Passado o período em que se trancou no Palácio do Planalto e evitou a exposição em momentos delicados, em especial logo após a queda do avião da TAM, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está de volta ao palanque. Provavelmente por ter sido alvo de uma nova onda de críticas, dessa vez provocada por sua inabilidade em resolver o apagão aéreo, Lula retomou seus discursos. Em meio a comentários otimistas sobre a resistência da economia em relação à crise americana, o presidente tem ressaltado sua opção pelos mais pobres, criticado a elite e demonstrado contrariedade com os que protestam durante suas aparições.Entre várias situações registradas no mês, Lula respondeu no dia 16 às vaias de estudantes no Rio, chamando-os de “pequenos-burgueses”. Na mesma data, em Minas, disse que enfrenta a oposição de uma “pequena elite” por cuidar dos pobres. Desde então, a retórica de que seu governo é voltado para os desfavorecidos tem sido usada com insistência. Trata-se, é claro, de uma estratégia para desqualificar quem o critica, grupo esse que obviamente não está apenas concentrado nas elites. Estudantes, sindicalistas, a Imprensa e mesmo a oposição em Brasília têm todo o direito de pressionar o presidente quando bem entenderem. Assim funciona o jogo democrático. (Fonte: jornal A Tribuna de Santos)
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