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sábado, 25 de outubro de 2008

Uma lição


“Todos estamos ainda atônitos com o ato do Lindemberg. A mídia denunciou o fato ao mundo. Primeiro, 100 horas de tensão; após, o espetáculo assistido pela Nação e fora dela. Cenas fortes e a debilidade mental de um cidadão levado às últimas conseqüências. Lamentavelmente, um teatro onde a peça podia ser chamada de “extermínio”.
Homens, aparentemente rudes, porém sensíveis, encobriam seus corpos e sentimentos com as belas fardas de suas corporações; revezavam-se diuturnamente na busca incansável de alguma solução, mas sucumbiram ao irracional. Estão eles sempre presentes nas horas mais doloridas e tristes, no entanto, esquecidos nos momentos de “festa” e, se nela se fazem presentes, sequer são notados, pois ali estão para resguardar e oferecer segurança aos “festeiros”.
Hoje, a discussão é se o estampido foi antes ou depois do arrombamento da porta; procura-se uma vez mais respingar culpabilidade na tão eficiente corporação.
Neste momento, a alma mais ferida é a da mãe de Eloá, Ana Cristina Pimentel, que, ao acariciar pela última vez a face meiga da filha, no velório, mostrou a todos nós que, mesmo com seus sentimentos mortalmente feridos, não perdeu o sentido da razão quando falou sobre o GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais): “Eles não têm culpa de nada, lutaram como eu lutei, choraram comigo quando eu chorei”.
Parabéns dona Ana Cristina Pimentel, suas palavras nos ensinam.”

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