
“Parafraseando alguém, eu diria que, decididamente, este é o País da frase pronta. A então ministra Marta Suplicy, quando da tormentosa crise aérea, se dirigiu aos sôfregos passageiros com o indefectível “relaxa e goza”. Mais recentemente, face à crise institucional decorrente das escutas telefônicas clandestinas, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Félix, sugeriu “não abrir a boca” e o ministro da Justiça, Tarso Genro, no mesmo diapasão, aconselhou a “falar ao telefone com a presunção de que alguém está escutando”. Em outros enfrentamentos de crises, os governantes planaltinos optaram por instigar que, anacronicamente, o “sofá fosse retirado da sala”.
E o presidente Lula, como se comporta? Ele, reconhecidamente dotado de impecável verbomania, um impagável autor de verdadeiras pérolas vernaculares, um verborrágico inconseqüente e destemperado por natureza, vem a público, para, no afã de se cotejar politicamente com o projeto do governador Serra que proíbe o fumo em lugar fechado, delibera desafiar o programa de saúde pública de seu próprio governo, vociferando:”Eu defendo, na verdade, o uso do fumo em qualquer lugar. Só fuma quem é viciado”.
O presidente, fiel à sua tradição maniqueísta, individualista e autoritária, ignora sensatas campanhas desencadeadas contra o tabagismo onde coibir o fumo significa proteger a pessoa e as famílias, asseverando, em alto e bom tom, que “na minha sala mando eu”, ignorando, propositadamente, lei federal versando sobre o tema, em vigor há 12 anos. O presidente, outra vez, age com uma leviandade atroz ao tratar de um assunto de saúde pública, ignorando, por oportunismo político (Serra é candidato à Presidência da República), seu magistral índice de popularidade e capacidade portentosa de agregação.
Aonde vamos parar com tantos desvarios?”
E o presidente Lula, como se comporta? Ele, reconhecidamente dotado de impecável verbomania, um impagável autor de verdadeiras pérolas vernaculares, um verborrágico inconseqüente e destemperado por natureza, vem a público, para, no afã de se cotejar politicamente com o projeto do governador Serra que proíbe o fumo em lugar fechado, delibera desafiar o programa de saúde pública de seu próprio governo, vociferando:”Eu defendo, na verdade, o uso do fumo em qualquer lugar. Só fuma quem é viciado”.
O presidente, fiel à sua tradição maniqueísta, individualista e autoritária, ignora sensatas campanhas desencadeadas contra o tabagismo onde coibir o fumo significa proteger a pessoa e as famílias, asseverando, em alto e bom tom, que “na minha sala mando eu”, ignorando, propositadamente, lei federal versando sobre o tema, em vigor há 12 anos. O presidente, outra vez, age com uma leviandade atroz ao tratar de um assunto de saúde pública, ignorando, por oportunismo político (Serra é candidato à Presidência da República), seu magistral índice de popularidade e capacidade portentosa de agregação.
Aonde vamos parar com tantos desvarios?”