
Muitas pessoas não conseguem encontrar a verdade sobre si mesma porque procuram onde ela não se encontra. Não procuram olhar para o seu interior, e desta maneira utilizam a idéia de outra pessoa sobre a verdade. A outra pessoa pode estar correta, mas como só se conhece a verdade sendo a verdade, a descoberta deve ser feita no interior de nós mesmos, entretanto, é sempre difícil seguir este caminho.
É difícil porque o nosso mundo valoriza o sucesso, quanto maior, melhor; quanto maior a audiência, maior o orador; as casas e edifícios colossais, os automóveis, os aviões, e as pessoas. Somente com esses fatos podemos perceber que a simplicidade se perdeu. As pessoas de sucesso não são as que estão construindo um mundo novo. Ser um revolucionário real requer uma mudança completa de coração e mente, e tão poucos querem se libertar. O ser humano corta apenas as raízes superficiais; mas para cortar as profundas raízes que alimentam a mediocridade, o sucesso, é preciso algo mais que palavras, métodos, compulsões. Parece que esses revolucionários são poucos, mas eles são os construtores reais – o resto trabalha em vão.
Para iniciar e desenvolver uma visão mais ampla, devemos estar dispostos, decididos a esquecer, a matar nossa visão mais estreita. A curto prazo é muito mais fácil não fazer isso – permanecer onde estamos, continuar usando o mesmo modo de vida atual, evitar sofrer a morte das noções que valorizamos. Contudo, o caminho do crescimento espiritual segue a direção oposta. Começamos desconfiando do que já conhecemos, buscando ativamente o que é ameaçador e desconhecido, deliberadamente desafiando a validade do que nos foi ensinado e valorizado. O caminho para a santidade está em questionar tudo.
Um dos nossos problemas é que poucos de nós desenvolveram uma vida pessoal distinta. Tudo em nós parece depender de outros, até mesmo nossas emoções. Em muitas situações, dependemos de informações de terceiros para viver. Nós aceitamos a palavra do médico, de um cientista, de um fazendeiro dando-lhes crédito. Não gostamos de fazer isso, mas temos de fazer, porque eles possuem conhecimentos essenciais sobre a vida que nós ignoramos. Podemos aceitar informações de terceiros sobre o estado dos nossos rins, os efeitos colaterais do colesterol e a criação de galinhas. Mas quando se trata de questões de significado, finalidade e morte, informações de terceiros não servem. Não podemos sobreviver com uma fé de terceiros, em acreditar num Deus de terceiros. Tem de existir uma palavra pessoal, uma confrontação única, se pretendemos sair vivos.
Dentro desta realidade, somos o resultado de uma formidável propaganda religiosa, política, comercial, etc...resultado da propaganda, propaganda da Bíblia, do Alcorão, de Bhagavad Gitã ou das teorias de Karl Marx e de Lenine. Eis o que somos, sem nada de original, nada de verdadeiro: seres humanos de “segundo plano”. Isso é um fato: é a nossa vida.
Somos criados com fundamentos de que o exemplo, o herói, o santo, o guia, o guru, é necessário; e tornamo-nos assim, seguidores, sem iniciativa própria, discos reprodutores, a repetir o mesmo velho padrão. Quando nos limitamos a seguir, perdemos todo o sentimento de individualidade, a plenitude da compreensão individual, e isso, muito evidentemente, não soluciona os nossos problemas... E quando submetidos à tirania do exemplo, nossa mente está apenas a ajustar-se a um padrão. O padrão pode ser amplo ou estreito, mas é sempre padrão, molde, e a mente que segue um padrão é, sem dúvida, muito superficial. Seguindo o padrão que é determinado em exemplos, modelos, ídolos, descartamos o que é puro, verdadeiro em si mesmo; utilizando intérpretes, exemplos, mestres, gurus, por seu intermédio, alcançamos alguma coisa – e tudo isso é puro absurdo, um meio de explorar a outros. Se cada um de nós fosse capaz de pensar claramente desde o começo, ou de reeducar-se para pensar claramente, todos esses exemplos, mestres, gurus, sistemas, se tornariam completamente desnecessários, como realmente são.
Agindo desta forma, podemos afirmar que não somos indivíduos, e sim meras máquinas de imitar, resultado de um certo meio cultural, um certo sistema educativo. Somos o corpo coletivo, não somos indivíduos, refletindo sinceramente, isto fica muito claro. Todos nós somos cristão ou mulçumanos, isto ou aquilo, com certos dogmas, crenças, o que significa que somos resultado da massa, isto é, da coletividade. Por conseguinte, não somos indivíduos.
É necessário estarmos totalmente descontentes com alguma coisa, para podermos descobrir algo. Mas a sociedade não deseja nos ver descontentes, porque teríamos então vitalidade, começaríamos a questionar, a investigar, a descobrir e, conseqüentemente, nos tornaríamos inconvenientes para ela.
Atualmente, somos meros “equipamentos” repetidores, eventualmente trocando gravações quando pressionados mas, em geral, tocando as mesmas melodias para todas as ocasiões. E é esse repetir constante, esse perpetuar da tradição, a origem do problema com todas as suas complexidades.
Parecemos incapazes de escapar da conformidade, embora saibamos substituir a atual conformidade por uma outra, ou até mesmo sejamos capazes de tentar mudar o modelo atual. Trata-se de um processo constante de repetição, de imitação... e a repetição, seguramente, não irá solucionar os problemas humanos... por intermédio do autoconhecimento, é possível livrar-se desse eterno repetir.
A massa ou coletividade é uma abstração sempre explorada pelo político, por alguém que tem uma ideologia.
Massa ou coletividade, na verdade, é você, eu e um outro. Quando você, eu e um outro estamos hipnotizados por uma palavra, então nos transformamos em massa ou coletividade, que ainda é uma abstração, pois a palavra é uma abstração. A ação da massa ou coletividade é uma ilusão. Essa ação é realmente a idéia sobre a ação daqueles poucos que aceitamos em nossa confusão e desespero. Em razão da nossa confusão, do nosso desespero, escolhemos nossos guias, sejam eles políticos ou religiosos, e eles, também, inevitavelmente, em razão da nossa escolha, devem estar em confusão e desespero. Eles podem assumir um ar de segurança e de pleno conhecimento, mas, na verdade, como são os guias dos confusos, devem estar igualmente confusos, ou não seriam guias.
A palavra indivíduo significa indivisível, não fragmentado. Individualidade significa então, uma totalidade, o todo, e a palavra “todo” significa “são”, “puro”. Mas, nós não somos um indivíduo, porque não estamos são, porque estamos divididos, fragmentados interiormente; estamos em contradição com nós mesmo, partido, e, por conseguinte, não somos de maneira nenhuma indivíduo.
Já se disse que “conhecer a si próprio é a mais alta sabedoria”, mas poucos entre nós têm cuidado disso. Falta-nos a necessária paciência, intensidade ou paixão, para descobrirmos o que somos. Nós temos a necessária energia, mas utilizamos da energia de outras pessoas; precisamos que outras pessoas nos digam o que somos.
Uma das coisas mais estranhas que nos acontece é a facilidade com que nos deixamos influenciar. Desde a tenra idade somos educados como católicos, protestantes, brasileiros, etc. Somos o resultado de uma propaganda incessantemente repetida, e que continuamos a repetir.
Somos seres humanos de “segundo plano”. Devemos nos prevenir para não ser influenciados nem mesmo por estes escritos, já que se trata de minha vida, e não da sua.
Viver das idéias de outras pessoas é uma das coisas mais terríveis que se podem fazer, porque as idéias não são a verdade.
Nossas vidas estão em completa desordem, divididas; vivemos em compartimentos separados; não somos seres inteiros, não-fragmentados. A essência da desordem é a contradição e, havendo em nós contradição, há necessariamente esforço e, por conseguinte, desordem. Vemos a desordem em que se acha a nossa vida, as contradições provocadas por diferentes desejos, propósitos, conclusões, intenções; sendo ambiciosos, ávidos, competidores, dizemos que amamos; sendo egocêntricos, egotistas, estreitos, falamos em fraternidade universal. Estamos sempre a dissimular, e por isso há tanta hipocrisia.
Aceita-se a palavra, a explicação, porque ela conforta; a crença conforta quando existe sofrimento ou um estado de ansiedade. As explicações dadas por filósofos, psicólogos, sacerdotes, gurus, professores – é nessas coisas que as pessoas se baseiam para viver; o que significa que se vive uma vida de segunda mão e estão satisfeitas... Lê-se muito sobre o que outras pessoas pensaram, assiste-se pela televisão o que está acontecendo. É sempre o outro, alguém lá fora, que diz o que se deve fazer. Com isso, a mente atrofia-se e nesta condição sempre vive-se uma vida de segunda mão.
Alguém já se perguntou: “Posso ser uma luz para mim mesmo – não a luz de outrem, a luz de Jesus ou de Buda? Pode-se ser a luz para si mesmo? Isso quer dizer que não existe sombra, pois ser uma luz para si mesmo significa que esta não é apagada por nenhum meio artificial, por circunstâncias, por tristeza, por acidente. Pode-se ser isso para si mesmo? Sim, mas só quando a mente não é desafiada porque está completamente desperta. A maioria de nós, entretanto, necessita de desafios, porque a maioria de nós está adormecida – adormecida porque fomos adormecidos por todos os filósofos, por todos os santos, por todos os deuses, sacerdotes e políticos. Adormece-se uma pessoa e ela não sabe que está adormecida: pensa que isso é normal. Um ser humano que quer ser a luz para si mesmo tem que se libertar disso tudo. Pode-se ser a luz para si mesmo somente quando não existe “eu”. Então, essa luz é a luz eterna, perene, imensurável.
Bibliografia:
- A Busca – Paul Brunton – Edit. Pensamento (http://www.paulbrunton.hpg.ig.com.br/index.htm )
- Cartas a uma jovem amiga – Krishnamurti – Edit. Terra sem caminho (http://www.krishnamurti.org.br )
- M. Scott Peck (http://www.mscottpeck.com )
- Journey Into Christ – Alan Jones – Seabury Press
- Da solidão à Plenitude Humana – Krishnamurti – ICK
- Sobre Relacionamentos – Krishnamurti – Edit. Cultrix
- Fora da Violência – Krishnamurti – Edit. Cultrix
- Perguntas e Respostas – Krishnamurti – Edit. Cultrix
É difícil porque o nosso mundo valoriza o sucesso, quanto maior, melhor; quanto maior a audiência, maior o orador; as casas e edifícios colossais, os automóveis, os aviões, e as pessoas. Somente com esses fatos podemos perceber que a simplicidade se perdeu. As pessoas de sucesso não são as que estão construindo um mundo novo. Ser um revolucionário real requer uma mudança completa de coração e mente, e tão poucos querem se libertar. O ser humano corta apenas as raízes superficiais; mas para cortar as profundas raízes que alimentam a mediocridade, o sucesso, é preciso algo mais que palavras, métodos, compulsões. Parece que esses revolucionários são poucos, mas eles são os construtores reais – o resto trabalha em vão.
Para iniciar e desenvolver uma visão mais ampla, devemos estar dispostos, decididos a esquecer, a matar nossa visão mais estreita. A curto prazo é muito mais fácil não fazer isso – permanecer onde estamos, continuar usando o mesmo modo de vida atual, evitar sofrer a morte das noções que valorizamos. Contudo, o caminho do crescimento espiritual segue a direção oposta. Começamos desconfiando do que já conhecemos, buscando ativamente o que é ameaçador e desconhecido, deliberadamente desafiando a validade do que nos foi ensinado e valorizado. O caminho para a santidade está em questionar tudo.
Um dos nossos problemas é que poucos de nós desenvolveram uma vida pessoal distinta. Tudo em nós parece depender de outros, até mesmo nossas emoções. Em muitas situações, dependemos de informações de terceiros para viver. Nós aceitamos a palavra do médico, de um cientista, de um fazendeiro dando-lhes crédito. Não gostamos de fazer isso, mas temos de fazer, porque eles possuem conhecimentos essenciais sobre a vida que nós ignoramos. Podemos aceitar informações de terceiros sobre o estado dos nossos rins, os efeitos colaterais do colesterol e a criação de galinhas. Mas quando se trata de questões de significado, finalidade e morte, informações de terceiros não servem. Não podemos sobreviver com uma fé de terceiros, em acreditar num Deus de terceiros. Tem de existir uma palavra pessoal, uma confrontação única, se pretendemos sair vivos.
Dentro desta realidade, somos o resultado de uma formidável propaganda religiosa, política, comercial, etc...resultado da propaganda, propaganda da Bíblia, do Alcorão, de Bhagavad Gitã ou das teorias de Karl Marx e de Lenine. Eis o que somos, sem nada de original, nada de verdadeiro: seres humanos de “segundo plano”. Isso é um fato: é a nossa vida.
Somos criados com fundamentos de que o exemplo, o herói, o santo, o guia, o guru, é necessário; e tornamo-nos assim, seguidores, sem iniciativa própria, discos reprodutores, a repetir o mesmo velho padrão. Quando nos limitamos a seguir, perdemos todo o sentimento de individualidade, a plenitude da compreensão individual, e isso, muito evidentemente, não soluciona os nossos problemas... E quando submetidos à tirania do exemplo, nossa mente está apenas a ajustar-se a um padrão. O padrão pode ser amplo ou estreito, mas é sempre padrão, molde, e a mente que segue um padrão é, sem dúvida, muito superficial. Seguindo o padrão que é determinado em exemplos, modelos, ídolos, descartamos o que é puro, verdadeiro em si mesmo; utilizando intérpretes, exemplos, mestres, gurus, por seu intermédio, alcançamos alguma coisa – e tudo isso é puro absurdo, um meio de explorar a outros. Se cada um de nós fosse capaz de pensar claramente desde o começo, ou de reeducar-se para pensar claramente, todos esses exemplos, mestres, gurus, sistemas, se tornariam completamente desnecessários, como realmente são.
Agindo desta forma, podemos afirmar que não somos indivíduos, e sim meras máquinas de imitar, resultado de um certo meio cultural, um certo sistema educativo. Somos o corpo coletivo, não somos indivíduos, refletindo sinceramente, isto fica muito claro. Todos nós somos cristão ou mulçumanos, isto ou aquilo, com certos dogmas, crenças, o que significa que somos resultado da massa, isto é, da coletividade. Por conseguinte, não somos indivíduos.
É necessário estarmos totalmente descontentes com alguma coisa, para podermos descobrir algo. Mas a sociedade não deseja nos ver descontentes, porque teríamos então vitalidade, começaríamos a questionar, a investigar, a descobrir e, conseqüentemente, nos tornaríamos inconvenientes para ela.
Atualmente, somos meros “equipamentos” repetidores, eventualmente trocando gravações quando pressionados mas, em geral, tocando as mesmas melodias para todas as ocasiões. E é esse repetir constante, esse perpetuar da tradição, a origem do problema com todas as suas complexidades.
Parecemos incapazes de escapar da conformidade, embora saibamos substituir a atual conformidade por uma outra, ou até mesmo sejamos capazes de tentar mudar o modelo atual. Trata-se de um processo constante de repetição, de imitação... e a repetição, seguramente, não irá solucionar os problemas humanos... por intermédio do autoconhecimento, é possível livrar-se desse eterno repetir.
A massa ou coletividade é uma abstração sempre explorada pelo político, por alguém que tem uma ideologia.
Massa ou coletividade, na verdade, é você, eu e um outro. Quando você, eu e um outro estamos hipnotizados por uma palavra, então nos transformamos em massa ou coletividade, que ainda é uma abstração, pois a palavra é uma abstração. A ação da massa ou coletividade é uma ilusão. Essa ação é realmente a idéia sobre a ação daqueles poucos que aceitamos em nossa confusão e desespero. Em razão da nossa confusão, do nosso desespero, escolhemos nossos guias, sejam eles políticos ou religiosos, e eles, também, inevitavelmente, em razão da nossa escolha, devem estar em confusão e desespero. Eles podem assumir um ar de segurança e de pleno conhecimento, mas, na verdade, como são os guias dos confusos, devem estar igualmente confusos, ou não seriam guias.
A palavra indivíduo significa indivisível, não fragmentado. Individualidade significa então, uma totalidade, o todo, e a palavra “todo” significa “são”, “puro”. Mas, nós não somos um indivíduo, porque não estamos são, porque estamos divididos, fragmentados interiormente; estamos em contradição com nós mesmo, partido, e, por conseguinte, não somos de maneira nenhuma indivíduo.
Já se disse que “conhecer a si próprio é a mais alta sabedoria”, mas poucos entre nós têm cuidado disso. Falta-nos a necessária paciência, intensidade ou paixão, para descobrirmos o que somos. Nós temos a necessária energia, mas utilizamos da energia de outras pessoas; precisamos que outras pessoas nos digam o que somos.
Uma das coisas mais estranhas que nos acontece é a facilidade com que nos deixamos influenciar. Desde a tenra idade somos educados como católicos, protestantes, brasileiros, etc. Somos o resultado de uma propaganda incessantemente repetida, e que continuamos a repetir.
Somos seres humanos de “segundo plano”. Devemos nos prevenir para não ser influenciados nem mesmo por estes escritos, já que se trata de minha vida, e não da sua.
Viver das idéias de outras pessoas é uma das coisas mais terríveis que se podem fazer, porque as idéias não são a verdade.
Nossas vidas estão em completa desordem, divididas; vivemos em compartimentos separados; não somos seres inteiros, não-fragmentados. A essência da desordem é a contradição e, havendo em nós contradição, há necessariamente esforço e, por conseguinte, desordem. Vemos a desordem em que se acha a nossa vida, as contradições provocadas por diferentes desejos, propósitos, conclusões, intenções; sendo ambiciosos, ávidos, competidores, dizemos que amamos; sendo egocêntricos, egotistas, estreitos, falamos em fraternidade universal. Estamos sempre a dissimular, e por isso há tanta hipocrisia.
Aceita-se a palavra, a explicação, porque ela conforta; a crença conforta quando existe sofrimento ou um estado de ansiedade. As explicações dadas por filósofos, psicólogos, sacerdotes, gurus, professores – é nessas coisas que as pessoas se baseiam para viver; o que significa que se vive uma vida de segunda mão e estão satisfeitas... Lê-se muito sobre o que outras pessoas pensaram, assiste-se pela televisão o que está acontecendo. É sempre o outro, alguém lá fora, que diz o que se deve fazer. Com isso, a mente atrofia-se e nesta condição sempre vive-se uma vida de segunda mão.
Alguém já se perguntou: “Posso ser uma luz para mim mesmo – não a luz de outrem, a luz de Jesus ou de Buda? Pode-se ser a luz para si mesmo? Isso quer dizer que não existe sombra, pois ser uma luz para si mesmo significa que esta não é apagada por nenhum meio artificial, por circunstâncias, por tristeza, por acidente. Pode-se ser isso para si mesmo? Sim, mas só quando a mente não é desafiada porque está completamente desperta. A maioria de nós, entretanto, necessita de desafios, porque a maioria de nós está adormecida – adormecida porque fomos adormecidos por todos os filósofos, por todos os santos, por todos os deuses, sacerdotes e políticos. Adormece-se uma pessoa e ela não sabe que está adormecida: pensa que isso é normal. Um ser humano que quer ser a luz para si mesmo tem que se libertar disso tudo. Pode-se ser a luz para si mesmo somente quando não existe “eu”. Então, essa luz é a luz eterna, perene, imensurável.
Bibliografia:
- A Busca – Paul Brunton – Edit. Pensamento (http://www.paulbrunton.hpg.ig.com.br/index.htm )
- Cartas a uma jovem amiga – Krishnamurti – Edit. Terra sem caminho (http://www.krishnamurti.org.br )
- M. Scott Peck (http://www.mscottpeck.com )
- Journey Into Christ – Alan Jones – Seabury Press
- Da solidão à Plenitude Humana – Krishnamurti – ICK
- Sobre Relacionamentos – Krishnamurti – Edit. Cultrix
- Fora da Violência – Krishnamurti – Edit. Cultrix
- Perguntas e Respostas – Krishnamurti – Edit. Cultrix
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