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quinta-feira, 1 de maio de 2008

Caso Isabella: um desabafo!


Deixo aqui meu desabafo como ser humano, pai e cidadão.
Recuso a acreditar mas, devido a monstruosidade do ato, os indícios muito fortes no sentido de que um deles ou os dois teriam assassinado a menor, apesar de não poder afirmar que são “assassinos frios”, com toda certeza, eles sabem mais do que dizem.
Um pai que tem a responsabilidade de cuidar de uma filha de 5 anos, em um final de semana e acontece uma morte violenta e, mesmo que não fosse, deveria ser o primeiro a colocar a “cara no mundo” e pedir solução desse crime, entretanto, mesmo antes de ser acusado, ele se sente ofendido em ser suspeito e seus advogados trabalham apenas na linha de falta de segurança no prédio, perícia mal feita, varredura policial mal feita, terceira pessoa, etc., a história até o momento está muito mal contada, tudo muito estranho. Só falta dizer que a culpada em toda esta tragédia é a própria vítima que não teve o cuidado e capacidade para se autoproteger ou o fantasma gasparzinho que ao invés de aprontar brincadeiras com crianças anda fazendo homicídios com requinte de crueldade ou daqui há pouco vai aparecer alguém com desvio de personalidade, esquizofrenia ou alguma patologia que justifique o crime ou melhor que exclua a imputabilidade ao crime!!!!
Nesta linha de defesa do casal, nos leva a pensar que estão camuflando a verdade dos fatos e a atitude mais inteligente que tomam no momento é ganhar tempo.
Vendo a frieza nas cartas, sem nenhum sofrimento nas entrelinhas, é para ficar horrorizado. Em alguma parte é cópia e cola da outra. Uma carta escrita friamente, a todo momento, por umas nove vezes, ela tenta inocentar o pai, uma carta muito longa, tipo semelhante a um texto calculado, décimos e décimos de pensamentos, um texto que orienta a um só sentido: que eles são inocentes, se eles fossem os culpados, eles não iriam se defender tanto. Após a morte de Isabella eles fugiram por que, então? Tempo para destruirem as provas? E serem melhor orientados?
Vendo a aceitação da mãe biológica dessa criança no dia em que completou 24 anos, conseguiu até sorrir para os repórteres. Parece ter aceitado a morte brutal da filha como algo tão simples. No lugar dela, a maioria das mães estaria à base de calmantes e não gostaria de aparecer para ninguém. A maioria das pessoas não aceitaria um fato desses, da forma como ela aceitou, sem demonstrar tristeza no olhar, não estar abatida mas bem penteada, maquiada e fria. Não sabemos o que se passa no coração das outras pessoas, mas nos olhos sim, e não se vê nenhum sinal de tristeza ou revolta nos olhos dessa mãe. Nem mesmo Maria, mãe de Jesus Cristo, ficou imune às lágrimas, aos pés da cruz em que morria seu Filho. Na verdade, ficamos com “n” dúvidas. As histórias da imprensa que tomamos conhecimento são muito fantasiosas.
A cadeia não recupera ninguém, mas muita gente encerra seus dias de remorso e de maldade lá dentro. O preço da liberdade não tem valor que caiba no bolso do ser humano. Morrer e apodrecer na cadeia é uma pena que transcende a alma humana, é ali o verdadeiro inferno !!!!
O fato real é que uma criança, um anjo puro perdeu a vida e um “monstro (a)” é responsável.
Este caso nos faz pensar na vida e no caos para onde estamos caminhando... claro que apontar o dedo para o pai e a madrasta é prematuro e a quem cabe julgar é o juiz. Por outro lado, as evidências tendem a apontar para eles. Já que estamos vivendo de forma desumana, muitas questões povoam a nossa mente neste caso: interesses financeiros, herança, bens, inveja, ciúmes e total falta de compaixão podem ter motivado essa barbárie. Sim! Estamos falando da falta de escrúpulos, de valores que estão aniquilando as pessoas, especialmente jovens (o casal é jovem). Infelizmente estamos cada vez mais frente a competitividade, disputa, prepotência e arrogância daqueles que pensam que o dinheiro compra tudo. Penso que estamos frente a pessoas vazias de sentimentos. Devemos torcer para que isso não seja verdade, pois quem perde a compaixão, perde tudo. Não há sentido para a vida humana.
Um conselho: Não tenham filhos se não estiverem aptos a praticar, POR TODA A VIDA, a caridade. Palavra que vem do latim: Caritas = Cuidar com o coração.