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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Abaixo a Lei de Gerson! Vantagem só se for para todos! (Leila Navarro)

Nos últimos tempos, o que mais se ouve no mundo, em todas as esferas da sociedade, é o fator corrupção. Talvez não exatamente com esse termo, mas na essência do querer tirar vantagem em tudo. A impressão que se tem é que agora vale o jogo “ganha-perde” e, para um ganhar não importa se o outro vai ficar na lona, se as estratégias são obscuras, ilícitas, ilegais ou imorais! Se de um lado boa parte da sociedade está carente de recursos essenciais, de outro correm a revelia casos de fraudes na saúde pública, roubos de merenda escolar, desvio de verba pública, desvio de remédios, licitações nada lícitas e por aí vai.
A Pátria é como se fosse nosso pai, nossa mãe e quando a gente não pode confiar nela, fica muito complicado e não dá para ficar calada. Imaginem se nossos políticos, ao invés de tirarem vantagem para eles mesmos, pensassem em vantagem para todos os brasileiros espalhados Brasil a fora. Certamente a coisa seria bem diferente.
É difícil assumir, mas a realidade é que estamos classificados como um povo que “sabe tirar vantagem em tudo”. Vivemos em um mundo competitivo, repleto de tensões, no qual tudo muda rapidamente e ninguém sabe o que nos reserva o futuro. A maioria das pessoas considera impossível confiar umas nas outras, no amanhã, no mercado, nos projetos ou no governo. Tudo isso nos faz viver em permanente estado de alerta e adotar atitudes defensivas para não ser prejudicado nem passado para trás.
A falta de confiança se estende ao colega de trabalho, governos, instituições, projetos, empresas e mudanças – qualquer coisa que possa representar algum tipo de ameaça à nossa estabilidade ou segurança. Assim, fazemos da desconfiança a muralha que nos separa dos perigos do mundo exterior. Conscientes ou não, criamos uma geração de desconfiados. Levantamentos revelam que, de cada 10 pessoas, apenas 02 afirmam confiar em outras. Somos considerados um povo que não tem confiança! Situação tremendamente triste e preocupante!
Mas eu acredito que esse negócio tem jeito. Se eu e você começarmos a mudar a ideia subliminar do “jeitinho”, ela poderá se espalhar e converter esse conceito na mente da sociedade. Mas essa mudança só é passível de acontecer de dentro para fora e, para isso, precisamos trabalhar mentalmente uma nova postura: VANTAGEM SÓ SE FOR PARA TODOS – esse deve ser o nosso lema. Repita essa frase em voz alta, várias vezes por dia, por pelo menos 21 dias, até que ela se torne referência das suas relações. Isso também contamina e é esse tipo de postura que o Brasil precisa.
VANTAGEM SÓ SE FOR PARA TODOS!
Com CONFIANÇA e a conscientização de que VANTAGEM SÓ SE FOR PARA TODOS desencadeamos uma sucessão de atitudes de inclusão, respeito humano, movimento de primeiro mundo, o jogo do “ganha-ganha” e, assim, podemos gerar um mundo confiante e muito melhor.
Você já pensou nisso? Tem alguma sugestão de onde e como podemos tirar vantagem para todos?

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Brasil 2011 e após 2014


Pelo andar da carruagem, 2014 nada... E, infelizmente a mídia divulga que os orçamentos dos referidos estádios já dobraram. No caso do Maracanã subiu para 705 milhões de reais em novembro/2010 e pulou para 1 bilhão de reais em início de fevereiro/2011.
Qualquer dúvida entre no Google (nome do estádio + orçamento). O governo federal está prevendo cortes nas verbas destinadas à saúde e à educação, o quanto ainda não foi devidamente definido, no corte de 50 bilhões de reais do orçamento de 2011.
Enquanto um palhaço brincava de disputar sede para a copa, tudo ruía e caminhava para o pior.
Hoje podemos ver que os problemas que muitos falaram e que surgiriam, se concretizaram.
Foi provado que não há maturidade política nesse País e que tudo continua terminando em bagunça, brincadeira, em rir da cara do cidadão que realmente trabalha e paga suas contas com muita luta...
Mais uma vez eu falo: quem mandou votar nele??? Continuou com PT??? Está aí o resultado: vergonha total que nos aguarda para o mundial de futebol...
Enquanto isso...
Vejamos as escolas...
Vejamos os hospitais e postos de saúde...
Que vergonha!!!
Confira !!! Aqui estão algumas imagens do que projetaram para a copa de 2014...
Se as imagens não forem passando automaticamente, dê um click nelas e terão a sequência



















Obs: O estádio do Morumbi, foi substituído pelo futuro estádio do Corinthians (ainda somente na maquete). O orçamento inicial da obra era de 350 milhões de reais, hoje, é comentado entre 800 milhões e 1 bilhão de reais...

Será que este estádio estará pronto para a copa de futebol em 2014? Tire suas conclusões vendo o estado atual das obras!!!!!!!



terça-feira, 21 de junho de 2011

A estética do doente




A novidade nas academias chiques é um pó misturado na água. A poção mágica é chamada de Jack 3D, em função das substâncias químicas que compõem o produto (Arginina Alfa-cetoglutarato, monohidrato de creatina, Beta Alanina, cafeína, 1,3-Dimethylamylamine, Shizandrol A, Ácido Cítrico, aromatizante natural, Acesulfame-K, Sucralose, Estereato de vegetais, Dioxido de silício, clorofila.). O milagre do momento aumenta a capacidade de treinamento e reduz a fadiga do atleta.
O Jack 3D engrossaria as prateleiras dos suplementos se não fossem dois problemas. A substância é proibida no Brasil, por ser considerada doping. E provoca efeitos colaterais como taquicardia e problemas neurológicos.
O que leva pessoas normais a buscar compostos ilegais para treinar em academias? Se a medida é injustificável para atletas de ponta, imagine para os frequentadores comuns. Por que arriscar a própria saúde com ações que seriam decorrentes da própria busca por vida saudável?
A ditadura da estética se esconde atrás de nomes pomposos, métodos revolucionários e tratamentos divinos. A aparência passou a ser a medida de muitas circunstâncias. Estar no corpo padrão significa a legitimação de um modo de viver, dependente do olhar de outros escravos da forma, indiferentes ao conteúdo.
Moldar a casca se transformou em obsessão. O Brasil, hoje, é o segundo país do mundo em número de cirurgias plásticas e de frequentadores de academias e no consumo de remédios para emagrecer.
No filme Meia-Noite em Paris, última obra de Woody Allen, há uma cena em que o protagonista, um roteirista vivido por Owen Wilson, evita que a esposa do escritor Scott Fitzgerald cometa suicídio. O roteirista foi transportado no tempo e se encontra na capital francesa, nos anos 20.
Depois de agradecer a ele pelo salvamento, a esposa de Fitzgerald ganha um comprimido do roteirista, que diz algo como: - Será sua salvação no futuro!
O comprimido era um Valium. A piada de Allen é, obviamente, atual. As relações sociais viraram patologias. Qualquer comportamento fora do padrão é passível de diagnóstico. Claro que a popularização de certos termos pode significar mais informações sobre doenças, mas o que se vê – em muitas situações – a popularização do milagre em forma de remédio.
Se o sujeito trabalha demais, está sob estresse. Dá-lhe relaxantes e outras pílulas. Se alguém segue melancólico, deve estar deprimido. Uma cartela de Prozac ou outras tranqueiras coloridas para reanimar o tristonho. Se a criança é bagunceira, provavelmente será hiperativa. A solução: ritalina nela!
Estamos doentes de corpo e alma. Como escravos do corpo perfeito, também fracassamos diante da idéia de que a felicidade não acontece o tempo todo. Não compreendemos angústias, ansiedades e derrotas momentâneas, inerentes às relações com outras pessoas.
A impaciência e a incapacidade de olhar para si com o devido tempo de reflexão nos fazem parecer com aqueles sujeitos ingênuos que eram enganados por caixeiros viajantes e seus remédios tão exóticos quanto fruto de charlatanismo, no século 19. Tudo para alcançar a falsa normalidade, ditada e aprovada pelo outro, também algemado pela estética feliz a qualquer preço.
Cada vez que passo em frente a uma farmácia-shopping, me lembro da história contada por uma psicóloga. Quando encontrar crianças reunidas, espere por moleques e meninas agitados. A criança quietinha, sentada no cantinho, xodó de adultos pelo comportamento exemplar, é provavelmente a deslocada. E não está, necessariamente, doente.
As demais crianças? Apenas crianças.
(baseado em texto de Marcus Vinicius Batista)

domingo, 5 de junho de 2011

É preciso dar um basta!


“Em vista, que a mídia divulga diariamente, escândalos e escândalos, dos políticos que se dizem representantes do povo mas que na realidade são representantes de si mesmos, chego a uma conclusão que a maioria do povo brasileiro é apático e omisso. Fala muito em liberdade e direitos, não conhecendo o verdadeiro significado dessas palavras. Somos prisioneiros da nossa própria irresponsabilidade e ignorância. Não reagimos, como deveríamos, aos abusos que são cometidos pelos que possuem temporariamente o poder em nosso País.
Como podemos nos considerar um povo livre se não temos saúde, educação, segurança, escolas, hospitais entre outras coisas importantes, que nos libertam, estão totalmente sucateadas. O que se está vendo, a todo instante, nos jornais e TV, são episódios repetidos, cujo roteiro foi feito pelo mesmo autor, a falta de caráter. Somos, com a nossa indiferença, coadjuvantes dessas obras mal escritas. Não ligamos para o que é importante. Nem sabemos da força que temos. Todos reclamam, porém, não tomamos as rédeas. A corrupção e a mentira estão aí (seus atores aparecem em entrevistas e falam de uma maneira que dá a impressão de que os culpados somos nós e não eles), cada vez maiores. Somos governados por pessoas AMORAIS; a nossa Justiça não tem representação. Atentem, já esqueceram o mensalão? Isso é uma vergonha. Temos que demonstrar a nossa indignação e repulsa a tudo que nos tira a liberdade. Infelizmente, não temos lideranças capazes de organizar o povo e exigir a cidadania (Ah... se tivessemos um pouco da iniciativa como os irmãos do Oriente médio). Basta! Liberdade antes que seja tarde.”

domingo, 29 de maio de 2011

Casa Civil da era militar até os tempos atuais


A Casa Civil chamava-se Gabinete Civil e seu titular quase não tinha força política. Era uma espécie de conselheiro do presidente para assuntos civis. Passou a ter grande importância quando o general Ernesto Geisel escolheu para o Gabinete o general Golbery do Couto e Silva (de 15 de março de 1974 até 15 de março de 1979)
No governo de José Sarney (15.03.1985 a 15.03.1990 ) o Gabinete Civil teve no início uma função mais técnica. Tanto é que Sarney manteve no posto José Hugo Castelo Branco, escolhido por Tancredo Neves. Com Marco Maciel, Ronaldo Costa Couto e Luiz Roberto Ponte, sucessores de Castelo Branco, o Gabinete Civil passou a ter um viés também político.
Durante o governo de Fernando Affonso Collor de Mello (1990 a 1992 ) todas as funções técnicas e administrativas foram entregues ao Gabinete Civil, comandado por Marcos Coimbra. Collor só se preocupou em buscar um político para o posto quando seu governo já caminhava para o precipício. Foi quando nomeou Jorge Bornhausen.
No governo de Itamar Augusto Cautiero Franco (1992-1994) o ministério passou a se chamar Casa Civil. Itamar pôs no posto o amigo Henrique Hargreaves, que deu ao cargo feição técnica e política: aconselhava Itamar e negociava votações no Congresso. Henrique Hargreaves, foi envolvido em denúncias, fruto de investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso Nacional, entre 1993 e 1994, que apontavam irregularidades na elaboração do Orçamento da União. Imediatamente, Itamar Franco retirou-o da Casa Civil para que se averiguassem as denúncias. Comprovada sua inocência, retornou ao Palácio do Planalto.
No governo de Fernando Henrique Cardoso (1995/2002) a Casa Civil manteve um perfil mais técnico do que político. Mas passou a concentrar poder de fato no governo Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011). José Dirceu de Oliveira e Silva, o primeiro ministro da pasta na gestão Lula, recebeu a incumbência de assistir direta e indiretamente o presidente. Dirceu era ainda, na ausência do presidente, o chefe do Conselho de Governo e o secretário executivo do Conselho da República. Essa concentração de poder foi mantida nas gestões de Dilma e de Erenice.
Desde janeiro de 2003 até 2011, a Casa Civil transformou-se na “casa do barulho” com recorrentes denúncias de corrupção envolvendo os responsáveis por esta Casa. Parodiando Lula, podemos dizer: "Nunca antes na história desse País houve tantos problemas neste ministério".
Sob o comando de José Dirceu (1 de janeiro de 2003 até 21 de junho de 2005), em fevereiro de 2004, Waldomiro Diniz, então subchefe de Assuntos Parlamentares, apareceu em um vídeo pedindo propina para o empresário de jogos Carlinhos Cachoeira, em um caso que envolvia extorsão, corrupção passiva e gestão fraudulenta.
Um ano e quatro meses depois do escândalo, foi a vez do maior abalo do governo Lula: a revelação, pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ), do escândalo do mensalão. Jefferson acusou o então titular da Casa Civil, José Dirceu, de comandar “uma sofisticada organização criminosa, especializada em desviar recursos públicos”, segundo o próprio procurador-geral da República, Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, em denúncia acatada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Um esquema que ia muito além da simples compra de votos de parlamentares.
Foi aberta uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso para apurar as denúncias. Acabaram caindo a cúpula do PT e os principais líderes dos partidos que apoiavam o governo. Roberto Jefferson, então deputado federal, e José Dirceu foram cassados e mais 40 pessoas denunciadas pelas irregularidades, entre parlamentares, lobistas e empresários.
Os escândalos não cessaram com a substituição de José Dirceu. Na gestão de Dilma Vana Rousseff (de 21 de junho de 2005 até 30 de março de 2010 a “mãe do PAC-Programa de Aceleração do Crescimento”, o maior embuste da história recente de nossa República ) a Casa Civil foi acusada de montar um dossiê contra os familiares do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em represália à atuação dos oposicionistas na CPI dos Cartões Corporativos, em 2008. O comando da montagem do dossiê foi atribuído a Erenice Guerra, que substituiria (de 30 de março de 2010 até 16 de setembro de 2010) Dilma Rousseff e se envolveria em mais um escândalo da problemática Casa Civil.
Agora em 2011, o responsável pela “Casa”, é um prodígio das finanças, o médico Antonio Palocci Filho, que em pouco mais de quatro anos, simplesmente, multiplicou por 20 ( ou 60?) seu patrimônio pessoal, por meio de “assessoria” a grupos empresariais propiciada por sua notória capacidade de “operar” nas estruturas de poder nos governos Lula e Dilma. Palocci é velho conhecido da sociedade brasileira desde sua passagem, como prefeito, pela prefeitura de Ribeirão Preto (SP). Palocci foi acusado de chefiar um esquema de corrupção da época em que era prefeito. Através da cobrança de "mesadas" de até 50 mil reais mensais de empresas que prestavam serviços à prefeitura, o ex-ministro da fazenda alimentava os cofres do seu partido, o PT, com dinheiro ilícito. Nada, porém, foi provado até este momento. Em 27 de março de 2006, Palocci foi demitido pelo presidente Lula do cargo de ministro da Fazenda. Sua situação ficou insustentável a partir da quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa, testemunha de acusação contra Palocci no caso da casa do lobby, mansão alugada pela chamada "República de Ribeirão Preto" para servir de sede para reuniões de lobistas e encontros com prostitutas, conforme investigações da CPI dos Bingos.
O que deixa o brasileiro de boa índole abismado é que os argumentos apresentados na defesa são os mais despudorados já vistos na história política da República, como o de que para esse governo (de maioria petista) não importa a vida pregressa dos nomeados, o que em qualquer administração séria deveria ser o primordial para a escolha. Infelizmente a administração governamental petista tem se notabilizado em trabalhar em silêncio, mesmo causando um enorme barulho no que concerne à frouxidão moral no trato da coisa pública.
Diante destes inúmeros escândalos, todos os brasileiros devem conhecer, e entender, duas coisas que podem transformar o cidadão em milionário de uma hora para a outra: “Casa Civil e uma empresa de Consultoria."
Veja este exemplo:
O Globo - 24/05/2011
PRINCIPAL ASSESSOR DE PALOCCI MANTÉM CONSULTORIA PRIVADA
Agência O Globo: Leila Suwwan e Tatiana Farah
Assim como o chefe, o braço-direito do ministro Antonio Palocci e hoje assessor especial da Casa Civil, Branislav Kontic, também é dono de uma consultoria de gestão empresarial em São Paulo, a Anagrama. A empresa foi criada em 1997 e continua ativa, segundo registros oficiais. Tem como endereço formal uma pequena sala no Centro de São Paulo e atua nos setores de consultoria em gestão empresarial, entre outros. Brani, como é conhecido, também é sócio minoritário de Luis Favre, ex-marido da senadora Marta Suplicy (PT), em outra empresa, a Epoke Consultoria, que atua no ramo de prestação de serviços de informação.

Assim é demais!!!!!!!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

‎10 Estratégias de Manipulação - será que o PT faz isso? Lógico que faz.!!!


10 estratégias de manipulação através da mídia para manter o público alienado, escrito pelo linguista Noam Chomsky .
1 – A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO-
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')".
2 – CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES
Este método também é chamado "problema-reação-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.
3 – A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4 – A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
5 – DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê?"Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver "Armas silenciosas para guerras tranqüilas")".
6 – UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos.Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos...
7 – MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')".
8 – ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto...
9 – REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!
10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si
mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

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