E de fidelidade eleitoral, certamente. Pois é isto que está sendo questionado nessa iniciativa do Palácio do Planalto. Ela entrou em vigor num ano de eleição, e isto, segundo a lei, não é permitido. Só que, por esperteza (mais uma do atual governo petista), foi criada por medida provisória a três dias apenas do final de 2007. Embora não tenha sido ainda aprovada pelo Congresso, já está valendo, porém, e abrange cerca de 1,7 milhão de jovens, com idade para requerer o título eleitoral e votar no pleito municipal de outubro deste ano.
O governo nega que tenha havido ampliação do programa. Apenas, um “aperfeiçoamento”. Seja lá o que for, a verdade é que se prepara para faturar os dividendos políticos, pois a oposição teme que, levando a denúncia à Justiça, acabe por perder os votos daqueles que se virem ameaçados de lhe ser retirado o bônus. O que aliás tende a acontecer, mesmo que a ação seja promovida pelo Ministério Público.
