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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Governo Lula


“Parafraseando alguém, eu diria que, decididamente, este é o País da frase pronta. A então ministra Marta Suplicy, quando da tormentosa crise aérea, se dirigiu aos sôfregos passageiros com o indefectível “relaxa e goza”. Mais recentemente, face à crise institucional decorrente das escutas telefônicas clandestinas, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Félix, sugeriu “não abrir a boca” e o ministro da Justiça, Tarso Genro, no mesmo diapasão, aconselhou a “falar ao telefone com a presunção de que alguém está escutando”. Em outros enfrentamentos de crises, os governantes planaltinos optaram por instigar que, anacronicamente, o “sofá fosse retirado da sala”.
E o presidente Lula, como se comporta? Ele, reconhecidamente dotado de impecável verbomania, um impagável autor de verdadeiras pérolas vernaculares, um verborrágico inconseqüente e destemperado por natureza, vem a público, para, no afã de se cotejar politicamente com o projeto do governador Serra que proíbe o fumo em lugar fechado, delibera desafiar o programa de saúde pública de seu próprio governo, vociferando:”Eu defendo, na verdade, o uso do fumo em qualquer lugar. Só fuma quem é viciado”.
O presidente, fiel à sua tradição maniqueísta, individualista e autoritária, ignora sensatas campanhas desencadeadas contra o tabagismo onde coibir o fumo significa proteger a pessoa e as famílias, asseverando, em alto e bom tom, que “na minha sala mando eu”, ignorando, propositadamente, lei federal versando sobre o tema, em vigor há 12 anos. O presidente, outra vez, age com uma leviandade atroz ao tratar de um assunto de saúde pública, ignorando, por oportunismo político (Serra é candidato à Presidência da República), seu magistral índice de popularidade e capacidade portentosa de agregação.
Aonde vamos parar com tantos desvarios?”

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A falta de compreensão

O ser humano levado pela imaturidade que lhe faz companhia desde tempos imemoriais, acostumou-se a tudo querer sob a ótica do imediatismo, ao sabor da sua vontade, sem paciência para esperar que as coisas aconteçam no momento adequado, sem observar que a natureza não dá saltos, e que tudo está preestabelecido pelas sábias Leis que regulam o universo.
De certa forma essa atitude do homem, pode ser explicada não só pela sua imaturidade, como também pela ausência de amor em seu estado presente, o que não lhe faculta uma melhor visão da vida em seus múltiplos aspectos, pois é o amor que ilumina e harmoniza a criatura, é a alma da felicidade que preenche todos os vazios e aspirações do ser humano.
As pessoas carentes e perturbadas pela febre das posses externas acreditam que a felicidade reside na sucessão das glórias que o poder faculta e nos recursos que amealha. Ledo equívoco, por que o tormento da posse aflige e impulsiona a sua vítima a metas cada vez mais desmedidas, tornando sua existência numa busca desenfreada para possuir cada vez mais, não refletindo que a felicidade independe do que se tem momentaneamente, mas sim daquilo que se é, estruturalmente constituído pelo amor, sem necessidades de gestos grandiosos, manifestando-se nos pequeninos acontecimentos e situações naquele que o abriga.
Esta compreensão que o amor propicia conduz à solidariedade nos momentos difíceis, nas grandes dores, na solidão, na amargura que periodicamente aflige todas as criaturas, e que enquanto a pessoa não experimenta o suave envolvimento do amor, vive movimentando-se nas heranças dos desejos, nas teias dos instintos, sofrendo sempre quando os seus interesses não se encontram atendidos e suas aspirações não são correspondidas.
Preciso se faz ao homem entender que nos localizamos no contexto universal, e nossa tarefa essencial é a de auto-iluminação, que logo se desdobra em serviço a favor do progresso próprio e do seu semelhante, mediante a consideração pela ordem, não a violando, nem a submetendo aos caprichos e desejos que lhe predominam no mundo íntimo.
Alimentada pela seiva nutriente do amor, desenvolve-se no indivíduo os demais sentimentos da compaixão e da ternura, da caridade e do perdão, que são as partituras que mantêm as belas, suaves e harmoniosas melodias da vida.
Quanto mais se ama, mais nos inundamos de bênçãos alcançando as demais criaturas e envolvendo tudo a nossa volta, tornando-nos mais sadios, alegres, otimistas, sem preocupação doentia de possuir nada além do necessário para o nosso conforto e manutenção, entendendo definitivamente que os bens materiais não são capazes de nos fornecerem felicidade por mais que os tenhamos em abundância.
(José Francisco Costa Rebouças)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Nossos erros


segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Vide bula


Vamos falar aqui sobre a validade da bula que acompanha os medicamentos.
Já na caixa está uma orientação para que saibamos tudo sobre o medicamento, lendo a bula interna e que o medicamento deve ficar fora do alcance das crianças.
Dentro, um papel impresso dobrado (geralmente em oito vezes) com “todas” as instruções sobre o produto, tais como – composição, indicações, riscos medicamentosos, advertências, modo de uso, efeitos colaterais etc; isso na secção de “Informações ao Paciente”.
Já nesta secção ficamos alarmados com o poder “destruidor” da substância, a qual pode causar sérios danos a todos os órgãos e, em raros casos, levar o paciente a óbito.
Ficamos sabendo que o uso continuado pode causar efeitos adversos e que o médico deve ser cientificado na ocorrência de qualquer sintoma descrito.
Aí pensamos – “O médico não nos disse nada sobre isso – apenas nos perguntou se éramos alérgicos à substância x, o que não sabíamos, pois nunca havíamos ingeridos tal coisa”.
A outra parte da bula (mais extensa) é dedicada aos profissionais da saúde, repetindo tudo e utilizando expressões científicas que só os médicos entendem.
Daí a primeira pergunta: se é o paciente quem compra o remédio e o utiliza, por que informações técnicas aos profissionais da saúde, que já conhecem o medicamento e sabem das suas implicações e complicações quando receberam amostras grátis e literatura específica dos representantes farmacêuticos?
Será que não seria bom levar a bula para o médico ler, antes de tomarmos e ver se está tudo bem?
Há quem diga – “Se você ler a bula, não toma”. Interessante é que o médico prescreveu o medicamento com sua denominação e orientou para tomá-lo X vezes aos dia e mais: com uma letra quase ilegível, incompreensível para nós, pobres pacientes. A propósito, até farmácias ligam para o médico confirmando a denominação correta.
Quanto mais lemos a bula, mais apreensivos ficamos com os riscos que estaremos correndo ao utilizar um produto tão perigoso. E, sabedores disso, quaisquer sintomas descritos na bula já nos apavorarão, especialmente os impressionáveis e hipocondríacos.
No entanto, entendemos que o laboratório cerca-se de todas as precauções e, informando o paciente dos riscos, estará a salvo de uma eventual ação judicial por danos físicos.
Portanto, a bula deveria ser mais objetiva, dirigida ao usuário do produto, em linguagem direta, aliás, como parece determinar a legislação sobre o assunto.
E aos profissionais da saúde seriam fornecidas as especificações técnicas relativas à composição, indicações e interações medicamentosas, que não são do entendimento do paciente usuário.
Resumindo, nos parece que o recado é claro:”Não diga que não avisamos. O risco é todo seu.” Ler ou não ler a bula, eis a questão. (Lindolfo Pires Valdívia)

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Pornografia

“As histórias e os filmes eróticos ou pornográficos são piores do que comida suja e contaminada. O corpo possui defesas para livrar-se de alimentos insalubres. Com algumas poucas exceções que causariam a morte, a comida estragada irá apenas fazê-los passar mal; porém, não causam danos permanentes. Por outro lado, uma pessoa que se alimenta de histórias sujas e filmes e literatura pornográfica ou erótica, grava-as neste maravilhoso sistema de arquivos chamado cérebro. O cérebro não vomitará a imundície. Uma vez registrada, permanecerá para sempre sujeita à lembrança, enviando à mente flashes de suas imagens pervertidas e desviando-os das coisas saudáveis da vida.”
Um dos ensinamentos mais memoráveis de Jesus aplica-se a pessoas que estão secretamente envolvidas com pornografia.
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de iniqüidade. Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo.” (Mateus 23:25–26; também Alma 60:23.)
Jesus prossegue Sua denúncia daqueles que tratam o que é visível, mas negligenciam a limpeza do ser humano interior: “Sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia. Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade.” (Mateus 23:27–28)
As conseqüências espirituais imediatas de tal hipocrisia são devastadoras. Os que buscam e usam a pornografia perdem o poder de seu sacerdócio. Deus declarou que: “Quando nos propomos a encobrir nossos pecados (...) eis que os céus se afastam; o Espírito de Deus se magoa e, quando se afasta, amém para o sacerdócio ou a autoridade desse homem”. (D&C 121:37)
Os que olham, praticam ou lêem pornografia também perdem a companhia do Espírito. A pornografia produz fantasias que destroem a espiritualidade. “A inclinação da carne é morte” — morte espiritual. (Romanos 8:6; também 2 Néfi 9:39.)
As escrituras ensinam repetidamente que o Espírito de Deus não habitará em um tabernáculo impuro. Ao partilharmos dignamente do sacramento temos a promessa de que podemos “ter sempre [conosco] o seu Espírito”. A fim de nos qualificarmos a essa promessa fizemos o convênio de “recordá-lo sempre”. (D&C 20:77) Os que procuram e usam a pornografia como estímulo sexual obviamente violam esse convênio. Eles também violam o sagrado convênio de abster-se de práticas ímpias e impuras e não podem ter o Espírito de Deus com eles. Tais pessoas precisam dar ouvidos ao apelo do Apóstolo Pedro: “Arrepende-te, pois, dessa iniqüidade e ora a Deus, para que porventura te seja perdoado o pensamento do teu coração”. (Atos 8:22)
Não estou falando dos efeitos da pornografia na saúde mental nem no comportamento criminoso. Estou falando de seus efeitos na espiritualidade — em nossa capacidade de termos a companhia do Espírito de Deus e em nossa habilidade em exercer o poder de uma vida reta.
A pornografia também causa danos terríveis em nossos relacionamentos pessoais mais preciosos. A pornografia “tem o efeito de ferir o íntimo do coração e da alma, sufocando a vida de um relacionamento”.
A pornografia prejudica a capacidade de alguém desfrutar um relacionamento emocional, romântico e espiritual com uma pessoa do sexo oposto. Ela corrói as barreiras que estão erguidas contra o comportamento impróprio, anormal ou ilegal. À medida que a consciência perde a sensibilidade, os usuários de pornografia são levados a representar aquilo que testemunharam, a despeito de seus efeitos em sua vida e na vida de outros.
A pornografia também induz ao vício. Ela prejudica a habilidade de se tomar decisões e “amarra” seus usuários, fazendo com que voltem obsessivamente para mais e mais.
Alguns procuram justificar sua tolerância argumentando que só vêem coisas não muito pornográficas e não pornografia pesada. Chamo isso de recusar-se a ver o mal como mal. É procurar justificar suas escolhas dos programas a que assistir com comparações como “não é tão ruim quanto” ou “apenas uma cena pesada”. Mas a prova do que é mal não está no grau, mas no efeito. Quando as pessoas nutrem pensamentos malignos tempo bastante para que o Espírito se afaste, elas perdem a proteção espiritual e ficam sujeitas ao poder e à orientação do mal. Quando elas usam a Internet ou outro tipo de pornografia é como “excitação à vista”, elas ficam profundamente manchadas pelo pecado.
O grande sermão do rei Benjamim descreve as terríveis conseqüências. Quando nos afastamos do Espírito de Deus, tornamo-nos inimigos da retidão, sentimos claramente a nossa culpa e “[recuamos] diante da presença do Senhor”. (Ver Mosias 2:36–38.) “A misericórdia não tem direitos sobre esse homem; portanto sua condenação final é padecer um tormento sem fim.” (vers. 39)
Consideremos o trágico exemplo do rei Davi. Apesar de ser um gigante espiritual em Israel, ele se permitiu olhar para algo que não deveria ter visto. (Ver II Samuel 11.) Tentado pelo que vira, violou dois dos Dez Mandamentos de Deus, começando com “Não adulterarás”. (Êxodo 20:14) Dessa maneira o rei-profeta perdeu sua exaltação. (Ver D&C 132:39.)
Mas a boa notícia é que ninguém precisa seguir o caminho do mal que leva ao tormento. Todos apanhados nessa terrível escada rolante possuem a chave para reverter seu curso. Ele pode escapar. Através do arrependimento ele pode ficar limpo.
Alma, filho de Alma, descreveu isso:
“Sim, lembrei-me de todos os meus pecados e iniqüidades, pelos quais me vi atormentado com as penas do inferno .(...)
(...) A simples idéia de entrar na presença de meu Deus atormentava-me a alma com inexprimível horror. (...)
E aconteceu que enquanto eu estava sendo assim atormentado e enquanto eu estava perturbado pela lembrança de tantos pecados, eis que me lembrei também de ter ouvido meu pai profetizar ao povo sobre a vinda de um Jesus Cristo, um Filho de Deus, para expiar os pecados do mundo.
Ora, tendo fixado a mente nesse pensamento, clamei em meu coração: Ó Jesus, tu que és Filho de Deus, tem misericórdia de mim que estou no fel da amargura e rodeado pelas eternas correntes da morte.
E então, eis que quando pensei isto, já não me lembrei de minhas dores; sim, já não fui atormentado pela lembrança de meus pecados.
E oh! Que alegria e que luz maravilhosa contemplei! Sim, minha alma encheu-se de tanta alegria quanta havia sido minha dor.” (Alma 36:13–14, 17–20)
Para não continuar a ser capturado por esse vício ou perturbado por essa tentação: existe um caminho.
Primeiro, reconhecer o mal. Não o defender nem tentar justificar-se.
Segundo, buscar a ajuda de Deus e de Seus servos. Ouvir e dar ouvidos a estas palavras:
“Suplique ao Senhor do fundo de sua alma para que Ele remova de você o vício que o escraviza. E tenha a coragem de procurar a amorosa orientação de seu mentor e, se necessário, o conselho de profissionais atenciosos.”
Terceiro, fazer tudo o que puder para evitar a pornografia.
Se algum dia encontrar-se diante dela — o que pode acontecer a qualquer um no mundo em que vivemos — seguir o exemplo de José do Egito. Quando a tentação o prendeu com suas garras, ele fugiu da tentação e “saiu para fora”. (Gênesis 39:12)
Não se conformar com nenhum grau de tentação. Prevenir-se contra o pecado e evitar ter que lidar com sua destruição inevitável. Então, desligá-la! Olhar para o outro lado! Evitá-la a todo custo. Voltar seus pensamentos para caminhos edificantes.
Precisamos também agir de modo a proteger aqueles a quem amamos. Os pais instalam alarmes que alertam caso a casa seja ameaçada por fumaça ou pelo monóxido de carbono. Devemos instalar também proteções contra ameaças espirituais, proteções como filtros para conexão à Internet e em locais de acesso para que outros possam ver o que for assistido. E deveríamos também, edificar a força espiritual de nossa família, por meio de relacionamentos amorosos, orações em família e estudo das escrituras.
Por fim, não sejam condescendentes com a pornografia. Não usem seu poder de compra para apoiar a degradação moral. E moças, entendam que caso não se vistam com recato, vocês estarão aumentando esse problema, tornando-se pornografia para alguns dos homens que olharem para vocês.
Dêem ouvidos a essas advertências. Melhoremos nosso comportamento pessoal e redobremos nossos esforços para proteger nossos entes queridos e nosso meio da investida da pornografia que ameaça nossa espiritualidade, nosso casamento e nossos filhos.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Traição. Que Preocupação Terrível! (Afrodite)

“Tenho lido por aí textos exaltando a infidelidade dos homens. Nenhum homem é fiel. Todos traem. É tudo questão de tempo. Faz parte da natureza deles. São todos uns putões. Homem não mistura sexo com amor. E coisas assim.
Ao mesmo tempo também tenho lido sobre traição feminina e como as traidoras são chamadas de vagabundas e coisas do tipo.
Na verdade, todos esses textos servem para mostrar não os preconceitos e mágoas a respeito das
traições. E sim, as fragilidades de cada um e os medos.
Vou escrever agora uma coisa que pode chocá-los. Mesmo havendo esta diferença básica de como os homens encaram o sexo separado do sentimentos com mais facilidade que as mulheres, e mesmo as mulheres sendo capazes de encarar sexo sem sentimentos tanto quanto os homens, homens e mulheres são absolutamente iguais em relação a fidelidade e traição.
Não há diferença entre homens e mulheres quanto aos desejos de ter um relacionamento estável, satisfatório sexual e afetivamente. Todo mundo quer ser feliz igual basicamente. De preferência com um parceiro apenas. “Aquele ser especial que a gente passa vida inteira procurando” e parece que nascemos com essa necessidade intrínseca de achar.
E quando encontramos nosso par, a tendência é de se ficar com ele e ser fiel. Seja homem ou mulher. E enquanto aquele par preencher nossas necessidades de sexo e afeto, não procuraremos outra pessoa. Não há traição.
Traições são exceções. O perfil do traidor ou traidora contumaz mostra alguém com uma necessidade fora do normal, que não consegue ser satisfeita com uma relação que satisfaz a maioria. É como o se o traidor fosse um poço sem fundo que uma relação dita “saudável”, nos padrões mais comuns de nossa sociedade não o preenchem. Por isso esse apetite excessivo.
É diferente de uma pessoa numa relação que já não tem suas necessidades de afeto e sexo satisfeitas. Por isso eu coloco dois tipos de perfil de traição: o traidor recorrente e o acidental.
Acredito que o medo da maioria das pessoas é pela traição acidental.
Você está feliz num relacionamento, tem sua namorada ou marido e acha que está tudo bem e de repente descobre que foi traído porque seu parceiro se interessou por outra pessoa. Esse interesse só aconteceu porque algo não estava tão bem assim como você imaginava. Ou por outro lado, você tem seu parceiro ou parceira e se vê de repente com tesão por outra pessoa e é pego de surpresa porque achava que era feliz até então.
Quem está num relacionamento e se vê interessado por outra pessoa que não seu parceiro pode ter certeza que tem um problema para resolver em primeiro lugar com o próprio parceiro.
Antes de tudo a pergunta a se fazer é: eu amo meu parceiro(a)? Quero investir nessa relação? Se a resposta for sim, é hora de sentar e conversar sério. Se necessário procurar ajuda de profissionais, como
terapeutas de casal. Reavaliar todo o relacionamento e se reavaliar e se tratar. Partir para terapia individual também, se necessário.
Se a resposta for “não”. Então o negócio é acabar o relacionamento antes de maiores sofrimentos e desgastes.
Nunca, em hipótese alguma se deve falar para o parceiro que o traiu. Isso é um ato extremamente egoísta e cruel. Confessar uma traição só serve para aliviar a consciência do traidor e causar mal ao traído. Quem trai deve estar preparado para levar a traição para o túmulo. Este é o peso de trair. Nunca falar para o seu parceiro que o traiu. O mal, o sofrimento que causar esta confissão não se justifica. Se quiser confessar para alguém, confesse para um terapeuta. Nunca queira impingir este tipo de sofrimento ao seu parceiro ou parceira. Quando a gente confessa algo é só para nos sentirmos bem, e com isso machucamos quem não merece. Não seja egoísta nem leviano.
Bem, exposto que todos estamos propensos a sermos traídos quando nossas relações não satisfazem nossos parceiros, o que fazer?
Eu encaro esta realidade da mesma forma como encaro o fato que todos vamos morrer um dia. Existem verdades absolutas na vida das quais não podemos fugir. Fingir que isso não existe é loucura, criancice. Eu estou sujeita a ser traída tanto quanto estou sujeita a trair: isso é um fato. O fato é que todos procuramos relações satisfatórias afetivas e sexuais.
Não há o que se fazer em relação a tudo isso. Assim a saída é sermos o mais fiéis possíveis a nós mesmos. Resumindo: eu vou tocando minha vida sendo eu mesma, respeitando meus valores, buscando minha felicidade, sendo autêntica. Quando percebo que algo não está bom, conserto. Numa jornada para uma vida cada vez mais feliz e satisfatória.”

terça-feira, 2 de setembro de 2008

A Lealdade ignorada

Uma das mais belas qualidades humanas é a lealdade. Quanta grandeza em saber reconhecer um benefício com gestos de fidelidade. Mas não é isso o que vemos sempre pelo Mundo. Muito pelo contrário. O mais freqüente é encontrarmos por toda parte o desamor como pagamento àqueles que estendem a mão em auxílio ao próximo. Quantas vezes vemos amizades e famílias desfeitas, boas lembranças esquecidas. Tudo em nome da deslealdade, que nada mais é do que uma forma de ingratidão. Assim, vale a pena refletirmos sobre a natureza do que é desleal. Quem agiria assim? Quem seria capaz de pagar um benefício com uma traição? E por que razão faria isso? Vamos responder por partes. Desleal costuma ser a maior parte da Humanidade em algum momento da vida. Dificílimo é encontrar alguém que sempre age corretamente, que pauta seus atos pela extrema correção, em todas as ocasiões. Por outro lado, as razões que levam à deslealdade são sempre baseadas no egoísmo. O egoísta não se preocupa com o bem-estar do outro. Para ele, seus interesses vêm em primeiro lugar. Por isso, o egoísta não se envergonha em atraiçoar aquele que lhe estendeu mão amiga. Movido por interesses financeiros, por orgulho ou vaidade, não hesita em dar as costas para um amigo ou um ser querido. E o que é alvo de um gesto de deslealdade - o que deve fazer? Antes de tudo cabe não julgar. O desleal é alguém doente. Não um doente do corpo, mas um doente da alma, a quem nos cabe perdoar. Perdoar? Sim, perdoar. Costumamos afastar de nosso dia-a-dia a prática do perdão. Falamos tanto em perdão e enaltecemos seu valor na hora da provação. Mas, basta que alguém nos fira, para imediatamente esquecermos tudo o que costumamos falar sobre a necessidade de perdoar o próximo. É uma conveniência. Assim, diante da deslealdade, recordemos Jesus, que nos ensina a não resistir ao mal. É o Cristo que nos convida a pagar o mal com o bem, a oferecer a outra face, a perdoar constantemente. O valor do perdão é maior quanto mais grave é a deslealdade. Quando o desleal é uma alma querida, a quem sempre oferecemos o melhor em termos de amizade. Uma fórmula preciosa para esses instantes é recorrer à prece. A oração balsamiza a alma, acalma o coração, ilumina os dias. Se o coração do que é agredido está sereno, ele está liberto. E o outro? Ah, a questão não é mais entre um e outro. A questão é entre Deus e cada um de nós. O outro? A questão é entre ele e Deus. De nossa parte, devemos nos preocupar única e exclusivamente com a nossa consciência perante as Leis Divinas. Se estamos em paz, tudo está bem. Isto, acredite, é também um exercício de desapego. Não contabilizar benefícios faz parte da essência da verdadeira caridade. Se fizermos um bem a alguém, devemos fazê-lo por amor a Deus, pelo prazer de ser bom, pela alegria de ver os outros felizes. Fazer o bem simplesmente, sem esperar recompensa, sem aguardar retribuição. É difícil seguir, sim é difícil. Ser traído, ignorado, não ser reconhecido, enfim... tentar reverter o quadro, dar volta por cima!!! Dar amor apesar de tudo, és uma arte, sabedoria!!! Até onde? Por amor, ser amor e conseguir ter o amor. Deus nos dá!!!! Viva aos ingratos, os maus amados, que eles realmente tenham sabedoria para saborear a verdadeira dádiva de ser feliz!