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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Favelas: uma rotina de perigos

“Felizmente não houve vítimas fatais nem feridos graves no violento incêndio que destruiu no domingo de 11/10/2009 mais de 300 barracos na favela do Jaguaré, em São Paulo – uma ocorrência que as cenas mostradas pela televisão autorizavam pensar num saldo trágico, para além das perdas materiais sofridas pelos moradores do lugar, e que, para muitos deles, foram totais. Não obstante, vale mais uma vez chamar a atenção para o problema da favelização das nossas cidades, que não para de aumentar, e principalmente para a extrema precariedade desses núcleos miseráveis, onde o cotidiano das famílias constitui um penoso exercício de sobrevivência, quando não, até, uma aventura perigosa. Neste incêndio da favela do Jaguaré, talvez em razão de o fogo ter começado ainda com dia claro, não houve mortes a lamentar; as pessoas tiveram condições de por-se a salvo, mas poderia ter sido diferente. Ressalte-se que, no caso, embora habitada por 1.300 famílias, nem se tratava da maior favela paulistana. Outras a superam em larga medida, naturalmente com um potencial de risco correspondente à dimensão de cada uma, e sempre dos mais elevados.
Os governos não dão conta de deter a proliferação das favelas, e tampouco de construir conjuntos residenciais para abrigar essa faixa da população. Fazem só o que é possível, dentro de suas disponibilidades financeiras. Já que é assim, deveriam agir para melhorar a infraestrutura desses locais, de forma a proporcionar mais segurança aos seus moradores. Erguidas em geral clandestinamente em terrenos alheios, a legislação proíbe obras de urbanização nas favelas, porém, alguma solução tem de ser encontrada para esse assunto, pois não dá para aceitar que milhares de pessoas sejam obrigadas a viver em estado de medo permanente, seja de incêndio, seja de deslizamentos de terra, seja de inundações provocadas pelas chuvas, e por aí afora. Sempre que barracos são consumidos pelo fogo, o que é freqüente, a primeira causa cogitada é um curto-circuito no emaranhado de “rabichos“ da rede elétrica. Ora, não há como se dar um jeito nessa situação irregular? Por que tal iniciativa não se concretiza? É o que precisa ser apurado, para se identificar o obstáculo. E como esta, outras questões certamente existirão nesse âmbito, a requerer um enfrentamento mais racional e objetivo.
As favelas são fruto do inchaço das cidades e, sobretudo, das dificuldades financeiras que afligem um grande número de famílias. O desenvolvimento econômico é o caminho para a sua erradicação, mas o processo, em nosso País, é lento, não se completará em poucas décadas, se é que um dia isto acontecerá. A saída, então, é tentar minimizar as deficiências, no sentido de que elas não se perpetuem como sérias ameaças às comunidades pobres. Meros paliativos, sem dúvida, mas que podem evitar terríveis tragédias.”

domingo, 11 de outubro de 2009

Até quando?


“Vivemos num mundo onde o amor é uma raridade.
Onde o carinho é trocado pela ofensa.
Onde a violência nos faz prisioneiros em nossas residências, enquanto os verdadeiros bandidos estão à solta.
Vivemos num mundo onde roubar, matar e violentar os direitos humanos, já virou rotina.
Um mundo sem paz, sem pão, sem vida, sem ação, ou melhor, sem boas ações.
Vivemos num mundo de onde saímos para trabalhar, beijamos nossos filhos, sem saber que esse gesto tão comum pode ser um adeus.
Vivemos num mundo que foi corrompido, mutilado, ferido, e maltratado dia após dia e como resposta aos desagrados causa ferimentos, machuca e maltrata a todos nós.
Vivemos num mundo onde se mata por nada, onde tudo se torna nada, onde num instante se destrói uma família apenas para roubar.
Vivemos num mundo onde se tira um pai de família da convivência dos seus entes queridos, tira-se o pão da boca de seus filhos, para roubar-lhe a vida, o carro e o celular, não sabem esses bandidos que levam junto consigo não só a vida, mas os sonhos, as esperanças, e tudo aquilo que o cidadão lutou para conquistar.
Até quando esse mundo sem amor, com tanta dor, vai durar?
Até quando a violência será nosso algoz? Fazendo de nós seus prisioneiros, reféns da vida, da dor e da morte.
Até quando viveremos neste mundo sem paz, sem amor, sem pão, sem luz, sem esperanças e sem vida?
A cada dia uma nova ferida, uma nova dor...
A cada vez que se assassina um pai de família mata-se também a esperança, a dignidade, a vontade de lutar.
Até quando?
Até quando as lágrimas irão destruir os sorrisos, a dor vai substituir o amor, até quando a morte nos roubará a vida?
Vivemos num mundo onde a violência é predominante, onde o silêncio sufoca os justos e deixa livres os assaltantes.”

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Carta de um homem a todas as mulheres

'Eu aprendi... que sempre posso fazer uma prece por alguém quando não tenho força para ajudá-lo de alguma outra forma'. (William Shakespeare )
- Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.
Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual. Isso quer dizer, se tem forma de guitarra.... Está bem.
Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas. As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas... Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo.
As muito magrinhas que desfilam nas passarelas seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays, e odeiam as mulheres, e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas, e agridem o corpo que eles odeiam, porque não podem tê-los.
Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade. A elegância e o bom trato são equivalentes a mil viagras.
A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem!
Para andar de cara lavada, basta a nossa.
Os cabelos,quanto mais tratados, melhor.
As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas. Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco?
Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras, e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão, e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas é como ter o melhor sofá embalado no sótão.
É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulímica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática tranqüila e cheia de saúde.
Entendam de uma vez! Trate de agradar a nós, e não a vocês, porque nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher.
Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda.
As jovens são lindas... mas as de 30 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por Karina Mazzocco, Eva Longaria, Angelina Jolie ou Demi Moore, somos capazes de atravessar o Atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas, que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18.
Entretanto,uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento, ou está se auto-destruindo.
Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio, e sabem controlar sua natural tendência à culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes); quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se sabota e não sofre); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.
Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol', nem em spa... viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe.
É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.
Cuidem-no!
Cuidem-se! Amem-se!
A beleza é tudo isto. Tudo junto!
Assinado: UM HOMEM

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Dia do sexo


Um dia, em uma sala de espera de uma empresa, estava folheando uma revista nacional de grande circulação quando vi um anúncio de uma clínica especializada em tratamento de problemas como a disfunção erétil e a ejaculação precoce. Discreto, mas eficiente, o anúncio tinha o sugestivo título de “Sexo é vida”, e oferecia diagnóstico especializado, tratamentos personalizados e salas de espera individuais, de maneira a atrair clientes que receiam expor seus problemas sexuais e o que fiquei surpreso é que o anúncio, também informava que o dia 6 de setembro é o “dia do sexo”.
Setembro é um mês especial, mesmo. Constatei isso não só porque assinala, aqui no hemisfério sul, a chegada da primavera, com suas flores, alegrias e um pouco de calor. Descobri que, além do dia do sexo (no dia 6), é comemorado o “dia do amante” no dia 22, data estendida a toda semana, dedicada, portanto, a ele (ou ela, é claro).
É evidente que essas datas são criadas pelo marketing e pela propaganda. Com todo respeito, não escapam a essa regra nem os famosos Dia dos Pais e Dia das Mães, quando o comércio vende como nunca. E mesmo festas religiosas importantes como a Páscoa ou o Natal tornam-se momentos para compras desenfreadas, seja de ovos de chocolate ou presentes para parentes e amigos.
Mas não resisti a pensar na atenção ao sexo (e aos amantes). O tema é recorrente hoje, na mídia: não há dia em que ele não seja abordado. Alguns dirão que foi banalizado, reduzido a mercadoria. Talvez seja verdade, mas não há como deixar de registrar que sexo é natural e intrínseco à natureza humana. Infelizmente, durante séculos, ele foi varrido para debaixo do tapete (sem, contudo, jamais deixar de mostrar a sua força e vigor), transformado em algo pecaminoso e vergonhoso.
Algo tão normal – e gostoso – foi e é motivo para tantos problemas, traumas, vícios. Desde o século XIX, o romantismo trouxe para a cena a importância do amor como fundamental para a vida, e, assim, apaixonar-se passou a ser a aspiração máxima de todos, especialmente das mulheres. No entanto, construiu-se a moral baseada no repúdio ao sexo. Aos homens, a tolerância do sexo casual com prostitutas; às mulheres a renúncia ao prazer.
A revolução sexual dos anos 60 mudou bastante esse quadro. Mas creio que ainda não temos uma postura aberta e franca em relação ao assunto. Ele ainda é tabu em muitos ambientes, e continua provocando crises e frustrações. Talvez ainda vá demorar que passemos a encarar sexo como normal e natural, necessário à vida.
E os amantes? Prefiro não encarar a questão como a relação extraconjugal, escondida, proibida. Acho melhor usar a palavra para representar duas pessoas que estão atraídas uma pela outra, que se amam, que se gostam, e que decidem viver esses momentos sem pressões ou culpas. O ser humano foi feito para amar durante todos os dias de sua vida. E sexo é a manifestação mais perfeita do amor.
(baseado em texto de Alcindo Gonçalves)

sábado, 3 de outubro de 2009

Senso da intimidade


No convívio com uma diversidade enorme de pessoas nos mais variados ambientes, podemos observar a grande dificuldade, nos tempos atuais, para demonstrar a um jovem, em termos das relações humanas, o que está no campo do público e no campo do privado e o que representa cada um para a nossa intimidade na vida cotidiana e profissional.
Conversando com pessoas da área de ensino secundário e universitário, ficamos sabendo o quanto é difícil para estes profissionais a batalha para mostrar aos seus alunos que as pessoas que não conseguem construir a sua privacidade, que se deixam invadir o tempo todo, que não possuem maneiras de defender-se, que não entendem o que é resguardar-se acabam “traumatizadas emocionalmente” pelas cobranças da sociedade consumista e enraizadas sem necessidade, não entendendo amigos de conhecidos e não dando valor para os relacionamentos familiares e íntimos.
Realmente, é muito complexa esta situação.
Nós que diariamente utilizamos a Internet, visitando blogs, Orkut ou o recente Twitter, observamos o quanto as pessoas colocam à vista suas particularidades, falando de coisas tão íntimas e sem qualquer cuidado que seus segredos venham a ser manipulados por indivíduos inescrupulosos, correndo o risco de até serem chantageadas. Outro absurdo que presenciamos, em termos de exposição, é a utilização do telefone móvel, o famoso celular. O usuário desta tecnologia, em sua maioria, fala alto, comenta sobre outras pessoas, revela condições de um negócio ao lado de estranhos, principalmente, quando utilizam de maneira inadequada um determinado aparelho de comunicação via rádio e com o viva-voz ligado, o Nextel ou quando é hábito mesmo, por falta de orientação e educação, aos altos brados.
A partir deste ponto, para se tornar comum e considerar amigo íntimo aquela pessoa conhecida no dia anterior, numa festa ou balada ou em uma reunião profissional, e terminar relatando toda a sua vida para ela, é como um estalar de dedos. Este tipo de atitude é preocupante e pode acabar em finais desastrosos, assim como querer levar assuntos familiares para o trabalho, misturando emoções e dúvidas e passar dos limites.
É comum ouvirmos pessoas comentando certos assuntos em público que nos deixam chocados. Por exemplo, o que interessa aos outros uma briga entre marido e esposa ou como é o relacionamento sexual? E se consideram liberadas, atuais, o supremo do supremo em personalidade, proporcionando um degradante e escandaloso ato de auto-invasão, de não consideração por um mundo que deveria respeitar e proteger. Não por medo, mas por afeição a privacidade.
A pessoa que não aprende a construir sua intimidade, que desconhece a diferença entre o que é público e privado, que permite abrir-se a qualquer um nunca terá conhecimento sobre a segurança de voltar a um mundo somente seu ou conviver com pessoas em quem possa confiar. Deixam de ter o precioso senso do íntimo, daquilo que é somente nosso ou de uns poucos. Tornam-se presas fáceis do espetacular, atordoadas pelos alardes que nada significam nos momentos cruciais da existência humana.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Todo ser humano merece respeito


“Independentemente de crença, de raça, de sexo, de posição social, de condição econômico-financeira, de cultura, e até mesmo de idade, em verdade, todo ser humano merece respeito.
Lamentavelmente, nem sempre tem sido assim, uma vez que continuam a prevalecer em nosso meio, em nosso planeta Terra, o orgulho e o egoísmo, sem dúvida alguma as duas maiores chagas da Humanidade.
Recorrendo ao dia-a-dia, desde logo veremos como ainda é forte a presença do egoísmo e, por conseguinte, da falta de respeito ao semelhante.
Com efeito, para exemplificar, quando furamos a fila, seja do que for, estamos partindo do pressuposto de que o nosso tempo é mais importante do que o dos outros, que chegaram antes, e sobretudo estamos agindo em completo desrespeito às mais comezinhas regras de convivência em coletividade, ainda que não escritas.
De igual modo, se vamos a um teatro assistir a uma palestra e, além do lugar que ocupamos, colocamos qualquer objeto no assento ao lado com o intuito de guardá-lo para um amigo que está atrasado, evidentemente estaremos nos comportando com reprochável egoísmo, em detrimento de outras pessoas, que já chegaram àquele auditório, mas que não podem se utilizar dos assentos porque já estão "ocupados". Egoísmo e falta de respeito.
São milhares os exemplos, que estão ao nosso derredor, de egoísmo e de orgulho, assim como de sua filha predileta, a vaidade.
E é facílimo concluir que todos querem ser respeitados, tanto assim que o brocardo popular diz que "respeito é bom e eu gosto". Todos gostam.
Se assim é, de todo conveniente que perguntemos: o que será preciso fazer para introduzir o respeito entre nós, de modo generalizado?
Pensamos ser indispensável que cada um enxergue no próximo um irmão e faça a ele o que gostaria que ele lhe fizesse, respeitando-o sempre, quaisquer que sejam as circunstâncias, os fatos e a situação.
Será excelente se conseguirmos nos colocar com exatidão no lugar do outro, procurando pensar como ele, em melhores condições de entendimento, portanto, particularmente no que tange ao modo como desejaríamos ser tratados.
É claro que esse aprendizado é lento e há de ser alcançado de maneira gradual, com o emprego de nossa vontade férrea de acertar e com os formidáveis recursos da disciplina e da determinação para alcançar esse desiderato.
Mas, que não percamos de vista, não há nenhuma razão para desânimo, uma vez que a própria Natureza não dá saltos, de maneira que tudo se consegue devagar, devagarinho, a pouco e pouco.
É importante, importantíssimo, assim, que cada um faça a sua parte e faça-a bem, com o máximo de esmero, com o que estará prestando notável contributo para a harmonia e para o equilíbrio das relações humanas!
E o respeito começa em nós, em nossa intimidade, sendo necessário respeitar-se para respeitar a outrem, razão pela qual uma das bandeiras que devemos empunhar é a reforma íntima, para melhor, buscando-se transformar quanto possível o ser humano velho que insiste em prevalecer em nossas atitudes e decisões.
O respeito há de ser geral, respeito à própria vida e à sua preservação, respeito à Natureza, respeito aos animais, aos vegetais e aos minerais, mas, sobretudo, respeito ao ser humano, essa complexa criatura de Deus, que um dia atingirá a perfeição relativa e a felicidade suprema, destino final de todos nós.
Todos aspiramos ser respeitados. Respeito é bom, é ótimo, e dele todos nós gostamos. Está em nossas mãos obtê-lo. Em nosso próprio benefício, assumamos um auto-compromisso: a partir de agora, deste exato instante, procuraremos agir com respeito, com profundo respeito, com respeito sempre!”

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Simpatia Com o Diabo

Prazer em conhecê-lo. Eu sou lúcifer.
Por gentileza, permita-me apresentar.
Sou um homem rico e de bom.
Estou por aí já faz alguns anos.
Roubei as almas e a fé de muitos homens.
Estava lá quando Jesus Cristo teve seu momento de indecisão e dor.
Certifiquei-me de que Pilatos lavasse suas mãos e selasse seu destino.
Estava por perto em São Petersburgo quando vi que estava na hora de uma mudança.
Matei o Czar e seus ministros.
Anastácia gritou em vão.
Pilotei um tanque, usei a patente de general quando as blitzkrieg urgiam e os corpos fediam.
Assisti com orgulho enquanto seus reis e rainhas lutaram por dez décadas pelos deuses que eles criaram.
Gritei bem alto: "Quem matou os Kennedys?", quando afinal de contas foi apenas você e eu. Deixei armadilhas para trovadores que morreram antes de chegarem a Bombaim.
Prazer em conhecê-lo.
Espero que adivinhem o meu nome.
Mas o que está te confundindo? Esta é a natureza do meu jogo.
Assim como todo policial é um criminoso e todos os pecadores santos, e as cabeças são caudas, basta me chamar de Lúcifer, pois estou precisando de algumas restrições.
Então, se me encontrar, seja cortês, seja simpático e tenha bom gosto.
Use de toda etiqueta que conhece, ou então tomarei sua alma.


Observação do blog: Esse texto, é a tradução da música Sympathy for the Devil (Simpatia Com o Diabo), trilha sonora das demoníacas novelas Celebridades e Vamp, da rede Globo. A inserção deste texto visa mostrar que o mundo espiritual é mais real do que podemos imaginar, e quão destruidor é o poder maligno das novelas.

"Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar" (I Pedro 5. 8)