Get Adobe Flash player

domingo, 29 de maio de 2011

Casa Civil da era militar até os tempos atuais


A Casa Civil chamava-se Gabinete Civil e seu titular quase não tinha força política. Era uma espécie de conselheiro do presidente para assuntos civis. Passou a ter grande importância quando o general Ernesto Geisel escolheu para o Gabinete o general Golbery do Couto e Silva (de 15 de março de 1974 até 15 de março de 1979)
No governo de José Sarney (15.03.1985 a 15.03.1990 ) o Gabinete Civil teve no início uma função mais técnica. Tanto é que Sarney manteve no posto José Hugo Castelo Branco, escolhido por Tancredo Neves. Com Marco Maciel, Ronaldo Costa Couto e Luiz Roberto Ponte, sucessores de Castelo Branco, o Gabinete Civil passou a ter um viés também político.
Durante o governo de Fernando Affonso Collor de Mello (1990 a 1992 ) todas as funções técnicas e administrativas foram entregues ao Gabinete Civil, comandado por Marcos Coimbra. Collor só se preocupou em buscar um político para o posto quando seu governo já caminhava para o precipício. Foi quando nomeou Jorge Bornhausen.
No governo de Itamar Augusto Cautiero Franco (1992-1994) o ministério passou a se chamar Casa Civil. Itamar pôs no posto o amigo Henrique Hargreaves, que deu ao cargo feição técnica e política: aconselhava Itamar e negociava votações no Congresso. Henrique Hargreaves, foi envolvido em denúncias, fruto de investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso Nacional, entre 1993 e 1994, que apontavam irregularidades na elaboração do Orçamento da União. Imediatamente, Itamar Franco retirou-o da Casa Civil para que se averiguassem as denúncias. Comprovada sua inocência, retornou ao Palácio do Planalto.
No governo de Fernando Henrique Cardoso (1995/2002) a Casa Civil manteve um perfil mais técnico do que político. Mas passou a concentrar poder de fato no governo Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011). José Dirceu de Oliveira e Silva, o primeiro ministro da pasta na gestão Lula, recebeu a incumbência de assistir direta e indiretamente o presidente. Dirceu era ainda, na ausência do presidente, o chefe do Conselho de Governo e o secretário executivo do Conselho da República. Essa concentração de poder foi mantida nas gestões de Dilma e de Erenice.
Desde janeiro de 2003 até 2011, a Casa Civil transformou-se na “casa do barulho” com recorrentes denúncias de corrupção envolvendo os responsáveis por esta Casa. Parodiando Lula, podemos dizer: "Nunca antes na história desse País houve tantos problemas neste ministério".
Sob o comando de José Dirceu (1 de janeiro de 2003 até 21 de junho de 2005), em fevereiro de 2004, Waldomiro Diniz, então subchefe de Assuntos Parlamentares, apareceu em um vídeo pedindo propina para o empresário de jogos Carlinhos Cachoeira, em um caso que envolvia extorsão, corrupção passiva e gestão fraudulenta.
Um ano e quatro meses depois do escândalo, foi a vez do maior abalo do governo Lula: a revelação, pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ), do escândalo do mensalão. Jefferson acusou o então titular da Casa Civil, José Dirceu, de comandar “uma sofisticada organização criminosa, especializada em desviar recursos públicos”, segundo o próprio procurador-geral da República, Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, em denúncia acatada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Um esquema que ia muito além da simples compra de votos de parlamentares.
Foi aberta uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso para apurar as denúncias. Acabaram caindo a cúpula do PT e os principais líderes dos partidos que apoiavam o governo. Roberto Jefferson, então deputado federal, e José Dirceu foram cassados e mais 40 pessoas denunciadas pelas irregularidades, entre parlamentares, lobistas e empresários.
Os escândalos não cessaram com a substituição de José Dirceu. Na gestão de Dilma Vana Rousseff (de 21 de junho de 2005 até 30 de março de 2010 a “mãe do PAC-Programa de Aceleração do Crescimento”, o maior embuste da história recente de nossa República ) a Casa Civil foi acusada de montar um dossiê contra os familiares do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em represália à atuação dos oposicionistas na CPI dos Cartões Corporativos, em 2008. O comando da montagem do dossiê foi atribuído a Erenice Guerra, que substituiria (de 30 de março de 2010 até 16 de setembro de 2010) Dilma Rousseff e se envolveria em mais um escândalo da problemática Casa Civil.
Agora em 2011, o responsável pela “Casa”, é um prodígio das finanças, o médico Antonio Palocci Filho, que em pouco mais de quatro anos, simplesmente, multiplicou por 20 ( ou 60?) seu patrimônio pessoal, por meio de “assessoria” a grupos empresariais propiciada por sua notória capacidade de “operar” nas estruturas de poder nos governos Lula e Dilma. Palocci é velho conhecido da sociedade brasileira desde sua passagem, como prefeito, pela prefeitura de Ribeirão Preto (SP). Palocci foi acusado de chefiar um esquema de corrupção da época em que era prefeito. Através da cobrança de "mesadas" de até 50 mil reais mensais de empresas que prestavam serviços à prefeitura, o ex-ministro da fazenda alimentava os cofres do seu partido, o PT, com dinheiro ilícito. Nada, porém, foi provado até este momento. Em 27 de março de 2006, Palocci foi demitido pelo presidente Lula do cargo de ministro da Fazenda. Sua situação ficou insustentável a partir da quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa, testemunha de acusação contra Palocci no caso da casa do lobby, mansão alugada pela chamada "República de Ribeirão Preto" para servir de sede para reuniões de lobistas e encontros com prostitutas, conforme investigações da CPI dos Bingos.
O que deixa o brasileiro de boa índole abismado é que os argumentos apresentados na defesa são os mais despudorados já vistos na história política da República, como o de que para esse governo (de maioria petista) não importa a vida pregressa dos nomeados, o que em qualquer administração séria deveria ser o primordial para a escolha. Infelizmente a administração governamental petista tem se notabilizado em trabalhar em silêncio, mesmo causando um enorme barulho no que concerne à frouxidão moral no trato da coisa pública.
Diante destes inúmeros escândalos, todos os brasileiros devem conhecer, e entender, duas coisas que podem transformar o cidadão em milionário de uma hora para a outra: “Casa Civil e uma empresa de Consultoria."
Veja este exemplo:
O Globo - 24/05/2011
PRINCIPAL ASSESSOR DE PALOCCI MANTÉM CONSULTORIA PRIVADA
Agência O Globo: Leila Suwwan e Tatiana Farah
Assim como o chefe, o braço-direito do ministro Antonio Palocci e hoje assessor especial da Casa Civil, Branislav Kontic, também é dono de uma consultoria de gestão empresarial em São Paulo, a Anagrama. A empresa foi criada em 1997 e continua ativa, segundo registros oficiais. Tem como endereço formal uma pequena sala no Centro de São Paulo e atua nos setores de consultoria em gestão empresarial, entre outros. Brani, como é conhecido, também é sócio minoritário de Luis Favre, ex-marido da senadora Marta Suplicy (PT), em outra empresa, a Epoke Consultoria, que atua no ramo de prestação de serviços de informação.

Assim é demais!!!!!!!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

‎10 Estratégias de Manipulação - será que o PT faz isso? Lógico que faz.!!!


10 estratégias de manipulação através da mídia para manter o público alienado, escrito pelo linguista Noam Chomsky .
1 – A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO-
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')".
2 – CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES
Este método também é chamado "problema-reação-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.
3 – A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4 – A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
5 – DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê?"Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver "Armas silenciosas para guerras tranqüilas")".
6 – UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos.Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos...
7 – MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')".
8 – ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto...
9 – REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!
10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si
mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Pesquisa



sexta-feira, 20 de maio de 2011

Operação abafa

Caminho para a riqueza:
Evolução
O ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, multiplicou por 20 seu patrimônio entre 2006 e 2010, quando era deputado federal
Julho de 2006
Candidato a deputado federal, declara bens no valor de R$ 375 mil. Neste mesmo mês, funda a Projeto, empresa de consultoria.
Outubro de 2006
Palocci é eleito deputado.
Dezembro de 2009
A Projeto compra um escritório por R$ 882 mil, para onde se muda.
Novembro de 2010
A Empresa adquire um apartamento por R$ 6,6 milhões.
Dezembro de 2010
Quatro dias antes de Palocci assumir a Casa Civil, empresa passa a se chamar Projeto Administração de Imóveis, e deixa de ser uma consultoria.
Janeiro de 2011
Palocci assume a Casa Civil, com um patrimônio de cerca de R$ 7,5 milhões.

Primeiro foi José Dirceu. Depois Dilma, quando teria pedido à Lina Vieira, para a Receita “maneirar” com o Sarney. Em seguida Erenice Guerra. Agora Palocci. Sempre na Casa Civil? Por que sempre na Casa Civil?
Ministro da Casa Civil é o cargo mais importante do Palácio do Planalto depois do presidente. Pelas mãos do ministro passam todas as principais decisões de governo. Ele acompanha o dia-a-dia da administração e articula as relações com o Congresso.
Palocci cita em sua defesa pessoas que enriqueceram após sair do governo (o seu caso) e pessoas que já ganhavam bem na iniciativa privada ou eram empresários quando ocuparam pela primeira vez cargos de primeiro escalão na administração pública federal (nada a ver com o seu caso).
Maílson e Malan, nenhum dos dois, voltou ao governo depois de ganharem dinheiro dando conselhos a empresários. Pode-se argumentar que não tiveram a oportunidade de voltar porque são opositores do governo do PT. Mas, voluntariamente ou não, jamais voltaram a ocupar um cargo público que os colocasse na berlinda novamente.
Armínio Fraga, Henrique Meirelles e Alcides Tápias, eram de empresas e interesses conhecidos. Essa informação torna possível monitorar, mesmo que parcialmente, o comportamento deles nos cargos públicos que ocuparam e ver se há relação com as empresas onde atuaram antes.
Arida e Lara Resende. Ambos tiveram carreiras entremeadas entre funções públicas (nos governos Sarney e Fernando Henrique) e no mercado financeiro, como banqueiros/investidores.

“Embora sejam fortes os indícios de anormalidades em relação ao acentuado aumento do patrimônio do ministro Antônio Palocci, chefe da Casa Civil do Governo Dilma, nem a Procuradoria Geral da República nem a Comissão de Ética da Presidência, atuando politicamente, veem elementos para investigar o caso. A apuração dos fatos, todavia, se faz necessária, diante do peso da denúncia feita no último final de semana pelo jornal Folha de S.
Paulo: em apenas quatro anos, de 2006 a 20010, como deputado federal, viu seus bens se multiplicarem várias vezes, passando de declarados R$ 375 mil para mais de R$ 7 milhões ao assumir o posto atual, em 1º de janeiro deste ano. Seus vencimentos parlamentares, no entanto, limitaram-se a R$ 974 mil, brutos, no total. Diz o ministro que os ganhos vieram de uma firma sua de consultoria. Não se sabe, porém, para quem trabalhou esse empresa,
que tipo de serviços efetivamente prestou aos clientes, e quanto faturou. Foi revelado, somente, que foi em nome dessa empresa, da qual ele possui 99,9% do capital, que Palocci adquiriu dois imóveis em áreas nobres de São Paulo: um conjunto de escritórios, por R$ 882 mil, e um apartamento residencial, por R$ 6,6 milhões. Este último, pago em duas parcelas, de R$ 3,6 milhões e R$ 3 milhões. Ou seja: uma transação típica de magnata, categoria à qual o ex-prefeito de Ribeirão Preto não parece pertencer.
Surpreendido pela acusação, o Governo fez o de praxe: procurou blindar o titular da Casa Civil. O secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, tido como a segunda voz da presidente Dilma, logo veio a público dizer que Palocci já deu as explicações devidas, e o assunto está encerrado. Sem ter ainda completado seis meses e estando empenhado num duro combate contra a inflação, obviamente que será muito ruim para o Governo ver uma de suas figuras de proa envolvida em escândalo, daí a rapidez da "operação abafa". Tudo agora, portanto, ficaria na dependência do comportamento da oposição, de sua insistência em cobrar esclarecimentos. Quanto a isso, um balde de água fria veio do senador Aécio Neves (PSDB-MG) que pediu "serenidade" diante do episódio. Algo do tipo "vamos devagar". Se ocorrer
realmente isto, Palocci poderá se safar, a menos que surjam novas revelações comprometedoras contra ele, o que não é improvável, em face de sua própria declaração, de que ex-ministros (da Fazenda, como foi) são "muito valorizados" no mercado. Por certo, sabe bem do que está falando.
De qualquer forma, um flanco vulnerável se abriu na estrutura governista, e é impossível, por ora, prever seus desdobramentos. Mesmo mantido no cargo, Palocci inegavelmente perde força e vê diminuído seu raio de ação e de influência política. Uma situação comemorada nos bastidores por setores do PT que, contrários a ele, buscam ampliar seus espaços no poder.”
“(Fonte: www.atribuna.com.br)”

O problema não está na ida para o governo, mas na ida e volta, que realimenta a interação entre os interesses públicos e privados. Mais do que isso não se pode concluir, apenas especular. Tudo depende de haver respostas às questões:
1) Quem foram os clientes atendidos por Palocci em seus serviços de consultoria?
2) Quando cada um desses contratos/serviços começou e acabou?
3) Quanto cada um pagou e por qual tipo de consultoria?
4) Esses ex-clientes ainda têm acesso ao redivivo ministro?
5) Algum dos ex-clientes tentou aproveitar a boa relação com o ministro para fazer lobby no atual governo, seja através dele ou usando seu nome?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Morte de Bin Laden


Não quero aqui defender o terrorismo mas a notícia da morte de Bin Laden, leva-nos a observar que o Direito Internacional foi ostensivamente violado e a ação dos E.U.A foi um assassinato puro e simples (quase que podemos dizer que os E.U.A legitimaram as ações da Al-Qaeda e o próprio 11 de Setembro!) e a manifestação de regozijo dos americanos defronte a Casa Branca um ato de barbárie porque os criminosos devem ser presos, julgados e condenados. Isto é justiça civilizada. Como humanista e como cristão não posso de maneira alguma aceitar que a morte de uma pessoa possa ser motivo de festejo e alegria.
Tenho ouvido muitas opiniões, umas mais racionais, outras claramente mais emotivas sobre uma morte sem corpo. Raramente na história da humanidade o corpo de um inimigo morto foi sepultado sem ser primeiro exposto ante os olhos do povo, para que não restassem dúvidas. Tenho ouvido também que a notícia possa ser falsa e que se trate de um embuste, uma encenação teatral de Barack Obama, pensando nas próximas eleições.
O que realmente é merecedor de atenção e muita reflexão a respeito da ação norte-americana é o fato de ter sido realizada uma incursão em um país soberano, ao que se comenta sem conhecimento algum deste, às escondidas, para eliminarem uma pessoa por eles considerada um inimigo. Desta maneira, os E.U.A oficializam que, a partir de agora, qualquer País que considere como inimigo uma pessoa que resida em outro País, possa entrar na “calada da noite” nesse País para eliminar sumariamente o dito “inimigo”, sem sofrer qualquer sanção.
Uma pergunta paira no ar: se os E.U.A, através de seus serviços de inteligência, sabiam onde estava Bin Laden por que razão não exigiram ao Paquistão que o entregasse/extraditasse? Por que razão não seguiram as vias diplomáticas habituais com o apoio dos países aliados e amigos, da União Européia (UE) e da Organização das Nações Unidas (ONU)?

domingo, 1 de maio de 2011

Brasil da contravenção




“Um deputado federal, líder de seu partido, opina pela cultura da maconha; um juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) opina pela invasão das propriedades à procura de armas; um professor da Universidade de São Paulo (USP) diz que tem que desarmar o povo na marra; um ministro de defesa proíbe militares de comemorar uma data cívica; um governador permite a entrada, no País, de droga fatal. Obras encomendadas desmoronam com quatro meses de construídas, no Maranhão e em Minas Gerais. Um porto recém-inaugurado desaba no Amazonas; um grupo de corruptos, após cinco anos, está prestes a ficar livre sem nunca ter sido preso; um terrorista é galgado à assessor de ministro e outro a ministro do governo; um fabricante de papel moeda fica podre de rico e, pelo mau cheiro, desperta a polícia. Um senador tomou o gravador de um repórter e apagou seu disco de memória, e vai à tribuna dizer que é vítima de bullying (termo inglês que significa o assédio e a violência de pessoa mais forte sobre uma mais fraca), somente porque foi perguntado pela aposentadoria de R$ 24.000,00 que o senador tem como ex-governador do Paraná. Estranho País o nosso; o povo, desligado, aplaude e pede bis.”

sábado, 16 de abril de 2011

Plebiscito: a última do Distrito Federal

Um senador que, no mínimo, não vive sem os seus seguranças armados, sugere desarmar o povo depois do massacre de Realengo, por um perturbado. De onde vieram as armas que essa vítima de uma cabeça doente comprou? Do povo que trabalha e paga seus altos impostos? Falar em desarmar bandidos e combater o tráfico de armas, nem pensar. Um bilhão de reais é o custo desse plebiscito. Por que não investir no combate ao tráfico de armas nas nossas fronteiras, seja por terra, mar e até mesmo pelo ar? Por que não aparelhar a Polícia Federal e Estadual para isso? A proposta de plebiscito sobre desarmamento é pura hipocrisia! Basta de sandices e desperdício de dinheiro público! Faça-se plebiscito pedindo a opinião do povo para saber se concordamos com os aumentos incorporados aos vencimentos dos políticos; se concordamos com o tempo e valor de suas aposentadorias, diferenciadas das do cidadão comum; se concordamos quanto à extinção ou não do fator previdenciário e se os aposentados concordam com o reajuste que lhes foi imposto; se concordamos com a redução da idade mínima de 18 para 16 anos; se concordamos com aumento da pena máxima de condenados na justiça por crimes, como o de Realengo ou estupros por exemplo, de 30 para 60 anos ou prisão perpétua ou pena capital.Quanto ao desarmamento da população de bem, já estamos completamente desarmados e à mercê dos do mal; esse, armado até os dentes. Quantos brasileiros já foram assaltados, sequestrados por bandidos portando armas ilegais. Com certeza, um percentual bem alto da população já o foi e praticamente 100% conhece alguém. Este plebiscito recomendado pela presidência do Senado Federal tem como objetivo apenas tapar o sol com a peneira do descontrole do Estado com referência à Segurança Pública Nacional! O Governo Federal perdeu essa batalha e agora, com esta proposta indecente, com visão deturpada, quer remediar o prejuízo pensando que a maioria do povo brasileiro não tem inteligência suficiente para notar que os nossos “políticos” continuam e continuarão a errar. Até quando vamos ficar esperando que as coisas mudem?