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quarta-feira, 30 de abril de 2008

Mudança de atitude

Em Mateus 9:13 uma importante palavra foi omitida do final:
Ide, pois, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios. Porque eu não vim chamar justos, mas os pecadores a uma mudança de atitude
Apenas a retirada da palavrinha "mudança de atitude" muda todo o sentido da missão de Cristo, porque ele não veio para perdoar nossos pecados, e sim nos ensinar a fazer o certo.

Não veio nos dar peixe, mas nos ensinar a pescar.
Até hoje as pessoas ficam tentando converter as outras com "Aceite Cristo para se livrar dos pecados", "Alcance a salvação!"
Isso é ridículo!
Exemplo de uma mentalidade infantil e da crença na lei do menor esforço. Resquício da igreja feudal, que lhe garantia a absolvição por meio de práticas abusivas em que você era submisso ao poder da igreja, em troca da garantia de ter seus pecados perdoados. Discurso esse muito usado hoje pelas Igrejas Evangélicas...
Outro absurdo é a "salvação".
Salvação de que?
Do inferno?
Do pecado original?
Se for salvação da ignorância que nos coloca como indivíduos, separados um do outro, até aceito, mas o que se vê são as pessoas vendendo a idéia de "filie-se ao meu clube/seita/culto/igreja/ordem para obter a verdade e ser salvo, porque se você não está comigo, está com o capeta/trevas/ignorância".
Pague e seja salvo...
Verdade (
Emet) é uma palavra que possui a primeira letra, a do meio e a última do alfabeto hebraico. Daí que, quando Jesus se define como o caminho, a verdade e a vida, podemos interpretar a palavra no sentido de ser O princípio, o meio e o fim (qualquer semelhança com Krishna pode não ser mera coincidência).

terça-feira, 29 de abril de 2008

A maldade

Depois que vieram a público as atrocidades cometidas pela besta sádica de Goiânia contra diversas crianças e antes do assassinato da pequenina Isabela, um amigo baiano, muito querido, pai e cidadão, perguntou-me se não iria comentar nada e como andavam os ânimos por aqui diante daquele fato.
Confesso que não tenho ânimo para tal tarefa nem minha alma consegue se debruçar sobre esse assunto. Sinto-me constrangida, envergonhada e temerosa diante da presença do mal individualizado. Creio também que não estou sozinha neste constrangimento. É mais fácil lidar com números, estatísticas que com seres humanos, principalmente crianças violentadas, abusadas, assassinadas e suas famílias, cuja dor imensurável, esperamos não sentir nunca.

Se, por um lado, é fácil pensar nas estatísticas, por outro, elas indicam a maldade muito mais grave de determinados grupos que, além de vitimar mais de uma ou dez ou cem crianças, indicam o profundo desinteresse por qualquer situação que não esteja relacionado ao bem estar deles mesmos.

Exemplos não faltam e seria monótono repeti-los, apesar de ser necessário: sanguessugas (mais de 100 milhões de reais), mensalão, dossiês, cartões corporativos, inaugurações falsas, seis anos de comícios, palanques, turismo presidencial pelo planeta, primeira-dama, primeiro filho, primeira-filha, luxos de new rich, compra de políticos venais no congresso, criação de ministérios inúteis para abrigar incompetentes, financiamento dos criminosos do MST, criação de mais de vinte mil cargos para acomodar vassalos políticos, pagamento de indenizações e pensões para supostos perseguidos políticos (quase a metade do que foi pago às reais vítimas do holocausto nazista, conforme o último número da VEJA) e uma lista cansativa de etc.

Se se conseguir chegar ao montante dos recursos públicos desviados para tudo isso, temos que pensar em quem realmente encarna a maldade neste país e nos milhões de vítimas desta ação ignominiosa e milimetricamente planejada.

Se se pensar nos objetivos de tal prática, é possível chegar rapidamente à resposta. Trata-se de garantia prévia, caução do lulo-petismo para a perpetuação de Luiz Inácio da Silva no poder, à custa do erário, do sofrimento nas filas do SUS (círculo profundo do inferno), da educação, da ética, da justiça, de qualquer moral e com o beneplácito daqueles que se venderam e se vendem ou mesmo se dão de graça (de olho no futuro).

Então, pergunto: se o mal tem alguma medida, qual é a diferença entre aqueles que desviam para si o dinheiro público, condenando milhões de pessoas ao desemprego, à violência, à dor, à humilhação e à desesperança e os monstros que violentam e assassinam crianças?

A propósito, meu medo diante do mal institucionalizado é muito maior.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Política

“Para a maioria dos eleitores, a política é algo ausente do seu cotidiano. Eles vivem o dia-a-dia e ponto. Parece que a política não lhes diz respeito. Até torcem o nariz quando alguém fala deste assunto. Mas estas mesmas pessoas aparentemente indiferentes muitas vezes surpreendem. É interessante, por exemplo, como na década de 1980, milhares foram às ruas e praças públicas reivindicando democracia e liberdades políticas.
Hoje, prevalece a indiferença e apatia. Será que os indivíduos concluíram que a democratização da sociedade não mudou essencialmente as suas vidas? Como bem compreendeu Tomasi di Lampedusa, em sua obra prima Il Gattopardo: “Se queremos que tudo fique como está é preciso que tudo mude”.
A performance dos políticos nos últimos anos fortaleceu o preconceito contra a política. Cada vez mais, esta é vista como algo por natureza imoral e antiética, relacionada ao egoísmo e aos privilégios.
Não é novidade que os políticos há muito padecem da rejeição popular. O mesmo se pode afirmar quanto às instituições políticas. Aliás, diga-se de passagem, e talvez em favor dos políticos tupiniquins, isto não se restringe ao Brasil. Em todo lugar, os políticos 'gozam' da antipatia e descrédito dos eleitores. A música de Cosme Diniz e Rosemberg, cantada por Bezerra da Silva, sintetiza este sentimento:
"Para tirar o Brasil dessa baderna
Só quando o morcego doar sangue
E o Saci cruzar as pernas."
A letra ironiza os políticos e os responsabilizam pelas desgraças. Ironia à parte, os poetas populares apenas expressam o que o senso comum pensa sobre a política. Mesmo com o voto obrigatório, muitos nem comparecem às urnas e aumenta a soma dos votos nulos e brancos. Ainda que consideremos apenas os que votam, vemos que a maioria dos eleitores 'desligam-se' da política quase que simultaneamente à declaração dos resultados oficiais.
O eleitor comum tem razões justificáveis para negar a política. A própria atuação dos políticos contribui para a sua execração. Aliás, observe quem financiou suas campanhas eleitorais. Será que eles realmente defendem o bem comum? Ou, prioritariamente, eles defenderão interesses próprios e dos grupos econômicos que os financiam? Isso sem contar os casos onde os representantes diretos destes grupos se elegem com um discurso em favor do povo. Sempre o povo! Qual o maior interesse dos políticos em geral? Se reeleger...
Assim, não é estranho que as pessoas identifiquem política com a prática política da maioria dos políticos, ou seja, politicagem. Esta palavra, no bom Aurélio, significa: “política mesquinha, estreita, de interesses pessoais”; “o conjunto dos políticos pouco escrupulosos, desonestos”.
Mas, como dizem os bons cristãos, é preciso separar o joio do trigo. Não sejamos incrédulos a ponto de negar as exceções. Mesmo assim, a tarefa é difícil! Principalmente quando aqueles que se caracterizavam pela diferenciação, por inspirar confiança e esperança em seus eleitores, são 'domesticados' e jogam o mesmo jogo. É bom ter claro que em política a retórica está ao alcance de todos.
Não por acaso, a política tornou-se uma atividade profissional, um meio de ascensão econômica e social. São muitos os que aprenderam a viver exclusivamente da política. O que era um meio transformou-se no fim.
É sobretudo nos partidos que se faz política. A política passou a ter um sentido restrito, a significar simplesmente a política partidária e, portanto, a mera atividade dos políticos. Daí sua conotação negativa. De fato, a política partidária pode até ser necessária e importante, mas é somente um dos seus aspectos da atividade política em seu sentido amplo. (Antonio Ozaí da Silva)

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Lei da semeadura


"Ziguezagueando" entre os canais de TV, deparei-me com um certo "apóstolo" em mais um de seus programas sobre bençãos e milagres e afins.
Querendo justificar que o Evangelho de Cristo é um evangelho de prosperidade, ele leu a passagem de Gálatas 6 sobre a lei da semeadura.
Já ouvi diversas vezes alguém pregar sobre a lei da semeadura. É claro que sempre com o final apontando para a prosperidade. De carnês a contribuições “sacrificiais” sempre deixa-se claro que no final, pode-se “exigir” que Deus cumpra o que está na sua Palavra: “também colherá“.
É claro que a lei da semeadura tem o lado de receber a benção do Senhor, mas como uma dádiva, não como um fim em si ou como se fosse uma “aplicação a curto prazo“. Já ouvi certa pregadora dizer que não se deve dar o dízimo do que se ganha, mas do que se deseja ganhar. Outro afirma que ofertar por amor é coisa de trouxa.
Vamos analisar o texto em apreço e extrair dele o real sentido da lei da semeadura:
Gálatas 6:7-10
” Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna. E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé. “
1) Sim, é verdade, o que o homem semear, também colherá. Se for amor, amor. Se for o bem, bem. Se for dinheiro, dinheiro (mas descompromissado com o retorno).
2) O que semeia na carne, colherá corrupção. Aqui vemos claramente que semear na carne, tanto pode se referir ao pecado quanto a ofertar com o único interesse de se receber em dobro, triplo ou cem vezes tanto. Aquele que semeia com segundas intenções está semeando na carne e colherá apenas corrupção.
3) O que semeia no espírito, colherá a vida eterna. Gloriosa promessa para aqueles que semeiam sem segundas intenções, pois a principal intenção é que a obra de Deus tenha recursos para alcançar as almas perdidas.
4) Os que semeiam “o bem” sem se cansar, também ceifarão. Não necessariamente “dinheiro”. Quantos pregadores já falaram da lei da semeadura pela perspectiva do serviço cristão e do amor ao próximo?
5) Fazer o bem a todos e principalmente aos domésticos da fé. Como é difícil em algumas igrejas os irmãos necessitados serem supridos em suas necessidades, principalmente pela “casa do tesouro“.
Analisemos agora dois textos dos evangelhos:
Mateus 19:28-29
” E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna. “
Marcos 10:28-30
” E Pedro começou a dizer-lhe: Eis que nós tudo deixamos, e te seguimos. E Jesus, respondendo, disse: Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho, que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna. “
Amados, aqui temos a promessa do próprio Senhor Jesus de receber cem vezes tanto nesta vida e por fim a vida eterna. Mas em nenhum momento vejo-o referindo-se a dinheiro e sim a deixar tudo por amor a ele. Esse deixar tudo refere-se a rendição ao Senhor, ao serviço do Senhor, a sofrer pelo Senhor (perseguições).
Vemos nestes textos que os discípulos esperavam alguma compensação pelo fato de terem deixado tudo (tudo?) para seguir a Jesus. Mas a verdadeira recompensa vai muito além de “cem vezes tanto“. A verdadeira e duradoura recompensa é a vida eterna. Muitos tem esquecido da mesma, querendo viver no paraíso aqui na terra.
Quando você for semear, semeie no espírito, semeie no amor, semeia no serviço. E semeie suas ofertas e dízimos para manter a obra de Deus, sem esperar receber em dobro, e não se preocupe se chamarem você de trouxa, pois para Deus você é um filho amado.
Soli Deo Glória

quarta-feira, 23 de abril de 2008

A Voz do Povo (de Deus, Não) é a Voz de Deus

Uma reflexão sobre politicagem, acordos de bastidores, falta de amor, soberba, arrogância, inveja, desmandos e tantas outras coisas que depreciam o sentido real de ser cristão. E muitas vezes vemos isso bem pertinho de nós.
Pergunto: Se ser cristão é ser “seguidor de Cristo”, talvez Cristo esteja a perguntar nas entrelinhas:
“Vocês realmente acham que estão me seguindo? Lembrem-se do que já vos tenho dito. Naquele dia muitos me chamarão de Senhor e apresentarão obras grandiosas, mas Eu os rejeitarei, pois jamais os conheci e muito menos eles a mim”.
Vivemos dias que em que é mais importante a “posição de liderança” do que “servir o reino”. Muitos estão ludibriados com o poder temporal, como vemos no caso de Diotéfres (3 Jo v9-10), e deixam de ser exemplos de servos de Deus como Gaio e Demétrio (3 Jo v5, 11).
A política tem entrado na igreja, não como uma via da Igreja agir nas esferas legislativas, mas como forma de poder, e muitas vezes esse poder é usado de formas ilícitas, haja vista os escândalos da chamada “bancada evangélica” do Congresso Nacional. Em época de eleições somos visitados por nossos “irmãos candidatos”, que tomam posse do púlpito para falar de seus projetos, projetos estes, que depois não se concretizam quando os mesmos são elegidos.
Claro que há os que realmente são comprometidos com o reino de Deus, e que lutam de forma a entregar à comunidade (e não exclusivamente aos domésticos da fé) o cumprimento das obrigações de governo.
Saindo da área da política, voltamos ainda ao exemplo de Diotréfes, ao qual o apóstolo João acusa de gostar de exercer a primazia, ou seja, gostava de mandar, de ser o chefe.
Não há muita diferença entre Diotréfes e os déspotas que hoje se assenhoreiam de igrejas, departamentos e mandam, desmandam e ainda castigam os que de bom grado são servos do reino. Acordos são feitos nos bastidores, mentiras são propagadas como verdades e o povo é enganado. Pelo menos os mais simples, pois muitos estão de olho, em cada passo dado por estes “cristãos de meia pataca” e chegará o dia que tudo o que estiver encoberto será revelado.
Some-se a isso a soberba, a arrogância, a falta de amor, a inveja e todos os adjetivos pejorativos tão magistralmente praticados por estas pessoas.
Disse-nos Jesus
“Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.” Lc 9:23
“Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará.” Jo 12:26
Se o filho do homem veio para servir e não para ser servido, como os cristãos (se é que são) podem dizer-se seguidores de Cristo e não praticarem as mesmas obras que Ele?
Não bastasse a decepção com as tantas esferas de nosso mundo, estamos nos decepcionando cada vez mais com a igreja, não a igreja invisível e eterna, mas com a igreja instituição, de quatro paredes e teto.
Hoje, muitos cristãos deixaram de ser luz do mundo e sal da terra para ser lâmpadas postas debaixo da cama e sal insípido.
Fica aqui a frase, muito oportuna, de Charles Spurgeon:
“Se não tivermos o Espírito de Deus, será melhor que fechemos as igrejas, que aferrolhemos suas portas e preguemos nelas cruzes negras com os dizeres: Que Deus tenha misericórdia de nós!”
Estamos de olho !!
Soli Deo Glória !!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Tetas


sábado, 19 de abril de 2008

Propina