta completa de competência para fazer reformas, com a falta de ética que invade o País, com o fisiologismo descarado, e por aí vai.
Agora, sua tropa de choque age da mesma forma, repete o mesmo refrão dos velhos adversários e trava qualquer entendimento político mencionando normas de regimento, para compor a CPI dos Cartões Corporativos. Pior (pior mesmo): a tropa está preparou dossiê sobre o governo Fernando Henrique para contrapor os ataques da oposição, na revanche mais medíocre que se pode imaginar. Isso é política com “p” minúsculo. Uma comparação que rebaixa a prática política a mera desforra incabível.
Mas nada grudará em Lula. E é por isso que, cada vez mais, fica difícil encontrar na seara do PT alguém que o substitua, que possa fazer frente aos adversários. A não ser que ele, uma vez mais, promova um milagre e consiga transferir votos para um “poste” qualquer - o que nunca aconteceu na política brasileira. Lembremos que aprovação de 66,8% de Lula é dele. O governo tem 53%. E não há qualquer nome que possa ocupar seu lugar ao sol.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Abordagem policial


Em várias oportunidades tenho presenciado abordagens policiais, aleatórias ou focadas em atitudes suspeitas. E, em todas elas, observa-se um padrão de procedência.
Em sua grande maioria, os abordados demonstram respeito e obediência às ordens emitidas pelo policial, que ao final, em nada sendo constatado, há o agradecimento de ambas as partes. Devemos ter em mente, e como lição, que ao final da abordagem, ou se prende um infrator ou se ganha um amigo. Infelizmente, ninguém traz escrito na testa seu grau de civilidade de bom cidadão, ou de infrator.
Portanto, não se pode ficar constrangido e desobediente à ação policial.
Acredito que, quem se revolta com a abordagem, não está agindo com civilidade, consciência e respeito ou tem alguma culpa no cartório. A sociedade colaborando sempre prevalecerá o bem vencendo o mal.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Sinto vergonha de mim

Sinto vergonha de mim, de Cleyde Canton e Rui Barbosa declamado por Rolando Boldrin no programa sr. Brasil da TV Cultura.
Só se espera que o presidente da república não mande a TV Cultura fazer com o Boldrin, a mesma coisa que fizeram com a Salete Lemos e a Record com o Boris Casoy.

O mínimo a se fazer é clicar no endereço abaixo, escutar e pensar a respeito...
http://www.rolandoboldrin.com.br:80/video/

segunda-feira, 7 de abril de 2008

O Brasil que é negado (Adeildo Vila Nova)


O Brasil é composto por, aproximadamente, 180 milhões de brasileiros. Deste total, quase metade é composta por negros. Mas isso não se reflete quando falamos em acesso a bens e serviços, a universidades entre outros.
Por quase quatro séculos, os negros foram submetidos ao trabalho escravo e tratados como mercadoria, além de serem considerados uma raça inferior. Sem direito, sequer, de exercer a sua própria religião. Todo este contexto criou uma imagem e alguns preconceitos contra o negro, que ele só serve para o trabalho pesado, não lhe dando a oportunidade para sua promoção e ascenção social e cultural. Além disso, negam toda a contribuição trazida da África para a formação da nossa sociedade como nas áreas de literatura, culinária, artes e cultura em geral.
A perpetuação desses valores morais e sociais sobre o negro durante todo o período da escravidão, bem como a negação da sua contribuição para a formação da sociedade brasileira, fez com que os negros sejam excluídos de várias maneiras. Através das piadas pejorativas, na hora de uma seleção para uma vaga no mercado de trabalho e dos ciclos de amizade. Estas são algumas formas de manifestação do racismo e do preconceito. Até mesmo na educação, o negro é pouquíssimo representado. São apenas 2,5% nas universidades, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta pouca representação é resultado da grande evasão escolar dos negros nos anos iniciais de seus estudos. Por conta da condição social em que se encontram, já que, entre os pobres, o negro é a maioria absoluta. Além, é claro, da péssima qualidade de ensino público brasileiro.
Portanto, torna-se urgente a aplicação efetiva das políticas públicas de ações afirmativas no Brasil para que possamos minimizar as condições de desigualdade e exclusão, às quais os negros estão submetidos. Sabemos que estas políticas não resolverão todas as questões, mas já é um começo para pensar nestas situações de inferioridade social, cultural e educacional.
Não podemos mais esperar e ficar olhando passivamente para esta realidade. Temos que ter um Brasil com oportunidades iguais para todos, brancos e negros. Onde possamos viver em harmonia com o semelhante, não importando a cor da sua pele.

sábado, 5 de abril de 2008

Melô do Congresso

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Guerrilha no Brasil?


Já não falta mais nada! A conclusão é claríssima e indiscutível. Temos guerrilha em nosso País. Há poucos dias autoridades garantiam que isso não acontecia. Vamos ver se agora o Presidente da Venezuela, Hugo Chaves não vai pedir, para essa guerrilha também, o estado de beligerância e não de um movimento em insurreição. Os guerrilheiros foram treinados pelas FARC. Parece que no governo ninguém fala, ninguém viu - como de costume. Só que, segundo a reportagem, essa guerrilha já existe há 8 anos. Se prestarmos atenção nos métodos de atuação, eles se assemelham à Via Campesina e ao MST. Agora pense: o que será do Brasil se os assentamentos e acampamentos do MST e os quilombolas - que estão ganhando terras às custas da expropriação injusta de proprietários particulares - todos estrategicamente instalados, forem usados para levantar uma insurreição de proporções nacionais? Não poderiam ser armados pelo Presidente Chávez, financiados pelo narcotráfico, treinados pelas FARCs? E ainda usarão, com certeza, mulheres e crianças como escudo, no melhor estilo Via Campesina. Estarão espalhando o terror como fazem esses guerrilheiros!

Estaremos delirando ou estamos diante de uma hipótese da tentativa de tomada do poder pela utopia socialista? Agindo na surdina, secreta, dissimulada, mas agilmente atuante? Leia, pense e julgue o leitor se estamos sonhando. Que isso não se transforme em pesadelo.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Dividendos eleitorais

Principal programa de assistência social do governo Lula, o bolsa-família, desde o mês de março/2008, irá contemplar também os jovens de 16 e 17 anos de idade, que passarão a ganhar, cada um deles, R$ 30,00 mensais. Pode parecer pouco, mas em regiões carentes, onde a renda é irrisória, e somados a outros valores já recebidos pela família, chega a representar, pra todos os beneficiários, uma garantia de subsistência.
E de fidelidade eleitoral, certamente. Pois é isto que está sendo questionado nessa iniciativa do Palácio do Planalto. Ela entrou em vigor num ano de eleição, e isto, segundo a lei, não é permitido. Só que, por esperteza (mais uma do atual governo petista), foi criada por medida provisória a três dias apenas do final de 2007. Embora não tenha sido ainda aprovada pelo Congresso, já está valendo, porém, e abrange cerca de 1,7 milhão de jovens, com idade para requerer o título eleitoral e votar no pleito municipal de outubro deste ano.
O governo nega que tenha havido ampliação do programa. Apenas, um “aperfeiçoamento”. Seja lá o que for, a verdade é que se prepara para faturar os dividendos políticos, pois a oposição teme que, levando a denúncia à Justiça, acabe por perder os votos daqueles que se virem ameaçados de lhe ser retirado o bônus. O que aliás tende a acontecer, mesmo que a ação seja promovida pelo Ministério Público.










Fazer o que? Eu tenho a caneta!!!