Outras sobre gastos públicos:
1. - Após os escândalos envolvendo o uso irregular dos cartões corporativos, o governo tomou três atitudes. Primeiro cortou o cartão dos ministros. Cá entre nós, uma tolice, porque o problema não era o cartão, mas o uso sem critério. A segunda ação foi proibir o ótimo portal de internet Transparência de divulgar os gastos feitos pelos assessores particulares do presidente Lula. Os dez funcionários responsáveis pelas despesas do gabinete da Presidência gastaram no ano passado R$ 3,6 milhões com cartões de crédito. Isso incluiu de despesas com viagens do presidente e sua comitiva à manutenção dos palácios presidenciais e necessidades de Lula e da primeira-dama, Marisa Letícia. A justificativa para o sigilo é aumentar a segurança do presidente. "Quanto menor a transparência, maior a segurança", disse a O Globo o general Jorge Félix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional.E, por último, o governo decidiu apoiar a CPI que a oposição quer fazer sobre o tema. A esperteza foi incluir nas investigações da CPI os gastos dos ministros do governo FHC e as verbas sigilosas do Judiciário, da Câmara e do Senado. Vale lembrar que nas outras ocasiões em que ameaçou investigar o governo FHC, como no caso da CPI das ONGs, o governo Lula freou imediatamente o ímpeto da curiosidade do PSDB. “As tapiocas (dos dois governos) são as mesmas”, ironizou o líder do governo no Senado, Romero Jucá, se referindo aos gastos culinários do ministro dos Esportes, Orlando Silva. Dois editoriais comentam o caso. O Globo defende a CPI ampla. “Se houver mesmo essa comissão, ela terá mesmo que vasculhar os cartões desde a era FH. Já para o governo, abrir a caixa-preta é a melhor alternativa. Não fazê-lo justificará graves suspeitas”. O jornal O Estado de São Paulo lamenta a falta de transparência dos gastos. “A fiscalização é praticamente impossível. Não poderia ser de outro modo quando se descobre, para dar um exemplo, que pelo menos 10 dos 37 ministros declaram gastos com os cartões em nome de assessores e outros subordinados”.
2.- Reportagem do jornal a Folha de São Paulo, mostra que o ministro Orlando Silva, o da tapioca, usou o cartão corporativo para pagar diárias em um hotel quatro estrelas, no Rio, onde esteve hospedado com a mulher, a filha e uma babá. Silva alegou que o valor seria o mesmo caso ele estivesse se hospedado sozinho. "Todos, inclusive a babá, se acomodaram no mesmo apartamento que o ministro se hospedaria", diz nota do ministério.O ministro ficou hospedado com a família e a babá entre os dias 14 e 18 de dezembro -de sexta a terça. Sua agenda na internet informa que ele teria compromisso apenas na segunda, dia 17.
3.– O site do Democratas afirma que os pilotos e tripulantes que servem diretamente ao presidente Lula no Aerolula recebem, em média, R$ 52 mil mensais, somando vencimentos como pessoas jurídicas e como servidores públicos.
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