
“Todos estamos ainda atônitos com o ato do Lindemberg. A mídia denunciou o fato ao mundo. Primeiro, 100 horas de tensão; após, o espetáculo assistido pela Nação e fora dela. Cenas fortes e a debilidade mental de um cidadão levado às últimas conseqüências. Lamentavelmente, um teatro onde a peça podia ser chamada de “extermínio”.
Homens, aparentemente rudes, porém sensíveis, encobriam seus corpos e sentimentos com as belas fardas de suas corporações; revezavam-se diuturnamente na busca incansável de alguma solução, mas sucumbiram ao irracional. Estão eles sempre presentes nas horas mais doloridas e tristes, no entanto, esquecidos nos momentos de “festa” e, se nela se fazem presentes, sequer são notados, pois ali estão para resguardar e oferecer segurança aos “festeiros”.
Hoje, a discussão é se o estampido foi antes ou depois do arrombamento da porta; procura-se uma vez mais respingar culpabilidade na tão eficiente corporação.
Neste momento, a alma mais ferida é a da mãe de Eloá, Ana Cristina Pimentel, que, ao acariciar pela última vez a face meiga da filha, no velório, mostrou a todos nós que, mesmo com seus sentimentos mortalmente feridos, não perdeu o sentido da razão quando falou sobre o GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais): “Eles não têm culpa de nada, lutaram como eu lutei, choraram comigo quando eu chorei”.
Parabéns dona Ana Cristina Pimentel, suas palavras nos ensinam.”
Homens, aparentemente rudes, porém sensíveis, encobriam seus corpos e sentimentos com as belas fardas de suas corporações; revezavam-se diuturnamente na busca incansável de alguma solução, mas sucumbiram ao irracional. Estão eles sempre presentes nas horas mais doloridas e tristes, no entanto, esquecidos nos momentos de “festa” e, se nela se fazem presentes, sequer são notados, pois ali estão para resguardar e oferecer segurança aos “festeiros”.
Hoje, a discussão é se o estampido foi antes ou depois do arrombamento da porta; procura-se uma vez mais respingar culpabilidade na tão eficiente corporação.
Neste momento, a alma mais ferida é a da mãe de Eloá, Ana Cristina Pimentel, que, ao acariciar pela última vez a face meiga da filha, no velório, mostrou a todos nós que, mesmo com seus sentimentos mortalmente feridos, não perdeu o sentido da razão quando falou sobre o GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais): “Eles não têm culpa de nada, lutaram como eu lutei, choraram comigo quando eu chorei”.
Parabéns dona Ana Cristina Pimentel, suas palavras nos ensinam.”
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