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domingo, 11 de setembro de 2011

Sem fonte de recursos


Analisando informações do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), verificamos que a arrecadação tributária no Brasil, neste ano de 2011, até o final de setembro deverá estar na marca de um trilhão de reais (R$), e com certeza ultrapassará tudo que foi arrecadado no ano de 2010 (R$ 1.290,97 trilhão).
A arrecadação tributária a cada ano que se passa, aumenta astronomicamente e seria suficiente para o Estado cumprir o seu papel na sociedade, oferecendo segurança, educação e saúde de primeiro mundo, porém, quando cobrado, no caso do sistema de saúde, alega que não existe verba e que necessário se faz criar uma nova maneira de arrecadar dinheiro da população para cobrir seus gastos. É para ficar indignado em ver que na cúpula diretiva do País não exista administradores competentes e comprometidos com o Brasil. É chocante ouvir a presidente dizer:”Só demagogo diz que resolve saúde sem verba”, assim como o partido a que pertence (PT) alardear a todos os cantos que apoia novo imposto e que a presidente “não se oporia à criação de novo tributo.
Nós, como sociedade, temos que reagir a essa progressão arrecadatória deste governo petista, que mente ao dizer que não existe dinheiro para a saúde. Como não existe dinheiro para a saúde se para outros setores, rapidamente, apareceu fonte de recursos no orçamento para: a) 50 bilhões de reais para o trem bala; b) empréstimos subsidiados pelo BNDS para o Bolsa Empresário já atingiram o patamar de R$ 300 bilhões do erário público; c) programa Brasil Maior com isenção de arrecadação que traria aos cofres da nação, R$ 20 bilhões; d) programa Minha Casa, Minha Vida com subsídios de R$ 72 bilhões em 4 anos. As “viúvas” da famigerada CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) esquecem que descontinuado este “assalto” o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) entrou em ação e já passou a casa dos R$ 20 bilhões.
Desta maneira, é inconcebível este zum-zum-zum para a criação de um novo imposto. O que precisamos ouvir é como irão trabalhar para diminuir o tamanho da máquina pública, reduzir estruturas do tempo da idade da pedra e moralizar os gastos do erário público.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Caminho tortuoso



Escândalos no mundo político e em outros mundos da nossa sociedade brasileira, aliás, não é exclusividade nossa, são divulgados em jornais, rádios, televisão, internet, diariamente. É político se apropriando de verbas públicas que não lhe pertence, utilizando-se de contatos conhecidos através da função pública que exerce para montar uma rede de clientes com informações privilegiadas em detrimento da maioria, enfim e tantas outras irregularidades não punidas e que causam na população honesta uma sensação de que nada acontece com quem detém o poder que lhe foi conferido provisoriamente. Cria-se desta forma uma cadeia progressiva de impunidades e lamentações de quem tem ciência das “maracutaias” tendo como consequências a formação de opinião de que a corrupção, o crime tem de serem tolerados e que se houver uma oportunidade para assumir o lugar dos que assim agem, a continuação dos escândalos será mantida e que compensa ser desonesto no Brasil, ser especialista em “jeitinho”, ser especialista em “malandragem”.
O único caminho para modificar esta tendência é a formação das futuras gerações a partir das escolas. As escolas deveriam levar casos de corrupção às salas de aula. Incutir nos alunos a suprema vergonha de fazer uso privado dos bens coletivos. Já que o conceito de honestidade deixou de pautar a moral social, urge cultivar a ética como normatizadora do comportamento. Desenvolver em crianças e jovens a auto-estima de ser honesto e de preservar o patrimônio público.

domingo, 4 de setembro de 2011

Os impunes!!!!!


Temos muitos exemplos mundo afora, de povos(até os que são governados por ditadores)que quando percebem/sentem que seus representantes no poder,estão praticando ou praticaram falcatruas, realizam manifestações de repúdio e pedem sua renúncia. Aqui neste nosso querido Brasil nada acontece com os eleitos pelo voto popular. O caso Roriz é mais uma demonstração de que a impunidade é normal e quem votou em corrupto está mais preocupado é com o desenrolar da novela das 20:00 horas....
Um desafio para a imprensa: se conseguem ter vídeo de corrupção, por que não conseguem a relação dos outros 285 deputados coniventes...?

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A falta que o respeito faz (Leonardo Boff )


Uma sociedade só se constrói e dá um salto para relações humanas quando instaura o respeito de uns para com os outros
A cultura moderna, desde os seus albores no século XVI, está assentada sobre uma brutal falta de respeito. Primeiro, para com a natureza, tratada como um torturador trata a sua vítima com o propósito de arrancar-lhe todos os segredos(Bacon). Depois, para com as populações originárias da América Latina. Em sua “Brevíssima Relação da Destruição das Indias”(1562) conta Bartolomé de las Casas, como testemunho ocular, que os espanhóis “em apenas 48 anos ocuparam uma extensão maior que o comprimento e a largura de toda a Europa, e uma parte da Ásia, roubando e usurpando tudo com crueldade, injustiça e tirania, havendo sido mortas e destruídas vinte milhões de almas de um país que tínhamos visto cheio de gente e de gente tão humana”(Décima Réplica). Em seguida, escravizou milhões de africanos trazidos para as Américas e negociados como “peças” no mercado e consumidos como carvão na produção.
Seria longa a ladainha dos desrespeitos de nossa cultura, culminando nos campos de extermínio nazista de milhões de judeus, de ciganos e de outros considerados inferiores.
Sabemos que uma sociedade só se constrói e dá um salto para relações minimamente humanas quando instaura o respeito de uns para com os outros. O respeito, como o mostrou bem Winnicott, nasce no seio da família, especialmente da figura do pai, responsável pela passagem do mundo do eu para o mundo dos outros que emergem como o primeiro limite a ser respeitado. Um dos critérios de uma cultura é o grau de respeito e de autolimitação que seus membros se impõem e observam. Surge, então, a justa medida, sinônimo de justiça. Rompidos os limites, vigora o desrespeito e a imposição sobre os demais. Respeito supõe reconhecer o outro como outro e seu valor intrínseco seja pessoas ou qualquer outro ser.
Dentre as muitas crises atuais, a falta generalizada de respeito é seguramente uma das mais graves. O desrespeito campeia em todas as instâncias da vida individual, familiar, social e internacional. Por esta razão, o pensador búlgaro-francês Tzvetan Todorov em seu recente livro “O medo dos bárbaros”(Vozes 2010) adverte que se não superarmos o medo e o ressentimento e não assumirmos a responsabilidade coletiva e o respeito universal não teremos como proteger nosso frágil planeta e a vida na Terra já ameaçada.
O tema do respeito nos remete a Albert Schweitzer (1875-1965), prêmio Nobel da Paz de 1952. Da Alsácia, era um dos mais eminentes teólogos de seu tempo. Seu livro “A história da pesquisa sobre a vida de Jesus” é um clássico por mostrar que não se pode escrever cientificamente uma biografia de Jesus. Os evangelhos contém história mas não são livros históricos. São teologias que usam fatos históricos e narrativas com o objetivo de mostrar a significação de Jesus para a salvação do mundo. Por isso, sabemos pouco do real Jesus de Nazaré. Schweitzer comprendeu: histórico mesmo é o Sermão da Montanha e importa vivê-lo. Abandonou a cátedra de teologia, deixou de dar concertos de Bach (era um de seus melhores intérpretes) e se inscreveu na faculdade de medicina. Formado, foi a Lambarene no Gabão, na Africa, para fundar um hospital e servir a hansenianos. E ai trabalhou, dentro das maiores limitações, por todo o resto de sua vida.
Confessa explicitamente:”o que precisamos não é enviar para lá missionários que queiram converter os africanos mas pessoas que se disponham a fazer para os pobres o que deve ser feito, caso o Sermão da Montanha e as palavras de Jesus possuam algum sentido. O que importa mesmo é, tornar-se um simples ser humano que, no espírito de Jesus, faz alguma coisa, por pequena que seja”.
No meio de seus afazares de médico, encontrou tempo para escrever. Seu principal livro é:”Respeito diante da vida” que ele colocou como o eixo articulador de toda ética. “O bem”, diz ele, “consiste em respeitar, conservar e elevar a vida até o seu máximo valor; o mal, em desrespeitar, destruir e impedir a vida de se desenvolver”. E conclui:”quando o ser humano aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante; a grande tragédia da vida é o que morre dentro do homem enquanto ele vive”.
Como é urgente ouvir e viver esta mensagem nos dias sombrios que a humanidade está atravessando.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Opção importante



Você já estourou pipoca? Se já o fez, deve ter observado a bela transformação do milho duro em pipoca macia.
Imagine o milho, fechado dentro da panela, sentindo cada vez mais o ambiente ficar quente. Deve pensar que a sua hora chegou: vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechado em si mesmo, ele não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. Não imagina aquilo de que é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece e ele aparece como uma outra coisa, completamente diferente: pipoca branca e macia.
Podemos nos comparar ao milho de pipoca. Somos criaturas duras, quebra-dentes, insensíveis, incompreensíveis. Tantas vezes, com uma visão distorcida da vida, sem valores reais.
Também sofremos transformações quando passamos pelo fogo. É a dor. São situações que nunca imaginamos vivenciar.
Pode ser um fogo de fora: um amor que se vai, um filho que adoece gravemente, o emprego perdido, a morte de um amigo, de um irmão.
Pode ser um fogo de dentro, cuja causa demoramos a descobrir e que nos atormenta um largo tempo: medo, ansiedade, depressão, pânico.
Enquanto estamos sofrendo a ação incômoda do fogo, desejamos ardentemente que ele se apague, a fim de que tenhamos repouso das dores.
Contudo, sem tal sofrimento não acontecerá a grande transformação. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito a vida inteira.
São pessoas de uma indiferença e uma dureza assombrosas. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser está ótimo.
Por outro lado, existem pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Acham que não pode existir nada mais maravilhoso do que o jeito delas serem.
A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. Essas podem ser comparadas ao piruá: aquele milho de pipoca que se recusa a estourar e fica no fundo da panela, depois do alegre estouro da pipoca.
Lamentavelmente, essas criaturas não se permitem transformar na flor branca e macia para dar alegria a alguém. Não desejam se tornar mais maleáveis, doces, amorosas.
Perdem a chance de conquistar amizades que poderiam, logo mais, se solidificar em amores para o futuro risonho.
Ser piruá ou pipoca estourada - eis uma opção. Aqueles que desejam ser feliz e fazer os outros felizes aceitam as lições das dores, tornando-se mais afáveis, gentis no trato, ponderados no falar. Aprendem a usar a empatia, a fim de compreender as dores alheias.
(baseado no texto do livro O amor que acende a lua de Rubem Alves e no livro Vida e Mensagem, ed. Fráter Livros Espírita, cap. 11.)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A China vai quebrar o mundo!


Há 200 anos Napoleão Bonnaparte fez uma profecia, que está começando a realiza-se atualmente, ao dizer: "Deixem a China dormir porque, quando ela acordar, o mundo vai estremecer".
A China do Futuro - o Futuro é Hoje... A verdade é que agora, tudo o que compramos é Made in China ....... Eis um aviso para o futuro! Mas quem liga para esse aviso? Atualmente ninguém ! Agora é só aproveitar.... E APROVEITAR ...! E depois como será para os nossos filhos ? Que futuro terão ?

JÁ PENSOU COMO FICARÁ A CHINA DO FUTURO?

Por Luciano Pires
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Alguns conhecidos voltaram da China impressionados. Um determinado produto que o Brasil fabrica um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões...
A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reação é impressionante.
Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas... Com preços que são uma fração dos praticados aqui. Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares: Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo, que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares. Quando comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios.... estamos perante uma escravidão amarela e alimentando-a...
Horas extraordinárias? Na China...? Esqueça !!! O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego que trabalha horas extras sabendo que não vão receber nada por isso... Atrás dessa "postura" está a grande armadilha chinesa.
Não se trata de uma estratégia comercial, mas sim de uma estratégia "de poder" para ganhar o mercado ocidental .
Os chineses estão tirando proveito da atitude dos 'marqueteiros' ocidentais, que preferem terceirizar a produção ficando apenas com o que ela "agrega de valor": a marca.
Dificilmente você adquire atualmente nas grandes redes comerciais dos Estados Unidos da América um produto "made in USA". É tudo "made in China", com rótulo estadunidense.
As Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares...
Apenas lhes interessa o lucro imediato e a qualquer preço.
Mesmo ao custo do fechamento das suas fábricas e do brutal desemprego. É o que se pode chamar de "estratégia preçonhenta" (preço com peçonhento).
Enquanto os ocidentais terceirizam as táticas e ganham no curto prazo, a China assimila essas táticas e tecnologia, cria unidades produtivas de alta performance, para dominar no longo prazo.
Enquanto as grandes potências mercadológicas que ficam com as marcas, com os designes.... suas grifes, os chineses estão ficando com a produção, assistindo,estimulando e contribuindo para o desmantelamento dos já poucos parques industriais ocidentais.
Em breve, por exemplo, já não haverá mais fábricas de tênis ou de calçados pelo mundo ocidental. Só haverá na China.
Então, num futuro próximo veremos os produtos chineses aumentando os seus preços, gerando um "choque da manufatura", como aconteceu com o choque petrolífero nos anos setenta. Aí já será tarde demais. Então o mundo perceberá que reerguer as suas fábricas terá um custo proibitivo e irá render-se ao poderio chinês.
Perceberá que alimentou um enorme dragão e acabou refém do mesmo.
Dragão este que aumentará gradativamente seus preços, já que será ele quem ditará as novas leis de mercado, pois quem tem o monopólio da produção, manda.
Sendo ela e apenas ela quem possuirá as fábricas, inventários e empregos é quem vai regular os mercados e não os "preçonhentos".
Iremos, nós e os nossos filhos, netos... assistir a uma inversão das regras do jogo atual que terão nas economias ocidentais o impacto de uma bomba atômica.... chinesa. Nessa altura em que o mundo ocidental acordar será muito tarde.
Nesse dia, os executivos "preçonhentos" olharão tristemente para os esqueletos das suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando boliche no clube da esquina, e chorarão sobre as sucatas dos seus parques fabris desmontados.
E então lembrarão, com muitas saudades, do tempo em que ganharam dinheiro comprando "balatinho dos esclavos" chineses, vendendo caro suas "marcas-grifes" aos seus conterrâneos.
E então, entristecidos, abrirão suas "marmitas" e almoçarão as suas marcas que já deixaram de ser moda e, por isso, deixaram de ser poderosas, pois, foram todas copiadas....

REFLITAM E PENSEM - PRODUTOS DE FABRICAÇÃO NACIONAL, FOMENTANDO O EMPREGO EM SEU PAÍS, PELA SOBREVIVÊNCIA DO SEU AMIGO, DO SEU VIZINHO E ATÉ MESMO DA SUA PRÓPRIA... E DE SEUS DESCENDENTES,PRESSIONANDO O GOVERNO PARA REDUÇÃO DE NOSSOS PREÇOS. ISSO SIM.

domingo, 14 de agosto de 2011

O orgulho de macho



“Os políticos brasileiros adoram fazer escola, deixar um legado de sua passagem pelos parlamentos e governos. O auge se dá quando seus nomes se transformam em conceitos para definir uma postura pública, como o getulismo e o malufismo. Não é o caso do vereador paulistano Carlos Apolinário, camaleão na política, vira-casaca de várias legendas. Mas ele será nota de rodapé da história por uma das maiores imbecilidades legislativas: a criação do Dia do Orgulho Heterossexual.
O projeto, aprovado por 31 vereadores-cúmplices, depende da canetada do prefeito Gilberto Kassab. O prefeito, aliás, reforçou a imagem de alguém que governa de costas para a cidade e para os comportamentos sociais que pulsam dentro dela. Para o prefeito, data como essa equivale ao Dia do Médico e ao Dia do Professor e jamais seria um estímulo à homofobia.
O projeto de Apolinário, que estabelece a “comemoração” no terceiro domingo de dezembro, influenciou outro aventureiro com mandato. O vereador Ciro Moura apresentou proposta semelhante em Fortaleza, no Ceará. Deputados federais falaram sobre a importância de um projeto semelhante em âmbito nacional.
O Dia do Orgulho Heterossexual é uma aberração social e cultural. Homofobia é exercício cotidiano, em um país com ranços machistas. Os casos de violência contra gays e contra mulheres se acumulam nas delegacias. A discriminação em inúmeros ambientes sociais é evidente por mais que se arrumem desculpas esfarrapadas para eliminar o outro do convívio.
O Dia do Orgulho Heterossexual não tem razão de existir. Grupos que compõem maioria na sociedade não necessitam de datas comemorativas, que funcionam e se mantém vivas como regime de exceção. O grupo dominante perpetua seu poder no dia-a-dia e uma data de celebração apenas serve para reforçar o preconceito. Por outro lado, expõe a existência do controle e da opressão sobre quem pensa ou age de maneira diferente. Mas não modifica ou ameniza o quadro de violência, seja psicológica ou física. Pelo contrário, pode até estimular comportamentos intolerantes, protegidos por uma impunidade real, antes apenas uma sensação.
A discussão sobre homossexualidade ganhou contornos políticos, o que - de certa forma – gera ressonância positiva. O assunto, antes trancafiado em armários ou sob pacto de silêncio, passa a fazer parte das rodas de conversas e da agenda de muitas instituições. O preconceituoso não pode mais se esquivar do tema. Ou tira a máscara, como fizeram muitos políticos, ou se cala, com a decisão consciente de que um novo cenário se desenha à porta dele.
O problema é que a sexualidade brasileira, transformada em debate público, aparece impregnada de moral religiosa, em larga medida moralismo de segunda mão. O vereador paulistano, inventor do Dia do Orgulho Heterossexual, pertence à bancada da bíblia, grupo apartidário, de várias religiões e amigo do poder, que se alimenta da desinformação de eleitores impregnados por uma fé cega e excludente por natureza.
Esta parcela da classe política, sanguessuga de ideias ultrapassadas, mistura moral religiosa, que distorce inclusive os textos originais bíblicos, com assuntos laicos. Religião e política assumiram o relacionamento afetivo. Na última eleição para presidente, aborto virou prioridade nacional e, em momento algum, foi tratado como pauta de saúde pública. A retórica eleitoral ignorou milhares de mulheres que morrem em clínicas clandestinas.
Projetos como os dos vereadores de São Paulo e Fortaleza atendem a facção mais atrasada de um país que se considera civilizado. Se a lógica de raciocínio persistir, poderemos ter – em breve – vereadores ou deputados propondo o Dia da Consciência Branca e o Dia do Homem. Quem sabe o Dia do Homem Branco? O kit-preconceito ficaria completo. Muita gente adoraria. (Marcus Vinicius Batista)”

Quando a gente acha que nada mais bizarro poderia vir da política, eis que os “distintos” (parabéns para os que elegeram uma coisa desta natureza que ao meu ver são verdadeiras mula-sem-cabeça) nos surpreendem e conseguem se superar.
Veja que isto acontece no estado mais evoluído do País. É para ficar em dúvida entre rir, chorar ou bater a cabeça na parede.
No nosso querido Brasil, todos sabemos, mas continuam sendo eleitas pessoas de extrema mediocridade. No nosso País a política não rima com trabalho em nenhum momento, mas esta proposta aqui é o supra-sumo da falta do que fazer. Numa sociedade como a nossa em que educação, segurança, saúde são prioridades, vem um cidadão “desmiolado”, carregado de preconceitos propor uma verdadeira atrocidade. Será que este “ser” não se preocupa com os preços que aumentam, com o nível de emprego, com a violência, com o trânsito caótico.
Desde quando heterossexual necessita de um dia de orgulho?
Acredito que este “representante do povo” não tem ciência de que o heterossexual é maioria, não é vítima de violência, não sofre discriminação, preconceito, ameaças ou constrangimentos. Não necessita de dia para se afirmar. Em determinados momentos históricos, as mulheres, os negros, minorias raciais e outros sofreram brutalidades, ofensas e hoje têm os seus dias no calendário. Essas datas, sim, têm sentido, pois estimulam a tolerância, a paz e a solidariedade entre as pessoas.
Se os homossexuais reivindicaram (e conseguiram) um dia para o orgulho deles é um problema/solução deles.
O pior de tudo é que este cidadão não está sozinho no pedestal das datas estapafúrdias. Nos anos 90, houve um tal de Alberto “Turco Loco” (veja o nome da “peça”), com uma visão fenomenal, criou medidas de caráter muito útil e inesquecível para os habitantes da cidade e do estado de São Paulo. Ele, num momento de “inspiração” criou o Dia do Rock e o Dia do Surf. Não é uma criação sensacional?
Não vai demorar e teremos datas comemorativas importantes para o nosso bem-estar como: Dia do Mico Leão Dourado do Topete Grande, Dia do Guaxinim Vesgo, Dia da Formiga, etc. etc... Seja sincero!!! Como é que você poderia viver sem comemorar estas datas no seu dia a dia?
As pessoas que desperdiçaram seus votos com esta aberrações só podem estar em estado letárgico. É duro ver, ainda, que estas pessoas ganham polpudos salários e encontram espaço aberto na mídia para propagarem besteiras a esmo.