
sexta-feira, 8 de junho de 2007
quinta-feira, 7 de junho de 2007
Apenas mais um (Carlos Monforte)

O PT e seus aliados vivem se metendo em confusão. Desde o episódio do mensalão, os petistas não pararam de encontrar uma forma de sair no noticiário da pior maneira possível, prejudicando o governo de seu líder maior. Mensalão, sanguessuga, o caso do dossiê contra tucanos, o caso da quebra de sigilo, furacão e agora xeque-mate são nomes de operações da Polícia ou eventos políticos que trouxeram à tona a falta de cuidado dos políticos do PT e a maneira pouco delicada como pretendiam (ou pretendem) se manter no poder. Pior: de ganhar dinheiro, usando o poder.
O perigo maior está na relação dos desastrados companheiros com Lula. Parece que cada vez mais o círculo se fecha. Não houve episódio aloprado, nos últimos anos, do qual não participasse um amigo próximo, um parente, um velho aliado do presidente. São tantos os casos, são tantos os nomes, que é fácil se perder no emaranhado de ocorrências, de fatos. Já se perderam por aí os nomes de Silvinho Pereira, Delúbio Soares, Marcos Valério, Freud Godoy, que vieram do nada para as primeiras páginas dos jornais, trazidos por denúncias e ações nebulosas.
Uma outra atração que vai caminhando por aí é Zuleido Veras, que poucos brasileiros conheciam. Só mesmo aqueles jornalistas atentos, os lobistas de plantão e aqueles que participam do esquema de propinas e corrupção. Zuleido é amigo dos amigos de Lula, como Renn Calheiros, presidente do Senado, que foi pego no pulo de uma transgressão pessoal e surgiu como personagem solitário de outro escândalo: o de supostamente ter sido ajudado por uma empreiteira para resolver problemas íntimos.
Surge agora aos ouvidos da Nação o nome de Genival Inácio da Silva, “um dos irmãos mais queridos” do presidente Lula, como sendo um agente de tráfico de influência. Não é novo esse papel de Vavá. Ele já tinha seu escritório de “intermediação de negócios” fazia tempo. Tanto que foi acusado de facilitar encontros com ministros e presidentes de estatais. Agora, seu nome aparece como um dos interlocutores do principal acusado da Operação Xeque-Mate. Ele e Dario Morelli Filho, outro petista e compadre de Lula.
Lula se saiu bem, nesse primeiro instante do caso. Disse não acreditar que o irmão teria culpa, mas elogiou a Polícia Federal – uma atitude honesta e “republicana”, como gosta de salientar o ministro da Justiça. Mas é preciso saber no que vai dar o caso. Até que ponto Vavá tem ligação com o chefe de quadrilha Nilton César Servo e qual seu envolvimento com o problema.
O que isso tem a ver com a reforma política que mais uma vez bate às portas do Congresso? É que em todos os casos, em todos os escândalos, existe sempre a participação de um ou mais deputados ou senadores. Uma reforma poderia facilitar teoricamente o filtro para que pessoas mais idôneas pudessem participar do sistema. Mas ela é cada vez mais difícil, embora todos afirmem que é necessária. É difícil, porém, fazer com que os políticos cortem da própria carne.
Aliás, a reforma é apenas parte do que se deve fazer para mudar a mentalidade dos políticos e dirigentes brasileiros. Na verdade, a mentalidade do próprio brasileiro, que adora se locupletar e até acha normal que as coisas estejam do jeito que estão. Estamos como que meio anestesiados pelos escândalos, que são tantos e vêm em enxurrada. Vai demorar 100 anos para que nos tornemos sérios.
O perigo maior está na relação dos desastrados companheiros com Lula. Parece que cada vez mais o círculo se fecha. Não houve episódio aloprado, nos últimos anos, do qual não participasse um amigo próximo, um parente, um velho aliado do presidente. São tantos os casos, são tantos os nomes, que é fácil se perder no emaranhado de ocorrências, de fatos. Já se perderam por aí os nomes de Silvinho Pereira, Delúbio Soares, Marcos Valério, Freud Godoy, que vieram do nada para as primeiras páginas dos jornais, trazidos por denúncias e ações nebulosas.
Uma outra atração que vai caminhando por aí é Zuleido Veras, que poucos brasileiros conheciam. Só mesmo aqueles jornalistas atentos, os lobistas de plantão e aqueles que participam do esquema de propinas e corrupção. Zuleido é amigo dos amigos de Lula, como Renn Calheiros, presidente do Senado, que foi pego no pulo de uma transgressão pessoal e surgiu como personagem solitário de outro escândalo: o de supostamente ter sido ajudado por uma empreiteira para resolver problemas íntimos.
Surge agora aos ouvidos da Nação o nome de Genival Inácio da Silva, “um dos irmãos mais queridos” do presidente Lula, como sendo um agente de tráfico de influência. Não é novo esse papel de Vavá. Ele já tinha seu escritório de “intermediação de negócios” fazia tempo. Tanto que foi acusado de facilitar encontros com ministros e presidentes de estatais. Agora, seu nome aparece como um dos interlocutores do principal acusado da Operação Xeque-Mate. Ele e Dario Morelli Filho, outro petista e compadre de Lula.
Lula se saiu bem, nesse primeiro instante do caso. Disse não acreditar que o irmão teria culpa, mas elogiou a Polícia Federal – uma atitude honesta e “republicana”, como gosta de salientar o ministro da Justiça. Mas é preciso saber no que vai dar o caso. Até que ponto Vavá tem ligação com o chefe de quadrilha Nilton César Servo e qual seu envolvimento com o problema.
O que isso tem a ver com a reforma política que mais uma vez bate às portas do Congresso? É que em todos os casos, em todos os escândalos, existe sempre a participação de um ou mais deputados ou senadores. Uma reforma poderia facilitar teoricamente o filtro para que pessoas mais idôneas pudessem participar do sistema. Mas ela é cada vez mais difícil, embora todos afirmem que é necessária. É difícil, porém, fazer com que os políticos cortem da própria carne.
Aliás, a reforma é apenas parte do que se deve fazer para mudar a mentalidade dos políticos e dirigentes brasileiros. Na verdade, a mentalidade do próprio brasileiro, que adora se locupletar e até acha normal que as coisas estejam do jeito que estão. Estamos como que meio anestesiados pelos escândalos, que são tantos e vêm em enxurrada. Vai demorar 100 anos para que nos tornemos sérios.
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Violência urbana
Como temos visto na imprensa em geral, está havendo um crescente aumento de atos violentos perpetrados principalmente nas áreas urbanas. Noticiam os jornais, quase diariamente, assaltos, roubos, seqüestros, homicídios e estelionatos praticados em nossas cidades. Muitos deles contra homens de negócios e turistas estrangeiros. Por que este aumento da violência? Quais as suas principais conseqüências? É o que tentaremos discorrer.A explosão demográfica ocorrida nas últimas décadas e a falta de política administrativo-social adequada e concreta geraram grandes conglomerados nas periferias das cidades brasileiras, com a formação de verdadeiros bolsões de pobreza, onde pessoas das mais variadas regiões e costumes se misturam. Esta situação gera uma tensão permanente nos habitantes, que vivem a incerteza de conseguir trabalho e mesmo de sobreviver. Isto, aliado à deficiência de estrutura básica urbana pela falta de habitação, saneamento, educação etc, é fator que caracteriza uma violência contra a cidadania, a chamada violência estrutural, atingindo principalmente grupos específicos, como as crianças abandonadas. Além deste tipo de violência, há ainda a chamada violência específica, que aparece com os homicídios, roubos e seqüestros principalmente, o que é mais visível e por isso chama mais atenção. Porém, a violência estrutural, geradora inclusive da grande maioria dos casos de violência específica, acaba não sendo efetivamente detectada, mas, por ser permanente, cada vez mais aumenta suas conseqüências. Por isso que nos países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, onde há muita pobreza, é que ocorrem os maiores índices de violência.
Aliás, em vista principalmente da crescente violência urbana, nosso País foi classificado na 88ª. Posição no Índice Global de Paz (GPI), em um ranking de 121 países, no recente relatório da consultora inglesa Economic Intelligence Unit, o que demonstra que estamos perdendo credibilidade como organização social, com reflexos econômicos incalculáveis, pois nosso alto grau de violência desestimula a vinda tanto de capital estrangeiro quanto de pessoas para tratar de negócios.
Assim, enquanto não tomarmos consciência ampla e profunda deste problema, não estudarmos estratégias para sairmos desta situação, e não nos estruturarmos melhor socialmente, seremos considerados um País perigoso de se viver e visitar, com o que perdemos todos. Pensem nisso. (Antonio Silveira Ribeiro dos Santos)
terça-feira, 5 de junho de 2007
Zeca-feira

Não sou moralista, mas tudo tem um limite. Na propaganda de TV, antes das 22 horas, a quarta-feira é zeca-feira.
Acho que estão extrapolando: o filho de um amigo, que tem 10 anos, já fala em sair para a zeca-feira tomar cerveja, por que lá tudo é alegria.
Isto é muito triste e não estamos abrindo os olhos; logo teremos a “segunda trambique e corrupção-feira”; a “terça-marijuana e a exploração-feira; a “quinta-maquininha bingo-feira”; a “sexta assalto e seqüestro-feira”; o “sábado faça o que quiser e que se danem os outros; e, no domingo, vamos vagabundear porque ninguém é de ferro. Pobre Brasil, onde as coisas erradas e prejudiciais têm tanto incentivo e dão tanto ibope.
Isso é inversão de valores. Vamos acordar. Espero que ainda tenhamos tempo para mudar esta realidade.
O Brasil precisa do dia da ética, dia da moral, dia do trabalho honesto, dia da igualdade, dia do respeito, dia da paz espiritual, valores tão esquecidos ultimamente.
Depois não adianta chorar, por que já estamos chorando. (Paulo Fernando de Mello Chavez)
Acho que estão extrapolando: o filho de um amigo, que tem 10 anos, já fala em sair para a zeca-feira tomar cerveja, por que lá tudo é alegria.
Isto é muito triste e não estamos abrindo os olhos; logo teremos a “segunda trambique e corrupção-feira”; a “terça-marijuana e a exploração-feira; a “quinta-maquininha bingo-feira”; a “sexta assalto e seqüestro-feira”; o “sábado faça o que quiser e que se danem os outros; e, no domingo, vamos vagabundear porque ninguém é de ferro. Pobre Brasil, onde as coisas erradas e prejudiciais têm tanto incentivo e dão tanto ibope.
Isso é inversão de valores. Vamos acordar. Espero que ainda tenhamos tempo para mudar esta realidade.
O Brasil precisa do dia da ética, dia da moral, dia do trabalho honesto, dia da igualdade, dia do respeito, dia da paz espiritual, valores tão esquecidos ultimamente.
Depois não adianta chorar, por que já estamos chorando. (Paulo Fernando de Mello Chavez)
segunda-feira, 4 de junho de 2007
Navalhadas

Será que a Gautama, do sr. Zuleido, que não é empreiteira das mais renomadas, no universo das megaempreiteiras que atuam em nosso País, está só só, é a única a operar esquemas de burla à Lei de licitações, de obtenção de vantagens por baixo do pano através de fraudes, propinas, favores, presentes,mordomias, cortesias etc.? Será que mais nenhuma contribui para alimentar esse formidável mundo paralelo dos caixas 2, que movimenta fortunas clandestinamente, e já descoberto, fuçado e confessado por políticos e admitido tranqüilamente, sem ficar nem ao menos rosado, pelo próprio presidente, sem nunca ser de fato devassada e liquidada?
A polícia federal tem feito um bom trabalho, sem dúvida, mas será que a espetaculosidade adotada em várias ocasiões – servindo sob medida para que o governo central alardeie que está combatendo a corrupção -, não lembra um pouco o mordomo do inspetor Clouseau, aquele chinês que vivia atacando o patrão, de surpresa, em sua própria casa, tudo previamente admitido e combinado para mantê-lo sempre atento, pronto para escapar dos ataques de inimigos verdadeiros? (Rubens Forte)
A polícia federal tem feito um bom trabalho, sem dúvida, mas será que a espetaculosidade adotada em várias ocasiões – servindo sob medida para que o governo central alardeie que está combatendo a corrupção -, não lembra um pouco o mordomo do inspetor Clouseau, aquele chinês que vivia atacando o patrão, de surpresa, em sua própria casa, tudo previamente admitido e combinado para mantê-lo sempre atento, pronto para escapar dos ataques de inimigos verdadeiros? (Rubens Forte)
sábado, 2 de junho de 2007
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Mais uma do "babaca"
O Senado do Brasil virou a Geni. Agora é a vez do presidente venezuelano, Hugo Chávez, que ontem (31/05/2007) acusou os senadores brasileiros de agirem a mando do Congresso dos EUA. "O Congresso do Brasil é dominado pelos movimentos e partidos da direita, que estão tentando que a Venezuela não entre no Mercosul. É mais fácil que o império português se reinstale no Brasil do que o governo da Venezuela volte atrás”, discursou Chávez na TV. A notícia saiu na Agência Bolivariana de Notícias, ganhou as páginas do New York Times e, no Brasil, só teve destaque na Folha de São Paulo. No mesmo jornal, o ex-presidente José Sarney (cordeirinho de Lula) afirma que a integração sul-americana só pode acontecer entre países democráticos.
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